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Bom dia

Coluna do Macário Batista para 28 de agosto de 2026

José Guimarães revela como Flávio Bolsonaro e seus aliados tentam travar conquista para os trabalhadores
Líder do governo afirma que grupo ligado ao senador do PL atua nos bastidores contra o fim da escala 6×1 e alerta que eventual obstrução será um “tiro no pé”.  O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República, José Guimarães (PT-CE), afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados estão tentando impedir o avanço do fim da escala 6×1, uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso Nacional. Segundo Guimarães, a oposição evita assumir publicamente sua posição contrária à mudança por temer o desgaste eleitoral junto aos trabalhadores. O governo do presidente Lula (PT) intensificou as articulações para garantir a votação das matérias consideradas prioritárias na próxima semana de esforço concentrado. Entre elas estão a redução da jornada de trabalho e a PEC da Segurança Pública. Segundo Guimarães, as reuniões para organizar as votações têm sido praticamente diárias. O objetivo é superar a tentativa de obstrução da oposição e garantir que as propostas avancem antes que o calendário eleitoral passe a dominar os trabalhos do Congresso. “Flávio Bolsonaro e sua turma” são contra, diz Guimarães. De acordo com o líder governista, Flávio Bolsonaro e parlamentares de seu grupo político trabalham contra o fim da escala 6×1, mas procuram evitar uma manifestação pública explícita contra a proposta. Guimarães avalia que a razão é eleitoral: assumir abertamente uma posição contrária à redução da jornada poderia gerar forte desgaste diante de uma pauta que conta com amplo apoio entre os trabalhadores. Para o líder governista, portanto, existe uma diferença entre o discurso público da oposição e sua movimentação nos bastidores do Congresso.
A frase: “Para Guimarães, a tentativa de impedir a votação poderá cobrar um preço político elevado de Flávio Bolsonaro e seus aliados. Caso a obstrução se confirme, o governo pretende levar o debate diretamente à sociedade e mostrar quem trabalhou pela aprovação e quem atuou para impedir uma mudança que pode representar mais tempo livre e melhor qualidade de vida para milhões de trabalhadores brasileiros”. Tem gente observando a cena.




O homem da bomba atômica (Nota da foto)
O candidato ao Governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB), revelou que recebeu um “recado” do candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) manifestando interesse em uma conversa entre os dois. A declaração foi feita nesta terça-feira (25), durante agenda de campanha em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Correndo de Bolsonaro?

Os rumos de cada um
O deputado estadual Romeu Aldigueri (PSB), candidato à reeleição, e a esposa e candidata à Câmara dos Deputados Tainah Marinho (PSB) ampliaram a presença política no Litoral Leste do Ceará. Durante agenda, em Icapuí, Romeu Aldigueri e Tainah consolidaram novas alianças com lideranças locais e apresentaram propostas voltadas ao desenvolvimento do município.

Guerra é guerra

Elmano de Freitas aponta Ciro Gomes como “quinta-coluna do bolsonarismo”.

Governador do Ceará afirma que ex-ministro abandonou o campo progressista, passou a apoiar candidaturas ligadas a Bolsonaro e tenta reduzir a força política de Lula no estado.

Ironias e cansaços
Ciro Gomes chegou a ser indagado por jornalistas em relação ao questionamento de Elmano sobre o atuação do tucano nos últimos 20 anos. Ex-ministro, por sua vez, ironizou a fala petista e limitou-se a dar o endereço do próprio apartamento em Fortaleza para o devido encontro.  

Apoios
Na cainhada dos partidos buscando apoios, e votos para seus candidatos, o grupo governista recebeu adesão de pessoal do Quixadá. Ricardo Silveira articulou e levou vereadores para a candidatura de Elmano de Freitas.

 
 

Ceará é líder em competitividade no Nordeste, aponta ranking do CLP



Estado foi o que mais avançou na região, impulsionado pela evolução em sete dos dez pilares avaliados
O Ceará lidera a região Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria. Na sequência entre os estados nordestinos, a Paraíba ocupa o 12º lugar na classificação geral e o Rio Grande do Norte, o 15º. Os resultados completos serão apresentados no evento oficial de lançamento, em 27 de agosto, em São Paulo.
Após subir três posições em relação ao ano passado, o Ceará agora ocupa o 11º lugar no ranking. Foi o estado da região Nordeste que mais avançou posições. A alta foi acompanhada pela evolução em sete dos dez pilares avaliados. O maior crescimento ocorreu em Potencial de Mercado, no qual o Ceará ganhou 13 posições, passando do 21º para o 8º lugar nacional. O resultado é a melhor colocação histórica do estado nesse pilar em toda a série analisada.
Outro destaque do Ceará foi o pilar de Eficiência da Máquina Pública, no qual o estado avançou sete posições e alcançou o 10º lugar no ranking nacional. O Ceará também ganhou quatro posições em Sustentabilidade Ambiental, chegando ao 14º lugar; três posições em Inovação, passando para a 9ª colocação; e três em Segurança Pública, alcançando o 14º lugar.
Após recuar uma posição, a Paraíba ocupa agora o 12º lugar no ranking geral. Apesar da queda, o estado mantém desempenho de destaque em quatro pilares: 4º lugar em Potencial de Mercado, 6º em Infraestrutura, 6º em Inovação e 9º em Segurança Pública.
Depois de protagonizar o maior salto do país em 2025, quando subiu oito posições e passou do 24º para o 16º lugar, o Rio Grande do Norte voltou a crescer em 2026 e alcançou a 15ª colocação nacional. O crescimento geral foi acompanhado por avanços em cinco dos dez pilares avaliados. O principal movimento ocorreu em Potencial de Mercado, onde ganhou oito posições, passando do 19º para o 11º lugar nacional. Essa é a melhor colocação do estado nesse pilar em toda a série histórica.
Na 16ª colocação nacional, Sergipe está entre os dez estados mais bem colocados do Brasil em três dos pilares avaliados. O principal avanço do estado em 2026 ocorreu em Potencial de Mercado. Em 2023, já havia alcançado a 9ª posição nacional no pilar, antes de passar para o 15º lugar em 2024 e para o 22º em 2025. Com o avanço registrado nesta edição, o estado retorna à sua melhor colocação histórica nessa área.
Logo na sequência, em 17º, está Pernambuco, que nesta edição teve bom resultado principalmente em Potencial de Mercado. O estado ganhou nove posições entre 2025 e 2026, passando do 26º para o 17º lugar nacional. Esse foi o maior crescimento pernambucano entre todos os pilares analisados nesta edição.
Alagoas alcançou a 18ª posição geral em 2026, ocupando a 6ª colocação entre os estados da região Nordeste. O melhor desempenho foi em Inovação, área em que figurou entre os cinco melhores estados do país, na 3ª posição. Em Educação, passou da 20ª colocação, em 2025, para a 14ª, em 2026, registrando um ganho de seis posições. Já em Sustentabilidade Ambiental, alcançou a 18ª colocação, quatro posições acima do resultado de 2025, quando ocupava a 22ª posição.
O Piauí alcançou sua melhor posição histórica este ano. O estado avançou duas colocações na classificação geral, passando do 21º lugar, em 2025, para a 19ª posição nacional. Melhorou sua posição em sete dos dez pilares avaliados. O maior avanço ocorreu em Segurança Pública, com ganho de três colocações e chegada ao 21º lugar nacional.
A Bahia ocupa a 21ª posição no ranking geral. Em Potencial de Mercado, avançou 12 posições, passando da 24ª colocação, em 2025, para a 12ª, em 2026. Em Segurança Pública, subiu três posições, da 25ª para a 22ª colocação, enquanto, em Educação, ganhou duas posições, passando da 22ª para a 20ª.
Em 23º lugar nacional, mesma colocação do ano passado, Maranhão aparece em 3º lugar em Solidez Fiscal, em 12º em Segurança Pública e em 16º em Potencial de Mercado.
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27 unidades federativas a partir de 100 indicadores organizados em dez pilares estratégicos para a competitividade e a qualidade da gestão pública: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. A edição de 2026 incorpora ainda o indicador de feminicídio, ampliando a capacidade do estudo de retratar desafios relacionados à segurança e aos direitos das mulheres.
"O Ranking de Competitividade dos Estados mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país. Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população", afirma Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
O ranking
Na décima quinta edição do Ranking de Competitividade dos Estados, a avaliação das 27 unidades federativas foi feita a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos estados brasileiros: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
Sobre o CLP
O Centro de Liderança Pública (CLP) é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 18 anos, defende um Estado Democrático de Direito eficiente no uso de seus recursos e constituído sobre princípios republicanos.

O terceiro Mané Fuloriano


Só é macho, armado?

Durante sabatina na TV Globo, candidato do Missão sustentou que o Brasil precisa discutir armas nucleares para ampliar sua soberania.
A proposta dominou parte da entrevista e rapidamente migrou para as redes sociais, onde virou alvo de ironias e memes
Durante sabatina na TV Globo, candidato do Missão sustentou que o Brasil precisa discutir armas nucleares para ampliar sua soberania. A proposta dominou parte da entrevista e rapidamente migrou para as redes sociais, onde virou alvo de ironias e memes
© DR
A defesa de uma bomba atômica brasileira se tornou um dos momentos de maior repercussão da entrevista de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, à TV Globo na noite de quarta-feira (26). Questionado por Renata Vasconcellos e César Tralli, ele reafirmou que o país deveria iniciar um processo para desenvolver capacidade nuclear militar no futuro.
Para Renan, possuir armas nucleares seria uma forma de aumentar a soberania e o poder de negociação do Brasil diante das grandes potências. Durante a sabatina, afirmou que “ter armas nucleares é uma forma de defender sua própria soberania”.
O candidato também relacionou a proposta ao objetivo de colocar o Brasil entre as cinco maiores potências mundiais nas próximas décadas. Segundo ele, um país que pretenda negociar em condições de igualdade com Estados Unidos, Rússia, Índia e China precisaria ter soberania territorial e militar.
Renan admite que projeto levaria anos
Apesar da defesa do armamento, Renan reconheceu que o Brasil não teria condições de produzir uma bomba atômica no curto prazo.
“Eu não acho que o Brasil dispõe de condições, nos próximos 10 anos, de ter armas nucleares”, afirmou. Ainda assim, defendeu que o país comece a investir em pesquisa e em um processo que chamou de recuperação da soberania.
Na argumentação, o candidato disse que as maiores potências mundiais dispõem de armas nucleares e atribuiu a esse poder militar parte da capacidade de dissuadir ameaças externas.
“Eu não preciso de um estudo científico para determinar que uma nação tem que ter força política para se proteger de outras nações”, declarou.
Renan também associou a discussão à proteção das riquezas naturais brasileiras, citando as reservas de terras raras, alimentos e energia. Na avaliação dele, o armamento daria ao país “poder de dissuasão” e evitaria uma posição de submissão no cenário internacional.
Constituição brasileira restringe uso da energia nuclear
Durante a entrevista, os apresentadores lembraram que a proposta esbarra atualmente na Constituição. A legislação brasileira determina que atividades nucleares realizadas no país tenham finalidade pacífica e sejam submetidas à aprovação do Congresso Nacional.
Em checagem das declarações dadas por Renan, o g1 classificou como verdadeira a afirmação de que, entre o grupo de grandes potências citado por ele, o Brasil é o único que não possui armas nucleares. Atualmente, nove países mantêm arsenais desse tipo.
A mesma checagem, porém, considerou falsa outra afirmação feita pelo candidato durante a discussão sobre terras raras. Renan disse que os Estados Unidos não teriam reservas, extração nem processamento desses minerais, mas dados oficiais norte-americanos apontam reservas e produção no país.
Bomba atômica vira assunto nas redes sociais
A insistência de Renan Santos no tema nuclear rapidamente migrou da televisão para as redes sociais. Segundo levantamento do Terra, usuários passaram a publicar memes e comentários irônicos enquanto a entrevista ainda estava sendo exibida.
Parte das reações questionava a prioridade dada ao tema diante de outros problemas brasileiros. Uma internauta escreveu: “O povo brasileiro passando fome e o maluco do Renan Santos falando de bomba atômica”.
Outra publicação ironizou: “Realmente num país sem saúde sem emprego sem segurança uma bomba atômica é prioridade”.
Também houve quem resumisse a percepção sobre o espaço ocupado pelo assunto na sabatina: “Renan Santos 10 minutos falando de bomba atômica”.
Outros memes aproveitaram o fato de o candidato estar em uma entrevista de grande audiência. Em uma das publicações repercutidas pelo Terra, uma usuária brincou com a frase “MÃE TÔ NA GLOBO!”, associando-a à participação do presidenciável no programa.
A proposta nuclear acabou, assim, funcionando em duas frentes durante a noite: foi uma das principais bandeiras defendidas por Renan Santos diante dos entrevistadores e, ao mesmo tempo, o assunto que mais alimentou brincadeiras e críticas nas redes sociais após a sabatina.

Santa Casa de Sobral zera fila de pacientes do Ministério Público e reduz 86% o tempo de permanência intra-hospitalar dos pacientes da especialidade Traumato-Ortopedia

 

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral (SCMS) reduziu o tempo de permanência de pacientes internados aguardando cirurgias de Traumato-Ortopedia de aproximadamente 39 dias, em novembro de 2025, para uma média de 5,4 dias. O resultado foi apresentado durante reunião realizada na instituição com o promotor de Justiça da Defesa da Saúde Pública, Alexandre Pinto Moreira, na terça-feira (25/08). Entre os avanços alcançados, a Santa Casa também zerou a fila de pacientes com demandas relacionadas ao Ministério Público, consolidando a melhoria no fluxo assistencial e no acesso aos procedimentos cirúrgicos.
Os resultados são fruto de uma série de medidas adotadas pela instituição para tornar o atendimento mais ágil e eficiente aos pacientes regulados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Referência em Traumato-Ortopedia para a macrorregião Norte do Ceará, a Santa Casa mantém ações permanentes e realiza mutirões cirúrgicos com o objetivo de ampliar o acesso aos procedimentos e reduzir o tempo de espera.
Para o promotor de Justiça Alexandre Pinto Moreira, a evolução representa o resultado de um processo de diálogo e construção conjunta entre o Ministério Público e a Santa Casa. “Há cerca de dois anos, vínhamos dialogando com a Santa Casa na busca por uma solução para a fila de espera por cirurgias de trauma. Sempre acreditamos na capacidade da instituição e, agora, com a correta aplicação dos recursos e o fortalecimento da governança, foi possível não apenas zerar essa fila, mas também promover mudanças importantes na emergência e avançar na oferta de um atendimento mais humanizado”, destacou.
A diretora executiva da Santa Casa de Sobral, Renata Morbeck, ressalta que não há mais pacientes sendo inseridos na fila de espera da Traumato-Ortopedia, um importante ganho assistencial. “Reduzir o tempo de permanência intra-hospitalar em mais de 86% significa aumentar o giro de leito, hoje um leito pode ser ocupado por pelo menos 5 pacientes durante um mês, o cenário anterior era crítico, pacientes ficavam mais de 30 dias internados. O ganho assistencial é grande, contribuindo para reduzir o risco de complicações e favorecer uma recuperação mais precoce. A eliminação da fila de pacientes com demandas junto ao Ministério Público também demonstra, de forma concreta, que a reorganização dos processos assistenciais vem produzindo resultados efetivos”, afirma.
Segundo Renata, os avanços são resultado do trabalho integrado das equipes e da revisão permanente dos processos. “Estamos trabalhando continuamente para qualificar os fluxos, ampliar a capacidade assistencial e tornar o atendimento cada vez mais eficiente e resolutivo para os usuários do SUS.”
Para o diretor geral da Santa Casa de Sobral, Frei Bartolomeu Schultz, os números representam, sobretudo, uma mudança concreta na experiência dos pacientes que precisam de atendimento. “Por trás de cada paciente que deixa de esperar 39 dias e passa a ter acesso à cirurgia em cerca de uma semana, existe uma história, uma família e a expectativa de retomar a sua vida. Quando conseguimos diminuir esse tempo de espera, estamos não apenas melhorando um indicador, mas oferecendo mais cuidado, mais dignidade e mais esperança a quem precisa do SUS”, destaca.
Frei Bartolomeu também reforça que o resultado é fruto do compromisso das equipes e da missão institucional da Santa Casa. “Esse avanço nos motiva a continuar buscando melhorias. Nosso compromisso é cuidar das pessoas com responsabilidade, competência e humanização, especialmente daqueles que mais precisam. Cada processo que conseguimos aperfeiçoar significa uma oportunidade de cuidar melhor dos nossos pacientes.”

A Santa Casa de Misericórdia de Sobral segue investindo na qualificação dos serviços, na ampliação da capacidade assistencial e na melhoria dos processos internos, fortalecendo seu papel como hospital de referência para a população dos 55 municípios da macrorregião Norte do Ceará.

Temporada de negociação com o BNB

 

Cinco mil micro e pequenas empresas do Ceará podem renegociar dívidas com benefícios até a próxima segunda-feira, 31

Em toda área de atuação do BNB são 29 mil clientes que podem aproveitar as condições diferenciadas oferecidas pela Medida Provisória 1.355/2026 e pela Lei nº 13.999/2020
O Banco do Nordeste (BNB) disponibiliza, até a próxima segunda-feira, 31, facilidades para que micro e pequenas empresas no Ceará regularizem seus débitos junto à instituição financeira. As condições diferenciadas foram autorizadas pela Medida Provisória 1.355/2026, de 4 de maio de 2026, que instituiu o Programa Extraordinário de Reequilíbrio Financeiro das Famílias, e altera a Lei nº 13.999/2020.
No estado, cerca de 5,3 mil empreendimentos ainda podem ter acesso ao benefício, para renegociar ou quitar dívidas. Em toda área de atuação do Banco (estados nordestinos e partes de Minas Gerais e do Espírito Santo), há mais de 29 mil clientes que podem aproveitar as condições diferenciadas.
Os micro e pequenos empreendedores interessados em acessar os benefícios do dispositivo legal operacionalizado pelo Banco do Nordeste podem procurar sua agência de relacionamento, entrar em contato pelo Whatsapp (85) 4020-0004 ou acessar o Portal BNB para consultar seu enquadramento.

Tudo por um bolsonarista

 

Maior doador eleitoral, que destinou R$ 2,5 milhões a candidato de Flávio Bolsonaro, foi condenado em 1ª instância por sonegação.
Até 24 de agosto, nenhum doador pessoa física havia colocado mais dinheiro nas Eleições 2026 do que Alexandre Grendene Bartelle. O fundador da Grendene já havia desembolsado R$ 3 milhões: R$ 2,5 milhões para Luciano Zucco, candidato do PL ao governo do Rio Grande do Sul, e R$ 500 mil para Ciro Gomes (PSDB), na disputa pelo Ceará.
O maior cheque foi para Zucco. A transferência, feita em 19 de agosto, aparece na prestação de contas registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O empresário que hoje ocupa o topo da lista de financiadores da eleição, porém, já respondeu a um processo criminal por sonegação fiscal. Em dezembro de 2000, Alexandre Grendene foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, a três anos e seis meses de prisão.
A condenação atingiu também seu irmão gêmeo, Pedro Grendene Bartelle.
Maior doador eleitoral foi condenado por sonegação
O caso começou com uma investigação sobre a contabilidade da Grendene e da Faster Indústria de Calçados, empresa posteriormente incorporada pelo grupo.
Segundo a acusação aceita pela Justiça Federal em primeira instância, as empresas registraram dívidas que não correspondiam a operações efetivamente realizadas. Esses passivos reduziam o resultado tributável e, consequentemente, o valor dos impostos devidos.
Os fatos remontavam a 1991. Documentos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) mencionam operações envolvendo o antigo Banco Nacional e recursos relacionados a contas CC5 no exterior.
Na época, a Receita Federal calculava em aproximadamente R$ 7 milhões o valor envolvido na sonegação apontada pela acusação.
A sentença foi publicada em 4 de dezembro de 2000. Alexandre e Pedro receberam a mesma pena: três anos e seis meses de reclusão, além de multa.
Como o regime inicial era aberto, a prisão foi substituída por penas restritivas de direitos, entre elas a prestação de serviços à comunidade.
A Justiça também determinou a perda de bens que haviam sido bloqueados durante o processo. O TRF4 informou à época que o patrimônio alcançado pela medida girava em torno de R$ 7,5 milhões.
Uma decisão da Receita mudou o rumo do caso
O processo ganhou um capítulo incomum porque a esfera administrativa chegou a uma conclusão favorável aos empresários.
O Conselho de Contribuintes do Ministério da Fazenda derrubou a cobrança tributária que estava na origem da acusação. Com isso, a defesa passou a sustentar que a ação criminal também deveria cair: se a própria Receita havia concluído que aquele débito não era devido, não haveria imposto sonegado.
Alexandre Grendene contestou publicamente a condenação na época. Disse que o caso teria surgido de um erro contábil relacionado ao antigo Banco Nacional e classificou a sentença como equivocada.
A Justiça, entretanto, não considerou a decisão administrativa suficiente para encerrar o processo criminal.
Em 2001, o TRF4 rejeitou uma tentativa da defesa de Pedro Grendene de suspender a ação. O tribunal destacou que o juiz havia analisado documentos, perícias e depoimentos que não tinham sido considerados no julgamento administrativo.
Apelação teve idas e vindas no TRF4
A discussão chegou a um colegiado ampliado do TRF4 em fevereiro de 2002.
Naquele momento, os desembargadores precisavam decidir se a conclusão favorável aos irmãos na esfera tributária obrigava a Justiça criminal a adotar o mesmo entendimento.
A maioria respondeu que não.
O tribunal decidiu que a Justiça poderia examinar as provas de forma independente, mesmo depois de o Conselho de Contribuintes ter afastado a cobrança fiscal. Com isso, o recurso dos irmãos voltou para a 8ª Turma, responsável por julgar as apelações contra a sentença.
Essa decisão de 2002 às vezes aparece resumida como uma vitória ou derrota definitiva dos Grendene, mas ela não resolveu o mérito da condenação. O que o tribunal decidiu naquele momento foi que a apelação deveria continuar.
Nos registros públicos digitais consultados, não foi localizado o acórdão posterior da 8ª Turma que permita afirmar com segurança se a condenação de Alexandre foi mantida, reformada ou teve outro desfecho.
Por isso, o dado seguro é mais específico: Alexandre Grendene foi condenado em primeira instância por sonegação fiscal em 2000 e recorreu da decisão.
R$ 2,5 milhões para Zucco
Vinte e seis anos depois daquela sentença, Alexandre Grendene aparece como o principal financiador individual de Luciano Zucco nesta eleição.
Zucco deixou a Câmara dos Deputados para disputar o governo gaúcho pelo PL e construiu sua trajetória recente como um dos parlamentares mais próximos do bolsonarismo no Rio Grande do Sul. Em 2024, uma edição da Fórum incluiu o deputado entre os integrantes do primeiro escalão da tropa bolsonarista na Câmara.

Alexandre Grendene continua diretamente ligado à empresa que fundou. A Grendene o identifica atualmente como presidente do Conselho de Administração. Pedro Grendene, condenado com ele em primeira instância no mesmo processo, ocupa a vice-presidência do colegiado.

Coluna do Macario Batista em 27 de agosto de 2026

Tá pingando. Tá pingando.
͏ Dez pessoas físicas concentram R$ 9,035 milhões em doações eleitorais nas eleições de 2026. O levantamento foi feito pelo Fórum Investiga, núcleo de jornalismo investigativo da Fórum, a partir dos arquivos oficiais de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e mostra não apenas quem colocou mais dinheiro na campanha até agora, mas também quem se beneficiou desses recursos. O recorte considera os dados processados até 24 de agosto e separa as doações feitas por terceiros dos recursos que os próprios candidatos colocaram em suas campanhas. Entre os integrantes do top 10, R$ 5,685 milhões foram transferidos diretamente a candidatos e outros R$ 3,35 milhões chegaram a diretórios partidários. O maior doador até o momento é Alexandre Grendene Bartelle, cofundador da fabricante de calçados Grendene. Ele já desembolsou R$ 3 milhões: R$ 2,5 milhões foram para Luciano Zucco (PL-RS), candidato ao governo do Rio Grande do Sul, e R$ 500 mil para Ciro Gomes (PSDB-CE), que disputa o governo do Ceará. Na segunda posição aparece Fabiano Augusto Martins Silveira, advogado e ex-ministro da Transparência no governo Michel Temer. Silveira fez uma transferência de R$ 2 milhões ao diretório estadual do MDB na Paraíba. Nesse caso, o beneficiário registrado na prestação de contas é o partido, e não uma candidatura específica. As receitas informadas por candidatos e partidos podem ser consultadas no DivulgaCandContas, sistema oficial do TSE. Tem gente dizendo que Ciro recebeu R$1 milhão e que Elmano teria recebido R$1,2 milhão da Aços Cearense.
A frase: “A cabeça pesa onde os pés pisam”.  Frei Beto.

Não dá pro helicóptero (Nota da foto)
Os R$500 mil recebidos por Ciro Gomes, da Grandene,  ainda está longe de pagar pelo helicóptero que o candidato está procurando alugar para ajudar na campanha.

Começa amanhã
O tal horário eleitoral gratuito no rádio e televisão, que não tem nada de gratuito, começa amanhã, sexta feira, 28 de agosto. Para os críticos e eleitores da velha guarda, hora de avaliações e risos. Muitos risos.

Aí tem coisa
Todo dia aparece um fato esquisito sobre segurança pública no Ceará. Agora, em Maracanau, pessoas tidas como faccionadas atiraram a esmo durante evento político na cidade. Ninguém se feriu. A bandidagem se for em “paz”.
Um já caiu
A Polícia prendeu ontem, (26), em São Paulo, um homem de 21 anos apontado como integrante do Comando Vermelho (CV) e suspeito de participar de um esquema de ameaças e extorsões contra candidatos no município de Forquilha, no interior do Ceará.

E foi?
O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará determinou que seja retirado do ar, no prazo de 24 horas, um vídeo publicado pelo senador Camilo Santana com a afirmação de que “Ciro é o candidato de Flávio Bolsonaro no Ceará”.

Foi troco?
Camilo postou um vídeo em suas redes sociais como resposta à montagem do cartaz feita pelo ex-prefeito de Sobral, Ivo, lançando a dobradinha “Lula lá, Ciro cá”. Pra Camilo, no Ceará, o palanque de Lula é com o governador Elmano de Freitas.


 
 

O dia

 


Quem tem a ver com outras pessoas e com si próprio tem todo o direito de consultar o tempo, os astros, o astral e seus entornos. As dificuldades que aumentem a cada um levam a busca de soluções. Políticos, por exemplo , quase nunca teem em mente um bom governo pro povo. Primeiro pensam em vencer a eleição. O que fazem? Chamam pesquisadores, mandam perguntar o que o eleitor quer ouvir e montam seus discursos. A moda é educação. A segunda moda é segurança. As outras coisas serão citadas de passagem. É isso que vc vai ouvir. Depois não diga que não avisei. Ia esquecendo: um desses doidinhos disse na tv que quer o Brasil contando bombas atômicas pra ser respeitado.

Bom dia

                                                               Capa do jornal  OEstadoCe


Mourão apoia Lula

 

Hamilton Mourão, senador pelo Republicanos-RS e ex-vice-presidente de Bolsonaro, confirmou ter conversado com o presidente Lula durante a cerimônia do Dia do Soldado em Brasília.
Lula pediu apoio de Mourão para a tramitação do projeto de lei dos minerais críticos no Senado. Mourão afirmou que dará apoio à iniciativa, destacando que respondeu positivamente ao pedido do presidente.
O encontro chamou atenção porque Mourão foi vice no governo Bolsonaro, mas agora se posiciona favoravelmente a uma pauta do governo Lula.
O projeto já foi aprovado pela Câmara em maio, aguarda votação no Senado, e cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, voltada à pesquisa, extração e transformação desses recursos. Prevê a criação de um Conselho Nacional para validar contratos e parcerias internacionais. O governo considera estratégico para áreas como transição energética, tecnologia e segurança nacional.
Mourão disse que prevê críticas de setores bolsonaristas, que podem acusá-lo de “traição” por apoiar Lula. O presidente não se pronunciou publicamente sobre o diálogo. “O PR (Presidente da República) falou comigo sobre o projeto dos minerais críticos, pedindo apoio do Senado. Só isso”, disse Mourão em papo com jornalistas.
“Falei para ele que a iniciativa tem o meu apoio”, confirmou o general. “Certamente vão pegar no meu pé. Hoje em dia, se o cara não está preso, já é considerado traidor…”, comentou o político ao jornal O Globo