O jaguaribano Fernandes Távora e o embrião da Associação Cearense de Imprensa (ACI)
Por: Sérgio Barreto*

A comunicação e seus profissionais, segundo a ONU, devem ser instrumentos de combate ao atraso, à miséria e à ignorância.A
Imprensa do Ceará tem seu nascedouro no primeiro quartel do século XIX, junto a um ideal de modernidade, tendo como veículo os jornais locais disseminadores de valores, ideais e paixões na sociedade, que se inspirava nas grandes cidades europeias, tais como Londres e Paris. A cultura impressa, ou seja, os jornais conseguiram estabelecer uma enorme abrangência social, política e cultural, nos primeiros anos do século XX, no Estado do Ceará. E sses aspectos foram enfatizados por Eusébio de Souza no artigo A Imprensa do Ceará em 1918, publicado na Revista do Instituto do Ceará (p. 22/107) no referido ano Ano.
O jornalista Eusébio de Souza (1918), nos diz que escrever a história do jornalismo, no Ceará, na ocasião era matéria suficientemente explorada, devidamente estudada nos seus mínimos detalhes, que pode ser transportado para os dias de hoje, em pleno início do segundo quartel do século XIX.
Apesar de bastante retratada a história da imprensa cearense, trazemos uma curiosidade quanto ao surgimento, no ano de 1925, da centenária Associação Cearense de Imprensa (ACI) e sua relação com o jaguaribano, Manuel do Nascimento Fernandes Távora (Dr. Fernandes Távora), médico e jornalista. Vejamos:
No início do ano de 1911 cria-se em Fortaleza o Clube dos Repórteres, que teve vida efêmera com diz ARARIPE (1971):
“Não é de admirar que o Clube dos Repórteres tenha desaparecido quase sem deixar vestígios, para somente onze anos depois, surgir novo movimento com o objetivo de agremiar jornalistas.”
No dia 09 de setembro do ano de 1922, o Dr. Fernandes Távora, diretor do jornal A Tribuna, funda a Associação de Imprensa do Ceará, que também teve uma existência breve conforme ARARIPE (1971):
“O Dr. Fernandes Távora, já diretor de A Tribuna, liderou a campanha, nesse sentido. E, a 9 de setembro de 1922, em reunião no Clube Iracema, com a aprovação dos estatutos e eleição da primeira diretoria, fundava-se a Associação de Imprensa do Ceará, cuja instalação solene se verificou a 15 de novembro do mesmo ano.
A Associação de Imprensa do Ceará teve uma existência breve. Talvez porque mais parecia um clube de diretores de jornal. Foi uma dourada mentira, como o apelidara, em discurso, Gilberto Câmara.”
No dia 14 de julho de 1925, seis jornalistas fundaram, em Fortaleza, a Associação de Jornalistas do Ceará (AJC), eram eles: César Magalhães, Trancredo Morais, Joaquim Genu, Sá Leitão Junior, Juarez Castelo Branco e Luiz Sucupira. No dia 09 de setembro de 1926, muda de nome para Associação Cearense de Imprensa (ACI).
Araripe (1971) assim descreve a criação da atual Associação Cearense de Imprensa (ACI):
“Não demoraria, […], uma outra tentativa com finalidade idêntica às duas anteriores e que seria a Associação dos Jornalistas Cearenses, que mais tarde mudaria de nome, passando a chamar-se Associação Cearense de Imprensa, em 09 de setembro de 1926, quando reformulou-se seus estatutos e sua reorganização, sendo reconhecida em 1907 pela Associação Brasileira de Imprensa.”
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