Contato

Pianista, cantor, compositor, pequenino...enorme

 

Assim apresentam Benito de Paula, que morreu ontem à noite:
84 anos
Benito di Paula, cujo nome verdadeiro era Uday Vellozo, nasceu em 28 de novembro de 1941 e morreu em 18 de outubro de 2026, portanto, ele tinha 84 anos na época de sua morte. Ele foi um importante cantor e compositor brasileiro, conhecido por suas contribuições ao samba e à música popular no Brasil.

Eu o conheci de perto, na Beverli Copacabana, gravadora que tinha no cast, meu amigo Wando, meu amigo Morris Albert, a Divina Elizete Cardoso e muita gente maravilhosa que, como Benito fazia o Brasil mais alegre e generoso.

Coluna do Macário Batista em 19 de outubro de 2026

 


De olho no jogo
Esperar pelo domingo e seus movimentos tem sido até aqui, quase 7 da noite, um exercício de paciência e profunda observação no que está sendo feito. E não se confia cegamente em rede social porque cada uma puxa a brasa pra sua sardinha. O fogo é alto e a brasa é vermelha. É como se houvesse um grande abano avivando o carvão. Se de um lado o PL se programou para tocar o barco dizendo que vai manter todos os programas sociais do atual governo, o atual governo vai a frente e anuncia até um superávit primário o na economia que, segundo seus contadores, deverá ter ganhos extraordinários a partir do ano que vem, sob Lula, logicamente pra eles. A explosão entretanto, deverá influenciar no debate que a Band vai realizar mais tarde (quando você ler isso aqui, já passou). Seria vontade da coluna aguardar o encontro, mas existe uma coisa chamada tempo e dentro do tempo cada u m tem o seu, como é o dead line de jornal que tem hora pra tocar a sineta de que amanhã tem mais. Os movimentos petistas apontam pra crescimento. Os movimentos peletistas apontam para coisas estranhas, como, de ultima hora, mais de 4 mil urnas , por todo o Brasil hajam tudo seus endereços originais modificados. Fui olhar onde e por que mudou. A maioria absoluta, no Ceará, como exemplo, mudou onde Lula venceu. Em municípios onde o PT dominou. Ficou esquisito e cheirando mal.A semana promete.
A frase: “Nem mel nem cabaça”. Quando um lado desconfia que tá perdido.

O Ceará reagiu (Nota da foto)
Desde que a campanha do vermelho pediu pra acordar os idosos e faltosos no primeiro turno da eleição, os cearenses tomaram tento e foram às ruas. Uma cidade que nunca subiu num muro foi Icó. Seus 350 anos de história não permitem covardia nem encolhimento. Os Nunes e a Prefeita Aurineide partiram pra luta e levaram milhares às ruas.O Icó como exemplo. Teve mais.

Vão gritar
Ora, diz quem criou a coisa, se os Advogados passam pela OAB, em testes difíceis, por que não os médicos. Agora vai ter prova pra saber se médico recém saído da faculdade pode encarar o estetoscópio logo de cara.

A saúde da mulher
A programação do outubro rosa na avenida Beira Mar, em Fortaleza, cuidou de oferecer uma série de exames além de pontos com lazer para acompanhantes e familiares de quem foi ver como está a saúde.

Buliu na camarinha
O anúncio de que Lula e Bolsonaro empataram numericamente em 50% das intenções de votos do eleitor mexeu nas cabeças das campanhas. O instituto Poder Data-Aya, apurou os percentuais em 3000 entrevistas.

Efeito Lo Prete
A jornalista, âncora do último jornal da noite na rede Globo, foi escalada para entrevistar, sozinha os dois candidatos a presidente. Cutucou Lula. No sistema Globo deram 3,8 de nota de desempenho de escala de 1 a 5.


Efeito Lo Prete II
A âncora, moça que parece ter feito um curso primário com boas notas, chegou a censurar o Bolsonaro durante a entrevista. Ao tentar desviar o assunto em pauta levou um atrás e ficou com a cara mexendo.

O dia


A vida toma forma. Como uma gravidez o ventre da terra cozinha um dia. . .um novo dia .
E que seja cheio de saúde, de paz, inteiro, justo e perfeito.

Bom dia

                                                               Capa do jornal  OEstadoCe


Cuba já venceu uma vez


Embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, durante entrevista ao Metrópoles. (Foto: Instagram)

Mesmo enfrentando dificuldades financeiras e sociais por décadas, os cubanos estão se preparando para defender a ilha caso as recentes ameaças militares dos Estados Unidos se concretizem. Em entrevista ao Metrópoles, o embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, destacou que não se pode ignorar os sinais emitidos pelo governo de Donald Trump nos últimos tempos.
"Cuba não pode ignorar que todos os dias, todas as semanas, o secretário de Estado ou o presidente Trump, ou qualquer outra figura militar nos Estados Unidos, fala à imprensa sobre a possibilidade de uma ação militar contra Cuba", declarou o diplomata.
Após uma operação militar bem-sucedida na Venezuela, que levou à captura do então presidente Nicolás Maduro, Trump voltou suas atenções para a ilha caribenha. Além de interromper o envio de petróleo venezuelano para Cuba, o líder norte-americano fez uma série de ameaças, incluindo a "grande honra" de tomar o país e o envio de um porta-aviões nuclear para águas próximas à costa cubana.
Cuba enfrenta um embargo econômico dos Estados Unidos desde 1962, imposto após a aproximação de Cuba com a União Soviética durante a Guerra Fria. Este embargo restringiu o acesso do país ao mercado internacional e isolou a ilha, impedindo seu progresso social e econômico. Embora não seja uma proibição total, certas regras americanas afetam empresas, bancos e pessoas estrangeiras com vínculos com Havana. Décadas de dificuldades econômicas deixaram o país dependente de combustíveis fósseis e importados.
Palomo explica que, diante dessa situação, a população cubana tem se preparado com base na doutrina militar do país. Formalizada no início dos anos 1980, a Guerra de Todo o Povo prevê a mobilização de civis junto às Forças Armadas para defender Cuba.
No meio deste ano, por exemplo, a Defesa Civil de Cuba lançou um guia para ajudar os cubanos a se prepararem para uma possível agressão militar. O manual "Proteger, Resistir, Sobreviver e Vencer" recomenda que as famílias preparem mochilas com água potável, alimentos, medicamentos, lanternas e rádios, além de instruções sobre como lidar com feridos.
"Se os Estados Unidos atacarem, Cuba terá uma resposta militar da população cubana. Será uma resposta de luta e resistência, pois uma população que defende sua soberania defenderá seu país", afirmou o embaixador.
Apesar da preparação, o diplomata cubano enfatiza que o país está disposto a negociar, desde que questões internas, como mudanças no sistema político, não sejam discutidas. Palomo, no entanto, não confirmou se houve reuniões entre autoridades cubanas e americanas desde maio, quando o chefe da CIA visitou Havana.
"Eles sabem que estamos dispostos a discutir questões complexas relacionadas às relações bilaterais entre Estados Unidos e Cuba, que são muito complexas. Mas também sabem que Cuba não negociará sua soberania."
Na entrevista ao Metrópoles, o diplomata também abordou outros temas, como a deterioração da situação após o início do novo governo Trump, as medidas que o governo cubano tem adotado para enfrentar a crise e a ajuda internacional recebida de outras nações.

Paulo Nogueira detalha os riscos Bolsonaro: econômico, geopolítico e também de perda da soberania

 


Economista desmonta o discurso do ‘tesouraço’ fiscal, alerta para o modelo destrutivo de Milei e denuncia a ameaça de vassalagem imediata do Brasil a Washington
247 – Uma eventual vitória da extrema-direita liderada pelo clã Bolsonaro representaria um retrocesso sem precedentes na história moderna do Brasil, ameaçando a soberania territorial, a diplomacia e a subsistência da classe trabalhadora. Foi o que detalhou o economista Paulo Nogueira Batista Júnior em entrevista ao jornalista Leonardo Attuch, na TV 247, ao traçar uma radiografia minuciosa da ameaça bolsonarista em três eixos centrais: financeiro-social, geopolítico e soberania sobre os recursos naturais.
Choque fiscal e massacre social
No plano doméstico, o economista desmascarou as promessas de “ajuste fiscal” divulgadas em conversas de bastidor com o mercado financeiro. Segundo Paulo Nogueira, os acenos de corte de despesas focados em ministérios ou supersalários são meras cortinas de fumaça: a verdadeira conta do modelo ultraliberal sempre recai sobre as camadas mais vulneráveis da população.
“Qualquer ajuste fiscal coloca uma pergunta central: quem vai pagar a conta? No modelo bolsonarista, a conta é jogada nas costas dos pobres. Isso significa liquidar a valorização do salário mínimo, desvincular aposentadorias, estrangular os pisos constitucionais de saúde e educação e desmantelar programas vitais como o Farmácia Popular.”
— Paulo Nogueira Batista Júnior
Ele alertou ainda para o risco de um choque fiscal concentrado no tempo, aos moldes do que Javier Milei implementou na Argentina, gerando um efeito recessivo devastador em um momento em que a economia já enfrenta o peso das taxas de juros elevadas.
Subordinação diplomática e sabotagem dos Brics
No cenário internacional, Paulo Nogueira chamou a atenção para o risco geopolítico. Ele destacou que um governo bolsonarista operaria sob um contexto global ainda mais hostil e agressivo de pressões externas, adotando uma postura de alinhamento cego e submissão automática aos Estados Unidos.
“Não estamos falando de mero alinhamento diplomático, mas de pura subordinação. O candidato da extrema-direita é um postulante a vassalo. Essa postura colocaria em risco a atuação histórica do Brasil nos Brics e implodiria a relação com a China, nosso maior parceiro comercial, causando um choque econômico irracional no próprio agronegócio.".
A cobiça pelas terras raras e a soberania
Por fim, o economista abordou a dimensão da soberania sobre recursos estratégicos. Na disputa tecnológica e energética global entre superpotências, as reservas brasileiras de terras raras e minerais críticos tornaram-se alvos centrais de cobiça estrangeira.
“Os Estados Unidos não oferecem parceria comercial generosa, buscam extração e exploração. O Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Sob um governo submisso e fraco, o patrimônio estratégico nacional será entregue sem qualquer salvaguarda para o desenvolvimento da nossa própria indústria.”

Reafirmando a célebre máxima que deu título a seu livro e ecoou na tribuna da ONU — “O Brasil não cabe no quintal de ninguém” —, o economista enfatizou a necessidade de o povo brasileiro recuperar o orgulho e a consciência do tamanho de seu país para barrar nas urnas o projeto de degradação nacional.

A desculpa dada ao G1

 

  • A Justiça Eleitoral alterou o local de votação de 2 mil seções eleitorais para o segundo turno. O pleito ocorre neste domingo (25).

  • Segundo o TSE, as mudanças foram causadas por fortes chuvas, reformas de última hora, problemas de acessibilidade ou falta de energia elétrica.

  • Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia concentraram a maior parte das alterações divulgadas nesta sexta-feira (16).

  • A disputa presidencial será entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Haverá ainda segundo turno para governador em 6 estados e no Distrito Federal.

  • O eleitor pode consultar o local atualizado pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral. O TSE monitora possíveis impactos climáticos por meio de uma sala de situação.

A Justiça Eleitoral mudou o local de votação de 2.033 seções eleitorais para o segundo turno das eleições de 2026, marcado para domingo, 25 de outubro. O número foi apurado às 6h30 deste domingo (18).

A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, no site do TSE. Segundo o tribunal, mudanças feitas pelos cartórios eleitorais aparecem imediatamente nesses canais.

Por isso, mesmo quem votou normalmente no primeiro turno deve conferir novamente o endereço antes de sair de casa (entenda mais abaixo).

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as alterações foram feitas por motivos como fortes chuvas, reformas de última hora, problemas na acessibilidade dos prédios e falta de energia elétrica.

Em algumas situações, locais danificados tiveram as seções transferidas preventivamente para prédios próximos considerados mais seguros.

Os dados divulgados pelo TSE mostram que as alterações se concentraram em alguns dos estados com os maiores eleitorados. São Paulo teve 982 seções com mudança de local; Minas Gerais, 514; Bahia, 312; e Rio de Janeiro, 1.

O tribunal afirma que a troca de endereço não significa que houve redução no número de seções eleitorais nem prejuízo aos eleitores.

Urnas sendo preparadas para o 2º turno em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Urnas sendo preparadas para o 2º turno em São José dos Campos. — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Chuvas provocaram mudanças

Entre os motivos para as alterações estão eventos climáticos que comprometeram imóveis utilizados pela Justiça Eleitoral.

Em Confresa, no interior de Mato Grosso, por exemplo, fortes chuvas e ventos registrados nos dias 9 e 10 de outubro danificaram a cobertura de uma escola municipal que funcionava como local de votação. O imóvel apresentou infiltrações e problemas nos forros.

Um laudo de engenharia emitido no domingo (11) recomendou a interdição preventiva imediata da escola. Com isso, as seções eleitorais instaladas ali foram transferidas para outro endereço nas proximidades.

Além de fenômenos climáticos, segundo o TSE, também levaram a mudanças manutenções de última hora, reformas não concluídas em escolas e perda das condições mínimas de acessibilidade ou de fornecimento de energia elétrica.

As alterações não são determinadas diretamente pelo TSE. Segundo o tribunal, a decisão cabe a cada zona eleitoral, que analisa as condições dos locais de votação e a infraestrutura disponível no município.

Em resposta à TV Globo, o TSE também informou que mudanças entre os dois turnos podem ocorrer em razão de eventos extremos, como alagamentos, temporais e outras condições climáticas que causem danos aos locais de votação.

O tribunal orientou que as situações específicas de cada estado fossem verificadas junto aos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

'Ódio': Dona Déa chora perda do filho para Covid em vídeo contra Flávio Bolsonaro

 

Déa Lúcia deu um depoimento neste domingo (18) em que relembrou a morte do filho, o humorista Paulo Gustavo (1978-2021), e a condução desastrosa do governo de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19. Ela, que atualmente está no elenco do Domingão com Huck, afirmou que a volta da família Bolsonaro ao poder após os mais de 700 mil mortes pela doença no Brasil seria um retrocesso.
O vídeo foi compartilhado no perfil oficial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a presidência contra Flávio Bolsonaro (PL), no Instagram. “Paulo Gustavo era um menino criado com muito amor, tinha um coração de ouro. Ele era muito preocupado com Covid, dizia sempre para a gente: ‘se pegar, eu vou morrer’", iniciou.
“A vacina deveria ter vindo antes, muito tempo antes. Ele mesmo dizia: ‘essa vacina tem que chegar'. Não deu tempo", lamentou ela.
Déa Lúcia ainda relembrou as controvérsias em torno de Jair Bolsonaro, lembrando que o ex-presidente tratou a doença em tom jocoso por diversas vezes. “O governo ria. Isso eu falo com ódio! Deus me livre ter alguém da família dele como presidente do nosso país", seguiu.
“Eu falo porque sou mãe e imagino a dor de todo mundo que perdeu um filho", acrescentou ela.

“Flávio é retrocesso, se você olhar o sobrenome, dá arrepio. Não podemos voltar para aquele passado", finalizou.

Opinião

 


A culpa não é da Renata Lo Prete: ela é séria e competente
“A verdade é incontrovertível. A malícia pode atacá-la, a ignorância pode zombar dela, mas, no fim, lá está ela.” — Winston Churchill
Até 25 de outubro, o Brasil honesto e digno vai se equilibrar entre a angústia, o medo e a esperança. A angústia de saber que existe a hipótese de o obscurantismo voltar. O medo é consequência dessa possibilidade. Se Flávio Bolsonaro vencer, e não vai vencer, o Brasil terá andado milhares de casas para trás no tabuleiro da vida. Não é uma derrota natural que pode ocorrer numa eleição democrática, não é perder uma eleição numa democracia, é perder a democracia em uma eleição. É o caos. O atraso. A volta da fome. O fim da cultura, a sucateação do SUS, o estrangulamento da educação, enfim, a barbárie sendo implantada por bárbaros.
Tenho recebido muitas críticas à atuação de Renata Lo Prete na entrevista com o miliciano. Renata é uma grande jornalista. Séria. Competente. O problema é entrevistar um mitômano, uma pessoa completamente falsa, sem ética, sem limites. Tenho escrito há tempos sobre a dificuldade de debater com quem não tem critérios éticos e democráticos. A pergunta pode ser bem-feita e séria, e a resposta vem sem nenhum compromisso com a verdade, com os fatos. É importante pensar nisso e denunciar. É impossível debater, entrevistar quem não tem limites.
Renata trouxe uma questão gravíssima. Flávio apresentou o Projeto de Lei 3.723, de 2019, para alterar o Estatuto do Desarmamento, retirando a marcação, a exigência de identificação nas cápsulas das balas, para, claramente, atender às milícias e aos matadores de aluguel. Dificultar a identificação dos criminosos. O grupo dele, que ele representa. Ele fugiu da resposta. Ela insistiu. Ele disse que era um “detalhezinho!”. O que mais ela poderia fazer? Dar voz de prisão? Ora, esse projeto foi apresentado no Congresso e não me lembro de ter provocado indignação. É óbvio que é um projeto que só serve aos marginais, aos profissionais do crime. A entrevistadora foi até onde pôde ir. O silêncio dele só repercute o imenso silêncio da mídia sobre um assunto tão grave quando o projeto foi apresentado.
É igual à mentira sobre a prestação de contas do criminoso contrato do filme Dark Horse. A mídia toda engoliu em seco a mentira da falsa prestação de contas. Inclusive a omissão da Polícia Federal, do Ministério Público e do Supremo. Vamos agora culpar a entrevistadora?
Flávio sabe que surrupiou mais de 80 milhões de dinheiro público para o tal filme. Ele simplesmente vestiu uma máscara e disse dezenas de vezes: “Não tem dinheiro público, está tudo explicado e é um negócio privado.” Todas as pessoas sérias sabem que não é verdade. Não há nenhuma dúvida de que o dinheiro é público e, é óbvio, não houve prestação de contas. Mas o eleitorado dele acredita. A única maneira de realmente questionar seriam medidas cautelares propostas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com decisão da Justiça. Não ocorreram. Ele vai continuar zombando da cara de todos e dizendo que já explicou. E o seu eleitorado, exultando. É o império da hipocrisia e da mentira.
É como a questão da grande conquista dos trabalhadores com o fim da jornada 6×1. Êxito evidente do governo Lula. Flávio Bolsonaro, de maneira oportunista, liberou seu grupo para votar. Ele não compareceu à sessão de votação. Mas já disse que, se eleito, vai mudar o projeto, mesmo tendo apoiado. Não vai, porque não vai ganhar. Não vai derrotar os trabalhadores outra vez. Não vai derrotar o Brasil.
Escrevi, logo após o fim do primeiro turno, que o que nos deu chance e fôlego para tentar salvar a democracia foi termos chegado atrás no primeiro turno. Se tivéssemos tido mais votos, seríamos massacrados neste segundo turno. A campanha estava morna, analógica, sem tesão, desorganizada. Mas, com a derrota no primeiro turno, em vez de bater o desespero, veio a premência de mudar. É outra campanha. Com cheiro de virada. Com alegria e medo ao mesmo tempo. Faz bem. As pessoas, milhões de jovens, tomaram as ruas sem que o chamado viesse da campanha. Foi a ânsia de liberdade, a ânsia da vida por si mesma, o terror à barbárie, o susto da violência institucional, a lembrança da ditadura, a sombra das mortes na pandemia, o nojo da ultradireita atrasada e castradora. Os jovens foram para as ruas com mais força do que nas Diretas. É um inconsciente coletivo.
Agora temos a certeza da necessidade de manter a democracia. Não é direita e esquerda. É morte e vida. Barbárie e civilização. Ar puro ou falta de ar. Cultura ou obscurantismo. Saúde ou doença. Vacina ou peste.
Vamos virar porque precisamos ganhar. Não dá para entregar o Brasil para esse bando. Estou em Paris, trabalhando, e volto para votar. É incrível a onda de solidariedade ao Brasil. A repercussão não é só nos grandes jornais. As pessoas sabem o que significa Bolsonaro. Ainda estão vivas em todos a prepotência, o descaso e a crueldade na pandemia. E a ignorância profunda, a prepotência burra, nas relações internacionais. A subserviência como regra. Com a derrota de Bolsonaro em 2022, mais do que com a vitória de Lula, o Brasil voltou a respirar. Vamos virar. Vamos dar uma chance à vida e à democracia.
Lembrando Pessoa, na pessoa de Bernardo Soares, no Livro do Desassossego: “Sem fé, não temos esperança, e sem esperança não temos propriamente vida.”
Cacá - Advogado criminalista em Brasilia

Este artigo não representa, necessariamente, a posição da Revista Fórum.

O que será se não for sacanagem?

 


O Tribunal Superior Eleitoral, baixou portaria mandando mudar endereços demais de 4 mil urnas por todo o Brasil. Os eleitores não foram informados porque a noticia saiu apenas nas "internas" do Tribunal.

Urnas escolhidas a dedo e onde o Partido dos Traballhadores foram maioria esmagadora de Lula da Silva. Isso a uma semana do segundo turno da eleição de 2026. O que tem de praga encomendada aos santos da umbanda e aos orixas...só vendo.