No PDT, Chagas fala em “colaborar para meu Estado” e diz que segue indefinido cargo que deve disputar
Figura central no governo de Elmano de Freitas, ex-chefe da Casa Civil se filiou ao PDT, um dos partidos da base aliada
Por Igor Magalhães
O ex-chefe da Casa Civil do Ceará, Chagas Vieira (PDT), disse que ainda não está definido a qual cargo ele deve concorrer em 2026. Recém-filiado ao PDT, o ex-secretário disse que vai dialogar com o presidente estadual do partido, o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), e com demais membros da legenda para definir seu papel nas eleições.
“Eu quero colaborar da melhor forma que for para o partido e, enfim, para o meu Estado”, respondeu Chagas a O Estado. Questionado sobre o que motivou a escolha pelo PDT, Chagas falou que “o PDT é um partido que eu sempre tive um carinho muito grande”, além do fato de ser uma sigla do campo da esquerda.
Antes de optar pelo PDT, Chagas afirma ter recebido convites de outros partidos da base do governador Elmano de Freitas (PT), como o próprio PT, além de PSB, MDB, PCdoB, entre outros. “Eu acho que tem muito a ver comigo nesse momento”, completou, sobre a escolha pelo PDT.
Chagas negou que a filiação ao PDT tenha relação com o compromisso assumido por Elmano de ajudar a sigla na eleição de deputados depois após o esvaziamento pelo qual o PDT passou, a partir do racha interno iniciado em 2022, que levou ao desembarque dos irmãos Ciro (PSDB) e Cid Gomes (PSB), Roberto Cláudio (União) e seus aliados.
“Não, na verdade não foi discutido eu ir lá para fortalecer a chapa de deputado, até porque eu não sei como é que vai ser, se eu serei candidato, se serei em que posição, isso ainda vai ser definido mais para frente”, respondeu Chagas, fazendo referência ao período das convenções partidárias, entre julho e agosto, momento em que os partidos devem oficializar seus candidatos.
Nos bastidores, Chagas é apontado como um possível nome do PDT para eleição de deputado estadual. O partido também filiou a deputada estadual Juliana Lucena (PDT), mas dias após a filiação ela assumiu o cargo de secretária das Mulheres do Ceará, ficando impedida de concorrer à reeleição devido às regras de desincompatibilização. Dessa forma, o PDT ficou sem deputados na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
A aposta está em lançar seus vereadores de Fortaleza para tentar formar uma bancada na Assembleia e na Câmara Federal.
O PDT também filiou o ex-conselheiro diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Vicente Aquino, também liderança política do Litoral Oeste e do Vale do Curu. Junto de André Figueiredo, ele está entre os quadros do partido que devem concorrer a deputado federal.
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