O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, revelou que foi blindado pelo senador Sergio Moro (União-PR) na CPI do Crime Organizado. Em entrevista ao programa “Sala de Imprensa”, do SBT News, na última sexta-feira (20), Valdemar afirmou que foi poupado de uma convocação para depor graças ao voto do próprio Moro — que deve se filiar ao PL nesta terça-feira (24).
Segundo o dirigente partidário, o senador relatou que inicialmente pretendia convocá-lo, mas mudou de posição e votou contra. “Não te convocamos, graças ao meu voto. Foi 6 a 5”, disse Valdemar ao relembrar a conversa, indicando que a decisão foi apertada e determinante para barrar o requerimento.
Voto decisivo levanta suspeitas
A declaração coloca em xeque a atuação de Moro na comissão, já que o senador participou diretamente da decisão que evitou a convocação do presidente do partido ao qual está prestes a se filiar.
A CPI do Crime Organizado, criada para investigar a atuação de organizações criminosas, tem entre suas atribuições convocar autoridades e dirigentes para prestar esclarecimentos.
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Valdemar afirmou ainda que Moro mencionou uma tentativa posterior de retomar a convocação, que também não avançou. Segundo o relato, após o encerramento da reunião, teria havido uma articulação para uma nova deliberação, classificada como irregular.
De acordo com a versão apresentada, o senador Magno Malta teria atuado para impedir a nova tentativa, o que consolidou o bloqueio à convocação do dirigente do PL.
Filiação ao PL e projeto eleitoral
O episódio ocorre às vésperas da filiação de Sergio Moro ao PL, marcada para esta terça-feira. A aproximação com o partido comandado por Valdemar Costa Neto faz parte de sua estratégia eleitoral para concorrer ao governo do Paraná.
Apesar da atual convergência, Valdemar afirmou que sua relação com Moro já enfrentou momentos de tensão. Segundo ele, um processo judicial movido em contexto eleitoral, a partir de iniciativa de um senador do próprio PL, teria desagradado o ex-juiz.
Ainda assim, o dirigente disse que recusou pedidos de aliados para retirar a ação, indicando que divergências anteriores não impediram a construção da atual aproximação política.
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