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“Flávio Bolsonaro tem boca de tubarão para dinheiro e será preso mais cedo ou mais tarde”, diz Joice Hasselmann, com exclusividade, à TV 247

 


Ex-deputada mais votada da história do Brasil, que já foi símbolo do antipetismo, diz que vomitou quando se deu conta do grau de corrupção do senador
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Redação Brasil 247
247 – Em uma entrevista explosiva concedida à TV 247, a jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann expôs sem meias-palavras as entranhas do clã Bolsonaro e traçou um prognóstico sombrio sobre o futuro judicial do filho mais velho do ex-presidente. Mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados em 2018 e ex-líder do governo no Congresso, Joice afirmou com veemência que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentará a cadeia devido ao seu envolvimento em esquemas de corrupção e à sua ambição desenfreada.
A profecia da prisão: “Ele vai ser preso mais cedo ou mais tarde”
Durante a entrevista, Joice relembrou que todas as previsões que fez no passado sobre prisões de aliados do bolsonarismo se confirmaram, citando nomes que acabaram no banco dos réus e atrás das grades após deixarem o poder. Ao analisar a situação de Flávio Bolsonaro, a ex-parlamentar foi enfática:
“Quando eu digo em entrevista que o Flávio vai ser preso, tem gente que duvida: ‘Como ele vai ser preso?’ Mas ele vai ser preso mais cedo ou mais tarde. Ganhando ou perdendo eleição, assim que deixar o mandato ou até no meio do caminho, ele será preso. Lembrem-se de que o Michel Temer foi preso. Tudo o que eu avisei na tribuna lá atrás aconteceu, e com o Flávio não será diferente. É bandidagem em nível de cadeia mesmo: desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, corrupção.”
O choque no apartamento da Barra: “Saí dali e vomitei no aeroporto”
A ruptura moral com o primogênito de Jair Bolsonaro começou ainda em 2018, antes mesmo do primeiro turno das eleições presidenciais. Na época, Joice foi até a residência de Flávio, no Rio de Janeiro, para discutir a formação da chapa presidencial e a escolha do nome para a vice-presidência. Ao cruzar a porta do imóvel, ela conta ter sido tomada por uma repulsa física incontrolável diante da ostentação do local:
“Eu vi a corrupção escancarada. Eu vi um apartamento nababesco, móveis caríssimos, obras de arte… tudo incompatível com o salário de um funcionário público, ainda que fosse o teto. Crianças em escola particular caríssima, a esposa iniciando a carreira como dentista… Bolsonaro me cogitou para vice e eu respondi: ‘Me queira bem, não me queira mal’. Eu saí dali e vomitei no saguão do aeroporto. Não consegui segurar nem para chegar ao banheiro.”
A constatação de enriquecimento ilícito fez com que Joice rejeitasse de imediato o convite para ser candidata a vice-presidente e se afastasse dos filhos do capitão: “Minha vida pública foi combater a corrupção. Eu não ia tirar foto com corrupto, não ia estar ao lado de um corrupto, não ia defender bandido.”
“Boca de tubarão para dinheiro”
Ao dissecar as transações financeiras suspeitas de Flávio — que vão desde o caso clássico das “rachadinhas” da Alerj até as negociações imobiliárias nababescas, suspeitas de sociedade oculta em negócios empresariais e a compra de mansões milionárias em Brasília —, Joice descreveu um padrão de conduta dominado pela voracidade:
“O Flávio gosta muito de dinheiro. Muito. O que a gente está vendo de jatinho, sócio oculto de empresa e mansões é pouco. Ele vai querer sempre mais, ele é insaciável. O Flávio Bolsonaro tem boca de tubarão para dinheiro.”
A ex-deputada desafiou a matemática do patrimônio do senador, ressaltando que seus rendimentos oficiais jamais cobririam o custo de vida ostentado:
“Pensa comigo: o Flávio ganha cerca de R$ 40 mil brutos como senador. Com descontos, sobram uns R$ 35 mil limpos. Ele comprou uma mansão que dizem que foi por R$ 6 milhões, mas que na verdade vale pelo menos R$ 14 milhões. Tem piscina, jardim, funcionários, manutenção pesada, colégio de alto padrão… Quem ganha R$ 35 mil sustenta isso como? Eu sempre afirmei como jornalista: se um político entrou remediado na política e enriqueceu sem ter recebido herança, ele está roubando. Não existe mágica.”
Gabinete do ódio, atentado e a defesa da democracia
A postura independente de Joice no início de 2019 e suas recusas em acobertar os negócios da família transformaram a parlamentar no alvo número um da máquina de difamação digital bolsonarista, operada a partir do Palácio do Planalto. Joice revelou como atuou para abastecer o Supremo Tribunal Federal com provas do funcionamento do Gabinete do Ódio, o que desencadeou o Inquérito das Fake News.
A retaliação extrapolou as redes:
“Quem mandou os ‘kids pretos’ na minha casa para me matar ou me deixar paraplégica foi o próprio Jair Bolsonaro. Me espancaram, quebraram minha coluna em cinco lugares e o rosto inteiro, e a polícia do Distrito Federal, comandada pelo Anderson Torres, veio com a tese absurda de ‘queda da própria altura’. Ninguém cai no chão e quebra a coluna em cinco lugares.”
Apesar de seu longo histórico como ponta de lança da Lava-Jato e da oposição ferrenha aos governos petistas, Joice Hasselmann justificou por que decidiu cruzar o rubicão e declarar voto em Luiz Inácio Lula da Silva:

“Eu voto no Lula porque voto contra o ditador, contra o crime organizado instalado no poder e em defesa da sobrevivência da democracia. Se eu me calasse agora, faltasse o meu voto e o país caísse nas mãos dessa quadrilha por mais 20 anos, eu jamais me perdoaria. Meu compromisso é impedir a destruição do Brasil. No dia seguinte, vou para a oposição.”

Outra tentativa de comer pelas beiradas

 

O novo acordo da Usina de Itaip-USA
O governo dos EUA anunciou um acordo entre a americana Crusoe e a paraguaia Araico para construir um centro de inteligência artificial movido pela energia de Itaipu. Sem citar valores, a nota diz que ...
(Imagem: Capital Digital | Reprodução)
O governo dos EUA anunciou um acordo entre a americana Crusoe e a paraguaia Araico para construir um centro de inteligência artificial movido pela energia de Itaipu.
Sem citar valores, a nota diz que é um dos maiores investimentos privados da história paraguaia. A estrutura vai atender clientes de serviços de computação em nuvem dos EUA e da América Latina.
Por que isso importa? A usina é administrada por Brasil e Paraguai. Pelo tratado, cada país tem direito a 50% da energia produzida em Itaipu. Na prática, a gente consome cerca de 69% do que a usina gera e o Paraguai, 31%.
Historicamente, o que nosso vizinho não usa é vendido ao Brasil. Acontece que esse excedente vem diminuindo com o aumento do consumo local e a chegada de projetos de tecnologia.

Pelo deal entre os dois países, a obrigação brasileira de comprar essa sobra acaba em 2027, e o Paraguai poderá vendê-la direto a outros mercados. Esse novo texto ainda depende da aprovação dos Congressos de lá e de cá.

Lula mantém liderança sobre Flávio Bolsonaro a dois dias do 2º turno, diz pesquisa Vox Brasil

 

O presidente Lula (PT) mantém a liderança numérica sobre Flávio Bolsonaro (PL) na corrida ao Palácio do Planalto a apenas dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).
Pesquisa Vox Brasil divulgada na madrugada desta sexta-feira (23) mostra o petista com 50,6% dos votos válidos, contra 49,4% do senador.
A diferença de 1,2 ponto percentual mantém os dois candidatos em situação de empate técnico, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na comparação com a pesquisa anterior, divulgada no domingo (18), Lula passou de 51% para 50,6% dos votos válidos, uma oscilação negativa de 0,4 ponto percentual. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passou de 49% para 49,4%, oscilando positivamente na mesma proporção.
Com isso, a vantagem numérica do presidente diminuiu de 2 para 1,2 ponto percentual. As variações, entretanto, estão dentro da margem de erro e não permitem afirmar que houve uma mudança efetiva nas intenções de voto.
Lula também aparece à frente nos votos totais
No cenário estimulado, que considera também os eleitores que pretendem votar em branco, anular o voto ou ainda estão indecisos, Lula registra 45,4%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 44,3%.
Os votos brancos e nulos somam 6%, enquanto 4,3% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
AFP
Datafolha 2º turno: Flávio, 47%; Lula, 46%
Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira mostra Flávio Bolsonaro, do PL,
Na pesquisa anterior, Lula tinha 46,4% e Flávio, 44,6%. Portanto, ambos apresentam oscilações negativas nos votos totais: o presidente de 1 ponto percentual e o senador de 0,3 ponto.
A proporção de eleitores que não indicaram voto em nenhum dos candidatos aumentou, de 8,9% para 10,3%, somando brancos, nulos e indecisos.
Flávio Bolsonaro tem rejeição maior
A pesquisa também mediu a rejeição dos dois candidatos. Flávio Bolsonaro é rejeitado por 47,1% dos entrevistados, enquanto Lula registra 44,8%.
Na rodada anterior, ambos apareciam com 45,3% de rejeição. A comparação indica uma oscilação positiva de 1,8 ponto percentual na rejeição ao senador e uma oscilação negativa de 0,5 ponto na rejeição ao presidente.
O levantamento também mostra que 48,1% desaprovam o governo Lula, enquanto 46,9% aprovam a gestão. Outros 5% não souberam responder.
Infografico da disputa presidencial brasileira
Infografico da disputa presidencial brasileira
Pesquisa Vox Brasil
O levantamento ouviu 2.100 eleitores em todo o país entre 20 e 22 de outubro, segundo os dados divulgados pela CNN Brasil e pelo Poder360.
A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03259/2026 e custou R$ 50 mil, pagos com recursos próprios do instituto.

Elmano envia à Alece projeto do Refis 2026 para renegociação de dívidas

 


Governador pediu apoio dos parlamentares e destacou que medida busca facilitar regularização de débitos
O governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), assinou e encaminhou à Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) o projeto de lei que institui o Refis 2026. A proposta prevê condições especiais para a regularização de dívidas com o Estado, com descontos de até 100% em multas e juros.
O programa contempla débitos com fato gerador até 30 de abril de 2026 e permite o pagamento à vista ou parcelado. O texto agora depende da análise e aprovação dos deputados estaduais para avançar.
Ao anunciar o envio da proposta, o governador pediu apoio dos parlamentares e destacou que a medida busca facilitar a regularização de débitos, apoiar empreendedores e fortalecer a economia cearense.

Kakay denuncia ter sido censurado pela Meta: “Agressão à democracia”

 


O advogado criminalista e jurista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, denunciou estar sofrendo censura por parte da Meta, conglomerado estadunidense proprietário de WhatsApp, Facebook e Instagram, entre outras ferramentas.
“Nos últimos dias, tenho sofrida severa restrição às minhas comunicações com minha rede de WhatsApp. Não tenho Instagram pessoal, embora meu escritório tenha. Pessoalmente, acho muito invasivo o que fazem comigo e como já me manifesto muito no WhatsApp o pessoal do escritório acha que tenho que ter cuidado. Penso que é importante denunciar. É a ultra direita me policiando”, relatou Kakay.
“Agora restringiram muitas das minhas mensagens. Aparece uma mensagem dizendo que meus contatos estão restritos. E eu não consigo mandar mensagens para grupos importantes onde eu enfrento abertamente o fascismo, o candidato miliciano, a morte da democracia”, acrescentou o jurista, se referindo a Flávio Bolsonaro.
“É inacreditável o nível de agressão à democracia destes fascistas. Vamos derrotá-los no voto”, denunciou Kakay.
Meta é acusada de censurar vídeo sobre ilha ligada a Flávio Bolsonaro
Não é a primeira vez que a Meta é acusada de censura e de parcialidade durante o processo eleitoral brasileiro.
O vídeo do jogador Richarlison sobre a disputa por uma mansão milionária em Angra dos Reis (RJ), envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), provocou uma denúncia contra a Meta.
O atacante, que já atuou pela seleção brasileira, acusou a empresa de alterar a reprodução da gravação, na qual apresenta documentos sobre o caso.
Segundo o atacante, o vídeo publicado na plataforma passou a exibir cinco segundos de tela escura antes de começar, embora o arquivo original se inicie diretamente com sua fala.

A denúncia ganhou repercussão nesta quinta-feira (22), depois que o influenciador Lázaro Rosa publicou uma captura de tela e acusou a Meta de prejudicar o engajamento do vídeo. A gravação mostra o jogador apresentando documentos para contestar a versão de Willer Tomaz sobre a posse do imóvel.

Penso eu - Não é privilégio seu, caro Kakay. O despreparo e desespero atinge...deixa pra lá. O céu tá cheio de raios.

Prospera MEI: no Ceará, 557,8 mil microempreendedores poderão ser beneficiados por medidas de apoio ao setor

 


No estado, quase 49% dos MEIs deixaram de pagar algum boleto mensal, enquanto 58% têm interesse em vender para o governo, segundo pesquisa do Sebrae
O Governo Federal anunciou na última semana o Prospera MEI, um conjunto de medidas que beneficiarão mais de 17,6 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) em todo o país, dos quais 7,8 milhões são mulheres. As iniciativas são voltadas à regularização de dívidas, ao acesso a recursos para investir, à ampliação do faturamento e à redução de burocracias. No Ceará, estado que reúne pouco mais de 747 mil pequenos negócios, dos quais 557,8 mil são microempreendedores individuais, as ações do Prospera MEI chegam a um público que enfrenta desafios financeiros, mas também demonstra interesse em ampliar seus negócios.
Segundo a pesquisa Perfil do MEI, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), quase 49% dos microempreendedores individuais cearenses deixaram de pagar algum boleto mensal do MEI. Ao mesmo tempo, 58% têm interesse em vender para o governo, indicando uma oportunidade de ampliar a participação desses pequenos negócios nas compras públicas.
Ainda de acordo com a pesquisa do Sebrae, 81% dos MEIs cearenses acreditam que a formalização contribuiu para aumentar as vendas e o faturamento de seus negócios.
PERDÃO DE DÍVIDAS COM A UNIÃO – O Prospera MEI reúne iniciativas para enfrentar dificuldades de acesso ao crédito e apoiar a continuidade e a expansão dos pequenos negócios. Sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quarta-feira (21/10), o Projeto de Lei Complementar (PLP) nº 186/2026 altera a Lei Complementar nº 123/2006, que estabelece as regras do Simples Nacional, e atualiza o limite de receita bruta anual, o número de empregados que podem ser contratados pelos MEIs e as condições para a remissão de créditos de titularidade da União.
CONFIRA O QUE MUDA COM O PLP 186:
Perdão de dívidas – remissão integral dos débitos inscritos ou não na dívida ativa da União.
Teto de faturamento – de R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028.
Contratação de empregados – até dois funcionários, em vez de um.
Compras públicas – limite das licitações exclusivas para micro e pequenas empresas sobe de R$ 80 mil para R$ 130,9 mil.
Contrata+Brasil – teto de valor para contratações de MEIs subirá de R$ 13 mil para R$ 32,7 mil.
Além das medidas aprovadas, o Prospera MEI inclui a renegociação de dívidas bancárias pelo Desenrola 3.0, com desconto mínimo de 90% na compra das carteiras de crédito pelas instituições financeiras; apoio não reembolsável de até R$ 5 mil para investimentos nos pequenos negócios, por meio do PixMEI (com limite de até 1 milhão de beneficiários entre 2027 e 2030); e dispensa da emissão de notas fiscais nas vendas de MEIs para pessoas físicas. Os nanomeis ficam dispensados de emitir nota em todas as vendas e também de criar CNPJ.
PERDÃO DE DÍVIDAS COM A UNIÃO – A lei prevê a remissão integral dos débitos tributários federais dos MEIs de titularidade da União, inscritos ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. O benefício abrange o valor original das contribuições previdenciárias em atraso, multas, juros e encargos de cobrança, inclusive dívidas ajuizadas ou parceladas.
A medida entra em vigor em 1º de janeiro de 2027 e prevê o perdão automático das dívidas, sem necessidade de solicitação pelo empreendedor à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Para manter o benefício, o MEI deverá pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) durante os seis meses seguintes à entrada em vigor da lei.
A remissão também alcança o saldo devedor de parcelamentos em andamento, mas não permite a devolução de valores já pagos. Os microempreendedores que tenham processos judiciais em andamento para contestar as dívidas deverão desistir das ações para obter a baixa definitiva, sem cobrança de honorários advocatícios pela desistência.
A medida poderá beneficiar mais de 3,6 milhões de microempreendedores, com o perdão de mais de R$ 18,7 bilhões em dívidas. O valor médio dos débitos é de aproximadamente R$ 3,4 mil.
AUMENTO DO TETO DE FATURAMENTO – O limite anual de faturamento do MEI passará dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. A proposta também permite a contratação de até dois empregados, em vez de um.
O teto de faturamento não é atualizado desde 2018. Com a mudança, o microempreendedor poderá aumentar sua receita sem precisar deixar o regime simplificado tão cedo, mantendo o pagamento mensal do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).
A mudança também pode beneficiar empresas do Simples Nacional com faturamento anual de até R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, que poderão voltar a se enquadrar como MEI, conforme as regras previstas na proposta.
MAIS OPORTUNIDADES NAS COMPRAS PÚBLICAS – A proposta amplia as oportunidades de contratação de pequenos negócios pelo poder público. O valor das licitações exclusivas para microempresas e empresas de pequeno porte sobe de R$ 80 mil para R$ 130.984,20.
No Contrata+Brasil, plataforma digital que conecta a administração pública de todo o país à contratação direta de prestadores de serviços cadastrados como MEI, o limite por serviço passa de R$ 13.098,41 para R$ 32.746,06.

Até 13 de outubro de 2026, o programa havia registrado 8.356 contratos finalizados, que somavam R$ 47,9 milhões. Ao todo, eram 24.537 MEIs e 2.744 órgãos cadastrados, além de 245 oportunidades abertas.

Coluna do Macário Batista em 23 de outubro de 2026

 


Quando hoje for ontem, cê vai ver
Esta noite, na Rede Globo de Televisão, o que sobrou do segundo turno das eleições presidenciais, Lula e Bolsonaro, terá um novo encontro para o mundo ver. A ideia de debate em público, é uma espécie de tirar cascas de velhas feridas para cuidar de suas próprias. De um lado tem um senhor de 81 anos de idade, passado na casca do alho, macaco velho que não pula em galho fino e do outro, um rotundo jovem levado ao sabor do vento de quem lhe ensinou a andar e agora de quem sabe que trejeitos, caras e bocas, agressividade visual, suprem necessidades de conteúdos que, assim mesmo, no vazio, tem empolgado um pedaço da sociedade, animada com raspagens intimistas, feitiços atirados a gentios serviçais que os reproduzem, quando de seus próprios interesses. A opinião é de cada um, mas o inferno será de todos, sempre. O inferno de que a Divina Comédia descreve, é um lugar pra neutros, os mornos de que a bíblia fala que “Deus vomita”. Diz um leitor, amigo, dos que discutem política com os filhos, que não compreende quando ouve jovens dizerem que nem vão votar, porque Lula e Bolsonaro estariam “na mesma prateleira”. A falta de discernimento que alguns brasileiros demonstraram nesta eleição, a falta de conhecimento do que os candidatos representam, é realmente estarrecedora. Outro amigo, economista conhecido de esquerda, me contava que o filho não foi votar porque acha que tudo é ruim. Não será esta a noite em que o Brasil será salvo. O dia será o 25, domingo. Da&iac ute; que, depois de hoje, você terá 48 horas, mais ou menos, pra provar a si próprio que é melhor que você mesmo, tomando partido. Defendendo o que acredita, desde que pense com empatia, em quem está a seu lado; na vida.
A frase: “O pior lugar do inferno está reservado àqueles que permanecem neutros em tempos de crise”. Dante Alighieri. Já leu O Inferno, de Dante? Pelo menos ouviu falar na Divina Comédia?
Meta ou não se Meta? Eis a questão. (Nota da foto)
A BIG TECH virou assunto da eleição, sob acusações de ter priorizado a direita na distribuição e engajamento do conteúdo. As contestações chegaram até especialistas ligados à ONU, que pediram investigação para ver se os sistemas priorizaram um dos lados. Isso vai render um tanto!
Pois muito bem...
Nada, absolutamente nada faz a politica parar, descansar, apear do burro do dia-a-dia. Aqui mesmo, as movimentações vivem as atribulações nas vidas dos suplentes e consequentes chamamentos.
Os bastidores
Estariam numa lista de olheiros do Governo, no Ceará, Idilvan, deputado ligado à educação que poderia ser convidado, depois de empossado deputado federal, para a Secretaria de Educação, mas, dizem feliz seria com a Saúde.
Os bastidores
A mesma situação, para acomodação de aliados na Câmara Federal, seria um convite à grande eleita, deputada federal Tainah Marinho Aldigueri, mulher do presidente Romeu, da Assembleia do Estado.
Os bastidores
São, em princípio, os nomes mais relevantes para as tais acomodações que o Governo do Ceará pretenda fazer, prestigiando parceiros, criando laços ou mesmo apertando para fazer outros compromissos futuros.
Precisa ser dito
Tem situações que poucos conhecem e nunca se aprofundam, mesmo que hoje olhem para nomes recém eleitos. Vai chegar à Assembleia, por exemplo, o médico dr. Jerônimo Munhoz. Vem de Cascavel, aqui perto.
Quem é
Jerônimo é casado com a Prefeita da cidade, Ana Afif. Afif é filha do ex-Prefeito Paulo Cesar e os votos do marido foram frutos dos trabalhos com o PSB. Um nome da bancada sonhada por Cid Gomes e suas articulações.

Fugiu pra raspar aqui
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, recusou o convite para participar de uma sabatina promovida pelo SBT, prevista para a noite desta quarta-feira (21). Preferiu raspar em Fortaleza.

Bom dia

                                                                   O Poder da Mensagem


Isso está no msn

 


Virada de Lula nas redes reforça o peso da mídia social em campanhas eleitorais
Com 51 anos de trajetória política, iniciada no sindicalismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como uma de suas marcas a capacidade de se comunicar com o público. Mas, no segundo turno das eleições de 2026, precisou acrescentar uma nova linguagem à sua comunicação: a dos vídeos selfie, gravados diante do celular. A mudança simboliza a guinada digital da campanha na disputa acirrada com o senador Flávio Bolsonaro (PL) rumo ao Palácio do Planalto.
A reformulação da estratégia, com maior atenção às redes sociais e à participação de personalidades com influência em plataformas como Instagram e YouTube, coincidiu com outro fenômeno: a multiplicação de conteúdos produzidos por apoiadores e usuários que não integram a estrutura oficial da campanha. Lula virou personagem da cultura pop nas redes. Entre memes, vídeos e montagens, aparece dançando ao som do hit sul-coreano “Gangnam Style”, encarna Beyoncé e Michael Jackson e até lidera os “Vingadores”, em uma recriação por inteligência artificial de uma cena da saga da Marvel.
A mobilização ganhou uma frente organizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG), reeleito para seu terceiro mandato consecutivo. Conhecido por sua atuação nas redes sociais, ele criou o chamado “Exército de Lula”, que reunia mais de 7,3 milhões de pessoas nesta quarta-feira, 21. Por meio do WhatsApp, o parlamentar propõe missões de mobilização digital aos participantes.
Um dos vídeos de maior repercussão recente surgiu do debate realizado pela Band no domingo, 18. Ao ouvir Flávio afirmar que 73% dos presidiários votavam no petista, Lula respondeu que gostaria de receber 100% desses votos. “Até de seu pai”, acrescentou.
Segundo levantamento da Impactum Insights, empresa parceira do GSW Brasil , a resposta alcançou mais de 4,1 milhões de curtidas em apenas seis publicações monitoradas no TikTok e no Facebook. O vídeo mais popular, publicado no TikTok, ultrapassou sozinho 2,3 milhões de curtidas.
Os números da guinada digital
O crescimento da presença de Lula nas redes aparece em diferentes levantamentos. Pesquisa da DSC Lab, área de inteligência de dados, redes sociais e estratégia digital ligada à agência Descompli.ca, em Brasília, mostra que o perfil do presidente no Instagram registrou média de 7,9 milhões de interações por dia entre 5 e 16 de outubro, ante 1,7 milhão no primeiro turno. No mesmo intervalo, a média diária de Flávio passou de 1,4 milhão para 2 milhões.
As visualizações diárias das publicações de Lula cresceram de 22 milhões para 56 milhões, enquanto os comentários passaram de 103,2 mil para 1,2 milhão por dia.
A base de seguidores também aumentou. Na véspera do primeiro turno, em 3 de outubro, Lula tinha cerca de 15,7 milhões de seguidores no Instagram, segundo dados da plataforma de análise HypeAuditor. Na manhã desta quarta-feira, 21, eram 18,2 milhões, crescimento aproximado de 15,9%. Flávio passou de 12,4 milhões para 15 milhões no mesmo período, alta de 21%.
Realizado pela Quaest, um indicador chamado Índice de Popularidade Digital (IPD) demonstra que o esforço nas redes sociais e no WhatsApp reconfigurou a disputa ao menos nessas plataformas. Na semana passada, Lula já tinha ultrapassado Flávio. Nesta quarta-feira, 21, a nova rodada do levantamento revela que o presidente manteve a liderança, um resultado que colhe os efeitos do debate na Band.
Após o confronto na TV, a distância entre os candidatos no IPD chegou a 6,7 pontos, ante 6,2 pontos na sexta-feira anterior. Lula alcançou 83,3 pontos, avanço de 12,6 pontos em relação à véspera do primeiro turno. Flávio registrou 76,6 pontos, queda de 3,5 pontos na mesma comparação, segundo a Folha de S.Paulo.
O índice, que varia de 0 a 100, considera 175 variáveis extraídas de plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X, Google e Wikipédia. O cálculo reúne dados sobre visibilidade, engajamento, compartilhamentos, menções espontâneas, reações positivas e negativas e interesse nas buscas, além de procurar reduzir a interferência de robôs. O resultado mede popularidade digital, não intenção de voto.
À Folha, Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que a repercussão do embate entre os dois candidatos interrompeu uma recuperação de Flávio nas redes. “Depois do debate, o Lula voltou a 83,3, o melhor nível dele, e retomou a liderança também no ganho de seguidores”, disse.
Quando a comunicação acontece de fora para dentro
A participação dos próprios eleitores na produção e distribuição de conteúdos é uma das mudanças mais importantes observadas pelo estrategista digital Marcello Natale, sócio da BN3, empresa especializada em marketing orientado por dados. Ele atua em campanhas eleitorais e na comunicação de governos e mandatos desde 2012, com experiência em candidaturas de diferentes campos políticos.
“Estamos diante de uma campanha em que parte significativa da comunicação acontece de fora para dentro”, afirma.
Para Natale, a principal transformação está no protagonismo dos próprios eleitores, que deixaram de apenas receber mensagens das campanhas para também produzir e distribuir conteúdos políticos. “Se antes um comunicava para milhares, agora milhares comunicam para milhares.”
Natale explica que a participação dos apoiadores exige uma comunicação capaz de ser reproduzida e apropriada por outras pessoas. “Hoje, não basta produzir comunicação. É necessário oferecer insumos para que outras pessoas também produzam.”
O estrategista destaca dois fundamentos dessa dinâmica: clareza na mensagem e uma identidade reconhecível do candidato. Quanto mais facilmente os eleitores identificam o que uma liderança representa, maior a possibilidade de criarem e distribuírem conteúdos a partir dessa imagem.
No caso de Lula, essa identificação não começou com as redes sociais. Natale lembra que o presidente ocupa há décadas um lugar próprio na cultura popular brasileira, especialmente no Nordeste e em determinadas regiões do Sudeste.
“Sua imagem se transformou em um verdadeiro ícone pop, algo que transcende o marketing eleitoral e a própria estrutura do Partido dos Trabalhadores.”
Segundo ele, manifestações culturais e movimentos de apoio nem sempre nascem de orientações da campanha. “A força de uma candidatura também está naquilo que as pessoas fazem por ela sem que ninguém precise mandar fazer.”
Da velha política aos memes
Mais do que fazer a imagem de Lula circular pelas redes, os memes estão transformando a maneira como o presidente é percebido e como seus apoiadores participam da campanha. Para Paolo Demuru, professor do programa de pós-graduação em comunicação da ESPM e doutor em semiótica pela Universidade de Bolonha (Itália) e pela USP, o fenômeno desloca o petista do universo institucional para a cultura pop e cria novas formas de identificação.
De acordo com Demuru, a mudança de linguagem da campanha após o primeiro turno teve duas dimensões principais: a pauta política e o envolvimento afetivo dos apoiadores. Ele observa que, na primeira fase da eleição, a comunicação ficou concentrada em temas negativos e em uma linguagem próxima à da televisão. No segundo turno, ganhou espaço uma comunicação mais direta, acompanhada de propostas como o fim da escala de trabalho 6x1 e de uma mobilização que se manifestou tanto nas redes quanto nas ruas.
Demuru chama a atenção para a entrada de jovens lideranças políticas na campanha de Lula no segundo turno, entre elas Ana Elisa, Guilherme Cortez e Jones Manoel. Segundo o professor, esses nomes ajudaram a renovar a linguagem da candidatura e a trazer energia e entusiasmo à mobilização. Ele destaca a participação de estudantes nas ruas de diferentes capitais, em um movimento no qual a comunicação digital e a mobilização presencial passaram a caminhar juntas.
É nesse ambiente de entusiasmo e participação que Demuru situa a força dos memes. Os usuários das redes passaram a construir versões do presidente, sem depender do material produzido pela campanha. “O meme é o deslocamento da figura do Lula para fora da velha política, para fora das instituições, para fora desse papel institucional”, explica. Mas sua importância, segundo ele, vai além da repercussão dos conteúdos: “O meme é um mecanismo primeiro de circulação viral de um conteúdo, mas também de construção de pertencimento em torno dessa circulação”.
O professor identifica também uma mudança no sentimento que acompanha a mobilização dos apoiadores. “Parece que a esquerda agora, nessa virada do primeiro pro segundo turno, descobriu o prazer, o entusiasmo.” Para ele, entusiasmo significa disposição para agir. Isso ajuda a compreender a aproximação entre a atividade digital e as manifestações presenciais. “Essa mobilização nas redes e nas ruas aconteceu de uma maneira extremamente entrelaçada.”
Porém, o uso de formatos mais adequados às plataformas não resolve sozinho os desafios políticos de uma candidatura. Demuru cita como exemplo a comunicação de Zohran Mamdani, eleito prefeito de Nova York, cuja atuação nas redes esteve associada a propostas concretas sobre transporte, moradia e serviços públicos. “Não adianta fazer comunicação se não tem um projeto ou uma proposta por trás.”
Além disso, em sua avaliação, compreender as aspirações da jovem classe trabalhadora, inclusive de quem atua por meio de aplicativos e plataformas digitais, é tão importante quanto encontrar uma linguagem capaz de alcançar esse público.
Novas vozes e participações
A presença de lideranças jovens e a circulação de conteúdos produzidos pelos próprios eleitores também são destacadas por Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update, organização dedicada ao fortalecimento da democracia na América Latina e à ampliação da participação política, especialmente de mulheres, jovens e grupos historicamente sub-representados. Pesquisadora e especialista em estratégias de comunicação, ela tem experiência em campanhas eleitorais, organizações sociais e no setor privado.
Para Carol, a renovação da comunicação política não pode se limitar à presença de jovens, mulheres e pessoas LGBT+ nos vídeos e nas redes sociais. Embora esses grupos já mobilizem comunidades e criem novas formas de participação, ainda encontram pouco espaço nas estruturas de decisão dos partidos e das campanhas. “Não basta chamá-las para gravar um vídeo ou ajudar a campanha a viralizar. Elas precisam participar da direção da estratégia”, afirma.
A executiva vê nos memes uma oportunidade de ampliar a participação dos eleitores, que deixam de apenas compartilhar conteúdos para criar suas próprias interpretações da candidatura. Mas ela ressalta que essa identificação não se traduz necessariamente em votos e lembra que o engajamento político vai além das telas. Carol destaca uma dimensão menos visível da mobilização: o trabalho de mulheres que organizam encontros, conversam com vizinhos e mantêm redes de participação nos territórios.
Falando da juventude nas ruas e nas redes, ela ressalta que não se trata de um grupo homogêneo. Uma estudante universitária, uma jovem mãe e uma trabalhadora de aplicativo podem ter necessidades e expectativas diferentes. Por isso, considera necessário relacionar o debate político às condições concretas de trabalho, renda, segurança, cuidado e autonomia dos diferentes públicos.
O desafio de ultrapassar as próprias bases
Apesar do crescimento da mobilização digital, os especialistas apontam limites para a capacidade das campanhas de alcançar eleitores que não estão identificados com nenhum dos dois campos políticos.
Natale observa que Lula e Flávio conseguem mobilizar seus apoiadores, mas enfrentam dificuldades semelhantes para conquistar a atenção de quem está fora de seus círculos habituais. Em sua análise, as duas candidaturas “conseguem mobilizar de maneira muito eficiente suas próprias bases, mas enfrentam enormes dificuldades para dialogar com quem está fora delas.”
O estrategista também chama atenção para a importância da mobilização para o comparecimento às urnas, especialmente em um segundo turno com poucas disputas estaduais.
A disputa pelos algoritmos
A mobilização dos apoiadores de Lula também chegou às tentativas de contornar os algoritmos das plataformas, com tutoriais que ensinam a aumentar a circulação de vídeos e posts. Segundo Demuru, essas estruturas já influenciavam as eleições, como ocorreu nos Estados Unidos em 2016 e no Brasil em 2018, mas ganharam força neste ano. “A gente tem uma amplificação brutal hoje, em 2026, dessas estruturas, e esse é um ponto fundamental”, afirma.
O professor da ESPM avalia que os algoritmos favorecem a circulação de conteúdos associados à extrema direita, mas ressalta que a falta de transparência das plataformas impede conhecer os critérios de distribuição e o alcance real da mobilização. “Então, a gente não sabe as regras do jogo dentro do qual está jogando.”

Carol vê nessa concentração de poder um desafio para a democracia. “Estamos disputando atenção, confiança e voto dentro de infraestruturas privadas cujas regras de circulação são pouco transparentes e sobre as quais a sociedade tem pouca influência”, afirma. Para ela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa considerar não apenas o conteúdo das publicações, mas também como são distribuídas, impulsionadas e direcionadas aos usuários. “As condições de circulação fazem parte da disputa eleitoral.”