Contato

Grupo de procuradores democratas contesta tarifaço dos EUA que afeta o Brasil

 


Autoridades afirmam que a proposta é inconstitucional e ameaça a economia estadunidense.
Um grupo de 22 procuradores-gerais democratas dos Estados Unidos enviou, na segunda-feira (6), uma carta ao representante comercial do país, Jamieson Greer, contestando a proposta de impor tarifas de até 12,5% a dezenas de países, entre eles o Brasil. As autoridades estaduais afirmam que a medida é ilegal e pode provocar impactos negativos na economia estadunidense. As informações são da CNN Brasil.
A recomendação partiu do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que propôs a aplicação das tarifas ao Brasil, a outros 58 países e à União Europeia, sob a alegação de que esses parceiros comerciais não estariam adotando medidas suficientes para combater o trabalho forçado.
Na carta, os procuradores condenam o uso de trabalho forçado e reconhecem que mercadorias produzidas por meio dessa prática devem ser barradas no mercado estadunidense. No entanto, afirmam que o USTR “utilizou o trabalho forçado como pretexto para manter um esquema tarifário ilegal”.
Segundo os signatários, caso as tarifas sejam implementadas, haverá efeitos econômicos amplos e prejudiciais, além de uma violação da Constituição dos Estados Unidos, ao ampliar indevidamente os poderes do Executivo.
“O presidente Trump demonstrou que deseja ter autoridade ilimitada para impor tarifas à maior parte do mundo. Mas a Constituição garante ao Congresso, e não ao presidente, o poder para instituir e cobrar impostos, direitos, taxas e tributos”, afirma a carta.
Questionamentos sobre o Brasil
O documento também aponta inconsistências na proposta do USTR, utilizando o Brasil como exemplo.
De acordo com os procuradores, o relatório menciona a carne bovina congelada brasileira entre os produtos supostamente associados ao trabalho forçado, mas posteriormente exclui grande parte desses itens da lista de produtos sujeitos às tarifas no Anexo A da proposta. Situação semelhante ocorre com produtos como café e minérios.
Para os democratas, o relatório do USTR “não explica de forma satisfatória por que a importação desses produtos sem tarifas é justificada, ao mesmo tempo em que se impõem tarifas a inúmeros outros produtos que não apresentam risco de terem sido produzidos com trabalho forçado e que, por sua vez, não distorcem o mercado”.
Os procuradores também afirmam que a medida dificilmente reduzirá o trabalho forçado e poderá provocar aumento de preços para consumidores dos Estados Unidos, além de repetir os prejuízos econômicos observados em políticas tarifárias anteriores.
Outras ameaças tarifárias
Além da tarifa de até 12,5%, o governo de Donald Trump também ameaça aplicar uma nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
Entre as justificativas apresentadas pelo USTR estão o suposto favorecimento do Banco Central ao Pix em relação a outros meios de pagamento oferecidos por empresas estadunidenses, além do encerramento da cooperação bilateral sobre etanol, questões relacionadas ao desmatamento, à pirataria e à corrupção.

A decisão final do governo dos Estados Unidos sobre a adoção das tarifas está prevista para 15 de julho.
Com 247

Opinião

 

Por Ricardo Amaral-Jornalista

O filho de africanos fez o time de Trump cair de quatro
Ontem, em Seattle, os deuses do futebol impuseram o castigo pelos pés de um filho de imigrantes congoleses
Desde a invasão da Suíça pelo FBI em 2015, a Fifa é refém dos EUA, que jamais poderiam sediar um torneio de congraçamento entre os povos
A justiça divina não costuma dar plantão no futebol. Mas de vez em quando ela aparece.
Caiu como um raio ontem em Seattle, na humilhante eliminação dos EUA pela Bélgica.
Nem Trump teve poder de evitar, na manchete do espanhol “Marca”.
Para alegria do mundo livre, na expressão do Juca Kfouri.
Livre, circunscrevo, da vassalagem a Trump. Mas não de seu mandonismo e da ameaça que ele é para a humanidade.
E agora, Trump? Vai meter um tarifaço no chocolate belga?
Vai tascar uma sanção da Magnitsky no “suspeito” árbitro Rafael Claus, que nem fez com o Alexandre de Moraes?
E pra contestar o Trump, vale até atestado de idoneidade da CBF e da Conmebol, né Claus?
Justiça pra ele não vale nada. Aliás, vale só se for a favor. Só a que cabe em seus cofres.
Como a Suprema Corte dos EUA, que lhe concedeu imunidade pelos crimes cometidos de dentro da Casa Branca.
Certamente é por isso que Trump não admite a condenação do vassalo Jair Bolsonaro pelo STF do Brasil.
Nos cofres dele também cabe o tribunal da Fifa, que revogou a suspensão do atacante Balogun, dos EUA, expulso na partida anterior.
E revogou, junto, qualquer simulacro de autoridade sobre o esporte que a direção da Fifa ouse ainda de reivindicar.
A Fifa deixou de ser autoridade faz tempo. Não passa de um guichê para contratos bilionários de transmissão e patrocínio.
A Fifa está nas mãos do Departamento de Justiça dos EUA desde 2015, quando o FBI invadiu a Suíça para prender o antecessor de Infantino, Joseph Blatter.
Blatter e outros dirigentes (incluindo os brasileiros José Maria Marin, Ricardo Teixeira e Del Nero) foram acusados de cobrar propina pelos direitos de transmissão da Copa e outros torneios.
Coisa de 150 milhões de dólares, num esquema com grandes redes de TV, incluindo a Globo, que para sair de cena demitiu o diretor que fazia negócios com a Fifa.
Lembram? Melhor para a Globo que esqueçam.
Infantino assumiu o lugar do condenado Blatter, numa grande operação-abafa com a cumplicidade da maior parte das confederações e federações de futebol do planeta.
Alguém tem a ilusão de que a batida do FBI na Suíça higienizou os bilionários negócios em torno do futebol?
Melhor iludir-se com o futuro da seleção brasileira.
Não foi por amor a Trump ou desamor pelo futebol que Infantino manchou de vez a Copa de 2026.
Foi por obrigação, por contrato. Foi por ser parte de uma engrenagem que movimenta bilhões. E que está sujeita aos desígnios do atual presidente dos EUA.
A mesma engrenagem que faz a mídia das classes dominantes do Brasil tratar como fato real o choro farsante do Neymar na eliminação do Brasil.
Como se o país e o mundo não tivessem presenciado seu ataque de estrelismo individualista diante do goleiro da Noruega.
Mas voltemos à divina eliminação dos EUA, só na bola. Com o delicioso arremate do último gol do Lukaku.
Não me venham comparar o trumpaço de 2026 com o caso de Mané Garrincha na Copa de 1962.
Garrincha jogou a final contra a hoje dividida Tchecoslováquia, mesmo tendo sido expulso no jogo anterior, a vitória do Brasil sobre o anfitrião Chile.
Naquele tempo não existiam cartão vermelho nem suspensão automática.
A decisão cabia a um tribunal da Fifa, dirigida na época pelo mitológico sir Stanley Rous, isento de simpatias pelo Brasil ou por qualquer seleção que não fosse da Europa.
Mas houve comoção no mundo da bola. Na ausência de Pelé, contundido gravemente na segunda partida do torneio, Garrincha era a estrela daquela Copa.
Tancredo Neves, primeiro-ministro naquele breve período parlamentarista do Brasil, entrou em campo pela seleção canarinha.
Muitos anos depois, no Natal de 1984, às vésperas de se tornar o primeiro presidente civil depois da ditadura, eu e o colega Bob Fernandes ouvimos a história contada pelo próprio Tancredo.
Ele se comprazia de ter telefonado para o presidente do Chile, Jorge Alessandri, pedindo que intercedesse no julgamento de Garrincha. E que Alessandri fez uma carta pública a favor do pleito brasileiro, em nome do bom futebol.
O fato é que tribunal decidiu que Garrincha poderia jogar. A expulsão não estava registrada na súmula e não havia testemunhas contra o craque das pernas tortas.
Mané entrou com febre e pouco fez em campo, mas já tinha cumprido a missão de levar o Brasil à final. Amarildo, o “Possesso”, Zito e Vavá marcaram os gols da vitória por 3 x 1.
Não me venham comparar Tancredo Neves com Donald Trump. Nem sir Stanley Rous com Gianni Infantino.
Ingerência política na Copa, muito antes do caso Balogun, foi a odiosa perseguição contra a seleção do Irã e seus torcedores.
Foi a crueldade mesquinha de censurar a bandeira nacional na camisa da seleção do Haiti.
As vexatórias e humilhantes revistas à delegação do Senegal.
A deportação do árbitro somali Omar Artan, o melhor juiz africano, por preconceito político e racial.
Os cancelamentos de vistos de torcedores de outros países, apenas de determinados países.
Definitivamente, os Estados Unidos de Donald Trump não mereciam sediar um torneio que é o maior congraçamento entre povos dos mais diferentes países.
Ontem, em Seattle, os deuses do futebol impuseram o castigo pelos pés de um filho de imigrantes congoleses.
Obrigado, Lukaku. Você fez o time do Trump cair de quatro.

O dia


Ver quando as pessoas mudam, os tempos esquentam e esfriam, os corações amam e deixam amores, desfeitos ou não, tudo isso faz parte de observar a vida. É nessa atenção que deva nascer o perdão a quem tomou o caminho errado e colocar uma placa a disposição de todos mostrando os muitos rumos. Que as escolhas são bondades que se dão e que cada amanhecer seja de revelação pelo que for melhor pra si ,sem deixar buracos na estrada de forma a atrapalhar ou outros.

O Poder da Mensagem

 


Vexame em Massapê

 


Prefeito denuncia ameaças de morte, registra BO e anuncia medidas judiciais contra casal
(Mas não dá nomes)
O prefeito de Massapê, Ozires Pontes (PSDB), afirmou ter sido vítima de ameaças de morte e de agressões verbais dentro da sede da Prefeitura Municipal. Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, o gestor relatou que um casal abordou o secretário de Finanças e, posteriormente, passou a ameaçá-lo após uma negativa a um pedido que, segundo ele, não poderia ser atendido por contrariar os procedimentos da administração pública.
De acordo com Ozires, o homem o abordou quando ele chegava ao Paço Municipal para o almoço. O prefeito informou que chegou a solicitar ao secretário que recebesse o cidadão para explicar a situação, mas, ao deixar o local, passou a ser alvo de ofensas.
Segundo o relato, o casal retornou minutos depois em um veículo, realizou manobras em frente à Prefeitura e voltou a insultá-lo. O prefeito afirma que, durante a discussão, foi chamado por palavras ofensivas e recebeu ameaças de morte, incluindo referências ao uso de arma de fogo e menções a facções criminosas.
Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada. Conforme Ozires, os suspeitos foram localizados em um veículo Corolla prata, abordados e conduzidos à Delegacia Regional de Sobral, onde permaneceram à disposição da autoridade policial.
O prefeito informou que registrou boletim de ocorrência e prestou depoimento, acompanhado de três testemunhas que, segundo ele, presenciaram toda a ocorrência. Ainda de acordo com o gestor, uma servidora da Prefeitura passou mal após o episódio e precisou ser atendida por colegas.
Ozires também negou qualquer agressão física contra o casal, rebatendo a versão apresentada pela defesa dos envolvidos.
Ao final da manifestação, o prefeito anunciou que solicitará uma medida protetiva de distanciamento e afirmou que adotará todas as providências judiciais cabíveis.

“Sempre que for necessário, vamos usar o rigor da lei. Vou entrar também com uma medida protetiva de distanciamento e processá-los por tudo o que couber”, declarou.

Um ligeiro ANTES e DEPOIS

 


Isso foi dito antes do jogo EuaXBélgica
"Hoje á noite, EUA e Bélgica decidem quem vai para as quartas-de-final. Folarin Balgogun, autor de três gols na Copa, estará em campo vestido a camisa branca com ondas vermelhas. Não deveria estar. Não poderia estar. Sua presença mancha o futebol e a competição. Ele foi expulso contra a Bósnia e não vai cumprir suspensão automática por uma ordem de Donald James Tump."
Depois do jogo na mesma fonte...
"A Bélgica goleou os EUA por 4 x 1 e está classificada para as quartas-de-final da Copa. Vai enfrentar a Espanha, que eliminou Portugal, de Cristiano Ronaldo, por 1 x 0, em Los Angeles, dia 10. O jogo foi muito mais fácil do que se previa, principalmente porque os EUA ganharam, a partir de um pedido (ou ordem) de Donald Trump, o direito de escalar Balogun, o atacante que havia sido expulso contra a Bósnia por entrada violenta. Depois de um telefonema do presidente dos EUA para Infantino, o presidente da Fifa, a pena de Balogun foi suspensa por um ano. O telefonema foi confirmado por Trump."

Foi chibata sideral

 

De Ketelaere comemora gol da Bélgica contra os EUA
Imagem: Steven Bisig/AFP

Dentro das quato linhas...
Bélgica goleia EUA após polêmica com Balogun e despacha última anfitriã.
A Bélgica venceu os Estados Unidos por 4 a 1 hoje, em Seattle, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, e avançou para as quartas de final. Após as quedas de Canadá e México, os EUA são os últimos anfitriões fora do torneio.
De Ketelaere, duas vezes, Vanaken e Lukaku fizeram os gols que despacharam os donos da casa. Tillman balançou as redes para os EUA em cobrança de falta.
A Bélgica foi dominante. Os visitantes pressionaram muito a defesa rival e não deram muitos espaços aos EUA — principalmente nos primeiros 20 minutos de jogo.
Do outro lado, a noite acabou bastante amarga para os norte-americanos, que tiveram Balogun em campo. Liberado pela Fifa(A FIFA passa a ser cédula de tres reais) após ter expulsão anulada em meio a pedidos do presidente Donald Trump, o atacante teve uma atuação discreta. O atacante foi engolido pelo zagueiro Ngoy na maioria das disputas, com exceção de um chute na reta final da partida, defendido por Courtois.
Craque dos EUA, Pulisic sentiu lesão no segundo tempo e precisou deixar a partida. Para piorar, o terceiro gol dos belgas saiu após vacilo do goleiro Freese, que perdeu a bola fora da área e viu Vanaken bater para o gol vazio.

A Bélgica enfrenta a Espanha nas quartas de final. O duelo será no sábado, em Los Angeles, às 16h (de Brasília).
Balogun nos holofotes
A partida foi marcada pela controversa presença de Balogun, titular dos EUA. O jogador americano havia sido expulso no último jogo de sua seleção, contra a Bósnia, e deveria cumprir suspensão automática, mas teve a punição anulada pela Fifa após interferência de Donald Trump, presidente dos EUA, que ligou para Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar do assunto.

Segurança avalia problemas

 Reunião de trabalho da cúpula da segurança pública e apresentação dos índices do semestre

A cúpula da Segurança Pública do Ceará se reúne nesta terça-feira (7), às 11h, no Cisp, para avaliação das ações no primeiro semestre e apresentação dos índices de segurança dos seis primeiros meses do ano. O governador Elmano de Freitas participará da reunião. 

Data: 7/7/2026 - terça-feira
Local: Centro Integrado de Segurança Pública - prédio da SSPDS (3° andar)
Horário: 11 horas

Coluna do Macário Batista em 07 de julho de 2026


Chagas Vieira reage a André Fernandes
O ex-secretário da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira, voltou a direcionar críticas ao deputado federal André Fernandes (PL) após o parlamentar levantar suspeitas sobre uma operação policial que resultou na apreensão e destruição de uma plantação de maconha no município de Acopiara. Sem citar nominalmente o deputado, Chagas se referiu a André pelo apelido de “Raspa” e o acusou de tentar descredibilizar o trabalho das forças de segurança. Em publicação nas redes sociais, o ex-secretário afirmou que a área onde a droga foi localizada equivalia a cerca de quatro campos de futebol e destacou que todo o material apreendido foi colocado em valas e incinerado, conforme o procedimento adotado pela polícia. Na postagem, Chagas escreveu: “Quatro campos de futebol. Essa é a área do terreno onde foi apreendida a plantação de maconha. A droga foi posta em valas e incinerada. O Raspa vai lá com capangas e cava um buraco de 1,5 metro com resto do mato para tentar desmoralizar a polícia.” O ex-secretário também associou o comportamento do parlamentar ao discurso adotado por setores da oposição em relação às forças de segurança, afirmando que “essa é a turma que bate palma para facções”. A troca de acusações ocorre após André Fernandes questionar a forma como a operação foi conduzida, levantando suspeitas sobre a destruição da plantação.

A frase: “Quem caminha sozinho chega mais rápido, mas quem caminha acompanhado vai mais longe”. Aprendi na África.

Lei cria Rota Turística da Fé no Ceará (Nota da foto)
Objetivo é estimular o turismo cultural e atividades em 13 municípios do Estado. Foi publicada no Diário Oficial da União de 2ª feira (29.jun.2026) a lei que cria a Rota Turística da Fé, no Ceará. O circuito é voltado aos segmentos de turismo cultural, histórico e de aventura.

Lula pra Elmano...
“É que eu tenho muitos outros candidatos. Se não, eu ia transferir meu título pra cá, pro Ceará.”Grande acordo
Estão juntos, Yuri do Paredão e Davy de Raimundão. Disputam, respectivamente, mandatos de deputados federal e estadual.

Onde e quando
A união estável dos dois foi no fim de semana na casa de Raimundão Gente Fina, o pai do Davy e patrocinador do acerto. Tudo pelo Cariri, dizem lá.
Espalhando fonte
Produtores de camarão de cativeiro estão ensinando a neófitos: A água salobra é a mola propulsora dos criatórios. Até Irauçuba seca tem potencial.

Solidariedade
Neymar Jr., o atacante brasileiro, mandou US$ 350 mil dólares em doação para vitimas da Venezuela. Dá mais ou menos R$1.300,000 reais.

Foi traição ou troco?
A ex-Michelle Bolsonaro elogiou a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Governo Lula, no MEC. “Sonho realizado”, disse.

Bom dia

                                                    Capa do jornal OEstadoCe