Contato

Guimarães consegue L de Bolsonaro

 

Flávio Bolsonaro. Fotos: Reprodução Redes Sociais/Montagem Inteligência Artificial
José Guimarães (PT) acusou o candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), de apoiar o fim da escala 6×1 por pressão popular. Nessa última quarta-feira (14/10), o ministro das Relações Institucionais afirmou que Lula (PT) levou o senador a “fazer o L” ao anunciar voto favorável à proposta.
Guimarães diz que Flávio Bolsonaro “fez o L” ao apoiar fim da escala 6×1
Em uma coletiva de imprensa, Guimarães disse: “O Lula convenceu ele, né? Ele [Flávio] ‘fez o L’. Porque todo mundo sabe que os senadores do PL nunca votaram a favor dessa matéria aqui.“, declarou logo a princípio.
Em seguida, acrescentou: “As ruas e as redes obrigaram, e o Lula obrigou ele a ‘fazer o L’. Mas eu estou aqui no plenário para ver se ele vai ‘fazer o L’ na hora do voto.“, disparou.
Em suma, o Senado aprovou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê reduzir gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais. Esta sem corte salarial, e com garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
Ministro das Relações Institucionais diz que candidato do PL está de “conversa fiada”
Logo depois, Guimarães também questionou a intenção do senador. Afinal, integrantes do PL defendem apresentar uma proposta alternativa em 2027, caso Flávio vença a eleição. “Eles dizem que vão votar favorável, mas ao mesmo tempo anunciam que no próximo ano, se ganharem a eleição, vão mudar a Constituição novamente. Portanto, não é pra valer. É uma conversa fiada.“, afirmou.

Flávio votou a favor da PEC, logo após visitar o pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Anteriormente, porém, ele criticava a proposta e classificava como “oportunista” a iniciativa do governo Lula.

Caminhão do Cidadão no Ceará

 


Fortaleza e municípios do Cariri recebem o Caminhão do Cidadão
Com ações na Capital e no interior do Ceará, o Caminhão do Cidadão promove o acesso à documentação básica para a população. Iniciando na segunda-feira (19), os atendimentos da iniciativa coordenada pela Secretaria da Proteção Social (SPS) serão realizados em Fortaleza e no Cariri, passando pelos municípios de Araripe, Nova Olinda, Altaneira e Assaré.
Em Fortaleza, a programação das unidades móveis contempla os bairros Centro, Jangurussu, José Walter, Edson Queiroz e Messejana. Três ações acontecerão no entorno das Zonas Vivas, equipamentos do Governo do Estado com oferta de qualificação, inclusão digital e outros serviços em residenciais habitacionais.
Entre os serviços oferecidos estão a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), do CPF, da Carteira de Trabalho Digital e do Atestado de Antecedentes Criminais, além de orientações sobre programas e serviços públicos.
Agenda do Caminhão do Cidadão:
Fortaleza
19 de outubro (Segunda-feira) – Centro
Faculdade de Direito da UFC – Rua Meton de Alencar, S/N, Centro, Fortaleza
Horário: 8h às 16h
20 de outubro (Terça-feira) – Zona Viva Jangurussu
Rua A, S/N, Residencial José Euclides, quadra 10B, bloco 7, Jangurussu, Fortaleza
Horário: 8h às 16h
21 de outubro (Quarta-feira) – Zona Viva José Walter
Av. A, 11, Condomínio 2, Residencial Cidade Jardim, Pref. José Walter, Fortaleza
Horário: 8h às 16h
22 de outubro (Quinta-feira) – Zona Viva Edson Queiroz
Rua da Garça Branca, S/N, Quadra 05, Bloco 87, Residencial Yolanda Queiroz, Edson Queiroz, Fortaleza
Horário: 8h às 16h
[PROJETO ACOLHER]
23 de outubro (Sexta-feira) – Messejana
Horário: 8h às 16h
Interior
Araripe
19 de outubro (Segunda-feira)
Praça do Coreto, ao lado da Câmara Municipal
Horário: 8h às 16h
Nova Olinda
20 de outubro (Terça-feira)
Teatro Violeta Arraes – Rua Alvin Alves, 397-43, Centro
Horário: 8h às 16h
Altaneira
21 de outubro (Quarta-feira)
Rua Joaquim Soares da Silva, 390, Centro
Horário: 8h às 16h
Assaré

22 de outubro (Quinta-feira)
Praça da Igreja Matriz (ao lado do Memorial Patativa do Assaré)
Horário: 8h às 16h

Os observadores da cena

 

No "Rumo Certo"
‘Efeito Camilo’: estratégia usada no Ceará invade o Brasil, agita militância e leva Lula a encostar em Flávio
A entrada do senador Camilo Santana na coordenação nacional da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou para a disputa presidencial uma estratégia que aliados associam ao desempenho obtido pelo governador reeleito Elmano de Freitas no Ceará: forte mobilização de lideranças municipais, presença de movimentos sociais, participação da juventude e ocupação das ruas.
No Ceará, Camilo teve papel ativo na campanha de Elmano contra Ciro Gomes (PSDB), articulando prefeitos, lideranças partidárias e bases políticas em diferentes regiões do Estado. A estratégia foi acompanhada por uma ampliação dos atos de rua e pela tentativa de aproximar a campanha de movimentos sociais e segmentos mais jovens do eleitorado.
CHAMADO A BRASÍLIA
Depois da eleição estadual, Camilo foi chamado por Lula para integrar a coordenação nacional da campanha do PT no segundo turno presidencial.
A partir daí, passou a defender uma campanha com mais presença física nas cidades, maior mobilização da militância, articulação direta com lideranças políticas locais e propostas com impacto na vida dos brasileiros.
EFEITO CAMILO
Aliados passaram a chamar esse movimento de “efeito Camilo”, numa referência à tentativa de reproduzir nacionalmente parte da dinâmica adotada no Ceará. As ações defendidas por Camilo se converteram em apoio com melhoria no desempenho de Lula, acordo com as pesquisas Datafolha e Quaest.
O tempo é curto, mas Camilo já imprimiu sua marca no cenário da campanha, mesmo com as adversidades dos números da corrida presidencial.
Nos últimos dias, as ações de rua cresceram em diferentes estados, com bandeiraços, caminhadas, atos públicos e mobilizações simultâneas organizadas por apoiadores de Lula.
ARTICULAÇÃO POLÍTICA TAMBÉM GANHA PESO
A participação de Camilo não ficou restrita à mobilização eleitoral. O senador também entrou nas articulações políticas em torno de propostas que passaram a ocupar espaço na campanha de Lula, entre elas a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal.
Camilo participou das conversas para acelerar a tramitação da proposta no Senado e defender sua votação antes do segundo turno. A passagem pelo Ministério da Educação e a liderança da bancada do PT no Senado abriram as portas para articulações políticas bem sucedidas.
PÉ-DE-MEIA UNIVERSITÁRIO
Outro eixo foi a apresentação do Pé-de-Meia Universitário, proposta para 2027 que prevê auxílio mensal de R$ 700 a estudantes de baixa renda do ensino superior, além de uma poupança vinculada à conclusão do curso.
A proposta busca ampliar para as universidades a lógica do programa já direcionado a estudantes do ensino médio. O Pé-de-Meia Universitário nasce da bem sucedida experiencia com o mesmo programa que, hoje, atende quase 4 milhões de estudantes do ensino médio da rede pública.
REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL
O senador Camilo Santana apresentou, também, proposta para reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes graves.
A medida foi apresentada por meio de emenda à PEC da Segurança Pública e está na pauta do debate do Senado.

Pela proposta, adolescentes a partir de 16 anos poderão responder como adultos em crimes como homicídio e estupro.
Camilo defende que a mudança seja restrita a delitos de maior gravidade. A iniciativa provocou divergências dentro da própria bancada do PT, historicamente contrária à redução da maioridade penal, mas foi incorporada pelo presidente Lula que passou a defendê-la.
Esta análise saiu primeiro em cearaagora.com

Hoje na Assembleia do Ceará

 


Alece celebra 18 anos da Rede Peteca em sessão solene proposta por Jô Farias
A Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) realiza, neste dia 19 de outubro, às 14h, no Plenário 13 de Maio, uma sessão solene em comemoração aos 18 anos da Rede Peteca.
A homenagem foi proposta pela deputada estadual Jô Farias e reconhece a trajetória da iniciativa na prevenção e no enfrentamento ao trabalho infantil no Ceará.
Durante a solenidade, também serão homenageadas instituições e profissionais que atuam na defesa dos direitos de crianças e adolescentes.
A proposta é destacar a importância da articulação entre poder público, sociedade civil e comunidade escolar no combate à exploração do trabalho infantil.
A Rede Peteca desenvolve ações educativas e de mobilização voltadas à conscientização sobre os direitos da infância e da adolescência, contribuindo para ampliar o debate sobre prevenção, proteção e erradicação do trabalho infantil.
SERVIÇO

Data: 19 de outubro de 2026
Horário: 14h
Local: Plenário 13 de Maio, Assembleia Legislativa do Ceará (Alece)

Eleitores indecisos reprovam agressividade de Flávio em debate da Band, diz pesquisa

 


A postura de Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate presidencial da Band, neste domingo (18), provocou desconforto entre eleitores indecisos que acompanharam o confronto com Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo reportagem da jornalista Thais Bilenky, do UOL, participantes de um grupo focal realizado em tempo real consideraram o senador agressivo e demonstraram preocupação com o tom de suas intervenções. O presidente, por sua vez, foi visto como pouco preparado para o embate direto e incapaz de aproveitar algumas oportunidades para conquistar votos.
A avaliação dos participantes revelou percepções distintas sobre os dois candidatos. Enquanto a agressividade de Flávio causou estranhamento, Lula foi criticado por entrar no confronto proposto pelo adversário, deixando em segundo plano a tentativa de convencer quem ainda não escolheu um candidato.
O grupo considerou que o petista parecia destreinado para enfrentar ataques diretos.
A reação a Flávio, entretanto, foi mais relacionada ao estilo de suas intervenções. Os participantes classificaram sua atuação como violenta e relataram desconforto com a agressividade demonstrada durante o encontro.
Desafio de Lula sobre sigilos foi destaque
Apesar das críticas ao desempenho do presidente, uma de suas intervenções despertou especial interesse entre os indecisos.
O momento de maior engajamento ocorreu quando Lula desafiou Flávio a abrir os sigilos bancário e telefônico, propondo que ambos colocassem seus dados e os de seus familiares à disposição para análise.
Durante o debate, o presidente sugeriu encaminhar os documentos à Justiça antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro, para esclarecer acusações de corrupção feitas ao longo da campanha.
A proposta repercutiu positivamente entre os participantes do grupo focal. Segundo o UOL, a hashtag #abreosigilo mobilizou os eleitores acompanhados durante a transmissão.
O episódio se destacou em meio a um debate dominado por provocações, acusações sobre investigações policiais e questionamentos envolvendo familiares dos candidatos.

O poder da mensagem

 


Pense na mentirada do filho do Jair

 

Checamos o debate entre Lula e Flávio na Band; veja o resultado
Os dois candidatos que disputam a Presidência no segundo turno das eleições se encontraram neste domingo, 18 de outubro, no debate promovido por Band e Estadão.
O Estadão Verifica, núcleo de checagem de fatos do Estadão, analisou a veracidade das alegações feitas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao longo do programa.
Foram consideradas apenas afirmações factuais, como números, datas, comparações de grandeza e outras. A depender da apuração, podemos atribuir as etiquetas “falso”, “enganoso”, “exagerado”, “subestimado”, “impreciso”, “falta contexto” e “verdadeiro”.
As assessorias de ambos candidatos foram contatadas para comentar as checagens, e o texto será atualizado se houver resposta.
Veja o resultado abaixo.
Lula e Flávio Bolsonaro participaram de debate na Band neste domingo, 18. Foto: Werther Santana/Estadao
Lula e Flávio Bolsonaro participaram de debate na Band neste domingo, 18. Foto: Werther Santana/Estadao
Lula (PT)
Graus de investimento
O que Lula disse: que foi o primeiro presidente da República a conseguir dois graus de investimento para o Brasil
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Em 2008, durante o segundo mandato de Lula, o Brasil recebeu, pela primeira vez, o selo de grau de investimento das agências internacionais Fitch Ratings e S&P. Em 2009, o selo foi concedido pela agência Moody’s. O grau de investimento é uma espécie de atestado de bom pagador, que dá maior segurança para que investidores apliquem recursos em um País.
Crescimento da economia
O que Lula disse: que o Brasil crescia 7,5% quando ele era presidente e que só voltou a crescer mais de 3,5% quando retornou à Presidência.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou um crescimento de 7,5% no PIB do país em 2010, durante o segundo mandato de Lula. Mas, antes de ele retornar ao cargo para um terceiro mandato, o PIB cresceu 4,6% em 2021, no governo de Jair Bolsonaro. Vale dizer que esse resultado é em comparação ao ano anterior da gestão Bolsonaro, em que a economia encolheu. Segundo a assessoria de Lula, o crescimento de 2021 reflete o efeito base da recessão no ano de 2020, quando o PIB caiu 3,3%. A assessoria observou que Lula terá média próxima de 3% de crescimento anual nos quatro anos do mandato, e que, no governo Bolsonaro, o crescimento médio foi de 1,4%.
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Número de MEIs
O que Lula disse: que o governo dele criou o MEI, e que há 17,5 milhões de MEIs no Brasil.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Segundo informações do governo federal, há no Brasil 17,56 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) ativos. A figura do MEI foi criada em 2008, durante o segundo mandato de Lula. O presidente sancionou um projeto de lei de autoria do deputado federal Antônio Carlos de Mendes Thame, do PV.
FMI
O que Lula disse: que, quando assumiu a Presidência em 2003, o Brasil devia US$ 30 bilhões para o Fundo Monetário Internacional, e que, ao final de dois mandatos, o Brasil havia pagado o FMI e tinha reservas de US$ 270 bilhões.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Em 2002, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, o Brasil contraiu uma dívida de US$ 30,4 bilhões com o FMI. A dívida foi herdada pelo governo de Lula, em 2003. O relatório anual de 2005 do Banco Central mostra que, naquele ano, o petista quitou antecipadamente a dívida com o FMI. Em 2010, último ano do segundo mandato de Lula, as reservas internacionais brasileiras alcançaram a marca de US$ 270 bilhões.
Devolução aos aposentados
O que Lula disse: que o governo já devolveu R$ 3,5 bilhões aos afetados por descontos irregulares no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. Segundo dados oficiais do DataPrev, o governo já pagou R$ 3,52 bilhões a 5 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos em seus benefícios. A informação foi confirmada ao Verifica pelo INSS. O órgão não vem divulgando dados recentes sobre os ressarcimentos em seus sites e redes devido ao chamado defeso eleitoral, período de restrição de divulgação de informações governamentais por causa do risco de uso como promoção de cunho eleitoral.
Mentiras sobre Vorcaro
O que Lula disse: que Flávio Bolsonaro contou 43 mentiras sobre seu envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. O candidato se referiu a um levantamento realizado pelo site de checagem Aos Fatos sobre declarações feitas por Flávio a respeito de Vorcaro. Segundo a reportagem, Flávio negou ter trocado mensagens com o banqueiro e depois voltou atrás, admitindo ter falado com ele.
Valor da casa de Flávio
O que Lula disse: que Flávio Bolsonaro comprou uma casa de R$ 10 milhões.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é exagerado. Ao registrar sua candidatura à Presidência da República, Flávio Bolsonaro declarou patrimônio de R$ 8,1 milhões em bens. Dentre eles, consta a compra de uma mansão de R$ 6,2 milhões no Lago Sul, área nobre em Brasília. O valor de R$ 10 milhões pode ser referência a uma denúncia feita pelo jogador de futebol Richarlison, que acusou Flávio Bolsonaro de ter “tomado” sua ilha em Angra dos Reis depois de ele ter investido R$ 10 milhões no local. Richarlison pediu investigação da Polícia Federal.
Mentiras de Bolsonaro
O que Lula disse: que Jair Bolsonaro mentia 11 vezes por dia.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é exagerado. Um relatório da organização não-governamental Artigo 19 mostrou que o então presidente Jair Bolsonaro emitiu 1.682 declarações falsas ou enganosas em 2020: mais de quatro por dia. O Aos Fatos analisou a desinformação propagada por Jair Bolsonaro durante todo o seu mandato (2019-2022). A conclusão foi semelhante - mais de quatro mentiras por dia.
Licença-maternidade na Alerj
O que Lula disse: que, dos 49 deputados estaduais do Rio de Janeiro, Flávio foi o único a votar contra o aumento do tempo da licença-maternidade.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é verdadeiro. Em 2009, Flávio foi o único a votar contra um projeto que pretendia ampliar de 120 para 180 dias a licença-maternidade de servidoras estaduais.
Torpedo americano
O que Lula disse: que na manifestação de hoje a favor de Flávio Bolsonaro havia um torpedo americano, com participantes pedindo para ser atingidos pelos Estados Unidos.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. A cena descrita por Lula foi vista no ato realizado neste domingo, 18, em São Paulo. Um grupo de manifestantes vestidos de verde e amarelo levou um míssil inflável à Avenida Paulista, com a frase “Trump nuke Brazil” (Trump, ataque o Brasil com armas nucleares, em tradução livre).
Privatização de estatais
O que Lula disse: que Flávio Bolsonaro já falou que quer privatizar 95% das estatais brasileiras.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdade. Em entrevista no evento CEO Conference 2026, organizado pelo banco BTG Pactual, Flávio defendeu privatizar 95% das estatais. A dúvida apresentada ao senador era se ele apoiava privatizar tudo ou se considerava algumas empresas estratégicas, que deveriam ser mantidas como estatais. Flávio respondeu que era “óbvio” ele ser a favor das privatizações e que era necessário olhar caso a caso.
Mínimo acima da inflação
O que Lula disse: que o governo Bolsonaro não ajustou o salário mínimo acima da inflação em nenhum ano.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. Não houve reajuste do salário mínimo com ganho real acima da inflação em três anos sob a gestão de Jair Bolsonaro. Porém, em janeiro de 2019, Bolsonaro assinou decreto fixando o valor de R$ 998, com aumento real de 1,14%. Vale ressaltar que houve redução em relação ao que seu antecessor, Michel Temer, havia previsto: R$ 1.006. No fim de seu mandato, ao contrário do que tradicionalmente costuma acontecer, Temer não assinou decreto reajustando o salário mínimo. O ato ficou para seu sucessor.
Mais Médicos
O que Lula disse: que o programa Mais Médicos chegou a ter 18 mil médicos e que, quando voltou à presidência, eram apenas 12 mil. Atualmente, 27 mil profissionais fazem parte do programa.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é impreciso. O Programa Mais Médicos registrou 18,2 mil profissionais em 2015, número que, naquele ano, foi o maior quantitativo desde a criação da iniciativa, em 2013. Quando Lula assumiu seu terceiro mandato, em 2023, o programa contava com 13,7 mil médicos, e não 12 mil, como mencionado pelo presidente. A alegação também foi feita pelo presidente em entrevista ao Jornal Nacional na última quinta-feira, 15. Conforme mostrou a checagem, o governo Lula estabeleceu como meta chegar a 28 mil médicos no programa. Em dezembro de 2025, segundo publicou o Poder 360, havia 27,3 mil profissionais em atuação.
Flávio Bolsonaro (PL)
Lei Antifacção
O que Flávio Bolsonaro disse: que, com a Lei Antifacção, aprovada no Congresso, os líderes das facções criminosas vão ficar 80 anos presos.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. O Congresso Nacional aprovou o projeto de lei 5.582/2025, de autoria da Presidência da República, que aumentou penas pela participação em organização criminosa ou milícia de 20 para 40 anos de reclusão. O projeto foi sancionado como Lei 15.358, de 24 de março de 2026. A lei estabelece que a pena pode ser aumentada ao dobro, ou seja, 80 anos de prisão, se o condenado exercer comando ou liderança da organização criminosa. Mas isso não significa que, na prática, o preso passa a ficar automaticamente 80 anos na cadeia, já que o Art. 75 do Código Penal determina que o tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 anos.
Governos do PT
O que Flávio disse: que o PT governou o País em 20 dos últimos 24 anos.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é exagerado. O Partido dos Trabalhadores chegou à Presidência com a primeira eleição de Lula em 2003. Ele somou dois mandatos até 2011, totalizando oito anos. Em seguida, foi eleita Dilma Rousseff, também para dois mandatos. Mas ela sofreu impeachment e governou apenas de 2011 a 2016, totalizando cinco anos, quatro meses e 12 dias no cargo. Em 2023, Lula voltou ao poder para um mandato que se encerra agora em 2026, somando mais quatro anos. Com isso, ao todo, o PT governará por 17 anos, quatro meses e 12 dias em um período de 24 anos.
Filme do Lula
O que Flávio Bolsonaro disse: que o filme do Lula recebeu R$ 30 milhões “por fora” de Daniel Vorcaro no Instituto Lula.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. No dia 9 deste mês, a revista Veja afirmou que há áudios e documentos nos quais Vorcaro diz que teria pagado 30 milhões de reais em espécie ao Instituto Lula para financiar o documentário de Oliver Stone sobre o petista. Mas a Polícia Federal afirmou que Vorcaro “não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”. De acordo com os investigadores, o celular do banqueiro, que abrange o período de julho de 2012 até a data da primeira prisão, em novembro de 2025, não traz menções ao patrocínio do filme de Lula. A equipe do filme de Stone negou ter recebido qualquer verba de Vorcaro.
Gastos com Janja
O que Flávio disse: que Lula gastou R$ 7 bilhões com viagens da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. A quantia foi citada no primeiro semestre em boatos que atribuem o gasto a viagens de Lula e de Janja. O valor de R$ 7,35 bilhões, no entanto, refere-se ao custo de viagens de cerca de 475 mil pessoas, incluindo servidores, militares, empregados públicos e colaboradores eventuais. A cifra corresponde a despesas com diárias, passagens e outros gastos registrados entre janeiro de 2023 e maio de 2026, pagos por mais de 34 órgãos federais, e não apenas pela Presidência da República.
Irmão de Lula
O que Flávio disse: que o irmão de Lula é vice-presidente de um sindicato que roubou dinheiro dos aposentados.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. De fato, o irmão mais velho do presidente Lula, José Ferreira da Silva, conhecido como “Frei Chico”, é diretor vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi), investigado no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes bilionárias nos descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. O irmão de Lula, porém, não é investigado pela Polícia Federal.
Combate à corrupção no INSS
O que Flávio disse: que a primeira coisa que o ex-presidente Jair Bolsonaro fez foi mandar uma medida provisória para combater a corrupção no INSS, e a bancada do PT foi contra.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. Em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro, foi editada a Medida Provisória nº 871, que previa revalidação anual para descontos de aposentados. Houve mudanças no Congresso que flexibilizaram a norma e, mais tarde, a Lei nº 13.846 foi sancionada e instituiu o Programa Especial para Análise de Benefícios com Indícios de Irregularidade. A revalidação dos descontos passou a ser a cada três anos. Em 2022, durante tramitação da MP 1.107/2022, a exigência de três anos foi derrubada pelo Congresso ao ser incluída, como um “jabuti”, na proposta que cria novas linhas de microcrédito para pessoas físicas e MEIs com juros reduzidos. Na ocasião, o relator, deputado Luis Miranda (Republicanos-DF), revogou o controle em um parecer. Apesar de parlamentares do PT terem feito o maior número de proposições para flexibilizar ou pôr fim à norma, um total de 11 partidos votaram nesse sentido, incluindo integrantes do centrão e do PL.
Votos em presídios
O que Flávio disse: que Lula recebeu 73% dos votos nos presídios.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: falta contexto. Um levantamento feito pelo Poder360 mostrou que Lula recebeu 72,6% dos votos válidos em seções eleitorais instaladas em presídios e unidades socioeducativas. Flávio recebeu 23,3% dos votos nesses locais. Os dados foram calculados com base nos boletins de urnas disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Esses votos incluem não apenas os presos, mas também agentes penitenciários, policiais penais e outros servidores dos presídios. Além disso, o TSE preserva o direito de votar apenas para presos em prisão provisória e adolescentes internados como medida socioeducativa. O preso provisório é aquele cuja sentença ainda não teve trânsito em julgado ou não recebeu condenação definitiva.
Identificação de armas
O que Flávio Bolsonaro disse: que “nunca quis tirar nada disso”, ao responder a uma pergunta sobre a intenção de eliminar o número de identificação em munições.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. Flávio apoiou o Projeto de Lei nº 3,723/2019, de autoria do governo Bolsonaro, que previa revogar um artigo do Estatuto do Desarmamento que exigia a venda de munições em embalagens com código de rastreio e de armas com dispositivo de segurança e de identificação gravado no corpo da arma.
Em 2021, Flávio escreveu em suas redes sociais: “Alguns desinformados/mal-intencionados estão dizendo por aí que votei contra o PL 3723/2019, que amplia o acesso às armas, mas como votar contra algo que sou declaradamente a favor e que a votação sequer ocorreu?” Em entrevista para a TV Globo, no dia 16, Flávio foi questionado sobre os efeitos da proposta para investigações criminais. O candidato alegou que isso é um “detalhezinho” e que seu programa de governo é bem maior na direção de combater a violência.
Condenados no Mensalão
O que Flávio disse: que Lula está dando emprego para pessoas que foram condenadas no Mensalão.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é falso. Não há registros de que Lula tenha concedido cargos a pessoas condenadas no escândalo do Mensalão em seu terceiro mandato. Reportagens publicadas pela imprensa mostram que o presidente declarou apoio a petistas condenados por envolvimento no caso, como José Dirceu, que foi candidato a deputado federal pelo estado de São Paulo, e Delúbio Soares, que concorreu ao mesmo cargo pelo estado de Goiás. Eles não foram eleitos. De acordo com reportagem da revista Veja, o PT, partido do presidente, liberou R$ 3,9 milhões para tentar eleger como deputados políticos que foram condenados nos esquemas de corrupção do Mensalão e do Petrolão.
Empresas fechando
O que Flávio disse: que o governo Lula tem recorde de empresas fechando.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: falta contexto. A série histórica anual do DataSebrae aponta um aumento de CNPJs baixados no atual governo, mas também houve aumento expressivo de empresas abrindo. Segundo a Fenacon, o Brasil registra recorde histórico de abertura de empresas em 2025. Enquanto 2,8 milhões de CNPJs foram encerrados no ano, outros 5,1 milhões foram emitidos. Esse é o maior volume de emissão de cartões CNPJ já registrado na série histórica, de acordo com a Receita Federal. Um recorde de fato noticiado foi o de recuperações judiciais registradas em 2025. Ao todo, 5.680 companhias entraram nesse estado.
Crimes hediondos
O que Flávio Bolsonaro disse: que, de acordo com a proposta de Lula, traficantes de drogas e ladrões de celulares ficariam fora da redução da maioridade penal para crimes hediondos.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: é enganoso. O líder do PT no Senado, Camilo Santana (CE), trabalha para incluir a redução da maioridade penal para 16 anos apenas em caso de crimes hediondos, como homicídio, tortura e estupro, sem incluir delitos de menor gravidade, como furto de celulares. Diferentemente do que afirmou Flávio, o artigo 5º, inciso XLIII, da Constituição Federal equipara o crime de tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins aos crimes hediondos.
Áreas dominadas
O que Flávio disse: que mais de 40 milhões de brasileiros moram em áreas conflagradas, dominadas por facções criminosas.
O Estadão Verifica checou e concluiu que: está subestimado. Um estudo publicado pela Cambridge University Press mostrou que 50 milhões de brasileiros vivem em áreas dominadas por facções criminosas. Já um levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) em parceria com o Instituto Datafolha apontou o número de 68 milhões de pessoas vivendo em áreas conflagradas no País.
Saidinhas
O que Flávio disse: que Lula até mesmo entrou na Justiça para garantir a volta da saidinha dos presos.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Não há registro de que Lula tenha entrado na Justiça para retomar o benefício de saídas temporárias de presos. Na realidade, o TSE proibiu que a chapa de Flávio Bolsonaro transmitisse uma peça publicitária associando a fala de Lula a crimes supostamente cometidos durante a saída temporária de detentos.
Em 2024, o presidente Lula vetou parcialmente um projeto que acabava com a saída temporária de presos. O veto foi ao trecho que retirava o direito de detentos a visitar familiares em datas comemorativas, com tornozeleira eletrônica. O benefício não inclui condenados por crimes hediondos. O Congresso Nacional derrubou o veto do presidente e preferiu o trecho do texto original da Casa, que proíbe que o benefício da saída temporária seja concedido para visitas à família ou para a participação dos detentos em atividades que ajudem no retorno ao convívio social. O texto autoriza a saída dos presos considerados de baixa periculosidade apenas para cursos profissionalizantes e de ensino médio ou superior.
Reunião com Vorcaro
O que Flávio disse: que Lula fez uma reunião com Fernando Haddad, Gabriel Galípolo e Daniel Vorcaro, prometendo ajuda ao banqueiro do Master. Segundo Flávio, Lula teria dito: “não vende o banco agora, não, a gente vai trocar o presidente do Banco Central e a gente consegue te ajudar”.
O Estadão Verifica investigou e concluiu que: é enganoso. Em dezembro de 2024, Lula teve um encontro fora da agenda com Daniel Vorcaro. Conforme o Estadão, o banqueiro reclamou de uma “perseguição” articulada por grandes bancos. Lula teria respondido que cabia ao Banco Central averiguar isso e que o caso deveria ser tratado de maneira “isenta e técnica” pela autarquia. O mesmo foi noticiado por outros veículos de imprensa. Não há registro, nas reportagens sobre o tema, de que o presidente tenha prometido ajudar a solucionar os problemas do Banco Master. Isso não ocorreu. O banco foi liquidado, e Vorcaro foi preso.
O Poder360 publicou informações sobre a reunião com base em informações de bastidores. O encontro, disse o site, serviu para o banqueiro pedir conselho ao presidente sobre vender ou não o Master ao BTG. Lula teria reclamado do então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato terminaria dias depois, e aconselhado Vorcaro a seguir com o Master. Ele teria lembrado a Vorcaro, também, que em breve a autarquia teria um novo presidente.
Na reunião, estava presente Gabriel Galípolo, que, em janeiro de 2025, passou a presidir o Banco Central. Ainda conforme o Poder360, Vorcaro entendeu a presença de Galípolo e as críticas a Campos Neto como um incentivo para seguir com o Master.
Segundo a Folha de S.Paulo, os relatórios do Banco Central sobre o caso deixam claro que o órgão só identificou problemas nas transações de carteiras de crédito feitas entre Master e BRB (banco do governo do Distrito Federal) nos primeiros meses de 2025, após a reunião com Lula no Palácio do Planalto.
De acordo com o Poder360, em 2025, Lula novamente encontrou Vorcaro em Minas Gerais, quando as suspeitas sobre o banco já existiam no mercado. O site afirmou que o presidente incentivou mais uma vez o banqueiro a não vender o Master para o BTG. As informações também são de bastidores.
Após a reunião de 2024 vir à tona, Galípolo disse que Lula foi objetivo ao dizer a Vorcaro que ele seria tratado pelo BC de forma técnica. Lula declarou o mesmo.
Taxa de juros futuros
O que Flávio disse: que o simples fato de ter chegado na frente no primeiro turno fez a taxa de juros futura cair 2%.

O Estadão Verifica checou e concluiu que: é verdadeiro. No dia seguinte ao primeiro turno, foi iniciado um movimento forte e rápido de queda nas taxas futuras negociadas no mercado. Esse movimento se estendeu nos dias seguintes. A queda chegou a ultrapassar os 2%, como noticiado pela Veja Negócios. Segundo a imprensa especializada, isso se deu em decorrência da inesperada liderança de Flávio no primeiro turno. Os investidores avaliam que a eventual vitória dele pode resultar em um ajuste fiscal mais forte.

Conclusão: Se esse Bolsonaro der bom dia a você vá até sua janela e verifique se está de noite. Ou não.