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Zema anuncia plano de destruição nacional, com privatização do BB e da Petrobras (Além de semi alfabetizado, doido)

 

Zema anuncia plano de destruição nacional, com privatização do BB e da Petrobras
(Além de semi alfabetizado, doido)
Zema anuncia plano de destruição nacional, com privatização do BB e da Petrobras
247 - O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) declarou que pretende implementar um amplo programa de privatizações caso vença as eleições, incluindo a venda da Petrobras e do Banco do Brasil. A proposta faz parte de um plano econômico que prevê redução do tamanho do Estado, corte de despesas públicas e diminuição da dívida nacional, com maior participação da iniciativa privada na economia.
As declarações foram divulgadas em vídeo publicado nas redes sociais. No material, Zema apresenta o que chama de “plano implacável” para reorganizar as contas públicas.
No vídeo, o ex-governador de Minas Gerais critica a política fiscal do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que há desequilíbrio entre receitas e despesas. “Meu plano para fazer o Brasil prosperar é implacável. E ele começa dizendo a você a verdade: o governo Lula gasta mais do que arrecada. Para fechar a conta ele pega muito dinheiro emprestado, e isso cria uma dívida que cresce sem parar”, disse.
Zema também argumenta que o aumento da dívida pública está ligado ao pagamento de juros elevados. Segundo ele, o governo atual paga “juros de agiota” e mantém gastos considerados excessivos. Como alternativa, defende uma política de austeridade combinada com privatizações e estímulo à poupança.
Entre as medidas anunciadas, o pré-candidato foi direto ao mencionar a venda das principais estatais do país. “Eu vou privatizar a Petrobras. Eu vou privatizar o Banco do Brasil. E vou passar a faca nos super salários, mordomias e esquemas que sustentam os intocáveis de Brasília”, afirmou.
O plano apresentado não se limita às duas instituições. Zema indicou que pretende ampliar o processo para outras empresas públicas e participações do governo em companhias privadas. “Vamos vender também as estatais que só dão prejuízo, como os Correios. E participações do governo em empresas privadas também”, completou.
Ao final do vídeo, Zema copia o bordão do ex-candidato presidencial Enéas Carneiro: : “Meu nome é Zema!”

O dia


Foi uma chuva braba. Das que escorre nas ruas e da banho de biqueira. Relampiou tanto, papocou tanto trovão que fez até gosto. Proce ter uma noção do pau quebrando, o farol do Mucuripe, em Fortaleza, apagou. Nem sei se tem uma coisa com a outra, mas o farol, que nunca apaga, tá cego, surdo e mudo.

O Poder da Mensagem

 


Guimarães apostando no DNOCS

 




 DNOCS realiza entrega de retroescavadeiras e reforça apoio à infraestrutura rural no Ceará
Ação em parceria com o ministro José Guimarães beneficia nove municípios e integra lote de mais de 30 máquinas destinadas ao fortalecimento do desenvolvimento regional
O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) realizou a entrega de nove retroescavadeiras destinadas a municípios cearenses. O evento ocorreu na unidade do Autarquia no bairro Pici, em Fortaleza, e reforça a atuação institucional do DNOCS no fortalecimento da infraestrutura hídrica e no apoio ao desenvolvimento regional.
A ação foi realizada em parceria com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e integra um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à modernização da infraestrutura rural. As máquinas entregues nesta etapa beneficiarão os municípios de Caririaçu, Frecheirinha, Massapê, Pentecoste, Piquet Carneiro, Quixeramobim, Saboeiro, Senador Pompeu e Tamboril. Estiveram presentes na solenidade o diretor de Infraestrutura Hídrica, Luís Hernani Carvalho Júnior, e o coordenador do DNOCS no Ceará, Joacir Moreira.
O diretor-geral do DNOCS, Fernando Leão, destaca a relevância da ação para o desenvolvimento regional. “O DNOCS segue atuando com responsabilidade e foco no desenvolvimento regional, levando equipamentos e ações concretas que impactam diretamente a vida das pessoas, especialmente no meio rural. Essa entrega simboliza o esforço conjunto para garantir melhores condições de trabalho e mais dignidade para os municípios”.
O ministro José Guimarães enfatizou a parceria institucional e a transparência na aplicação dos recursos destinados ao Departamento. “Tudo o que o DNOCS tem feito é fruto de uma relação que construímos com muita parceria, muito trabalho e seriedade. Os recursos que tenho alocado para o DNOCS são executados de forma transparente. Quero agradecer ao Dr. Fernando Leão, ao Luis Hernani, ao Joacir e dizer: contem sempre comigo em Brasília. E peço que continuem assim, porque é isso que faz a diferença”, declarou.
A entrega marca o início da distribuição de um lote de 30 máquinas agrícolas viabilizadas por meio da articulação do ministro junto ao DNOCS. Os equipamentos têm como objetivo fortalecer a infraestrutura rural, apoiando tanto as prefeituras quanto associações e comunidades, com foco especial no atendimento aos pequenos produtores.
A iniciativa reafirma o papel estratégico do DNOCS na promoção de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável do semiárido, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população e para o crescimento econômico dos municípios atendidos.


Governo Lula anuncia R$ 10 bilhões para modernização do campo

 


Na abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), neste domingo (26), o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou uma nova linha de R$ 10 bilhões em crédito do MOVE Brasil para modernização de máquinas e implementos agrícolas, além de antecipar que o governo prepara um programa de renegociação de dívidas rurais, para ampliar a capacidade de investimento e a competitividade do setor.
“São R$ 10 bilhões para financiar trator, implementos, colheitadeiras, toda a parte de máquinas agrícolas. Pela própria Finep diretamente ou pelos parceiros: cooperativas, bancos privados e o Banco do Brasil. Em três semanas, a gente vai ter R$ 10 bilhões com juros bem mais baixos para poder financiar a modernização e a troca de máquinas e equipamentos”, informou Alckmin.
A medida segue a trajetória de sucesso do MOVE Brasil para renovação da frota de caminhões, lançado em janeiro deste ano. “Nós tínhamos feito 10 bilhões de crédito, com juros mais baixos, para a venda de caminhões. E o sucesso foi tão grande que acabou em 60 dias, foi esgotado o crédito. Então, estamos lançando um outro MOVE Brasil, MOVE Agricultura, voltado a tratores, implementos agrícolas, semeadeiras, plantadeiras, como aqui, colheitadeiras, enfim, toda a parte agrícola”, afirmou Alckmin.
O vice-presidente também anunciou que o governo vai avançar na renegociação das dívidas do setor, contemplando produtores inadimplentes e adimplentes. “O governo vai tratar dessa questão. Para quem está inadimplente e até para quem está adimplente, vai ter um empenho na renegociação das dívidas”, declarou.
Inovação
Durante o evento, a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, ressaltou o compromisso com a tecnificação e mecanização do agronegócio.
“Nós temos travado o grande desafio que é promover a mecanização e a tecnificação das propriedades agrícolas da Agricultura Familiar. E isso só tem sido possível porque a gente tem ao nosso lado um setor industrial que está ativo, olha o tempo inteiro para as necessidades dessa agricultura de pequena escala, que produz a variedade dos alimentos que chega às nossas mesas”, disse.
Já o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, pontuou que o setor vai crescer ainda mais com a entrada em vigor do acordo Mercosul-União Europeia.
“No dia 1º de maio, nós vamos ter a alegria de ver entrar em vigência o acordo Mercosul-União Europeia, que vai beneficiar muitos dos produtos agropecuários. No meu estado [Pernambuco], por exemplo, a fruticultura está em festa. No caso das uvas, vamos deixar de pagar uma tarifa de 12% e vamos passar a ter tarifa zero. Esse é um esforço muito grande, que eu tenho certeza absoluta, que nos ajuda bastante a avançar construindo um agro cada vez mais forte”, afirmou.
Crédito
A nova modalidade do MOVE Brasil prevê a disponibilização de linha de financiamento de R$ 10 bilhões com recursos do superávit do FNDCT, gerenciada pela Finep, destinada à modernização do maquinário agrícola, com foco em conteúdo nacional, inovação e pesquisa e desenvolvimento (P&D). A nova linha estará disponível em 20 a 30 dias e será operada diretamente pela Finep e, também, pelas instituições financeiras a ela credenciadas.
Pela primeira vez, as cooperativas do setor agrícola terão acesso direto a crédito da Finep para financiar máquinas e equipamentos, implementos e agricultura digital. São exemplos: cultivadores motorizados, tratores, pulverizadores, colheitadeiras, adubadeiras, sementadeiras, entre outros.
A captação de recursos do FNDCT permite à Finep oferecer condições mais vantajosas para o financiamento de projetos de inovação da cadeia agroindustrial nacional.
A nova linha amplia a estratégia do Governo do Brasil de impulsionar investimentos produtivos com crédito em condições mais acessíveis. Mais do que financiamento, o MOVE Brasil para máquinas e implementos agrícolas articula agro, indústria e inovação, promovendo ganhos de produtividade, redução de custos operacionais e fortalecimento da competitividade brasileira.
Estratégia integrada
O MOVE Brasil para máquinas e equipamentos agrícolas atua de forma complementar e estratégica junto a outras políticas de sucesso do Governo do Brasil. Enquanto a nova linha financia o investimento estrutural em maquinário, o Plano Safra 2025/2026, o maior da história do país, garante o capital necessário para a produção, com volumes recordes de R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial e R$ 89 bilhões para a agricultura familiar.
A combinação entre crédito para investimento e financiamento da produção fortalece a capacidade produtiva do campo brasileiro e amplia a escala de competitividade do setor.
Expansão histórica
O lançamento ocorre em um momento de forte expansão do agronegócio brasileiro. Desde 2023, o Brasil abriu 600 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, o maior avanço da história, ampliando destinos e reduzindo a vulnerabilidade a oscilações externas.
Em 2025, o agronegócio registrou US$ 169,2 bilhões em exportações, maior valor da série histórica, respondendo por 48,5% de tudo o que o Brasil exportou no ano. Em fevereiro de 2026, o setor alcançou US$ 12,05 bilhões, o melhor resultado já registrado para o mês.

Na produção, a safra nacional de grãos atingiu 346,1 milhões de toneladas em 2025, recorde histórico absoluto. Para o ciclo 2025/2026, a projeção é alcançar até 356,3 milhões de toneladas, segundo estimativas da Conab.

Cid mantém intenção de não disputar cargo e prioriza fortalecer PSB

 

Senador reafirma apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas e que irá defender no partido e na base aliada Júnior Mano para chapa majoritária
O senador Cid Gomes (PSB) disse manter seu posicionamento sobre as eleições de 2026 e voltou a sinalizar que não será candidato a nenhum cargo, nem mesmo para tentar a reeleição ao Senado. A declaração ocorre em meio a manifestações públicas de aliados defendendo que Cid esteja em um espaço na chapa majoritária do grupo governista.
Cid reafirma o apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), a indicação do deputado federal Júnior Mano (PSB) ao Senado, além do objetivo de fortalecer o Partido Socialista Brasileiro (PSB) no Ceará, sendo esse último ponto sua "prioridade absoluta".
"Eu não estou pensando em mim, eu penso em meu partido, penso no projeto cearense, liderado pelo governador Elmano (de Freitas). A última coisa que eu quero definir é o meu futuro. Eu sinceramente já devo muito ao povo cearense. Já fui muito mais do que eu pedi a Deus. Meu sonho era ser prefeito da minha cidade, eu fui duas vezes, fui governador do Estado, estou senador, senador para mim é nome de avenida", respondeu Cid a questionamento feito por O Estado na última sexta-feira (24).
Nesse dia o senador esteve em Pedra Branca, município do Sertão Central do Ceará, para prestigiar o lançamento de Manoela Pimenta (PSB) à deputada estadual. Filha do prefeito de Quixeramobim, Cirilo Pimenta (PSB), e ex-superintendente do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) no estado, ela reforça a chapa para a Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) do PSB.
Entre as metas da sigla, Cid fala em eleger até 15 deputados estaduais. Já sobre a eleição para Câmara Federal, o senador menciona a meta "ousada" de eleger cinco deputados federais.
"Eu tenho muita gente para procurar ajudar. Muita, não é pouco não. (...) Quem quer para tanta gente não tem direito a querer nada para si e eu não quero nada para mim", afirmou Cid, respondendo sobre a possibilidade de ser candidato.
Em relação à eleição para o Senado, Cid reforçou o apoio a Júnior Mano. "Eu tenho o compromisso de defender o Júnior Mano como candidato ao Senado pelo meu partido, o PSB. Defenderei no partido e, quando for na hora certa, ninguém vai tratar disso agora, lá no período das convenções, entre 20 de julho e 5 de agosto, eu defenderei que o PSB possa estar representado na chapa majoritária com a candidatura do Júnior Mano", disse Cid.
Mesmo com o apoio enfático de Cid, o nome de Júnior Mano tem enfrentado resistências dentro do próprio PSB e da base do governo Elmano. Os próprios parlamentares pessebistas vêm defendendo que Cid seria o melhor nome da sigla para integrar a chapa majoritária à reeleição do governador Elmano de Freitas. Na última semana, o presidente da Alece, deputado Romeu Aldigueri (PSB), defendeu isso e disse ter certeza que Cid estaria em uma das vagas majoritárias, como senador ou até vice-governador.
Ciro Gomes
Ainda no evento de Pedra Branca, Cid reforçou o distanciamento político em relação ao irmão Ciro Gomes (PSDB) na política estadual. O ex-ministro deve ser candidato ao Governo do Ceará, em uma frente de oposição ao governador Elmano, reunindo partidos como PSDB, Federação União Progressista e PL.
"O Ciro tá aliado a partidos que são tradicionalmente adversários nossos aqui. Meu campo é onde eu sempre tive. Eu fui candidato a governador vinte anos atrás apoiado por esses partidos, que são base do governador Elmano. Eu estou onde sempre estive. O Ciro foi para o outro lado e ele é maior de idade, sabe o que deve fazer", disse Cid a jornalistas.

Por Igor Magalhães (repórter enviado à Pedra Branca)

Coluna do Macário Batista em 27 de abril de 2026

Finalmente a revelação
Quem é do ramo sabia que o ex-Vice Governador Domingos Filho, pai do PSD no Ceará, crachá prateado no grêmio em nível nacional, quer um lugar na vida cearense, a partir de seu nome figurando em chapa de 2026 como protagonista. Mas Domingos Filho é mocó. Guarda e se resguarda até a hora de dizer o que quer, fora da trilha onde estão os fojos e as armadilhas da política. Dominguinhos viajou. Anda pela Europa caçando conhecimentos, pra juntar aos que já são muitos, mas deixou uma cria que tem feito o orgulho dos pais e vaidade dos cearenses que o fizeram deputado federal: Domingos Neto. O aplaudido relator do Orçamento brasileiro, cotado para missões difíceis no parlamento, veio a público pra dizer que o pai quer sim, um lugar na Chapa de Elmano de Freitas. Tem lugar de vice governador e isso ele já foi. Tem lugar pra disputar o Senado, e aí é outra das tantas moradas a espera de inquilinos. O recado, ou a fala, pra ser menos enfático, é decisivo: O PSD quer protagonismo. Pra quem? Pra Domingos Aguiar Filho que alegra os palanques cantando ou fazendo verso, enquanto aboia os seus para lugares-tenente. Vi, de perto, um de seus desempenhos em Cuba, junto à cúpula comunista. Um craque nas relações internacionais. Joga de goleiro a ponta esquerda. Mas agora, o  que estava guardado, saiu da gaveta. Foi um sussurro?  Um segredo sussurrado pode causar tempestades em um mar tranquilo.

A frase: “Quando fala em futebol o Brasil teria 200 milhões de técnicos de seleção. Agora tem 200 milhões de juristas criticando o Supremo”. Gilmar Mendes, decano do STF.


De gemas e raridades (Nota da foto)
Terras na Serra da Ibiapaba, são avaliadas por especialistas em geologia, como berço de bilhões de dólares em “terras raras” e pedras preciosas. O assunto anda sendo conversado a boca miúda, com sítios específicos onde ficariam os eventos.

Perguntar não ofende
Perguntaram pra Lia Gomes, num momento de absoluta descontração da deputada estadual: -E aí deputada, como vai Sobral? Resposta na ponta da língua, com sorriso aberto: - Sobral tá meio ruim, mal administrada.

Seleção no Castelão
Uma das sedes para a Copa do Mundo Feminina de 2027, o Castelão receberá a Seleção Brasileira de futebol feminino em junho de 2026. Amistoso contra os Estados Unidos, no dia 9 de junho, às 21h30.

Pêsames
Nossa solidariedade aos familiares, amigos, leitores, colaboradores e admiradores do jornalista Lúcio Brasileiro que morreu em Lisboa, Portugal, aos 87 nos de idade. Em consequência de uma queda.

Em alta
Crescem com pules de 10, nomes de candidatas a deputada estadual no Ceará. Laís Nunes, Tainah Aldigueri, Manoela  Pimenta, Fabiola Carneiro, Lyziane Medeiros, formariam uma bancada feminina de alto nível na Casa.

Dinheiro da saúde
Governo do Brasil libera R$ 56,5 milhões para a construção de 24 novas unidades de saúde no Ceará. Recursos foram transferidos integralmente para a execução das obras que devem começar imediatamente.

A besta falante
A Italia criticou duramente o presidente dos EUA por tentar interferir na FIFA. Trump mandou emissário dizer a FIFA para substituir o Irã pela Italia na copa do mundo começando em 45 dias. A anta não conhece jabuticaba.

Bom dia

                                                   Capa do jornal  OEstadoCe



Como atentados (ou supostos atentados) são usados pela extrema direita para acabar com as democracias

 

O episódio envolvendo Donald Trump, durante um jantar com jornalistas em Washington, ocorre em um momento de baixa popularidade do ex-presidente e de cenário adverso para o Partido Republicano, que enfrenta risco concreto de perder maioria na Câmara e no Senado nas eleições de novembro. O caso reabre o debate sobre atentados — ou supostos atentados — que marcaram a atuação da extrema direita ao longo da história recente. Não há casos notórios equivalentes que tenham beneficiado a esquerda de forma comparável. Não se trata aqui de endossar teorias conspiratórias, mas de observar que, em diversos contextos, esses episódios foram usados politicamente para empoderar lideranças e justificar medidas que tensionam ou violam garantias democráticas.
Um dos casos mais emblemáticos ocorreu na Alemanha, em 1933, com o incêndio do Reichstag. O episódio aconteceu poucas semanas após Adolf Hitler assumir o cargo de chanceler, em janeiro daquele ano. Embora o Partido Nazista já estivesse formalmente no poder, foi após o incêndio que se iniciou, de forma decisiva, a consolidação de um regime autoritário.
O evento foi imediatamente atribuído a uma suposta conspiração comunista. Em resposta, o governo aprovou o Decreto do Incêndio do Reichstag, que suspendeu direitos fundamentais, permitiu prisões em massa de opositores e instituiu mecanismos de censura. Foi nesse contexto que o poder nazista se expandiu de maneira efetiva, transformando uma vitória eleitoral em um regime de exceção baseado na repressão sistemática.
Décadas depois, nos Estados Unidos, episódios envolvendo ameaças contra o então candidato Donald Trump também ganharam destaque durante a campanha presidencial de 2016. O início da campanha foi marcado pelo caso de Michael Sandford, um jovem britânico de 19 anos que foi preso após tentar tomar a arma de um policial durante um comício em Las Vegas. Ele havia feito treinamento de tiro poucos dias antes e declarou às autoridades que pretendia matar o candidato.
Assim como ocorreria no Brasil, dois anos depois, no episódio envolvendo Adélio Bispo de Oliveira em Juiz de Fora, o jovem Sandford foi diagnosticado com problemas mentais, incluindo depressão. Sandford também relatou ser autista, o que não é um problema mental. O episódio em Las Vegas teve ampla repercussão internacional e favoreceu eleitoralmente Trump, com a narrativa de que ele era perseguido.
Já na fase final da disputa, outro episódio ganhou visibilidade, embora com contornos distintos. Durante um comício, um homem identificado como Austyn Crites foi retirado do público após gritos de que estaria armado. A segurança interveio rapidamente, Trump foi retirado do palco e o evento chegou a ser interrompido.
Posteriormente, verificou-se que Crites não portava arma e não havia tentativa concreta de atentado. O próprio envolvido afirmou ser apoiador de Trump e protestar contra a mídia. Ainda assim, o episódio contribuiu para manter o tema da ameaça à segurança no centro da cobertura da campanha, que terminaria com a vitória do candidato.
No Brasil, a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 foi profundamente impactada pelo atentado em Juiz de Fora, em 6 de setembro. Após o episódio, Bolsonaro apresentou crescimento significativo nas pesquisas de intenção de voto. Dois dias antes, integrantes de sua campanha haviam informado que ele passara a usar colete à prova de balas, diante de supostos riscos de segurança.
No episódio de Juiz de Fora, porém, Bolsonaro usava uma camiseta de campanha com a inscrição “Meu partido é o Brasil”, contrastando com situações anteriores, como em Rio Branco (AC), onde apareceu com jaqueta — apesar do calor — e fez declarações agressivas enquanto segurava um tripé, em cena que foi amplamente divulgada. “Vamos fuzilar a petralhada”, gritou.
No Brasil, a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 foi profundamente impactada pelo atentado em Juiz de Fora, em 6 de setembro. Após o episódio, Bolsonaro apresentou crescimento significativo nas pesquisas de intenção de voto. Dois dias antes, integrantes de sua campanha haviam informado que ele passara a usar colete à prova de balas, diante de supostos riscos de segurança.
No episódio de Juiz de Fora, porém, Bolsonaro usava uma camiseta de campanha com a inscrição “Meu partido é o Brasil”, contrastando com situações anteriores, como em Rio Branco (AC), onde apareceu com jaqueta — apesar do calor — e fez declarações agressivas enquanto segurava um tripé, em cena que foi amplamente divulgada. “Vamos fuzilar a petralhada”, gritou.
No plano internacional, chama atenção o encontro, semanas antes do atentado, entre Steve Bannon e Eduardo Bolsonaro, em Nova York. Eduardo Bolsonaro afirmou publicamente que Bannon teria alertado sobre a possibilidade de um atentado contra seu pai, que, na época, estava em segundo lugar na pesquisa Datafolha, com 19%. Já Lula tinha 39%. Sem o nome de Lula na pesquisa, que estava preso pela Lava Jato, Bolsonaro subia um pouco – 22% -, nada que o fizesse favorito.
O tema do atentado voltou à cena nos Estados Unidos em 2024, quando Trump foi novamente associado a um episódio envolvendo disparo de arma de fogo. O caso teve enorme repercussão. Especialistas observam que armas como o rifle AR-15 costumam provocar danos severos, mas, no caso de Trump, houve apenas um arranhão.
No Brasil, um episódio histórico frequentemente lembrado é o Atentado do Riocentro, em 1980. Durante a ditadura militar, uma explosão ocorrida em um veículo revelou um plano de setores da extrema direita: realizar um atentado e atribuí-lo à esquerda para justificar o endurecimento do regime, que naquele momento passava por um processo de abertura.
Outro caso de grande impacto foi o Ataques de 11 de setembro de 2001. Após os atentados, os Estados Unidos adotaram medidas como o Patriot Act, ampliando poderes de vigilância do Estado, além da criação de estruturas como o centro de detenção em Guantánamo, alvo de críticas por violações de direitos humanos..
O episódio deste sábado, nos Estados Unidos, já está sendo utilizado politicamente por Flávio Bolsonaro, que estabeleceu paralelos com o atentado de Juiz de Fora, reintroduzindo o tema no debate público, enquanto Adélio, trancado em cela isolada no presídio de segurança máxima, não pode sequer dar entrevista.
“Coloco nas minhas orações o Presidente Donald Trump, a primeira-dama Melania Trump e todos que estiveram no jantar em Washington. Tentar tirar a vida de quem pensa diferente usando balas ou facas não cabe numa democracia. Que Deus nos proteja desse tipo de violência lá ou aqui no Brasil”, escreveu. Historicamente, é a extrema direita que costuma tirar a vida de quem pensa diferente.
A recorrência desses casos sugere que atentados — reais ou não, e sempre apresentados como ameaças — desempenham papel relevante em contextos políticos que favorecem o projeto da extrema direita. Este artigo não endossa teorias conspiratórias, mas elenca episódios históricos em que tais eventos foram mobilizados politicamente, contribuindo para o fortalecimento de projetos de poder e, em muitos casos, para a restrição de direitos e garantias democráticas.

Homenagem ao genial Amancio