Vice-governadora comentou sobre acomodação dos aliados na chapa governista e pregou que "a gente não pode pensar em projeto pessoal"
Defendendo a construção de um projeto coletivo para as eleições de 2026, a vice-governadora Jade Romero (PT) disse nessa terça-feira (28) ter certeza de que os partidos da base aliada "vão ter toda a compreensão" e "a boa intenção" para que estejam todos unidos contra o que ela chamou de "projeto bolsonarista" a nível nacional e estadual.
Ela foi questionada sobre a acomodação dos aliados dentro da chapa a ser liderada pelo governador Elmano de Freitas (PT), na qual os partidos concorrem pelas vagas majoritárias, que incluem os postos de Senado e Vice-governadoria.
"Esse é o nosso objetivo e, obviamente que, pensando em projeto coletivo, tenho certeza de que os partidos vão ter toda a compreensão e também a boa intenção de poder que a gente possa seguir todos caminhando juntos contra o projeto bolsonarista no nosso país e aqui no nosso Estado", falou Jade, durante entrevista coletiva após agenda no Palácio da Abolição. Ela representou o Governo do Estado na assinatura de termo de compromisso para ampliação de sistemas de abastecimento de água em zonas rurais, junto à Cagece, ao Sistema Integrado de Saneamento Rural (Sisar) e a 21 prefeituras.
A vice-governadora aposta em uma eleição polarizada no Ceará, assim como no Brasil, e falou, sem citar nomes, que a oposição apresenta "bolsonaristas" e "neobolsonaristas". A fala foi uma referência aos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Ceará, além de outras figuras da oposição no estado que se aproximaram recentemente desses, visando uma aliança eleitoral, como Ciro Gomes (PSDB) e Roberto Cláudio (União). Ciro é cotado para disputar o Governo do Estado e pode ser o adversário de Elmano na eleição de outubro.
"A certeza que eu tenho é que no nosso estado nós temos dois projetos muito claros. Um projeto está alinhado com o Lula, com o nosso senador Camilo Santana, com o trabalho que vem sendo feito pelo o governador Elmano e que foi iniciado pelo nosso senador Cid Gomes. Do outro lado, nós temos bolsonaristas e neobolsonaristas. Então, eu acredito que as pessoas, os partidos que já estão junto conosco no governo vão encontrar, com muito diálogo, com muita tranquilidade, por meio dos nossos líderes, essa acomodação, digamos assim", reforçou Jade.
Ela também pregou que as lideranças não pensem em "projeto pessoal". "Eu acho que nós temos que pensar em projeto de grupo, em trabalhar para as pessoas, em fazer as entregas", continuou.
Candidatura à deputada estadual ou federal
Jade também comentou sobre seu próprio destino nas eleições deste ano. Ela já manifestou publicamente o desejo de concorrer à vice-governadora novamente. Essa opção, no entanto, ficou mais distante quando ela deixou o MDB e se filiou ao PT, no início de abril. Os aliados são contra a possibilidade de o PT - que já terá a posição de governador - ocupar mais outra vaga na chapa majoritária.
Nessa terça, Jade apontou que estão entre as suas possibilidades ser candidata à deputada estadual ou à deputada federal. "Como eu puder contribuir mais para o projeto, seja à deputado estadual, seja à deputada federal, o que for, eu estou à disposição para colocar o meu nome para o crivo do povo cearense", disse, sinalizando que a definição só irá ocorrer por volta de julho, no período das convenções partidárias.
"Com muita tranquilidade, muita humildade de pé no chão, eu tô aqui para ajudar a fazer as entregas, fazer o bom debate dentro das quatro linhas da política, com muita tranquilidade, desmentir as inverdades, trazer aquilo que a gente já entregou e tô muito tranquila, posso ser candidata, enfim, a qualquer um dos cargos que eu citei".
Por Igor Magalhães do jornal OEstadoCe
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