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Uma tucanagem multi

 

Líder do PSDB projeta Ciro em múltiplos palanques no Ceará, citando Caiado e Flávio
O líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado estadual Cláudio Pinho (PSDB), apontou nessa quinta-feira (23) que o partido pode compor até dois ou três palanques locais de candidatos a presidente da República nas eleições de 2026. No Ceará, Ciro Gomes (PSDB) deve ser o candidato ao Governo do Estado, apesar de sinalizações do tucano de participar do plano da sigla para a disputa nacional.
Questionado pelo O Estado se a vinculação da candidatura de Ciro no Ceará ao presidenciável da chamada "terceira via" poderia atrapalhar os planos de aliança com o Partido Liberal (PL), Cláudio Pinho falou que os tucanos cearenses devem aderir a várias campanhas nacionais e mencionou os pré-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL).
"Nós vamos ter dois ou três palanques, tá certo? Se o Ronaldo Caiado for coligado aqui, nós faremos o palanque do Ronaldo Cajado. Se o Flávio (Bolsonaro) mantiver a candidatura e o PL estiver também no projeto, faremos também o palanque do Flávio. Então, o que a gente tem que pensar é no Estado do Ceará melhor e depois definir a situação nacional", falou Pinho.
Ciro e aliados são críticos da polarização nacional e evitam uma ligação direta com petistas ou bolsonaristas. Apesar disso, na política estadual, o grupo faz oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT) e se aproximou dos membros cearenses do PL, que, em parte, apoia Ciro para o Governo do Estado. Nesse cenário, o apoio do PL ao ex-ministro para a eleição do Ceará vem sendo discutido desde o ano passado.
Ao comentar a relação entre as candidaturas nacional e estadual, o líder do PSDB defendeu que a eleição estadual não seja nacionalizada. "Nós não podemos nacionalizar a eleição no Estado do Ceará. O Ciro é um político que está acima do Estado do Ceará. Nós sabemos. Então, só a presença dele numa disputa estadual já nos coloca independentemente de palanque federal. Nós vamos discutir um projeto para o Estado do Ceará", disse Pinho.
"O Ceará precisa discutir os problemas do Ceará e, resolvendo aqui o problema do Ceará, depois nós vamos resolver o problema nacional, mas nós não vamos misturar a eleição para Governo do Estado do Ceará com a eleição para Presidência da República", completou.
Por Igor Magalhães do jornal OEstadoCe

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