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É o Tasso ou o Ceará?



Como disse na coluna do Macario Batista.

Tasso é citado para vice de Caiado e cenário anima tucanos do Ceará
Novidade ocorre dias após PSDB chamar para disputar presidência Ciro Gomes, mas aliados locais querem ex-ministro disputando Governo do Estado
O nome do ex-senador e ex-governador cearense Tasso Jereissati (PSDB) passou a ser citado como um possível vice de Ronaldo Caiado (PSD), que é pré-candidato a presidente da República. Segundo o deputado estadual Felipe Mota (PSDB), o PSDB recebeu convite de Caiado. O presidenciável busca alianças para fortalecer sua chapa, que representa uma "terceira via" entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
"Fiquei feliz com uma demonstração do PSD de Gilberto Kassab, através de Ronaldo Caiado, dizendo que ele tinha entre os nomes que gostaria como vice dele, o ex-senador e ex-governador Tasso Jereissati", falou Mota a jornalistas nessa quarta-feira (22), durante sessão da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece). "Isso é muito bom, quando você vê o PSDB voltando à cena, às decisões do país e do Estado, isso nos deixa muito felizes", completou o tucano.
Tasso está "aposentado" da política desde 2023, quando encerrou o mandato de senador. Entretanto, ele segue atuando nos bastidores, inclusive, foi quem articulou a volta de Ciro Gomes ao PSDB.
A citação de Tasso para disputa presidencial ocorre dias após Ciro ser convidado pelo presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, a disputar a presidência da República pela quinta vez. O ex-ministro, no entanto, vem se preparando para concorrer a governador do Ceará em 2026 e os aliados cearenses rejeitam a hipótese de Ciro deixar a disputa estadual.
A possível participação de Tasso na disputa presidencial ajudaria a resolver ao menos duas questões do PSDB. Primeiro, daria protagonismo nacional ao partido que até pouco tempo temia "desaparecer". Segundo, manteria Ciro na eleição do Ceará, onde ele aparece como um candidato competitivo nas pesquisas.
Além disso, geraria um vínculo natural entre a candidatura de Ciro no Ceará a uma chapa presidencial. Isso poderia desmontar a aliança que vem sendo discutida entre Ciro e o PL de Flávio Bolsonaro, que quer um palanque no Ceará e eleger senadores do partido. As negociações ainda estão "suspensas", apesar de Ciro já ter expressivo apoio dos membros do PL Ceará.
Uma aliança nacional entre PSD e PSDB também poderia gerar outro impasse no Ceará, já que aproximaria partidos em lados opostos hoje no estado. O PSD, comandado por Domingos Filho, está na base do governador Elmano de Freitas (PT), enquanto o PSDB de Ciro Gomes é oposição.
Tucano questiona “terceira via”
Também nessa quarta-feira (22), ao comentar o cenário pré-eleitoral e as articulações do PSDB, o tucano Felipe Mota defendeu um "projeto nacional" que seja revertido para os estados.
Ele disse defender a ideia da terceira via a nível nacional, mas também apontou não acreditar que esse projeto tenha força na eleição deste ano. O próprio Ciro representou uma alternativa ao lulismo e ao bolsonarismo na última eleição, mas ficou bem atrás das candidaturas desses dois campos.
"Infelizmente essa polarização nacional entre o lulismo e o bolsonarismo tirou de cena diversos candidatos de terceira via. (...) Esse projeto seria importante com outros nomes, como Romeu Zema, Tarcísio de Freitas, Ronaldo Caiado, Ciro Gomes, todos os outros nomes que poderiam estar compondo essa terceira via. Mas eu confesso e digo com muita humildade, essa terceira via não será nessa eleição de 2016. Essa terceira via vai ficar para 2030", disse Mota em pronunciamento na tribuna da Alece.
Sem espaço para essa terceira via em 2026, o tucano pregou que, na prática, será preciso optar entre Lula e Flávio Bolsonaro. "Nesse instante nós precisamos voltar os olhos para o Ceará, torcer para que o Ciro vença a eleição, trabalharmos para entregarmos ao Ceará o projeto que a nossa população espera e, só daí, eu torço para que as terceiras vias em 2030 consigam ter sucesso. Mas, nesse instante, nós vamos ter que decidir, vamos ter que estar em um lado: Flávio Bolsonaro ou Lula".
Por Igor Magalhães do jorna OEstadoCe

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