Contato

Isso está no msn

 


Virada de Lula nas redes reforça o peso da mídia social em campanhas eleitorais
Com 51 anos de trajetória política, iniciada no sindicalismo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem como uma de suas marcas a capacidade de se comunicar com o público. Mas, no segundo turno das eleições de 2026, precisou acrescentar uma nova linguagem à sua comunicação: a dos vídeos selfie, gravados diante do celular. A mudança simboliza a guinada digital da campanha na disputa acirrada com o senador Flávio Bolsonaro (PL) rumo ao Palácio do Planalto.
A reformulação da estratégia, com maior atenção às redes sociais e à participação de personalidades com influência em plataformas como Instagram e YouTube, coincidiu com outro fenômeno: a multiplicação de conteúdos produzidos por apoiadores e usuários que não integram a estrutura oficial da campanha. Lula virou personagem da cultura pop nas redes. Entre memes, vídeos e montagens, aparece dançando ao som do hit sul-coreano “Gangnam Style”, encarna Beyoncé e Michael Jackson e até lidera os “Vingadores”, em uma recriação por inteligência artificial de uma cena da saga da Marvel.
A mobilização ganhou uma frente organizada com o deputado federal André Janones (Rede-MG), reeleito para seu terceiro mandato consecutivo. Conhecido por sua atuação nas redes sociais, ele criou o chamado “Exército de Lula”, que reunia mais de 7,3 milhões de pessoas nesta quarta-feira, 21. Por meio do WhatsApp, o parlamentar propõe missões de mobilização digital aos participantes.
Um dos vídeos de maior repercussão recente surgiu do debate realizado pela Band no domingo, 18. Ao ouvir Flávio afirmar que 73% dos presidiários votavam no petista, Lula respondeu que gostaria de receber 100% desses votos. “Até de seu pai”, acrescentou.
Segundo levantamento da Impactum Insights, empresa parceira do GSW Brasil , a resposta alcançou mais de 4,1 milhões de curtidas em apenas seis publicações monitoradas no TikTok e no Facebook. O vídeo mais popular, publicado no TikTok, ultrapassou sozinho 2,3 milhões de curtidas.
Os números da guinada digital
O crescimento da presença de Lula nas redes aparece em diferentes levantamentos. Pesquisa da DSC Lab, área de inteligência de dados, redes sociais e estratégia digital ligada à agência Descompli.ca, em Brasília, mostra que o perfil do presidente no Instagram registrou média de 7,9 milhões de interações por dia entre 5 e 16 de outubro, ante 1,7 milhão no primeiro turno. No mesmo intervalo, a média diária de Flávio passou de 1,4 milhão para 2 milhões.
As visualizações diárias das publicações de Lula cresceram de 22 milhões para 56 milhões, enquanto os comentários passaram de 103,2 mil para 1,2 milhão por dia.
A base de seguidores também aumentou. Na véspera do primeiro turno, em 3 de outubro, Lula tinha cerca de 15,7 milhões de seguidores no Instagram, segundo dados da plataforma de análise HypeAuditor. Na manhã desta quarta-feira, 21, eram 18,2 milhões, crescimento aproximado de 15,9%. Flávio passou de 12,4 milhões para 15 milhões no mesmo período, alta de 21%.
Realizado pela Quaest, um indicador chamado Índice de Popularidade Digital (IPD) demonstra que o esforço nas redes sociais e no WhatsApp reconfigurou a disputa ao menos nessas plataformas. Na semana passada, Lula já tinha ultrapassado Flávio. Nesta quarta-feira, 21, a nova rodada do levantamento revela que o presidente manteve a liderança, um resultado que colhe os efeitos do debate na Band.
Após o confronto na TV, a distância entre os candidatos no IPD chegou a 6,7 pontos, ante 6,2 pontos na sexta-feira anterior. Lula alcançou 83,3 pontos, avanço de 12,6 pontos em relação à véspera do primeiro turno. Flávio registrou 76,6 pontos, queda de 3,5 pontos na mesma comparação, segundo a Folha de S.Paulo.
O índice, que varia de 0 a 100, considera 175 variáveis extraídas de plataformas como Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, X, Google e Wikipédia. O cálculo reúne dados sobre visibilidade, engajamento, compartilhamentos, menções espontâneas, reações positivas e negativas e interesse nas buscas, além de procurar reduzir a interferência de robôs. O resultado mede popularidade digital, não intenção de voto.
À Folha, Felipe Nunes, diretor da Quaest, afirmou que a repercussão do embate entre os dois candidatos interrompeu uma recuperação de Flávio nas redes. “Depois do debate, o Lula voltou a 83,3, o melhor nível dele, e retomou a liderança também no ganho de seguidores”, disse.
Quando a comunicação acontece de fora para dentro
A participação dos próprios eleitores na produção e distribuição de conteúdos é uma das mudanças mais importantes observadas pelo estrategista digital Marcello Natale, sócio da BN3, empresa especializada em marketing orientado por dados. Ele atua em campanhas eleitorais e na comunicação de governos e mandatos desde 2012, com experiência em candidaturas de diferentes campos políticos.
“Estamos diante de uma campanha em que parte significativa da comunicação acontece de fora para dentro”, afirma.
Para Natale, a principal transformação está no protagonismo dos próprios eleitores, que deixaram de apenas receber mensagens das campanhas para também produzir e distribuir conteúdos políticos. “Se antes um comunicava para milhares, agora milhares comunicam para milhares.”
Natale explica que a participação dos apoiadores exige uma comunicação capaz de ser reproduzida e apropriada por outras pessoas. “Hoje, não basta produzir comunicação. É necessário oferecer insumos para que outras pessoas também produzam.”
O estrategista destaca dois fundamentos dessa dinâmica: clareza na mensagem e uma identidade reconhecível do candidato. Quanto mais facilmente os eleitores identificam o que uma liderança representa, maior a possibilidade de criarem e distribuírem conteúdos a partir dessa imagem.
No caso de Lula, essa identificação não começou com as redes sociais. Natale lembra que o presidente ocupa há décadas um lugar próprio na cultura popular brasileira, especialmente no Nordeste e em determinadas regiões do Sudeste.
“Sua imagem se transformou em um verdadeiro ícone pop, algo que transcende o marketing eleitoral e a própria estrutura do Partido dos Trabalhadores.”
Segundo ele, manifestações culturais e movimentos de apoio nem sempre nascem de orientações da campanha. “A força de uma candidatura também está naquilo que as pessoas fazem por ela sem que ninguém precise mandar fazer.”
Da velha política aos memes
Mais do que fazer a imagem de Lula circular pelas redes, os memes estão transformando a maneira como o presidente é percebido e como seus apoiadores participam da campanha. Para Paolo Demuru, professor do programa de pós-graduação em comunicação da ESPM e doutor em semiótica pela Universidade de Bolonha (Itália) e pela USP, o fenômeno desloca o petista do universo institucional para a cultura pop e cria novas formas de identificação.
De acordo com Demuru, a mudança de linguagem da campanha após o primeiro turno teve duas dimensões principais: a pauta política e o envolvimento afetivo dos apoiadores. Ele observa que, na primeira fase da eleição, a comunicação ficou concentrada em temas negativos e em uma linguagem próxima à da televisão. No segundo turno, ganhou espaço uma comunicação mais direta, acompanhada de propostas como o fim da escala de trabalho 6x1 e de uma mobilização que se manifestou tanto nas redes quanto nas ruas.
Demuru chama a atenção para a entrada de jovens lideranças políticas na campanha de Lula no segundo turno, entre elas Ana Elisa, Guilherme Cortez e Jones Manoel. Segundo o professor, esses nomes ajudaram a renovar a linguagem da candidatura e a trazer energia e entusiasmo à mobilização. Ele destaca a participação de estudantes nas ruas de diferentes capitais, em um movimento no qual a comunicação digital e a mobilização presencial passaram a caminhar juntas.
É nesse ambiente de entusiasmo e participação que Demuru situa a força dos memes. Os usuários das redes passaram a construir versões do presidente, sem depender do material produzido pela campanha. “O meme é o deslocamento da figura do Lula para fora da velha política, para fora das instituições, para fora desse papel institucional”, explica. Mas sua importância, segundo ele, vai além da repercussão dos conteúdos: “O meme é um mecanismo primeiro de circulação viral de um conteúdo, mas também de construção de pertencimento em torno dessa circulação”.
O professor identifica também uma mudança no sentimento que acompanha a mobilização dos apoiadores. “Parece que a esquerda agora, nessa virada do primeiro pro segundo turno, descobriu o prazer, o entusiasmo.” Para ele, entusiasmo significa disposição para agir. Isso ajuda a compreender a aproximação entre a atividade digital e as manifestações presenciais. “Essa mobilização nas redes e nas ruas aconteceu de uma maneira extremamente entrelaçada.”
Porém, o uso de formatos mais adequados às plataformas não resolve sozinho os desafios políticos de uma candidatura. Demuru cita como exemplo a comunicação de Zohran Mamdani, eleito prefeito de Nova York, cuja atuação nas redes esteve associada a propostas concretas sobre transporte, moradia e serviços públicos. “Não adianta fazer comunicação se não tem um projeto ou uma proposta por trás.”
Além disso, em sua avaliação, compreender as aspirações da jovem classe trabalhadora, inclusive de quem atua por meio de aplicativos e plataformas digitais, é tão importante quanto encontrar uma linguagem capaz de alcançar esse público.
Novas vozes e participações
A presença de lideranças jovens e a circulação de conteúdos produzidos pelos próprios eleitores também são destacadas por Carol Althaller, diretora executiva do Instituto Update, organização dedicada ao fortalecimento da democracia na América Latina e à ampliação da participação política, especialmente de mulheres, jovens e grupos historicamente sub-representados. Pesquisadora e especialista em estratégias de comunicação, ela tem experiência em campanhas eleitorais, organizações sociais e no setor privado.
Para Carol, a renovação da comunicação política não pode se limitar à presença de jovens, mulheres e pessoas LGBT+ nos vídeos e nas redes sociais. Embora esses grupos já mobilizem comunidades e criem novas formas de participação, ainda encontram pouco espaço nas estruturas de decisão dos partidos e das campanhas. “Não basta chamá-las para gravar um vídeo ou ajudar a campanha a viralizar. Elas precisam participar da direção da estratégia”, afirma.
A executiva vê nos memes uma oportunidade de ampliar a participação dos eleitores, que deixam de apenas compartilhar conteúdos para criar suas próprias interpretações da candidatura. Mas ela ressalta que essa identificação não se traduz necessariamente em votos e lembra que o engajamento político vai além das telas. Carol destaca uma dimensão menos visível da mobilização: o trabalho de mulheres que organizam encontros, conversam com vizinhos e mantêm redes de participação nos territórios.
Falando da juventude nas ruas e nas redes, ela ressalta que não se trata de um grupo homogêneo. Uma estudante universitária, uma jovem mãe e uma trabalhadora de aplicativo podem ter necessidades e expectativas diferentes. Por isso, considera necessário relacionar o debate político às condições concretas de trabalho, renda, segurança, cuidado e autonomia dos diferentes públicos.
O desafio de ultrapassar as próprias bases
Apesar do crescimento da mobilização digital, os especialistas apontam limites para a capacidade das campanhas de alcançar eleitores que não estão identificados com nenhum dos dois campos políticos.
Natale observa que Lula e Flávio conseguem mobilizar seus apoiadores, mas enfrentam dificuldades semelhantes para conquistar a atenção de quem está fora de seus círculos habituais. Em sua análise, as duas candidaturas “conseguem mobilizar de maneira muito eficiente suas próprias bases, mas enfrentam enormes dificuldades para dialogar com quem está fora delas.”
O estrategista também chama atenção para a importância da mobilização para o comparecimento às urnas, especialmente em um segundo turno com poucas disputas estaduais.
A disputa pelos algoritmos
A mobilização dos apoiadores de Lula também chegou às tentativas de contornar os algoritmos das plataformas, com tutoriais que ensinam a aumentar a circulação de vídeos e posts. Segundo Demuru, essas estruturas já influenciavam as eleições, como ocorreu nos Estados Unidos em 2016 e no Brasil em 2018, mas ganharam força neste ano. “A gente tem uma amplificação brutal hoje, em 2026, dessas estruturas, e esse é um ponto fundamental”, afirma.
O professor da ESPM avalia que os algoritmos favorecem a circulação de conteúdos associados à extrema direita, mas ressalta que a falta de transparência das plataformas impede conhecer os critérios de distribuição e o alcance real da mobilização. “Então, a gente não sabe as regras do jogo dentro do qual está jogando.”

Carol vê nessa concentração de poder um desafio para a democracia. “Estamos disputando atenção, confiança e voto dentro de infraestruturas privadas cujas regras de circulação são pouco transparentes e sobre as quais a sociedade tem pouca influência”, afirma. Para ela, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisa considerar não apenas o conteúdo das publicações, mas também como são distribuídas, impulsionadas e direcionadas aos usuários. “As condições de circulação fazem parte da disputa eleitoral.”

CNBB pede voto consciente e orienta eleitores a avaliar trajetória e compromisso democrático dos candidatos

 

Gerada por IA/Gemini

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quarta-feira (21), uma nota sobre o segundo turno das eleições na qual orienta os eleitores a considerar “a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia” antes de definir o voto.
Na mensagem, os bispos também fazem um apelo à participação dos eleitores e pedem a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.
“Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por todos nós e ajude-nos a vencer a indiferença”, diz o documento.
A CNBB afirma que o Brasil, como país soberano, necessita de políticas capazes de assegurar trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança.
A entidade também reforça a defesa da Constituição e do sistema democrático.
“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam. Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições”, afirma a nota.
NOSSA SENHORA APARECIDA NO DEBATE ELEITORAL
A nova manifestação ocorre depois de a CNBB ter sido envolvida em uma controvérsia eleitoral poucos dias antes do primeiro turno.
Na ocasião, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) acusou pessoas ligadas à Conferência de ajudarem a disseminar a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Durante ato de campanha em Goiânia, Flávio afirmou:
“O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente. O que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news. Só que rapidamente se reverteu, porque a verdade está do nosso lado.”
A CNBB reagiu horas depois.
Sem citar Flávio nominalmente, a entidade negou qualquer participação na produção ou divulgação da informação.
“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”, afirmou.
A Conferência acrescentou que “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.
BISPOS TAMBÉM SE MANIFESTARAM SOBRE DEMOCRACIA E SOBERANIA
Mesmo antes desse episódio, manifestações de bispos já haviam ganhado repercussão nas redes sociais durante o período eleitoral.
Na missa de 7 de Setembro, em Aparecida, o arcebispo emérito Dom Orlando Brandes defendeu a soberania nacional e pediu que os eleitores levassem em conta o bem comum ao escolher seus representantes.
“Vamos defender a nossa soberania. Nenhum poder de fora, seja quem for, deve mandar aqui. Aqui é nossa casa, nossa pátria”, afirmou.
No dia anterior, o bispo Dom Adair Guimarães, da Diocese de Formosa, também fez declarações de caráter político durante celebração religiosa.
Ele afirmou que o Brasil não viveria uma “democracia plena”, mencionou o que chamou de “presos políticos” e pediu a intercessão de Nossa Senhora pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.
Ver menos

O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quarta-feira (21), uma nota sobre o segundo turno das eleições na qual orienta os eleitores a considerar “a trajetória dos candidatos, suas práticas e seus compromissos com a democracia” antes de definir o voto.

Na mensagem, os bispos também fazem um apelo à participação dos eleitores e pedem a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil.

“Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, interceda por todos nós e ajude-nos a vencer a indiferença”, diz o documento.

A CNBB afirma que o Brasil, como país soberano, necessita de políticas capazes de assegurar trabalho digno, alimentação, moradia, saúde, educação e segurança.

A entidade também reforça a defesa da Constituição e do sistema democrático.

“Reafirmamos a importância da defesa da Constituição, do Estado Democrático de Direito e do respeito aos resultados legítimos das urnas, expressão da liberdade de escolher os que governam. Encorajamos a participação consciente de todos neste segundo turno das eleições”, afirma a nota.

NOSSA SENHORA APARECIDA NO DEBATE ELEITORAL

A nova manifestação ocorre depois de a CNBB ter sido envolvida em uma controvérsia eleitoral poucos dias antes do primeiro turno.

Na ocasião, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) acusou pessoas ligadas à Conferência de ajudarem a disseminar a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Durante ato de campanha em Goiânia, Flávio afirmou:

“O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente. O que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news. Só que rapidamente se reverteu, porque a verdade está do nosso lado.”

A CNBB reagiu horas depois.

Sem citar Flávio nominalmente, a entidade negou qualquer participação na produção ou divulgação da informação.

“A CNBB não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”, afirmou.

A Conferência acrescentou que “repudia a produção e a utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar”.

BISPOS TAMBÉM SE MANIFESTARAM SOBRE DEMOCRACIA E SOBERANIA

Mesmo antes desse episódio, manifestações de bispos já haviam ganhado repercussão nas redes sociais durante o período eleitoral.

Na missa de 7 de Setembro, em Aparecida, o arcebispo emérito Dom Orlando Brandes defendeu a soberania nacional e pediu que os eleitores levassem em conta o bem comum ao escolher seus representantes.

“Vamos defender a nossa soberania. Nenhum poder de fora, seja quem for, deve mandar aqui. Aqui é nossa casa, nossa pátria”, afirmou.

No dia anterior, o bispo Dom Adair Guimarães, da Diocese de Formosa, também fez declarações de caráter político durante celebração religiosa.

Ele afirmou que o Brasil não viveria uma “democracia plena”, mencionou o que chamou de “presos políticos” e pediu a intercessão de Nossa Senhora pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

Com cearaagora

Presidente do TSE rejeita mudanças de última hora nas regras eleitorais

 


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou que “não é a favor de mudanças de última hora” nas regras das eleições e pontuou que minuta “não pode ser aprovada por um ministro só”.
Nunes Marques se referiu a uma proposta de resolução que circulou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e prevê a proibição de “canais com grande audiência” no período compreendido entre 48 horas antes das eleições e 24 horas depois.
O documento foi elaborado pelo vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, e discutido em duas reuniões com o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, e com os outros integrantes.
O presidente da Corte, no entanto, ressalta que “nada foi decidido”. Houve uma troca de ideias entre ministros sobre o tema e acerca da necessidade de apertar o cerco sobre impulsionamento e conteúdos de canais 48 horas antes do segundo turno, mas nada ficou decidido.
A discussão sobre a proibição ocorre no momento em que o canal “Exército do Lula“, criado pelo deputado federal André Janones, alcança 7,1 milhões de seguidores, e o “Tropa do Flávio” soma milhões.
A proposta
A minuta traz no texto a justificativa de que a Resolução nº 23.610, de 18 de dezembro de 2019, deve ser alterada “para dispor sobre a proteção reforçada da integridade do processo eleitoral no período crítico do pleito”.
No texto ainda só no campo da discussão, é considerado que canais com mais de 200 mil seguidores têm potencial de interferir no alcance da propaganda, da mesma forma que conteúdos impulsionados. E que cabe ao TSE regulamentar a propaganda eleitoral de acordo com o cenário e as ferramentas tecnológicas existentes em cada momento eleitoral.
Duas reuniões
Em nota à imprensa, divulgada nesta quarta-feira (21/10), o gabinete do vice-presidente do TSE, ministro André Mendonça, afirmou que o tema foi debatido duas vezes em reuniões realizadas na sexta-feira (16/10) e na terça-feira (20/10).
Nessas reuniões, houve consenso entre todos os ministros sobre a necessidade de tratar do assunto. Por decisão conjunta, ficou a cargo do ministro André Mendonça elaborar o texto, que seria submetido à avaliação e à deliberação de todos.
Por tradição, cabe ao vice-presidente do Tribunal redigir os atos normativos que o colegiado vai apreciar.
“A minuta não é uma iniciativa individual. A necessidade de sua elaboração parte de um entendimento construído em conjunto, o texto ainda está em discussão interna, e qualquer versão final depende de deliberação colegiada do Tribunal”, diz a nota.
O objetivo discutido é proteger a integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos.
Os critérios em análise são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido ou a orientação política.

E se for combinemos?

Não tem uma notícia edificante!!!

 

Flávio Bolsonaro volta ao centro de reportagem do JN após descoberta de sala secreta.

Meu Deus! Onde Cê foi parar!

Mensagens no celular de Vorcaro revelam contrato de R$ 150 mil por mês com CEO da Quaest

 


Mensagens extraídas pela Polícia Federal (PF) do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, revelam negociações para contratar Felipe Nunes, CEO da Quaest, para prestar serviços de consultoria estratégica à instituição financeira. As informações foram divulgadas pelo Metrópoles.
Segundo a reportagem, conversas entre Vorcaro e Ana Matos, responsável pelo marketing do banco, mencionam um contrato de R$ 150 mil mensais, com duração de 12 meses. Dessa forma, o valor total do acordo chegaria a R$ 1,8 milhão. Ainda não há informações sobre quantas parcelas teriam sido pagas.
Mensagens mostram tratativas em setembro de 2024
Os diálogos mostram que, em 9 de setembro de 2024, Ana Matos perguntou a Vorcaro sobre o alinhamento da contratação de Felipe Nunes para a consultoria.
“Está alinhado com vc consultoria estratégica Felipe Nunes, empresa Quaest, 150 mil mês? 12 meses”, escreveu Ana.
Minutos depois, Vorcaro respondeu: “Acho que Augusto que fechou […] Alinha c ele”. Na sequência, Matos confirmou que seguiria com o encaminhamento: “Sim, foi ele. Como ele está alinhado. Vou seguir então”.
Procurado pelo Metrópoles, Nunes afirmou que o serviço prestado ao Banco Master teve caráter estritamente técnico. Além disso, declarou que o trabalho começou antes de surgirem questionamentos públicos sobre a instituição financeira e que não houve renovação antes da decisão do Banco Central de liquidar o banco.
O executivo também negou qualquer relação direta com Vorcaro e afirmou que nunca interagiu com o ex-banqueiro.
CEO da Quaest nega relação direta com Vorcaro
Em declaração ao Metrópoles, Felipe Nunes explicou que, em 2024, atuou como analista de cenário político para diferentes instituições do mercado financeiro. Segundo ele, o trabalho envolveu 53 organizações, entre bancos, corretoras, plataformas e tesourarias.
Confira a íntegra da declaração de Nunes:
“Como a própria mensagem mostra, eu não tenho nenhuma relação com o Vorcaro, nem ele comigo. Nunca estivemos juntos e eu não trabalhei para ele.
Em 2024 eu trabalhei como analista de cenário político, minha profissão, para 53 instituições do mercado financeiro, entre bancos, corretoras, plataformas e tesourarias, sempre seguindo o mesmo padrão de atuação.
O trabalho de análise para o Banco Master foi estritamente técnico, iniciado muito antes de qualquer questionamento público sobre a instituição e não renovado antes da decisão do Banco Central de liquidá-lo.
Eu, em nenhum momento interagi com o Vorcaro. A msg reforça isso. Tem alguém lá dentro checando algo com ele, deve ser por motivos deles lá. Mas eu não tenho nada com isso”, disse Nunes.

Um pouco de tavolagem que ninguém e de ferro

 


Na noite desta quarta-feira (21/10), a Caixa Econômica Federal realizou os sorteios dos concursos 3810 da Lotofácil, 2990 da Lotomania, 7148 da Quina, 3023 da Dupla Sena, 913 da Super Sete e 400 da +Milionária. Os resultados foram divulgados às 21h no Espaço da Sorte, situado na Avenida Paulista, em São Paulo.
Veja os números sorteados:
Quina:
13 – 16 – 55 – 72 – 74;
Lotofácil:
01 – 05 – 06 – 07 – 10 – 11 – 14 – 15 – 17 – 18 – 19 – 20 – 23 – 24;
+Milionária:
03 – 06 – 22 – 28 – 29 – 48;
Trevo: 2 – 3.
Dupla Sena:
1º sorteio: 08 – 12 – 20 – 43 – 47 – 50;
2º sorteio: 21 – 34 – 41 – 45 – 46 – 50;
Super Sete:
Coluna 1: 5;
Coluna 2: 9;
Coluna 3: 7;
Coluna 4: 9;
Coluna 5: 5;
Coluna 6: 8;
Coluna 7: 2.