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Coluna do Macário Batista em 02 de novembro de 2026

 


Os devaneios
Dionísio promete reacender discussão sobre o litígio Piauí x Ceará no Senado: “bilhões que o Piauí está perdendo e eles continuam avançando”. O candidato ao Senado Dionísio Carvalho, afirmou que pretende retomar no Senado a discussão sobre o litígio territorial entre Piauí e Ceará. Ele alega que o estado piauiense acumula prejuízos bilionários com a disputa, que, segundo ele, se arrasta há mais de dois séculos. Dionísio declarou que pretende buscar medidas judiciais para impedir o avanço do Ceará sobre as áreas em disputa e recuperar os recursos que, segundo sua avaliação, pertencem ao Piauí. Caso seja eleito, o candidato diz que pretende criar uma bancada no Senado para acompanhar conflitos territoriais, com atenção especial à questão entre os dois estados. “São bilhões que o Piauí está perdendo há décadas, mais de 200 anos de história de briga por terra, e eles continuam avançando, então recebendo dinheiro da União, recebendo dinheiro de licenciamentos, de empresas, de impostos dentro do Piauí, numa área de litígio. O Ceará não poderia estar. Então, a gente está entrando com uma ação aí, pedindo uma medida emergencial para a gente barrar o avanço do Ceará nas terras do Piauí e reaver todo esse dinheiro, esse prejuízo de bilhões, sei lá se vai dar trilhão no longo de 100 anos. É muito dinheiro, nós estamos perdendo e só eu tenho falado isso, levantado essa discussão, entendeu? Então, eu, como no Senado, vamos criar uma bancada só para acompanhar litígio nos países e, especialmente, o litígio do Piauí. Vamos retomar todas as nossas terras e todas as nossas riquezas e devolver bilhões aos piauienses.” Ele também afirmou que a disputa territorial pode ter reflexos políticos durante as eleições, já que envolve dois estados com governos alinhados. O democrata defendeu que o tema seja debatido durante a campanha e voltou a prometer ações para recuperar as áreas em litígio. “Há algo muito estranho aí. E é especialmente a eleição. Vai ter dois estados brigando, dois estados da base governista brigando entre si por terras. Isso atrapalharia a eleição de alguém, entendeu? Majoritária. E eu acho que a grande questão é essa. Tem que ser levantada essa discussão durante a campanha. Eu sou o único que levantei essa discussão do litígio durante a campanha. Quero devolver bilhões ao Piauí das terras que os cearenses estão fazendo litígio, licenciamento e arrecadação de impostos dentro da nossa terra”, afirmou. Dionísio citou a Serra da Ibiapaba e mencionou a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao cobrar uma solução para o conflito. (Quem é o Dionísio: Na eleição de 2026 para senador pelo Piauí, Dionisio Carvalho (DC) teve 7.832 votos nas urnas, anulados segundo os dados do TSE (situação do registro: indeferida).
A frase: “Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o Presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”. Rafael Fonteles governador eleito do Piaui.

Apareceu em 2022 (Nota da foto)
Uma espécie de predador marinho originária do Indo-Pacífico, o peixe-leão (Pterois volitans), já está presente em pelo menos 20 municípios litorâneos do Ceará, de acordo com pesquisadores do Instituto de Ciências do Mar (Labomar), da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Alece estuda fim do IPVA
A Assembleia do Ceará mastiga a mensagem do Governo Elmano de Freitas que busca estimular o desenvolvimento de atividades por meio da redução dos custos associados à utilização dos veículos de trabalho.

O Lula pediu?
O tal do Trump disse pros que vivem ouvindo as coisas que diz em casa e na rua, que não se meteu na eleição do Brasil porque o Lula pediu. ? Não acredito numa virgula. O Lula, pelo que se sabe só disse: Não se meta aqui!

Desvio da verdade
Jamais gostei de chamar alguém de mentiroso. Fica feio. Esse povo que faz contas botou o Ceará como pai do lugar mais violento do Brasil. Desviar a verdade de São Paulo pra cá, repito; fica feio. Campeã a Grande Sampa.

Pratos da balança
O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), defendeu que o presidente Lula da Silva busque o equilíbrio das contas públicas por meio do combate a privilégios e desperdícios, sem cortes em programas sociais.


Pitaco
Segundo ele, a responsabilidade fiscal deve caminhar ao lado da preservação dos compromissos assumidos pelo presidente na campanha eleitoral. “Eu não costumo nem usar a palavra ajuste. Eu uso a palavra equilíbrio fiscal”.

Capa do jornal OEstadoCe

 


Bom dia

                                                                       O Poder da mensagem


Espelho no passado: Obama ressurge no palanque e inspira nova geração democrata

 


Na reta final da campanha para as eleições legislativas, ex-presidente assume protagonismo em comícios e turbina oposição contra Donald Trump.
Por Eduardo Graça — Austin, EUA*
01/11/2026 00h00 Atualizado há 11 horas
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Ex-presidente dos EUA Barack Obama (C) ao lado do candidato democrata ao Senado, Abdul El-Sayed, e da candidata do partido ao governo do Michigan, Jocelyn Benson
“Sim, nós podemos.” A frase tem sido repetida, em coro, aos berros, em comícios da oposição nas semanas derradeiras das eleições de meio de mandato nos EUA, que acontecem na terça-feira. Nesses eventos, lotados, se o apoiador mais distraído do Partido Democrata fechar os olhos, é capaz de entrar em uma máquina do tempo. Retorna a 2008, quando um então jovem senador do estado de Illinois virou de pernas para o ar o cenário político do país.
Aos 65 anos, o Barack Obama que surgiu em comícios no Texas, na Geórgia, no Michigan e em Ohio está grisalho. Mas o sorriso aberto, sua marca registrada, a energia e o uso cirúrgico da ironia para golpear adversários notórios pela preferência ao deboche mais raso não parecem ter envelhecido. Ao contrário. Uma nova geração de políticos em estados com enorme contingente de voto conservador revisita sua trajetória singular para a renovação da sigla, de olho em uma realidade sem a presença do presidente Donald Trump, impedido de disputar a reeleição em 2028.
Pesquisas sobre as eleições de meio de mandato nos EUA — Foto: Editoria de Arte
Para o cientista político Jonathan K. Hanson, professor emérito na Universidade de Michigan, o resultado das urnas pode impulsionar um processo de rejuvenescimento do Partido Democrata, moldado a partir de candidatos ao Senado como Jon Ossoff, na Geórgia, Abdul El-Sayed, no Michigan, e James Talarico, no Texas, além de aspirantes a governos estaduais, entre eles a médica Amy Acton, no Ohio. Todos tratam abertamente do legado dos anos Obama, com discurso voltado para a denúncia do aumento das desigualdades sociais e econômicas e do alienamento dos mais pobres em uma Casa Branca frequentada por bilionários, notadamente os capitães das big tech.
— Para esses novos democratas, Obama é uma presença ao mesmo tempo tranquilizadora e inspiradora. Voltar a ele escancara a falta de um líder capaz de articular de forma clara e direta, desde então, as muitas críticas ao Trump 2.0 que os eleitores têm. Sua estatura e o modo como as faz impulsionam campanhas especialmente em estados onde não há preponderância do voto progressista. Ele está fazendo diferença — afirma Hanson, que trabalhou no Capitólio na assessoria de congressistas democratas nos anos Obama.
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Dois registros revelam como o próprio Obama, que não pode ser candidato à Presidência, está se divertindo no retorno aos holofotes. Há uma semana, ele participou, no Michigan, do comício de El-Sayed, médico sanitarista que busca se tornar o primeiro senador árabe-americano no Capitólio, e de Jocelyn Benson, secretária de Estado e candidata ao governo do estado do Meio-Oeste, decisivo no Colégio Eleitoral em 2028.
Primeiro, o ex-presidente fez uma das críticas mais pungentes à corrupção, ao capitalismo de compadrio e à incompetência, tanto na política interna quanto externa, do Trump 2.0. Na sequência, voltou-se para as recentes reformas na Casa Branca, onde morou por oito anos:
— Ficou parecida com uma unidade da [rede de restaurantes] Cheesecake Factory se o [ex-ditador iraquiano] Saddam Hussein tivesse aberto sua própria franquia.
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Antes de sair, fez uma firula com o microfone ao devolvê-lo à produção. A prova de destreza viralizou nas redes sociais e lembrou os eleitores de como era ter um sujeito cool em Washington.
Em seguida, o primeiro presidente negro dos EUA já estava em Ohio, ao lado de seu ex-colega de Senado Sherrod Brown, líder nas pesquisas para voltar ao Congresso, e de uma política cinco anos mais jovem do que Obama. A médica Amy Acton diz que Obama foi inspiração central para sua entrada na política. Candidata ao governo e à frente nas sondagens, destacou-se ao liderar a reação local à pandemia.
Acton acabara de sofrer um dos ataques mais brutais deste ciclo eleitoral. Seu adversário, o empresário trumpista Vivek Ramaswamy, divulgou um vídeo com a mãe da democrata. As duas não se falam desde a denúncia de abuso sexual contra o padrasto. Na gravação, ela chama a filha, que a acusou de proteger o marido e não ela, de mentirosa. Até políticos republicanos se indignaram publicamente com o golpe baixo, defendido, no entanto, tanto por Trump quanto pelo vice-presidente JD Vance. Sério, lábios cerrados, os olhos bem abertos em direção à audiência, Obama foi duro:
— Não há limite que não ultrapassem, nem nível tão baixo a que não desçam para atrair os holofotes.
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Ele retornou ao humor no compromisso seguinte, na Geórgia. Em Atlanta, foi a atração principal em evento que reuniu outros dois candidatos que têm no político de Chicago influência central. Jon Ossoff lidera as pesquisas com folga para se reeleger ao Senado e é comparado tanto a Obama quanto a John F. Kennedy. Já a postulante ao governo, a ex-prefeita da capital Keisha Lance Bottoms, é uma das mulheres negras de maior destaque na política e aparece em disputa acirrada com o empresário republicano Rick Jackson.
No evento, o ex-presidente repetiu suas críticas ao Trump 2.0. Desta vez, destacou a reação da Casa Branca aos seus comentários no Michigan:
— Eles mobilizam o governo inteiro para responder a uma piada, mas não falaram da inflação. Ignoraram a corrupção, a menção que fiz a um ditador e os preços altos, que impedem as famílias de comer fora.
Ex-presidente americano Barack Obama teceu duras críticas ao seu sucessor, Donald Trump, durante comícios realizados em Ohio e Michigan — Foto: Jeff Swensen/AFP
Ex-presidente americano Barack Obama teceu duras críticas ao seu sucessor, Donald Trump, durante comícios realizados em Ohio e Michigan — Foto: Jeff Swensen/AFP
A Casa Branca, destacou Obama, mobilizou até o secretário do Tesouro, Scott Bessent — descrito por ele como “um ex-gestor de fundos para ricos com uma fortuna de centenas de milhões de dólares” — para aparecer em frente a um restaurante da rede Cheesecake Factory e mostrar o que ele havia pedido do cardápio. Populismo vazio, afirmou:
— Eles não são sérios, não têm soluções para os problemas reais dos cidadãos e usam de tudo para distrair os eleitores do que importa.
Manual pós-trump
A rapidez na resposta e o uso de elementos claros para a população são percebidos pela nova classe de democratas como um manual para os anos pós-Trump. Um dos apresentadores do podcast Matter of Opinion, do New York Times, o vencedor do Pulitzer Carlos Lozada teve “flashbacks” das primeiras campanhas de Obama na de El-Sayed.
Assim como há duas décadas, os estrategistas se prepararam para o ataque do outro lado ao que se busca traduzir como “estrangeiro”. Em uma das propagandas de El-Sayed, uma avó assustada pergunta: “De onde ele saiu?” e “que nome é esse?”. A explicação é didática e o esforço seguiu em todo ciclo, inclusive com o protagonismo dado à própria avó materna do candidato, Judy, e a seu marido, Jan, cujas famílias estão no Michigan desde o século XIX. Os ataques islamofóbicos e até o nome de batismo do filho de imigrantes egípcios, que tem um Mohammed no meio, lembram, argumenta Lozada, o estranhamento com um certo Barack Hussein Obama.
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Faz sentido, para os democratas, olhar para o futuro, às vésperas de uma possível vitória, com a atenção de volta para o passado. A diferença central, de lá para cá, argumenta o articulista, está na marcha do Partido Republicano para a extrema direita desde a ascensão de Trump.
Ele usa como exemplo o episódio ocorrido durante a campanha do então senador John McCain, derrotado pelo democrata em 2008. Uma eleitora idosa interrompe sua fala, pega o microfone e diz não poder confiar em Obama “por ele ser árabe”. O veterano herói de guerra a interrompe e afirma, gentil mas com autoridade, não se tratar da verdade.
— Ele é um homem decente, um cidadão americano de quem eu discordo politicamente em temas cruciais. Esta campanha é sobre isso.

*Enviado especial

Deu na Forum

 

Mauro Vieira é recebido com entusiasmo por chanceleres no G20 após vitória de Lula: “Virada espetacular”
Chanceleres de ao menos dez países parabenizaram o ministro brasileiro em Atlanta, enquanto o encontro com Marco Rubio se limitou a um breve cumprimento em meio à tensão diplomática gerada pela fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos
Por: Ivan Longo
mauro vieira g20
Mauro Vieira com os chanceleres da Polônia, Radosław Sikorski, e do Reino Unido, Ed Miliband, na reunião do G20 em Atlanta - Fotos: Itamaraty
Ochanceler Mauro Vieira foi recebido com efusividade por representantes de ao menos dez países durante a reunião de ministros das Relações Exteriores do G20, realizada nesta sexta-feira (30) em Atlanta, nos Estados Unidos, onde foi parabenizado pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. O clima de euforia entre os pares, no entanto, contrastou com o contato protocolar mantido com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anfitrião do evento, em um momento de tensão entre Brasília e Washington agravado pela fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao país.
Recepção calorosa no G20
A vitória de Lula sobre um aliado de Donald Trump foi o subtexto que animou as saudações recebidas por Vieira ao longo do dia. Entre os países que parabenizaram o chanceler brasileiro estão Turquia, China, União Europeia, Alemanha, França, Canadá, México, Índia, Reino Unido e Polônia. Um dos chanceleres disse estar “radiante” com o resultado; outro afirmou que torcia pela vitória e classificou a virada como “espetacular”.
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O entusiasmo não foi apenas retórico. Segundo relatos, Vieira recebeu vários pedidos de conversas e visitas entre países. O ministro realizou reuniões bilaterais com representantes da Polônia, da Índia e do Reino Unido, com discussões que incluíram o comércio com o Mercosul.
Tensão diplomática com os EUA
O único descompasso no dia veio do anfitrião. Marco Rubio recebeu as delegações antes da primeira sessão do encontro, e o contato com Vieira se resumiu a um rápido aperto de mãos. Não houve reunião bilateral, e a diplomacia brasileira tampouco solicitou uma conversa reservada com o secretário norte-americano. Ainda assim, Vieira e Rubio, que mantêm uma relação profissional de anos, combinaram de se reunir antes da cúpula do G20, prevista para meados de dezembro na Flórida, para repassar a agenda bilateral.
O encontro em Atlanta ocorreu no momento de maior tensão recente entre Brasília e Washington. Trump questionou publicamente o resultado das eleições brasileiras, classificando a votação de “terrível” e “muito estranha” sem apresentar provas de irregularidades. O presidente também confirmou ter autorizado a entrada de Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos, o que adicionou uma camada política delicada ao primeiro contato diplomático entre os dois países desde a reeleição de Lula.
Próximos passos e expectativas
A data e o local do encontro entre Vieira e Rubio ainda serão definidos, e os dois não trataram de questões específicas durante a interação em Atlanta. Nos bastidores do Itamaraty, a orientação é de cautela diante dos movimentos da Casa Branca.
Interlocutores da diplomacia brasileira avaliam que a situação de Flávio deve ser tratada inicialmente no campo jurídico, sem provocar uma reação imediata do Ministério das Relações Exteriores.

O governo brasileiro pretende reunir mais informações sobre as circunstâncias da chegada do senador aos Estados Unidos antes de avaliar eventuais consequências diplomáticas. A postura reflete o cálculo de não escalar o conflito com Washington enquanto os contornos do caso ainda estão sendo mapeados, preservando o espaço para uma resposta calibrada quando houver elementos mais concretos sobre a situação de Flávio Bolsonaro em solo estadunidense.

TCE Ceará é destaque em levantamento nacional sobre a atuação dos Tribunais de Contas na área da educação

 


Alfabetização é o tema educacional mais citado entre as prioridades dos Tribunais de Contas do Brasil para os próximos anos (57,6%). O dado integra levantamento inédito realizado pelo Instituto Articule em parceria com a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), o Instituto Rui Barbosa (IRB) e o Conselho Nacional de Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC). A pesquisa ouviu os 33 Tribunais de Contas brasileiros, com coleta de dados realizada entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, e apresenta um panorama de como os órgãos de controle externo atuam na garantia do direito à educação pública de qualidade. Acesse o levantamento na íntegra aqui .
A pesquisa mostra que a atuação das Cortes de Contas no campo educacional, atualmente, vai muito além da análise contábil e orçamentária: 31 dos 33 Tribunais realizam auditorias específicas em educação, mas o repertório inclui também avaliação de políticas e programas, fiscalização de infraestrutura, monitoramento de indicadores, capacitação de gestores, produção de orientações técnicas e articulação com outras instituições.
No cenário nacional, o Tribunal de Contas do Estado do Ceará destaca-se pelo elevado nível de integração da pauta educacional em sua agenda de controle. De acordo com os dados do levantamento, foi atribuído ao TCE Ceará “ênfase muito alta” (nível mais alto, de zero a quatro) à educação em seu planejamento estratégico vigente, posicionando-se no grau máximo de priorização da temática. Também alcançaram a mesma nota os Tribunais de Contas dos Estados da Bahia, do Maranhão e de Rondônia.
Em relação à forma de integração no ciclo de planejamento, a temática é classificada pela Corte cearense como “prioridade central” (nível mais alto, de zero a três). Essa categoria indica que a educação não figura de maneira meramente pontual ou transversal, mas sim como um eixo estruturante das diretrizes e metas de longo prazo da instituição. Além do TCE Ceará, alcançaram o mesmo nível os Tribunais de Contas dos Estados da Bahia, do Pará e de Rondônia.
Também foi destacado no Levantamento que o TCE Ceará utiliza metodologias específicas e estruturas dedicadas de fiscalização. O Tribunal integra o grupo de 27,3% dos órgãos de controle do país que adotam indicadores próprios de desempenho educacional, valendo-se do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM) e do Índice de Efetividade da Gestão Estadual (IEGE). Ambas as ferramentas possuem a dimensão i-Educ, voltada para mensurar a qualidade da gestão com foco direto na infraestrutura escolar e no planejamento educacional.
“Os Tribunais de Contas atuam em todo Brasil por essa agenda. Do acompanhamento das políticas públicas à fiscalização para o bom uso dos recursos públicos, atuamos para que ações concretas sejam realizadas pela melhoria da primeira infância. Não podemos imaginar um Brasil melhor no futuro sem nos dedicarmos afinco às nossas crianças. E é essa nossa maior motivação: mudar o Brasil para que o futuro seja promissor para as próximas gerações”, destacou o presidente da Atricon, conselheiro Edilson Silva.

De acordo com o presidente do IRB, conselheiro Inaldo Araújo, o levantamento traz uma contribuição muito importante ao mostrar os avanços e também os desafios da atuação dos Tribunais de Contas na política educacional, além de oferecer conhecimento que pode apoiar a colaboração do Sistema Tribunais de Contas nesse tema. “Este levantamento representa mais um passo nessa construção. Com dados de todos os 33 Tribunais de Contas, poderemos entender o que está sendo feito, reconhecer experiências que estão dando frutos e também identificar as dificuldades que ainda persistem. E isso pode ser disseminado, pode servir de base para todo o Sistema de Controle Externo qualificar auditorias, fiscalizações e outras formas de atuação”

Fuga de Flávio desmoraliza o bolsonarismo e abre espaço para Lula pacificar o Brasil

 


Que a eleição abra a porta para reconstruir uma vida institucional mais pacífica e razoável
Conteúdo postado por:
Redação Brasil 247
Dias depois de uma eleição que sacudiu as estruturas do país e abalou até o eixo político do planeta, o derrotado Flávio Bolsonaro escafedeu-se.
Deixou o país passando pela Argentina e pelo Equador e homiziou-se nos Estados Unidos. Antes, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, havia mandado recolher seus passaportes a partir de relatório da Polícia Federal sobre o risco de fuga no inquérito em que o ex-candidato é investigado pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A Polícia Federal viu o risco, e o ex-candidato confirmou o diagnóstico. A ordem de Moraes também o proibia de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado no mesmo caso. Tomaz também está nos Estados Unidos, para onde viajou às vésperas do segundo turno.
Os valores sob investigação são vultosos. No inquérito sobre o filme Dark Horse, que conta a trajetória de Jair Bolsonaro, as tratativas com o banqueiro Daniel Vorcaro somam R$ 134 milhões, e, segundo a PF, ao menos R$ 61 milhões foram transferidos em seis operações em 2025. No inquérito sobre Tomaz, os policiais identificaram movimentações de cerca de R$ 130 milhões numa só conta, em apenas três meses, entre março e maio de 2025.
Menos de 24 horas antes de partir, Flávio havia prometido o contrário. Às 16h40 de segunda-feira (26), publicou um vídeo dizendo que não sairia do país. Afirmou que nunca havia pensado nisso, que entregaria os passaportes e que ficaria para organizar a oposição ao governo Lula.
Três dias antes, Eduardo Bolsonaro já havia defendido que Flávio deixasse o Brasil se perdesse a eleição.
A fuga desmonta a narrativa de perseguição que o bolsonarismo repetiu por anos.
Na noite da derrota, Flávio disse que não reconhecia o resultado e que pediria a anulação do segundo turno. Quando Moraes determinou o recolhimento dos passaportes, não enfrentou a ordem: apenas partiu, em silêncio.
Aliados primeiro negaram a saída e só depois a admitiram, nos bastidores. Já em Miami, Flávio admitiu que saiu à socapa, com a esposa, mas negou ter fugido.
“Não saí do Brasil, saí pelo Brasil”, declarou. Era a terceira versão em poucos dias, e nenhuma resiste aos fatos.
O gesto repete um padrão quadrilheiro da família. O pai cumpre pena de 27 anos por tentar derrubar o Estado democrático pela violência. O irmão Eduardo também é um evadido.
É essa a essência do bolsonarismo: lealdade canina dos bagrinhos lançados à própria sorte. Já para os líderes, uma vida banhada de privilégios e autoexílio nos Estados Unidos, garantido por um colchão de dólares sob investigação por lavagem e evasão de divisas.
A fuga do ex-candidato não anula o resultado das urnas. Ela ajuda a explicar o que as urnas disseram. Flávio terminou o primeiro turno na frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula.
Três semanas depois, Lula foi reeleito com cerca de 51,7%, na primeira e estonteante virada entre primeiro e segundo turno desde a redemocratização.
A virada tem natureza plebiscitária. O segundo turno não foi disputa entre programas: Flávio não tinha nenhuma ideia além de um tesouraço nos programas sociais. Virou um julgamento sobre o retorno do bolsonarismo ao poder.
A queda da abstenção e dos votos brancos e nulos levou Lula a somar cerca de 10 milhões de votos a mais do que no primeiro turno e a ultrapassar os 64 milhões, recorde que superou o de 2022.
O resultado teve dimensão dramática, épica. O Brasil ganhou status de país exemplar na capacidade de derrotar a ultradireita, e o L de Lula passou a ser símbolo de luta contra o autoritarismo.
Aos 81 anos, um presidente que já foi preso e teve a condenação anulada atravessou o primeiro turno em desvantagem e conquistou o quarto mandato.
Diante da ameaça de retorno do bolsonarismo, ergueu-se uma muralha: a de uma consciência democrática que mobilizou multidões nas ruas, nas redes e nas urnas, ativando até o limite todas as energias contra o projeto autoritário. O Brasil tornou-se referência para outros países que enfrentam a mesma ameaça à sua soberania.
Lula chega como exemplo de luta contra o fascismo e o imperialismo. Enfrentou um adversário que contou com o apoio do governo estadunidense. Esse governo atacou a condenação de Jair Bolsonaro, impôs tarifas ao Brasil e sancionou o ministro Moraes.
A vitória foi construída com instrumentos novos de mobilização, como o Exército do Lula, canal de WhatsApp conduzido pelo deputado André Janones, que reuniu 10,8 milhões de apoiadores nas redes. Houve muitos outros.
Os presidentes da Câmara e do Senado saudaram a vitória e apontaram a pacificação como desafio central do mandato. MDB e Republicanos, que se alinharam a Flávio na reta final, também rejeitaram o movimento de não reconhecer a derrota. Mesmo o PL reconheceu a derrota.
No aniversário de 81 anos, Lula pregou a reconciliação do país.
Lula chegou ao pináculo da carreira política. Não tem mais nada a provar, a não ser o bem dos brasileiros, e por isso está na melhor posição para conduzir a pacificação.
Com esse feito histórico e uma trajetória incontestável, Lula tem todas as condições de conduzir a reconciliação nos termos que achar mais adequados, sem vetos a priori. A autoridade para isso foi dada pelas urnas.
Abre-se uma oportunidade. O Brasil derrotou o fascismo interno e a ingerência estadunidense.
Os brasileiros estão exaustos da barbárie como forma de exercício da política. Seria bom que houvesse gestos como o de Lula, o vencedor incontestável, vindos de todos os lados.
Quem sabe o desalento da extrema-direita com seus fracassos possa conduzi-la a adotar atitudes políticas mais civilizadas.
Lula governará com um Congresso de composição adversa, mas isso não será obstáculo à pacificação. Ele sempre soube negociar, pressionar e aprovar as matérias de interesse do país, mesmo nas piores situações.
A fuga enfraquece o bolsonarismo e fortalece a mão do presidente nessa negociação. Caberá a Lula explorar a momentânea crise do adversário para transmutá-la.
Mais que a chave do sucesso do quarto mandato, a pacificação é o que o país anseia: que a eleição abra a porta para reconstruir uma vida institucional mais pacífica e razoável.

Decerto não haverá mágicas, mas as condições para mais esta virada estão amadurecendo.

Lula retomará agenda internacional com ida a cúpulas do Mercosul, COP e G20

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou a participação em uma série de eventos internacionais programados para acontecer nos próximos dois meses. Entre eles está a cúpula do G20, que será realizada na Flórida, Estados Unidos, entre os dias 15 e 16 de dezembro, evento que será presidido por Donald Trump.
A presença de Lula nos eventos estava pendente de confirmação, em aguardo do resultado do segundo turno das eleições. Na última semana, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, despachou com o presidente no Palácio da Alvorada, para receber o aval nos compromissos e acertar detalhes da agenda no exterior.
Com isso, a programação internacional de Lula até o fim do ano inclui:
COP31 (Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas), em Antália, na Turquia, nos dias 11 e 12 de novembro;
Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático), em Manila, nas Filipinas, nos dias 14 e 15 de novembro;
Cúpula do Mercosul, em Montevidéu, no Uruguai, nos dias 4 e 5 de dezembro;
G20, na Flórida, nos Estados Unidos, nos dias 14 e 15 de dezembro.
Nas Filipinas, Lula incluiu na agenda uma visita de Estado, para o dia 13, quando devem ser assinados acordos bilaterais entre os dois países.
O compromisso, que representa o mais alto nível na diplomacia, envolve agendas bilaterais não só entre os chefes de Estado, mas também ministerial e encontros entre representantes do Legislativo, além de eventos com honrarias.
A visita às Filipinas e à Asean ocorre após um esforço do governo brasileiro de ampliar negócios com os países que fazem parte do sudeste asiático.
A Asean reúne 11 países: Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietnã, Mianmar, Brunei, Camboja, Laos e Timor-Leste, que juntos reúnem um PIB (Produto Interno Bruto) estimado em US$ 4 trilhões. O valor faz do bloco a quinta maior economia do mundo.
No mês passado, Mauro Vieira visitou Singapura e Tailândia. Em agosto, Lula e o chanceler receberam em Brasília a secretária de Negócios Estrangeiros das Filipinas, Maria Tereza Lázaro.
Já na COP31, o Brasil irá transferir para a Turquia a presidência da Conferência do Clima da ONU, função exercida pelo governo brasileiro na COP30 que ocorreu em novembro do ano passado, em Belém, no Pará.
A equipe internacional no Palácio do Planalto ainda trabalha no discurso que Lula deve fazer durante o evento, mas, em linhas gerais, o presidente brasileiro deve abordar a urgência em fortalecer o regime multilateral de combate à mudança do clima.
Cúpula do Mercosul
No Mercosul, no Uruguai, Lula terá a oportunidade de um encontro com Javier Milei, se presidente o argentino comparecer ao evento. Milei, que é crítico do bloco, cancelou a presença na última cúpula, em Assunção, no Paraguai, realizada em junho deste ano.
Milei defende flexibilidade nas regras dos acordos comerciais dentro do bloco e alega que o atual formato prejudica os negócios argentinos.
Além disso, a relação diplomática com o Brasil se agravou com frequentes críticas de Milei ao governo petista, o que levou Lula a chamar de volta ao Brasil o embaixador brasileiro em Buenos Aires, e orientou o embaixador argentino a retornar para o seu país, rebaixando o nível na relação diplomática.
A equipe internacional que assessora Lula não vê no momento condições políticas para autorizar o retorno do embaixador da Argentina, especialmente no atual contexto em que se discute a participação do governo de Milei na fuga de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O governo argentino decidiu não emitir um comunicado reconhecendo a vitória de Lula nas eleições presidenciais no domingo (25).
Na cúpula do Mercosul em dezembro, se encerra a presidência temporária do Uruguai à frente do Mercosul. O chanceler do Uruguai, Mario Lubetkin, já descartou que seu país atue como mediador da crise entre a Argentina e o Brasil, e pediu a diminuição da tensão entre os presidentes.
Atualmente, o Mercosul tenta chegar a um acordo sobre a divisão das cotas de exportação isentas de tarifas para a União Europeia. Na cúpula em Assunção, anunciaram oficialmente o início das negociações com o Japão para um acordo de associação econômica e cooperação.
G20
No G20, embora o evento seja sediado nos Estados Unidos, com a presença de Donald Trump, não há até o momento encontro bilateral pré-agendado entre Lula e o presidente norte-americano. Esta será a primeira vez que os dois mandatários estarão em um mesmo ambiente após a fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA.
Segundo o jornal The New York Times, há suspeita de que a Casa Branca tenha auxiliado na saída de Flávio do Brasil.
Além disso, até o momento, Donald Trump não parabenizou Lula pela vitória nas eleições. Nos últimos dias, o americano tem sugerido, sem apresentar provas, que a votação para a Presidência do Brasil teria sido fraudada, mas destacou que gosta de Lula e que se dá bem com o petista.
A última vez que Lula e Trump estiveram juntos, foi em maio deste ano, durante visita oficial do petista à Casa Branca. Na ocasião, o encontro durou cerca de três horas e foi classificado pelos mandatários como "muito bom" e "produtivo".

Depois, em agosto, os dois conversaram em ligação telefônica, que durou cerca de uma hora e meia, ocasião em que Lula falou a Trump sobre a autenticidade do sistema eleitoral brasileiro e pediu ao presidente norte-americano que não interferisse nas eleições no Brasil.

O dia

 


Tem que ter muita coragem pra ser sol.
O brilho, de um lado mostra belezas e verdades; de outro lado atrai o que não presta, que nem sempre age nas sombras.
E tem que ter muita coragem pra traçar as linhas entre o bem e o mal.
O bom e o mau de definem sozinhos. São como o azeite e a água: se confundem mas não se misturam.