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Decisão do TSE mantém apuração sobre abuso econômico envolvendo prefeita de Cascavel

 

Uma decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve em andamento uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apura suposto abuso de poder econômico e compra de apoio político na eleição municipal de Cascavel, em 2024.
No início deste mês, o ministro Floriano de Azevedo Marques negou pedido liminar que buscava suspender o processo envolvendo a prefeita Ana Afif Queiroz (PSB), o vice-prefeito Rogério do Zé de Lima e outros investigados. Com isso, segue autorizada a quebra de sigilo bancário dos alvos e o prosseguimento da instrução processual.
A apuração investiga suspeitas de uso de recursos para influenciar lideranças locais e atrair apoio político durante o período eleitoral. Segundo os autos, há indícios de que movimentações financeiras e articulações políticas teriam sustentado uma suposta rede de apoio na campanha.
O caso também cita o prefeito cassado de Choró, Bebeto Queiroz, atualmente foragido, apontado na investigação como suposto financiador externo do esquema. A denúncia sustenta que recursos teriam sido utilizados para alterar posicionamentos políticos e atrair candidatos e lideranças para o grupo investigado.
De acordo com a ação, Gerardo Pompeu Ribeiro Neto aparece como elo da suposta operação, responsável, segundo a acusação, por intermediar distribuição de recursos e alinhamentos políticos. As defesas negam irregularidades.
Um dos pontos centrais da disputa judicial envolve a validade das provas. A defesa questionou medidas como a quebra de sigilo e oitivas de testemunhas, argumentando que elas estariam contaminadas por uma gravação clandestina considerada ilícita pela Justiça Eleitoral em primeira instância.
Apesar disso, tanto o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará quanto o ministro do TSE entenderam que a investigação não se sustenta apenas nessa gravação e apontaram a existência de outros elementos independentes, como indícios financeiros considerados atípicos.
Com a decisão, a ação segue tramitando na 7ª Zona Eleitoral, onde continuam diligências para apurar a origem e o uso de recursos na campanha. O processo também inclui acareações e outras etapas da instrução.
Além da prefeita e do vice, o vereador eleito Flávio Guilherme Freire Nojosa figura entre os investigados.

As defesas dos citados sustentam que não houve ilegalidade e atribuem as acusações a elementos probatórios já questionados no processo.

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