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CNMP abre processo contra Demóstenes Torres, do Mensalão do Cachoeira


Em decisão unânime, o CNMP  (Conselho Nacional do Ministério Público) aprovou a abertura de processo administrativo disciplinar contra o senador cassado Demóstenes Torres. O procedimento vai durar 120 dias, prorrogáveis por igual período. Ao final, Demóstenes pode ser demitido do cargo de procurador  de Justiça de Goiás, que reassumiu após a cassação do seu mandato.
Coube ao corregedor nacional do Ministério Público, Jeferson Coelho, defender a abertura do processo. Ele sustentou que há indícios de que Demóstenes valeu-se de sua influência no Ministério Público de Goiás para beneficar a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro.
O corregedor chegou mesmo a antecipar o seu ponto de vista quanto ao desfecho do caso. Acha que o caso requer a aplicaçãoo da “pena de demissão”. Para Jeferson Coelho, Demóstenes “praticou faltas funcionais graves, adotando condutas completamente incompatíveis com a que se espera de um agente público.”
O processo disciplinar, disse o corregedor, permitirá que o acusado exerça o direito constitucional ao contraditório. O conselho decidiu também avocar para Brasília o processo que corre contra Demóstenes no Ministério Público de Goiás. Algo que havia sido requerido em petição rubricada por 82 procuradores da República e promotores que atuam no Estado.
De resto, os conselheiros do CNMP decidiram que Demóstenes deve permanecer afastado de suas funções até a conclusão do processo. O afastamento já havia sido determinado pelo Ministério Público goiano no dia 10 de outubro.

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