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Bom dia

 

Inscrições do Fies são ampliadas até amanhã, domingo (19)
Prorrogação permite que mais estudantes tenham acesso às 75,5 mil vagas disponíveis para ingresso no segundo semestre. Participação é gratuita e ocorre exclusivamente pelo Portal Acesso Único ao Ensino Superior

O Ministério da Educação (MEC) ampliou, até as 23h59 do domingo, 19 de julho, o prazo para que estudantes possam se inscrever no processo seletivo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre de 2026. A participação é gratuita e deve ser feita exclusivamente no Portal Acesso Único ao Ensino Superior.
Para esta edição, são disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1.274 instituições privadas de educação superior para ingresso em 28.741 cursos e turnos. Pelo Portal, estudantes podem fazer a consulta da oferta de vagas, filtrando por curso, instituição e local de oferta (estado e município). As vagas ofertadas no primeiro semestre deste ano, e ainda não ocupadas, foram somadas às novas vagas previstas para esta edição, que era de 44.867 vagas.
Nesta edição do Fies, podem se inscrever todos aqueles que tenham participado de, no mínimo, uma edição do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) desde 2010, obtido média superior ou igual a 450 pontos e não tenham zerado a redação. Além disso, é necessário comprovar a renda familiar mensal bruta por pessoa – o limite para o Fies é de até três salários mínimos. Já as vagas reservadas para o Fies Social são destinadas aos inscritos no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico) em situação cadastral ativa e com renda familiar mensal bruta por pessoa de até meio salário mínimo.
Prazos – Todas as demais datas do cronograma desta edição do Fies continuam como antes. O resultado da pré-seleção na chamada única será divulgado em 30 de julho – os estudantes pré-selecionados nessa etapa deverão acessar o Fies Seleção para complementar sua inscrição entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. Todos os que não forem pré-selecionados na chamada única estarão automaticamente na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação. As convocações da lista de espera ocorrerão de 7 de agosto a 24 de setembro.

Virada dos tempos

 


Já vi cachorro pastorando assadeiras. Já vi gato vigiando televisão de cachorro. Urubu, na feira livre botando sentido em assados é a primeira vez.

O poder da mensagem

 


O dia

 


Os 24 graus desta manhã em Fortaleza, atestam o que a imagem mostra. Aliás, quando McLuhan disse que uma imagem vale mais que mil palavras e abalou as bases da comunicação, restou que cara feia contra alguém pode ser dor. De de traição. Dor de barriga. Dor de enjôo e até dor de corno.

O jogo é jogado, o lambari é pescado

 


Solução do Instituto de Pesca impulsiona a lambaricultura e fortalece a cadeia produtiva .
Poucas espécies de peixes despertam tanta memória afetiva nos brasileiros quanto o lambari. Presente em rios, córregos e lagoas de praticamente todo o território nacional, ele costuma ser lembrado como o primeiro peixe capturado durante a infância, em pescarias realizadas com pais, avós e tios. Além de ocupar um lugar especial na cultura brasileira, a espécie vem ganhando importância econômica, tanto como alimento, tradicionalmente apreciado na forma de petisco, quanto como isca viva na pesca esportiva.
Durante muitos anos, a produção de lambaris permaneceu baseada quase exclusivamente na captura em ambientes naturais ou na ocorrência dessas espécies como fauna acompanhante em cultivos de peixes de interesse comercial. O termo “lambari” abrange diversas espécies de pequenos caracídeos (vasta família de peixes de água doce) pertencentes a diferentes gêneros. O Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desempenhou papel pioneiro na geração de conhecimento científico e tecnológico voltado ao cultivo comercial de diferentes espécies de lambaris, incluindo Astyanax fasciatus, Astyanax lacustris e Deuterodon iguape.
De acordo com o pesquisador do IP, Fábio Sussel, “a consolidação da lambaricultura como atividade aquícola exigiu o desenvolvimento de tecnologias específicas capazes de tornar sua produção previsível, eficiente e economicamente viável”.
Pesquisa e inovação para fortalecer a produção
Ao longo das últimas décadas, o IP desenvolveu e aperfeiçoou protocolos envolvendo diferentes etapas do processo produtivo, contribuindo para a consolidação de uma cadeia inexistente até então em escala comercial.
Entre as principais contribuições destacam-se o aperfeiçoamento dos protocolos de reprodução induzida, fundamentais para garantir a produção contínua de alevinos ao longo do ano, bem como o desenvolvimento de técnicas de larvicultura e recria em diferentes sistemas de cultivo, adaptadas às características biológicas das espécies estudadas.
Esses avanços proporcionaram maior regularidade na produção, aumento da sobrevivência dos peixes e melhoria dos índices zootécnicos, oferecendo maior segurança técnica aos produtores. Paralelamente, o Instituto de Pesca ampliou suas linhas de pesquisa para outras áreas estratégicas, desenvolvendo tecnologias para a produção de lambaris destinados ao mercado de iscas vivas para a pesca esportiva, avaliando o potencial dessas espécies em sistemas de aquaponia e utilizando diferentes espécies de lambaris como organismos bioindicadores em estudos de ecotoxicologia, voltados à avaliação dos efeitos de contaminantes ambientais e da qualidade dos ecossistemas aquáticos.
Solução tecnológica amplia potencial do lambari para consumo
O lambari também representa um alimento tradicional de elevado valor gastronômico. Apesar dessa vocação, existia um importante gargalo tecnológico para ampliar seu consumo em larga escala: o processamento.
Buscando solucionar esse desafio, o pesquisador do IP, Fábio Sussel, propôs a criação de uma máquina para evisceração de lambaris, tecnologia posteriormente desenvolvida por uma empresa de Santa Catarina, especializada na fabricação de equipamentos para frigoríficos de peixes. O equipamento automatiza uma das etapas mais críticas do processamento, aumentando significativamente a produtividade, reduzindo custos operacionais e agregando valor ao pescado destinado ao consumo humano.
Segundo Sussel, “essa inovação representa um exemplo concreto da pesquisa aplicada desenvolvida pelo Instituto de Pesca, transformando resultados científicos em soluções tecnológicas capazes de atender demandas reais da sociedade e fortalecer cadeias produtivas estratégicas para a aquicultura brasileira”.
Mais do que um peixe presente na memória afetiva dos brasileiros, o lambari tornou-se exemplo de como a pesquisa pública pode transformar conhecimento científico em desenvolvimento econômico, inovação e segurança alimentar.