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Após derrota de Flávio, deputado eleito propõe separar São Paulo do Brasil

 

O sonho desse Mané é o nosso. Ele teria que ter visto pra vir ver nossas praias
Após a vitória nacional de Lula, Thomaz Henrique defendeu discutir a separação de São Paulo — proposta sem amparo na Constituição. (Foto: Instagram)
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial levou o deputado estadual eleito Thomaz Henrique (PL) a defender que se discuta a separação de São Paulo do restante do país. Vereador em São José dos Campos, ele publicou uma mensagem sobre a autonomia do estado após o resultado de domingo (25), embora a proposta contrarie princípios previstos na Constituição.
Na publicação, Thomaz afirmou que “o paulista paga a conta do Brasil e é obrigado a se submeter às vontades de outras unidades federativas”. O parlamentar eleito defendeu que o debate ocorra de forma pacífica e classificou a discussão como constitucional, mas a separação de um estado brasileiro não é permitida pela Constituição.
O artigo 1º da Constituição determina que a República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos estados, municípios e do Distrito Federal. Além disso, a forma federativa está protegida pelo artigo 60, que impede a deliberação de propostas de emenda constitucional que tenham como objetivo aboli-la. Dessa maneira, a separação defendida na manifestação não encontra amparo no caminho previsto pela Constituição.
Eleito para seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa, Thomaz Henrique recebeu 178.164 votos. Depois do resultado eleitoral, também alterou a foto de perfil e passou a usar um cartaz que convocava voluntários para a Revolução Constitucionalista de 1932. O movimento armado paulista enfrentou o governo de Getúlio Vargas e defendia a convocação de uma nova Constituição.
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro (PL) venceu a disputa presidencial, com 53,8% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 46,2%. Apesar do resultado estadual favorável a Flávio, o petista venceu em 72 municípios paulistas, entre eles a capital, e alcançou a maioria nacional necessária para ser reeleito.
A eleição presidencial é decidida pelo total de votos válidos em todo o país, e não pela quantidade de estados em que cada candidato vence. Assim, embora Flávio tenha conquistado a maioria dos votos em São Paulo, o resultado nacional garantiu a reeleição de Lula.

Eles seriam reconhecidos quando abrissem a boca pra dizer Coida, coidão, poita, poitão...essas coisas de capiau.

Governo Trump segura nota sobre vitória de Lula após alegações de Flávio Bolsonaro sobre suposta fraude

 


Departamento de Estado dos EUA retém comunicado sobre a eleição para avaliar questionamentos infundados do candidato derrotado
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, decidiu reter a divulgação do comunicado oficial em que parabenizaria o povo brasileiro pela realização do pleito presidencial no domingo (25). A orientação para adiar a publicação e analisar a situação ocorreu logo após o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar que não reconhecia a vitória do presidente Lula (PT) e solicitar a anulação da eleição, informa a Folha de São Paulo.
A minuta da nota já havia sido elaborada pelo Departamento de Estado norte-americano, atendendo ao procedimento diplomático padrão adotado pela Casa Branca para pleitos eleitorais em todo o mundo. A mudança de postura ocorreu depois que Flávio Bolsonaro afirmou, em entrevista concedida na noite de domingo, que teriam ocorrido irregularidades em razão da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, de estender o horário de votação.
A embaixada dos EUA no Brasil foi procurada pela Folha de São Paulo, mas não apresentou nenhuma previsão sobre quando o texto será divulgado. A postura adotada pela atual administração norte-americana diverge do histórico recente do país. Em 2022, na gestão de Joe Biden, os Estados Unidos se posicionaram entre as primeiras nações a cumprimentar o presidente Lula pelo resultado das urnas, em um momento em que Jair Bolsonaro (PL) lançava acusações de fraude sobre o processo eleitoral.
Mesmo entre aliados políticos e ideológicos da família Bolsonaro na América Latina, a reação foi distinta. Chefes de Estado de direita alinhados a Donald Trump — como Abelardo de la Espriella, da Colômbia, e José Antonio Kast, do Chile — já publicaram mensagens em suas redes sociais parabenizando o presidente Lula pela vitória.

Além do caso brasileiro, o governo norte-americano também não emitiu pronunciamento oficial sobre a votação realizada na Sérvia no mesmo domingo, ocasião em que o primeiro-ministro Aleksandar Vucic, outro aliado de Trump, foi derrotado.

PL contraria Flávio Bolsonaro e reconhece vitória de Lula na eleição

 


Partido de Valdemar Costa Neto aceita resultado proclamado pelo TSE, enquanto candidato derrotado insiste em contestar votação.
O Partido Liberal (PL), legenda do senador Flávio Bolsonaro (RJ), reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A posição oficial da sigla contrasta com a reação do candidato derrotado, que se recusou a aceitar o resultado das urnas e anunciou medidas judiciais para tentar anular a votação e cassar a chapa vencedora.
O reconhecimento foi formalizado em nota assinada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Embora tenha declarado respeito ao resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a direção partidária afirmou que pretende acompanhar questionamentos relacionados ao processo eleitoral e cobrar esclarecimentos.
“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”, afirma o comunicado.
Embora tenha reconhecido a vitória de Lula, Valdemar Costa Neto fez críticas à atuação do governo federal durante o período eleitoral.
Na avaliação do dirigente, o aumento dos gastos federais com benefícios sociais às vésperas da eleição teria afetado as condições da disputa. Valdemar classificou essas medidas como “fortemente eleitoreiras”.
Ele também sustentou que a ampliação das despesas públicas suscita questionamentos sobre a igualdade de condições entre os candidatos e pode produzir consequências econômicas para o país.
A manifestação ocorre um dia depois da confirmação da reeleição de Lula para seu quarto mandato presidencial. O petista conquistou 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 48,21%, encerrando uma disputa marcada pela proximidade entre os dois candidatos.
Partido adota posição diferente da defendida por Flávio
A nota divulgada por Valdemar Costa Neto estabelece uma distinção entre a postura institucional do PL e as declarações públicas de seu candidato à Presidência.
Enquanto a direção da legenda reconhece a proclamação do resultado pelo TSE, Flávio Bolsonaro sustenta que a eleição não pode ser considerada legítima nas circunstâncias em que ocorreu.
Após a divulgação do resultado, na noite de domingo (25), o senador anunciou que recorreria à Justiça Eleitoral para tentar invalidar a votação.
“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, declarou o candidato derrotado.
Apesar da divergência, a direção do PL não anunciou rompimento com Flávio Bolsonaro nem descartou acompanhar eventuais iniciativas judiciais relacionadas à disputa. O comunicado concentra-se no reconhecimento formal do resultado e na defesa de esclarecimentos pelos meios institucionais.
Em outro trecho, a legenda reafirma que continuará atuando politicamente após a derrota presidencial.
“O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”, diz a nota.
Flávio Bolsonaro anuncia pedido de cassação da chapa de Lula
Além de defender a anulação da eleição, Flávio Bolsonaro anunciou nesta segunda-feira (26) que pretende solicitar à Justiça Eleitoral a cassação da chapa encabeçada por Lula.
Em vídeo divulgado após a derrota, o senador acusou o presidente reeleito de abuso de poder político e econômico durante a campanha. Também alegou que adversários teriam promovido a disseminação de informações falsas para influenciar os eleitores.
“O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”, afirmou.

O resultado permanece reconhecido pela Justiça Eleitoral, e eventuais medidas judiciais anunciadas pelo candidato derrotado dependerão de apresentação formal, análise das provas e decisões das instâncias competentes.

Pesquisa da Uece busca adaptar criação de cabras e ovelhas às mudanças climáticas

 

Texto e Fotos: Ascom Uece
Pesquisa reúne instituições do Brasil, da Argentina e do Uruguai para desenvolver modelos de produção mais resistentes às mudanças climáticas
Pesquisadores da Faculdade de Veterinária (Favet) da Universidade Estadual do Ceará (Uece) tiveram um projeto aprovado na Chamada Pública MCTI/CNPq nº 02/2026, do Programa de Cooperação Latino-Americana e Caribenha em Ciência, Tecnologia e Inovação – PROSUL Pepe Mujica. A iniciativa busca desenvolver modelos de produção de ovinos e caprinos mais resistentes às mudanças climáticas, com foco na melhoria da produtividade, dos resultados financeiros para os criadores e da sustentabilidade ambiental da atividade.
Intitulado “Rede de pesquisa Brasil-Uruguay-Argentina sobre o uso de modelos sinérgicos no avanço da produção de pequenos ruminantes resiliente às mudanças climáticas”, o projeto é coordenado pelo professor do curso de Medicina Veterinária da Uece, Davide Rondina, que é também cientista-chefe da Agropecuária do Ceará, e conta com a participação dos professores Dárcio Ítalo Alves Teixeira e Ana Paula Rodrigues Ribeiro, vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias (PPGCV) da Uece.
A proposta prevê a formação de uma rede de cooperação científica e acadêmica entre instituições dos três países. No Brasil, participam pesquisadores e instituições das regiões Nordeste, Norte e Sul. A colaboração internacional permitirá reunir conhecimentos e desenvolver estudos voltados à adaptação dos sistemas de criação de ovelhas e cabras aos impactos das mudanças climáticas.
De acordo com o coordenador, professor Davide Rondina, o desafio é produzir informações que contribuam para a adoção de práticas capazes de aumentar a resistência dos sistemas de criação aos efeitos das mudanças climáticas, favorecer a captura de carbono e reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Para isso, a pesquisa investigará aspectos relacionados à epigenética, ao metabolismo, ao comportamento e à reprodução dos pequenos ruminantes.
Em termos práticos, os estudos buscam compreender como esses fatores podem contribuir para melhorar a adaptação dos animais às condições climáticas e tornar os sistemas de produção mais eficientes.
Sustentabilidade e benefícios para os produtores
Os resultados esperados poderão fornecer dados e conhecimentos científicos para o planejamento de ações e a definição de medidas voltadas à melhoria do desempenho ambiental da ovinocaprinocultura, atividade dedicada à criação de ovinos e caprinos.
A expectativa é que os conhecimentos produzidos também contribuam para a sustentabilidade socioeconômica de toda a cadeia produtiva, conciliando melhores resultados para os criadores com práticas ambientalmente mais sustentáveis.
Cooperação internacional
Além da relevância científica e produtiva, o projeto fortalece a internacionalização da pós-graduação da Uece. A professora Ana Paula Rodrigues Ribeiro, pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa e integrante da equipe de pesquisadores, destaca a importância da articulação entre os três países para ampliar a cooperação acadêmica e científica. A instituição executora da proposta é a Uece, por meio do Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinárias, que possui nota 7 na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a mais alta da escala de avaliação dos programas de pós-graduação.

No Brasil, a rede também reúne instituições como a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO). Na Argentina, participam instituições de pesquisa agropecuária e florestal, enquanto o Uruguai integra a iniciativa por meio da Universidad de la República.

Coluna do Macário Batista em 27 de outubro de 2026

 


Achismos e mortais sem rede
São tantos “eu acho”, tantos “erros de pesquisas”, tanta avaliação na boca da botija que quem não é do ramo fica penando que houve mágica, macumba, santeria, ou aquilo que disse o ex-governador de Goiás, perdedor no primeiro turno e defensor de Flávio no segundo, Ronaldo Caiado. Ele disse: “O Lula está cevando o Bolsonaro no primeiro turno para servi-los no segundo turno”. Macaco gordo que conhece cada pé de pau nas matas e cerrados goianos, era um vaticínio. Aí vieram os analistas. Foi o Exército de Lula do Janones. Também. Foi a mudança do comando da campanha gerenciada pelo Camilo Santana. Também. Foi a prorrogação do horário da votação, a pedido do PT e do PL e seus aliados. Foram os velhinhos que saíram de casa pra encarar as urnas. Também. E foram os jovens que foram pras ruas a chamado das redes sociais. Ídem e bidem. A mobilização pela internet? Mudou muita coisa. E no Ceará. Sim, o Ceará contribuiu com os votos que deram a vitória a Lula. Foram 4 milhões e caquerada, um palmo de gato para o número geral da diferença entre os dois candidatos. Se você me entende, num apelo bem cearense, o eleitor do Ceará, sozinho ganharia de Bolsonaro. E as tais pesquisas que até a última hora deram vitória a Bolsonaro? Faz tempo a gente cobra posições oficiais, formais, sobre as andanças das pesquisas, muitas delas a soldo de interesses corporativos e/personalistas. Quem sabe ler sempre vê, claramente quando a pesquisa é fajuta, quando ela é interesseira e quando ela é verdadeira e no frigir dos ovos, erra feio e grosseiramente. Isso sem falar das internas. Gente que se diz influente dizia a incautos que Lula perderia por até 5 pontos percentuais de diferença, conforme as "internas”, pesquisas que os partidos e candidatos fazem pra consumo próprio. Fazer salto mortal em trampolim alto, sem treinamento e sem rede, costuma dar no que deu.
 

A frase:  “Eu vejo o futuro repetir o passado…” Cazuza, sabe quem foi?

 

 

Agora chega (Nota da foto)

Levantaram quantos votos seriam adicionados ao resultado oficial da eleição de domingo, no rolo de aumentar em duas horas o tempo do dia eleitoral, tempo pedido para as campanhas de Lula e Bolsonaro.  Foram descobertos que somariam 37 mil votos. Em cima da diferença entre as partes, de  4 milhões e 400 mil votos, era uma peinha de nada.

 

Quem cumprimentou Lula

Antonio Costa, primeiro ministro de Portugal, Pedro Sanches, primeiro ministro espanhol. O Krenlim deu boas vindas. Macron , mandou abraço francês. O Le  Monde bateu palmas alertando pro congresso contra. E muitos outros.

Freio de arrumação
Lula freou a onda de direita na América Latina. Esta foi a chamada do NYTimes, o jornalão americano que Trump lê. Ontem só deu Brasil e vitória de Lula no segundo turno das eleições.

Barba, cabelo e bigode
Cearense com sua irreverência não pode ficar sem um chiste, seja lá sobre que assunto for. O PT ganhou a Prefeitura de Fortaleza. A coligação ganhou os dois senadores que não são PT, mas é como se fossem. Fez repeteco de Elmano e bateu com canastra real, sem precisar pegar o morto.

A regra é clara
O Lula da Silva vai tomar posse no novo mandato no dia 5 de janeiro de 2027. É a primeira vez a data nova, que era primeiro de janeiro. Os governadores e novos senadores terão suas posses no dia seguinte. Assim todos pode ir pras festas de todos.

E etc e tal

Ministros do STF e do TSE descartam anulação das eleições defendida por Flávio e reconhecem vitória de Lula. Magistrados avaliam que problemas na prorrogação da votação não comprometeram o resultado das urnas.

Bom dia

                                                                 O poder da mensagem


E dai, peixe podre?


Elon Musk / Foto: Divulgação/GPU Technology Conference
Ele sabe apittar jogo de peteca? Tem lugar em Minas.

Para colocar em dúvida o pleito brasileiro, o bilionário Elon Musk usou as redes sociais. Diante dos 241 milhões de perfis que o seguem, repostou uma conta feita por um aliado do trumpismo, à qual anexou a advertência: 'A conta não fecha'.
A atitude veio na esteira de outras falas públicas da ultradireita mundial empenhadas em questionar o triunfo de Luiz Inácio Lula da Silva.

“Ícone da esquerda global” e “bastião progressista”: Imprensa internacional exalta vitória histórica de Lula

 

O presidente Lula no ato da vitória, na Avenida Paulista, em São Paulo (SP), em 25 de outubro de 2026.
Crédito: Ricardo Stuckert

Jornais pelo mundo também destacam festa da vitória na Paulista e contestação bolsonarista
Conteúdo postado por:
Redação Brasil 247
A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um inédito quarto mandato ganhou as manchetes dos principais veículos de comunicação ao redor do mundo. A imprensa internacional destacou o ineditismo da conquista, o freio ao avanço da direita na América Latina e os conturbados episódios envolvendo o transporte público durante a votação do segundo turno.
Nos Estados Unidos, a CNN International destacou que Lula venceu “derrotando o senador Flávio Bolsonaro, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, numa eleição de segundo turno com margem estreita”. A emissora frisou que “a vitória histórica torna o líder esquerdista de 80 anos o primeiro presidente brasileiro a ser eleito para o cargo quatro vezes”. O New York Times resumiu o impacto geopolítico em sua manchete: “Lula encerrou uma sequência de vitórias da direita na América Latina”.
Na Europa, o tom foi de destaque à resiliência da esquerda brasileira. O jornal francês Le Figaro ressaltou que “o Brasil afinal não virou à direita” como ocorreu na Argentina, no Chile ou na Colômbia, observando que o país “permanece como um dos raros bastiões progressistas na América Latina”. O espanhol El País sublinhou que “Lula consegue uma virada histórica e dá a vitória à esquerda”, enquanto o britânico The Guardian destacou que “Lula conquista o quarto mandato como presidente do Brasil após uma reviravolta histórica sobre Flávio Bolsonaro, de extrema-direita”.
No continente africano, a rede sul-africana SABC não poupou elogios à trajetória de Lula, descrevendo-o como “um ícone da esquerda global e a força mais dominante na política brasileira neste século”.
No Oriente Médio, a PressTV, do Irã, destacou a grande festa popular que tomou as ruas, relatando que “milhares de apoiadores de Lula da Silva encheram a Avenida Paulista, em São Paulo”, celebrando a vitória com cânticos e fogos de artifício após a garantia de 51,74% dos votos.
A mídia asiática deu ênfase aos próximos passos do governo e ao discurso de soberania. A agência chinesa Xinhua cobriu o discurso da vitória, onde Lula prometeu trabalhar com um Congresso conservador. A agência destacou a fala do presidente sobre a necessidade de fortalecer a regulação digital “após derrotar a interferência estrangeira através de plataformas digitais”, frisando o recado de que “o Brasil não é o quintal de ninguém”.
Parte da cobertura estrangeira também se voltou aos incidentes e tensões institucionais do dia da votação. O jornal português Diário de Notícias detalhou a crise do transporte eleitoral, relatando que “o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade de Salvador e o restabelecimento integral da frota, sob pena de multa de um milhão de reais por hora”. A publicação explicou a justificativa da prefeitura sobre os veículos adesivados e notou que em São Paulo, “o PT alegou que apenas cerca de 60% da frota municipal estava em circulação”.
A agência cubana Prensa Latina também abordou os obstáculos logísticos, notando que “o dia esteve marcado por denúncias de dificuldades no transporte público”. O veículo explicou que o ministro do STF, Cristiano Zanin, “determinou prolongar a votação até as 19h00”, e apontou que “tal decisão gerou questionamentos sobre a sua aplicação nos centros onde as urnas eletrónicas já tinham sido fechadas e sobre as competências das instituições eleitorais”.

Por fim, a agência russa Sputnik focou na reação do candidato derrotado, informando que “o candidato presidencial brasileiro de direita, Flávio Bolsonaro, anunciou que se recusou a reconhecer os resultados da eleição e exigiria a sua anulação”.

Nosso Castanhão hoje

 


Pra Bolsonaro foi "sacanagem"

 

Sem agradecer 59,8 milhões de votos, Flávio chama resultado de “sacanagem” e anuncia pedido de anulação da eleição
Derrotado neste domingo (25) por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, reagiu ao resultado atacando a condução do processo eleitoral, classificando a eleição como uma “sacanagem” e anunciando que pretende pedir a anulação do pleito.
Na manifestação feita após a divulgação do resultado, Flávio não agradeceu os 59.824.612 votos recebidos no segundo turno e concentrou sua fala nas críticas à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou por duas horas o período de votação em seções que ainda permaneciam abertas.
Flávio questionou especialmente o momento da decisão, tomada já próximo das 17 horas, quando parte das seções eleitorais havia iniciado ou concluído os procedimentos de encerramento.
O candidato afirmou que pretende questionar judicialmente o resultado e buscar a anulação da eleição. Qualquer pedido nesse sentido, no entanto, dependerá de análise da Justiça Eleitoral e da apresentação de fundamentos e provas capazes de sustentar a contestação.
CAMPANHA DE FLÁVIO TAMBÉM PEDIU PRORROGAÇÃO
A crítica de Flávio à extensão do horário ocorre depois de sua própria campanha ter solicitado, ao longo deste domingo, a ampliação da votação em localidades onde eleitores enfrentavam dificuldades para chegar às urnas.
A campanha de Lula também apresentou pedidos semelhantes.
Desde a manhã, aliados do presidente recebiam relatos sobre problemas no transporte coletivo em várias capitais, principalmente em Salvador e São Paulo, com queixas de redução de frota, atrasos e dificuldades para o deslocamento dos eleitores.
A situação levou as duas candidaturas, por razões diferentes e em localidades distintas, a defenderem a ampliação do horário de votação.
Zanin acabou determinando a extensão até as 19 horas, mas a medida teve alcance limitado porque várias urnas já haviam sido encerradas quando a decisão chegou aos locais de votação.
DERROTA POR MAIS DE 4,4 MILHÕES DE VOTOS
Ao final da apuração apresentada, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu mais de 64,2 milhões de votos, enquanto Flávio ficou com pouco menos de 59,9 milhões.
A diferença ficou acima de 4,4 milhões de votos.

Mesmo diante da expressiva votação recebida, Flávio optou por centrar sua primeira reação na contestação do processo eleitoral e na crítica à decisão judicial sobre a prorrogação.