Deputada deve decidir seu futuro partidário até esta quarta-feira (1º). Federação PSOL-Rede aparece como destino mais provável
Em meio à possível desfiliação do Partido dos Trabalhadores (PT), a deputada federal Luizianne Lins (PT) voltou a fazer críticas aos rumos do partido no Ceará na segunda-feira (30), sobretudo em relação à filiação de pessoas supostamente sem ligação com os ideais da sigla. Sem citar nomes, a ex-prefeita de Fortaleza criticou a falta de “reconhecimento de alguns” e cobrou “respeito”.
Questionada se estará presente nas agendas do presidente Lula (PT) no Ceará na quarta-feira (1º), Luizianne respondeu que “possivelmente”, mas falou que já foi vetada dos eventos realizados no estado pelo Ministério da Educação (MEC) sob o comando do ministro Camilo Santana (PT).
A primeira vez que a deputada mencionou essa situação foi no início de 2024, em meio às tensões antes do PT definir quem seria o candidato a prefeito de Fortaleza naquele ano. Na época, o governo Lula negou a versão de Luizianne de que ela teria sido “barrada”.
“Espero que desta vez a vergonha tenha chegado e eles possam me receber nos palcos, porque antes de muita gente ser lulista eu já era, desde menina. Se eu for bem recebida no evento, eu estarei lá”, afirmou Luizianne a jornalistas nesta segunda-feira (30), sobre a agenda do presidente nesta semana no Ceará.
Lula estará nesta quarta-feira (1º) no estado, em pelo menos duas agendas ligadas ao MEC, uma para inaugurar o primeiro bloco do campus do ITA em Fortaleza e outra sobre o Programa Pé de Meia.
Nesta segunda Luizianne foi homenageada na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), recebendo a Medalha Bárbara de Alencar durante a cerimônia que lançou o Pacto Estadual Contra o Feminicídio.
Durante discurso na cerimônia e em entrevista coletiva ao fim do evento ela falou de situações envolvendo violência política de gênero dentro do PT.
“A gente que denuncia o tempo todo a violência política de gênero, a questão da invisibilidade, a questão da truculência do machista, que muitas vezes não é a violência física, mas é uma violência psicológica e simbólica, cruel do mesmo jeito e aquela violência silenciosa, que é cínica, que é hipócrita, que de fato, eu penso que precisa ser também dita e repetida porque não é porque nós estamos em partidos de esquerda que essa violência pode ser naturalizada”, falou Luizianne.
MUDANÇA DO PT PARA REDE SUSTENTABILIDADE
Pré-candidata ao Senado, Luizianne deve decidir seu futuro partidário até quarta-feira (1º). A federação do PSOL e da Rede Sustentabilidade aparece como destino mais provável da ainda petista sendo confirmada a saída dela do atual partido.
Luizianne também conversou no sábado (28) com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que pediu a ela mais tempo antes de uma decisão. Os dois vão voltar a se falar antes da decisão final.
As tratativas seguem em ritmo acelerado até o fim da janela partidária. Na noite desta segunda-feira (30) a ex-prefeita se reúne com Paulo Lamac, presidente nacional da Rede, em Fortaleza. Lamac também esteve reunido com o governador Elmano de Freitas (PT) hoje, possivelmente para tratar da situação de Luizianne e da posição da Rede nas eleições do Ceará.
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