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Ciro Gomes flerta com Renan Santos e cogita apoiar candidato do MBL à presidência

 


A guinada de Ciro Gomes (PSDB) à direita ganhou um novo capítulo. Depois de se aproximar do bolsonarismo para construir sua candidatura ao governo do Ceará, o ex-ministro passou a flertar com Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e pré-candidato à presidência pelo partido Missão.
Questionado em entrevista sobre quem apoiará na disputa pelo Palácio do Planalto, Ciro afirmou que ainda aguarda uma definição do PSDB, após a desistência de Aécio Neves, mas citou dois nomes que considera possíveis: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e Renan Santos.
“Estou acompanhando essa novidade que apareceu, que é o Renan Santos”, afirmou Ciro. Segundo ele, o dirigente do MBL “está falando coisas muito verdadeiras”, apesar de cometer “exageros”.
“Também, enfim, é uma possibilidade, mas nós vamos ter que fazer isso juntos”, completou, em referência à decisão que deverá ser tomada com dirigentes do PSDB e aliados como Tasso Jereissati.
Renan Santos reagiu à declaração neste domingo (19), em uma postagem no X.
“Ciro Gomes é inteligentíssimo. Fico lisonjeado e animado com sua declaração”, escreveu.
Da centro-esquerda ao bolsonarismo
O aceno a Renan Santos simboliza o aprofundamento da mudança política de Ciro. Durante anos, o ex-governador do Ceará foi identificado com o trabalhismo e com o campo de centro-esquerda. Em 2002, após ser derrotado na eleição presidencial, declarou apoio “irrestrito e entusiástico” a Lula e, posteriormente, tornou-se ministro da Integração Nacional no primeiro governo petista.
Ciro também disputou a Presidência pelo PDT em 2018, quando ficou em terceiro lugar, e em 2022, quando terminou na quarta colocação. Depois do primeiro turno de 2022, anunciou que acompanharia a decisão do PDT de apoiar Lula contra Jair Bolsonaro.
Nos anos seguintes, porém, intensificou os ataques ao PT, deixou o PDT e retornou ao PSDB. Agora pré-candidato ao governo cearense, Ciro reuniu em torno de sua campanha aliados tucanos e integrantes do PL, partido de Bolsonaro.
Entre eles estão o deputado federal André Fernandes e seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes, ambos do PL. Alcides chegou a divulgar propaganda eleitoral apresentando-se como candidato ao Senado apoiado simultaneamente por Ciro e Jair Bolsonaro.
Na entrevista, Ciro buscou naturalizar essa composição. Afirmou que Alcides poderá votar em Flávio Bolsonaro, enquanto o deputado Mauro Benevides Filho, coordenador de seu programa de governo, poderá apoiar Lula.
“E está tudo certo, não tem problema nenhum”, disse.
Grupo já foi chamado de “facção” por Ciro
A aproximação com Renan também chama atenção pelo histórico de ataques de Ciro ao MBL. Durante a campanha presidencial de 2018, o então candidato do PDT chamou os integrantes do movimento de “delinquentes juvenis”.
Em outras ocasiões, classificou o grupo como uma “facção criminosa” e dirigiu ataques duros a seus integrantes. Agora, considera votar justamente em um dos fundadores e principais articuladores do movimento.
Renan Santos preside o Missão, partido criado a partir do MBL, e tenta se apresentar como uma alternativa da direita ao bolsonarismo. A legenda se define como a “direita do terceiro milênio” e tem buscado referências em grupos da ultradireita internacional.
O MBL ganhou projeção durante as mobilizações que culminaram no golpe parlamentar contra a presidenta Dilma Rousseff e posteriormente apoiou medidas como as reformas trabalhista e da Previdência. Embora tenha rompido com Bolsonaro, permaneceu no campo da direita e tenta agora ocupar uma faixa própria da extrema direita com a candidatura de Renan.
O flerte expõe mais uma etapa da transformação política de Ciro. Depois de ter sido ministro de Lula, candidato presidencial pelo trabalhismo e crítico feroz do MBL e do bolsonarismo, ele agora admite apoiar Renan Santos enquanto costura, no Ceará, uma aliança com o partido da família Bolsonaro.
Do msn

Coluna do Macário Batista em 22 de julho de 2026

 


Camilo Santana foi ao meio fio
O senador cearense partiu pra cima dos “bolsonaros”. Foi educado, mas duro. Não disse nenhum palavrão que os cearenses costumam usar com inimigos como esses que cuidam pra levar o país ao garrote vil de um desgarrado da humanidade. “Gente, estou indignado, indignado. O Biolsonaro e seus companheiros prejudicaram o Brasil mais uma vez. Os Estados Unidos anunciaram um novo tarifaço sobre produtos do Brasil. Uma ação que prejudica nossa economia, diminui empregos, aumenta preços. E a turma de lá comemorando. É um filme repetido. De novo, Flávio Biolsonaro e seus aliados colocaram seus interesses e a vontade de poder acima do que é bom para o nosso país e o nosso povo. Mais uma vez, os aliados do Biolsonaro jogaram contra o Brasil e contra os brasileiros. Eles querem o pior para a economia brasileira. Querem bagunça, o desemprego. Querem mais taxas. Como é que pode, gente? E agora querem vir com mentira. Fingir que não foram eles que correram até os EUA vender a nossa pátria, o nosso PIX, a nossa soberania. Eles agem como lobistas norte-americanos no Brasil. E as declarações do Flávio Biolsonaro culpando o Lula pelo tarifaço revelam seu total desespero com sua ligação ao escândalo do Banco Master e sua ligação com Daniel Vorcaro. Acontece que o povo é inteligente. Todo mundo sabe que eles estão desesperados e dispostos a tudo pelo poder e pela ganância. Tariflávio, a culpa é sua. Agora, minha gente, é hora de união, é hora de defender o PIX, a nossa autonomia e a nossa soberania. O Brasil vai acionar imediatamente todos os mecanismos para defender os interesses da nossa economia. Para apoiar as empresas nacionais e salvar os empregos. A gente não pode amar nosso país só quando se vence a eleição, não. Proteger nossa nação é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as ideologias. O governo do Brasil não vai vacilar em preservar o interesse do povo acima de qualquer coisa. E seguirá trabalhando com muita seriedade a favor do Brasil e dos brasileiros”

A frase: “A capacidade intelectual de um homem é medida pela dose de humor que ele é capaz de empregar”. Friedrich Nietzsche, filósofo alemão.”

 

A briga de Michelle X Enteados (Nota da foto)

O pano de fundo da briga é o desenho do palanque do PL em solo cearense. Michelle posicionou-se firmemente contra a articulação liderada por caciques locais do PL — que conta com o aval do deputado André Fernandes e de aliados próximos de Jair Bolsonaro na região, para fechar uma composição com Ciro Gomes (PSDB) logo no primeiro turno da disputa pelo governo do estado.Para a ex-primeira-dama, a direita deve marchar no primeiro turno com a pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo-CE). Na visão dela, aliar-se a Ciro Gomes é uma afronta à coerência política, relembrando os ataques históricos do pedetista/tucano contra Jair Bolsonaro e apontando que Ciro contribuiu diretamente para o processo que culminou na inelegibilidade do ex-presidente. Semana passada, Michelle já havia incendiado os bastidores ao afirmar que a direita não deveria fazer “aliança com o mal”, uma linha vermelha clara contra a ala que tenta pragmatismo para derrotar o PT. Ela defende que um apoio a Ciro só poderia ser cogitado em um eventual segundo turno.

Os iguais se atraem
O governo dos EUA concedeu um green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e à sua família. O documento garante a residência permanente no país e assegura uma série de direitos iguais aos de um cidadão norte-americano.


 

 

Bom dia

                                                  Capa do jornal OEstadoCe