Contato

O dia

 

Diz que tem dia assim e dia assado. Até hoje não entendi o dia assim. Já o assado é todo dia. Avia Zé, diz a mulher pro homem comprar o pão pra fazer o pão com ovo da merenda do Cleudistoni e da Rosicleide. E na lancheira verde com o escudo do América (eles são de Minas mas moram na Guaiuba)vai suco de tamarindo, que no lugar chamam tamarina, um pedaço de bolo formigueiro, um guardanapo e uma brevidade parecida com pão de queijo e no miolo uma pedacinho de goiabada cascão. Pois bem , como eu ia dizendo, é assim que é assado. Já assim vou procurar saber, nem sei onde, e conto. 

Bom dia

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A morte de Maria Preá?

 

O que andam pensando por tras das portas
Opinião
'Os Bolsonaro viram moeda de troca de Trump após derrota no Brasil', avalia cientista político

A cada novo movimento de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, aumenta o desgaste provocado por sua fuga do Brasil. Depois de divulgar uma carta considerada golpista e cancelar uma entrevista coletiva, o senador passou a enfrentar críticas que já atingem setores da própria direita. Para o cientista político Antônio Jorge Ramalho da Rocha, a crise não se limita ao futuro político dos Bolsonaro: ela expõe o fracasso de uma das principais apostas internacionais de Donald Trump na América Latina.
Na avaliaço do professor de Relações Internacionais na Universidade de Brasília (UnB), uma interferência americana capaz de alterar o resultado da eleição brasileira já não está mais em questão. Lula foi reeleito e a disputa foi encerrada nas urnas. O foco agora é outro: a tentativa de Trump de transformar os Bolsonaro em instrumento de pressão permanente sobre o governo brasileiro.
Ao analisar a repercussão da fuga de Flávio Bolsonaro, Ramalho nota que o desgaste atingiu inclusive setores da direita que apostavam nele como alternativa para reorganizar a oposição. Entre os decepcionados estão lideranças que esperavam uma postura diferente do senador diante das investigações.
Ramalho cita o caso de Rogério Marinho, líder da oposição no Senado e coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio. Segundo o professor, mesmo evitando ataques públicos, dirigentes conservadores demonstram frustração com a decisão do senador de deixar o país.
Para Ramalho, o dano político vai além dos círculos partidários.
"Gente como Rogério Marinho, por exemplo, procurou não atacar nem nada, mas muito claramente ficou frustrada com a fuga. Esperava um mínimo de coragem e hombridade para honrar os votos que recebeu dos seus eleitores aqui. E muitos desses votantes, muitos desses 60 milhões de brasileiros, hoje estão envergonhados com esse fato. Como é que dedicaram confiança a uma pessoa que se comporta dessa maneira? Trump vai se afastar gradualmente, mas vai manter a pressão, vai manter o apoio à família Bolsonaro. Por quê? O que interessa a ele é manter o Brasil meio que sob um jugo, sob uma vigilância."
Segundo o professor, os Bolsonaro continuam úteis à estratégia da Casa Branca, não como uma alternativa real de poder no Brasil, mas como uma ferramenta de pressão diplomática e política sobre o governo Lula. Ele vê a família como uma espécie de ativo político que pode ser mobilizado sempre que interesses americanos estiverem em jogo na relação bilateral.
"Há uma frustração do ponto de vista do governo Trump, porque não conseguiu dominar todo o continente com governos subservientes. Então, nessa reorganização política, vai interessar os Bolsonaro, são uma moeda de troca. Apoiá-los e protegê-los é um instrumento de pressão sobre o governo brasileiro."
Momento 'extraordinário'
Na avaliação de Ramalho, o Brasil produziu um fato político que transcende suas fronteiras: mostrou que uma rede internacional de extrema direita, apoiada por recursos financeiros, tecnologia e estruturas de comunicação altamente organizadas, pode ser derrotada. Não apenas nas urnas, mas também na disputa pela opinião pública. É essa experiência que, segundo ele, desperta interesse em outros países confrontados com desafios semelhantes.
"O que aconteceu aqui no Brasil foi extraordinário. As mesmas ferramentas utilizadas pela extrema direita para manipular a opinião pública, para instigar a polarização e criar bolhas foram compreendidas por lideranças políticas brasileiras, que fizeram uso dessas ferramentas para ocupar esses espaços com mensagens progressistas, legalistas, em defesa do Estado de Direito e das liberdades individuais."
O Brasil mostrou que é possível disputar esse espaço. Isso não tinha acontecido em nenhum outro lugar. Por isso, essa experiência vem sendo acompanhada com interesse por forças políticas de diferentes países que enfrentam dilemas semelhantes diante do avanço da extrema direita.
"Na Espanha isso já está acontecendo. No México isso está acontecendo. Na Sérvia aconteceu algo parecido. Na Índia aconteceu. Então algo diferente está acontecendo, e o êxito desse movimento aqui no Brasil, da maneira como foi pacífica, está sendo percebido em outras partes do mundo como um exemplo a ser seguido", destaca.
Para Ramalho, seria precipitado concluir que o avanço da extrema direita entrou em refluxo. O que existe, na sua avaliação, são sinais de reação em diferentes países, ainda insuficientes para indicar qual dos campos sairá fortalecido nos próximos anos.
"A beleza do momento que a gente está vivendo, e ao mesmo tempo o drama associado a ele, é isso: nós estamos vendo a história se desenrolar na nossa frente. E ela não tem um ponto de chegada antecipado. Vai depender do que as pessoas fizerem com essas informações, com esses movimentos e com essas emoções nas próximas semanas", afirma.
Para ilustrar essa incerteza, ele recorre a uma comparação histórica.
"É como o período que marcou a queda do Muro de Berlim. Todo mundo tinha consciência de que era um momento histórico. As coisas estavam acontecendo, mas ninguém sabia para que lado aquilo ia. É exatamente isso que nós estamos vendo agora."
A derrota da família Bolsonaro nesta eleição não deve ser interpretada como o fim da capacidade de influência da extrema direita. Na avaliação de Ramalho, os grupos articulados em torno de Trump seguem dispondo de recursos financeiros, apoio empresarial e instrumentos tecnológicos suficientes para continuar exercendo pressão política em diferentes países, inclusive no Brasil.
"Que o governo Trump sai enfraquecido, ninguém tem dúvida. Fracassou em realizar aqui no Brasil as mudanças que conseguiu levar a efeito em outros países. Ele não vai desistir. Esse pessoal não trabalha em silêncio, tem muito dinheiro, tem muito interesse, e vai manter essa pressão."
Num cenário em que Lula iniciará o novo mandato diante de um Congresso no qual a oposição mantém forte presença, o professor da UnB acredita que os Bolsonaro continuarão úteis à estratégia republicana, ainda que de forma diferente daquela imaginada por seus apoiadores.
Nesta quinta-feira (29), Trump classificou as eleições presidenciais brasileiras como uma "vergonha" e afirmou ter acompanhado o processo, embora tenha negado ter tomado partido. Questionado sobre quem seria o vencedor legítimo da eleição, evitou responder, mas voltou a criticar o resultado e afirmou que os mercados reagiram negativamente.
Para Ramalho, a reação de Trump demonstra que os Bolsonaro seguem sendo um ativo político para o trumpismo. Mas, sem o controle de estruturas de poder e sem o mesmo acesso a redes de influência e financiamento no Brasil, o valor estratégico de Flávio e Eduardo Bolsonaro tende a diminuir aos olhos do presidente americano.

Por:
Adriana Moysés

O que pode tornar Camilo Santana um dos protagonistas do governo Lula 4

 


Desde a reeleição do presidente Lula (PT) para um quarto mandato à frente do Palácio do Planalto, analistas e políticos têm associado o resultado às mudanças feitas na campanha petista após a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno.
O revés registrado em 4 de outubro levou o próprio mandatário a classificar a campanha como a " mais desorganizada " que fez desde as eleições de 1989. Sob condição de anonimato, aliados se queixavam de decisões de comunicação tardias , relatavam que o comando do trabalho era excessivamente centralizado e teciam críticas à condução do presidente do PT, Edinho Silva , e à primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja .
Nos primeiros dias após a votação, a ex-ministra Katia Abreu (PT-TO) sintetizou as queixas ao dizer que " paulistas sem voto " comandavam a campanha, e o deputado federal André Janones (Rede-MG) colocou na rua o " Exército do Lula " para ampliar o engajamento da militância nas redes sociais.
Em soma às ações digitais do mineiro, a organização política da campanha ganhou centralidade com o protagonismo do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT) , e em especial do senador Camilo Santana (PT) , ex-governador do Ceará e ministro da Educação no terceiro mandato de Lula .
Em especial, este segundo tem sido apontado como maior vencedor político do entorno do presidente e aventado por diferentes veículos de imprensa como possível ministro da Casa Civil do próximo governo, cargo com maior musculatura do que aquele que ocupou na atual gestão.
Além do papel na virada, Camilo acumula vitórias em seu estado , que abriga a única capital governada pelo PT -- Fortaleza, com Evandro Leitão -- e será novamente governado por Elmano de Freitas (PT) -- derrotou Ciro Gomes (PSDB) ainda no primeiro turno -- e é entendido como uma liderança moderada da legenda.
Passado e sucessão em perspectiva
Para entender a representatividade desse personagem e seu possível papel no quarto governo lula, o GSW Brasil entrevistou a cientista política Monalisa Torres , que é professora da Uece (Universidade Estadual do Ceará) e pesquisadora do Observatório da Política do Nordeste.
GSW Quais fatores explicam o protagonismo adquirido por Camilo na campanha de segundo turno do presidente?
Monalisa Torres Camilo se tornou uma liderança muito forte no Ceará, e esse perfil moderado, capaz de dialogar com campos ideológicos e estruturas partidárias distintos, agregou a uma disputa majoritária muito polarizada, em que o sentimento do eleitor mobiliza afetos para um candidato ou outro.
Para além desse perfil, o próprio simbolismo das vitórias no estado , tanto para a prefeitura de Fortaleza, em 2024, quanto na reeleição de Elmano de Freitas, tiveram Camilo como principal personagem e mostraram sua capacidade de compor uma espécie de "colcha de retalhos" de estratégias capaz de conquistar diferentes setores.
GSW Como se dá exatamente esse contexto das vitórias eleitorais no Ceará? O que as torna tão significativas, do ponto de vista da politica nacional?
Monalisa Torres A eleição deste ano para o governo do estado é significativa para compreender essa ascensão nacional. De um lado, havia uma candidatura sem marca própria [de Elmano], sob a sombra de Camilo, este sim com marcas e carisma próprios; do outro lado, havia Ciro, também com marcas próprias e um capital político muito sólido, mas que não conseguiu superar a máquina petista.
A articulação desse resultado é atribuída a atuação do ex-governador, que mobilizou prefeitos e lideranças locais pela reeleição de seu aliado. É importante entender que, até 2020, o PT cearense vivia à sombra dos Ferreiras Gomes . Foi Camilo quem transformou a legenda na principal força partidária do estado e, consequentemente, na estrutura mais consolidada na máquina pública local.
GSW Estas marcas são suficientes para projetá-lo na eventual sucessão de Lula?
Monalisa Torres Há um legado de políticas públicas, em especial na Educação, que foi "exportado" do Ceará ao governo federal e contribuiu para Camilo adquirir, na condição de ministro da pasta, capital político nacional.

Se esse capital acumulado irá projetá-lo ou consagrá-lo como um sucessor de Lula, é preciso observar não apenas os resultados das urnas, mas também qual será a missão atribuída a ele pelo presidente , quais funções Camilo terá na formação do Ministério.

Homenagem a Soraia Victor

 

Conselheira Soraia Victor é homenageada durante o XI Congresso Brasileiro de Direito e Saúde

A conselheira do Tribunal de Contas do Ceará, Soraia Victor, foi uma das personalidades homenageadas na abertura do XI Congresso Brasileiro de Direito e Saúde, na noite desta terça-feira (3/11), no auditório da OAB Ceará. O evento reconhece personalidades que contribuem para o fortalecimento do Direito, da Saúde, da gestão pública e da defesa dos direitos da população, com a entrega dos Troféus da Edição 2026.

“Fiquei muito honrada com a homenagem feita no Congresso, entendendo que também seria em razão dos relevantes serviços prestados pelo TCE Ceará à saúde no Estado do Ceará”, declarou a conselheira Soraia Victor.

A homenagem é parte da décima primeira edição do Congresso Brasileiro de Direito e Saúde, que ocorre entre os dias 3 e 6 de novembro, e tem como tema “A Saúde e a Judicialização: Financiamento, Terceiro Setor Tecnologia e Humanização”. A palestra magna foi proferida pelo vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Renato Luis Dresch.

Na abertura, a presidente da OAB-CE, Christiane do Vale Leitão, destacou a importância da atuação conjunta das instituições para assegurar o acesso à saúde. “A saúde é um direito fundamental, assegurado pela Constituição Federal. Garantir esse direito, no entanto, exige políticas públicas efetivas e a atuação integrada do Direito, da medicina, dos gestores e de todos aqueles que participam da construção e da execução das políticas de saúde”.

No dia seguinte (4/11), a conselheira Soraia Victor palestrou, no final da tarde, sobre “Terceirização de Atividade-fim na Saúde do Estado do Ceará”, durante a mesa redonda com a temática “Contratos Administrativos na Saúde e Responsabilidade Civil e Criminal do Estado”.

 No último dia do Congresso (6/11, às 14h), o técnico de controle externo do TCE Ceará, Ricardo Dias, será um dos palestrantes no painel sobre “Como construir contratações eficientes para serviços médicos especializados e gerar benefício para a população usuária do SUS”.

Saiba mais

O XI Congresso Brasileiro de Direito e Saúde é uma realização da Comissão de Saúde e Direito Médico da OAB Ceará, da Associação Nacional do Ministério Público de Defesa da Saúde (Ampsa) e do Instituto Brasileiro de Direito e Saúde (IBDS). O evento tem o objetivo de fomentar debates qualificados e contribuir para o aprimoramento das políticas e práticas que envolvem o direito à saúde.

Participam especialistas, gestores, operadores do direito, profissionais da saúde, pesquisadores e estudantes de direito e saúde, que buscam ampliar o olhar sobre as mudanças estruturais do setor, especialmente diante dos avanços tecnológicos e das novas demandas sociais.

A programação aprofunda discussões sobre acesso à saúde, regulação, atuação dos diversos agentes do sistema e impactos das novas tecnologias na assistência e na judicialização.

Coisa do Paraguai fique no Paraguai

 


Itamaraty vê renúncia de Peña como assunto interno do Paraguai e descarta manifestação
Apesar da preocupação no Planalto com possíveis tensões na América Latina, diplomacia brasileira defende solução dentro das regras paraguaias.
Presidente do Paraguai, Santiago Peña, durante entrevista à Reuters, em Assunção - REUTERS/César Olmedo
A renúncia do presidente do Paraguai, Santiago Peña, nesta quinta-feira (5), em meio a denúncias de fraudes envolvendo o Ueno Bank, provocou preocupação na área política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ministério das Relações Exteriores, no entanto, avalia que a crise deve ser resolvida pelas instituições paraguaias, sem interferência brasileira.
Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, a diplomacia brasileira considera a saída de Peña um “problema interno” do país vizinho e não identifica, neste momento, razões para um posicionamento oficial. A orientação do Itamaraty é manter a cautela diante dos acontecimentos em Assunção.
A renúncia ocorreu em meio à crise provocada pelas denúncias de irregularidades envolvendo o Ueno Bank, uma das principais instituições bancárias digitais do Paraguai. O episódio abalou o cenário político paraguaio e passou a ser acompanhado pelo governo brasileiro devido às possíveis repercussões regionais.
Preocupação política no Planalto
A avaliação da área política do governo Lula é diferente da posição adotada pela diplomacia. No Palácio do Planalto, existe o receio de que a instabilidade no Paraguai contribua para ampliar as tensões políticas na América Latina.
De acordo com aliados, o avanço de forças de direita na região já vinha impondo dificuldades à abertura e à manutenção de canais de diálogo entre governos latino-americanos. Nesse contexto, a crise paraguaia é acompanhada com preocupação por integrantes do governo.
O Itamaraty, por sua vez, considera que a situação não exige uma reação diplomática brasileira. A avaliação predominante entre diplomatas é que os desdobramentos da renúncia devem permanecer no âmbito institucional do Paraguai.

Esta joia deve interessar a alguém

 

‘Levarei para o túmulo como cheguei até aqui’, diz Flávio Bolsonaro sobre fuga para os EUA

Em entrevista ao New York Times, senador nega ter recebido ajuda de governos e afirma que jamais revelará como deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos.

Brasil

 


Lula na live da vitória: “quem ganhou a eleição foi o povo brasileiro e minha responsabilidade aumentou”
Em conversa com André Janones, presidente ressaltou a participação de mulheres, jovens e idosos e disse que seu compromisso aumentou
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que o povo brasileiro foi o verdadeiro responsável por sua reeleição e atribuiu o resultado à mobilização de milhões de eleitores, especialmente mulheres, jovens e idosos. A declaração ocorreu durante a “Live da Vitória”, transmissão realizada ao lado do deputado federal André Janones (Rede-MG) para celebrar o resultado da eleição presidencial. “Quem ganhou de verdade essa eleição foi o povo brasileiro”, declarou.
Lula afirmou que o envolvimento popular na campanha ampliou sua responsabilidade para o novo mandato. O presidente destacou a participação de pessoas que enfrentaram dificuldades de saúde e mobilidade para comparecer às urnas e disse ter se emocionado ao acompanhar essas manifestações de apoio.
“Me fez chorar porque aquilo é mais do que um voto, aquilo é a recuperação da dignidade, do orgulho, da autoestima, da soberania de um país”, afirmou. Lula também ressaltou a participação feminina na disputa: “As mulheres tiveram uma força extraordinária nessa campanha”.
O presidente disse que a vitória não deve ser atribuída exclusivamente à sua liderança política, mas ao conjunto dos brasileiros que participaram da mobilização eleitoral. “Não fui eu que ganhei, foi o povo que ganhou as eleições para mim”, declarou.
Ao abordar as expectativas para o próximo mandato, Lula reconheceu sentir uma responsabilidade ainda maior do que nas ocasiões anteriores em que chegou à Presidência. Segundo ele, o principal desafio será corresponder à confiança depositada pelos eleitores em sua candidatura.
“Você sabe que eu agora estou com mais medo do que eu tive no primeiro mandato”, afirmou. O presidente acrescentou: “Eu não posso trair o imaginário desse povo que acreditou. Não posso. Eu tenho que fazer tudo o que nós prometemos e fazer muito mais”.
Lula relata frustração com o primeiro turno
Questionado por Janones sobre a possibilidade de ter duvidado da vitória em algum momento da campanha, Lula afirmou que sempre acreditou na reeleição, embora tenha se frustrado com a necessidade de disputar o segundo turno.
“Eu só tive uma pequena frustração porque eu acreditava que nós tínhamos bala para ganhar as eleições”, disse, esclarecendo que sua expectativa era assegurar a vitória já na primeira votação.
O presidente reconheceu que identificou problemas na mobilização eleitoral e demonstrou insatisfação com alguns atos públicos realizados durante a campanha. Apesar dessas dificuldades, afirmou que manteve a confiança no resultado e procurou avaliar os próprios erros.
“Eu preciso saber onde eu errei, o que eu não fiz para não ganhar as eleições”, recordou, ao explicar sua reação ao resultado do primeiro turno.
Lula relatou que sua equipe dedicou os dias seguintes à reorganização da estratégia eleitoral, com mudanças na programação de televisão e na agenda de viagens. Entre as prioridades estavam a recuperação de votos em estados do Nordeste e a ampliação do apoio em cidades consideradas importantes para o resultado nacional.
O presidente também destacou Minas Gerais como um dos principais objetivos da campanha na segunda etapa da disputa. Segundo ele, a equipe estabeleceu como prioridade vencer no estado e conseguiu alcançar essa meta.
Lula contou ainda que a primeira-dama Janja demonstrou preocupação durante o período, mas afirmou que procurou transmitir confiança na vitória até o encerramento da disputa.
Janones destaca atuação de Lula nas redes sociais
Na transmissão, André Janones atribuiu parte do desempenho eleitoral à decisão de Lula de ampliar sua presença nas plataformas digitais. O deputado recordou uma conversa de 2022, quando o então candidato questionou por que seus adversários tinham maior domínio da comunicação nas redes sociais.
Segundo Janones, a mudança ocorreu quando Lula passou a participar mais diretamente da produção e da divulgação de conteúdos digitais.
“O senhor é o maior comunicador político da história desse país”, afirmou o deputado, ao defender que a capacidade de comunicação de Lula poderia ser aplicada tanto aos meios tradicionais quanto às plataformas digitais.
Janones também elogiou a mobilização de apoiadores na internet durante a campanha e afirmou que o envolvimento pessoal do presidente contribuiu para ampliar o alcance das mensagens eleitorais.
Presidente relaciona vitória à defesa da soberania nacional
Lula também atribuiu significado internacional ao resultado da eleição brasileira. Segundo o presidente, a mobilização dos eleitores demonstrou a capacidade do país de defender sua autonomia política diante de pressões externas.
“Porque foi uma vitória não para o Brasil, foi uma vitória para o mundo”, afirmou.
O presidente fez ainda referências ao cenário político de Israel e dos Estados Unidos, relacionando sua reeleição a dificuldades enfrentadas por lideranças estrangeiras. “Na mesma semana que eu ganhei, o Netanyahu perdeu em Israel. E me parece que o meu amigo Trump está perdendo nos Estados Unidos”, declarou, em uma avaliação sobre os acontecimentos internacionais.
Ao encerrar sua reflexão sobre o significado político da reeleição, Lula voltou a destacar a participação popular e a defesa da independência brasileira.
“Foi uma lição ao mundo. O povo brasileiro acordou para dizer, o Brasil não aceita ser quintal de ninguém”, afirmou.

O presidente também recordou a mobilização de apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na Avenida Atlântica, em Copacabana, no Rio de Janeiro, e em Minas Gerais, ressaltando o impacto emocional das manifestações durante a campanha.

EMPREGO


Ceará gera 5,1 mil empregos com carteira assinada em setembro
Cinco grandes grupos de atividades econômicas registraram saldo positivo no estado cearense no mês de setembro. Em todo o país, foram criados mais de 121,3 mil novos postos.
Com o resultado de setembro, estoque de empregos alcançou 48,3 milhões de vínculos formais de trabalho. Imagem: Divulgação/GettyImages
O Ceará gerou 5.156 empregos formais em setembro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (4/11) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado cearense em setembro.
O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo fechado o mês com saldo positivo de 2.439 vagas. Em seguida aparecem Construção, com saldo de 707 postos, Comércio (703), Indústria (690) e Agropecuária (618).
MUNICÍPIOS – Fortaleza foi o município cearense com maior saldo de empregos formais em setembro, com 1.876 novas vagas com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Morada Nova (731), Sobral (562), Caucaia (271) e Tianguá (179).
GÊNERO – No recorte por gênero, mulheres e homens registraram saldo positivo no Ceará. Levando-se em conta as admissões e os desligamentos, os saldos apontam resultado positivo de 2.587 postos com carteira assinada preenchidos por homens e 2.569 vagas em relação às mulheres.
FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, o maior saldo dos postos gerados no Ceará no período foi de vagas ocupadas por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 3.608 postos formais. Na análise sobre grau de instrução, o maior saldo dos vínculos no estado em setembro foi de pessoas com ensino médio completo, que preencheram 3.899 vagas.

Banco do Nordeste investe quase R$ 100 milhões em projetos de inovação utilizando a Lei do Bem

 


Recursos do Imposto de Renda são utilizados pelo Banco para modernizar processos e implantar inovações. Ações são estimuladas pelo Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine)
O Banco do Nordeste (BNB) já reinvestiu cerca de R$ 100 milhões em projetos de inovação para implantar ferramentas de Inteligência Artificial generativa, reestruturar arquitetura bancária e modernizar sistemas transacionais críticos. Os recursos são oriundos do Imposto de Renda reinvestidos utilizando a Lei do Bem, o mecanismo do Governo Federal que permite empresas sob o regime de Lucro Real abaterem do Imposto os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica no Brasil.
Os projetos do BNB são acompanhados pelo Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine), que completa dez anos de atuação em 2026.
Somente de 2019 a 2024, o BNB conseguiu aprovar junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) R$ 98,6 milhões pela Lei do Bem.
Segundo o gerente do Ambiente Hubine, Alexandre Cavalcante, o potencial é de mais de R$ 50 milhões nos ciclos 2024 e 2025. "Os projetos submetidos ao Ministério precisam comprovar que são realmente inovadores. Como tratamos de incentivos fiscais, os ciclos são sempre referentes aos anos anteriores, semelhante ao que acontece quando vamos fazer nossa declaração de imposto de renda pessoa física, quando fazemos a prestação de contas do ano anterior", explica.
O Hubine tem evoluído sua forma de atuação para impulsionamento do uso da Inovação nos processos de seus negócios. Nos últimos dois anos, houve a estruturação de um portfólio de 30 desafios em inovação aberta para experimentar novas tecnologias antes de sua adoção em escala.
Na inovação fechada, quando os projetos têm sua progressão ponta-a-ponta dentro do próprio Banco do Nordeste, foram desenvolvidos 12 desafios estratégicos, voltados à modernização de processos, ao aumento da produtividade e à eficiência institucional.
Crédito para inovação
Além da modernização interna, o Hubine atua no fortalecimento do empreendedorismo inovador na área de atuação do Banco – que inclui estados nordestinos e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo. De 2020 a outubro de 2026, o BNB contratou mais de R$ 11,6 bilhões em crédito para inovação, sendo R$ 2,27 bilhões somente neste ano. Com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci), foram realizados cinco ciclos de aceleração entre 2023 e 2025, que atenderam 320 startups nordestinas, com 30 delas premiadas em valores de até R$ 150 mil. Outra iniciativa é o FIP Nordeste Capital Semente, estruturado em parceria com a Finep e o Sebrae, com capital-alvo de R$ 120 milhões para investir em startups da região.
Para a Diretora de Administração do Banco do Nordeste, Ana Teresa Barbosa de Carvalho, um dos maiores desafios ao longo dessa trajetória foi manter a capacidade de adaptação diante de um cenário de constantes mudanças. “A inovação exige aprendizado contínuo, renovação de competências e abertura para novas formas de pensar e agir. Ao longo desses dez anos, o Hubine demonstrou essa capacidade de evoluir, fortalecendo parcerias, incentivando a experimentação e contribuindo para que o Banco acompanhe as transformações da sociedade e do mercado”, destaca.

Hub de Inovação do Banco do Nordeste (Hubine) completa dez anos de atuação em 2026. (Foto: Banco do imagens BNB).