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Ceará tem sete pré-candidatos na eleição pelo Governo do Estado

 

Nomes para a disputa pelo Palácio da Abolição deverão ser confirmados durante as convenções partidárias, entre julho e agosto
A cerca de dois meses do início do período para os partidos oficializarem seus candidatos nas eleições e a pouco mais de quatro meses do dia do pleito, o Ceará já conta com sete nomes que se apresentam para a disputa ao Governo do Estado.
Atual governador, Elmano de Freitas (PT) é pré-candidato à reeleição. Apesar de evitar adiantar o debate eleitoral e apontar como prioridade as ações da gestão estadual, o petista confirma que buscará um segundo mandato para seguir no comando do Poder Executivo estadual. A reeleição de Elmano é uma das prioridades do PT no Nordeste. O Ceará - que tem Governo do Estado e prefeitura da capital comandados por petistas - é estratégico para o partido, sendo importante também para a reeleição do presidente Lula (PT).
O grupo governista rebate as especulações sobre a possibilidade de o ex-ministro e senador Camilo Santana (PT) ser o candidato da situação. Segundo Elmano, Camilo e Cid Gomes (PSB) serão os coordenadores de sua campanha.
O governador tem uma base ampla de partidos aliados. Integram esse grupo o próprio PT, além de PSB, PSD, MDB e o Republicanos. Também estão na aliança PCdoB e PV, que compõem a Federação Brasil da Esperança. Em tratativas mais recentes, também aderiram à base PDT, Podemos e a Federação Renovação Solidária, composta por PRD e Solidariedade. Lideranças do PP e do União Brasil também apoiam a reeleição de Elmano, apesar de a federação formada por esses dois partidos ter definido alinhamento a Ciro Gomes (PSDB).
Na oposição, o tucano aparece como o principal adversário de Elmano. Ciro Gomes confirmou no último sábado (16) sua pré-candidatura a governador, durante ato político em Fortaleza, depois de cogitar ir novamente para uma candidatura presidencial.
O ex-governador articulou uma frente que inclui de antigos aliados, como o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB), a novos, como o deputado federal André Fernandes (PL) e o presidente estadual da Federação União Progressista, Capitão Wagner (União).
Ciro deve ter na sua coligação, além do PSDB, a federação de União Brasil e PP, além do PL. Outros partidos como DC, Avante e Cidadania também declararam apoio ao tucano.
A oposição do Ceará ainda tem outros dois pré-candidatos ao Governo do Estado. O senador Eduardo Girão (Novo) foi um dos primeiros a declarar participação na eleição estadual. Opositor do PT, Girão também critica Ciro Gomes e o apoio do PL ao ex-presidenciável, apresentando-se como o candidato que representa verdadeiramente o campo da direita. O senador do Novo realizou no último sábado (16) o quarto evento regional para lançar sua pré-candidatura, em Quixadá, após passar por Fortaleza, Juazeiro do Norte e Sobral.
Também do campo da direita, o Delegado Huggo Leonardo (Missão) decidiu entrar na disputa pelo Governo do Estado. Delegado afastado da Polícia Civil do Ceará e policial militar da reserva, ele inicialmente seria candidato ao Senado, mas mudou de ideia após aceitar proposta de Renan Santos, pré-candidato a presidente da República do Missão, para concorrer a governador.
Também se apresentou para a eleição de governador o ex-diretor-geral do Hospital Regional do Cariri (HRC), Giovanni Sampaio. Ele trocou o Republicanos pelo PRD neste ano, colocando o nome à disposição da nova legenda. O PRD do Ceará é hoje ligado ao grupo político do deputado federal Júnior Mano (PSB). Apresentando-se como opositor de Ciro Gomes, Giovanni já prometeu "desmascarar" o tucano quando chegar o período eleitoral.
Já o campo da esquerda apresenta ainda outros nomes como pré-candidatos a governador do Ceará. O PSOL anunciou o professor Jarir Pereira (Psol) para a disputa. Ele é membro da executiva da sigla, integrante da direção do Sindicato APEOC e professor da rede estadual de ensino. No Ceará, há lideranças do PSOL que defendem uma aproximação maior com o PT, enquanto outras defendem uma posição de independência. O partido está em uma federação com a Rede Sustentabilidade.
Outro pré-candidato ao governo estadual é Zé Batista (PSTU). A legenda lançou o nome do sindicalista em março, defendendo uma alternativa tanto ao PT como à "extrema direita", em âmbito nacional e local.
Conforme o calendário eleitoral de 2026, os partidos e federações devem oficializar seus candidatos aos cargos que serão disputados neste ano no período entre 20 de julho e 5 de agosto, durante as convenções partidárias. Este será o momento de as legendas confirmarem ou não os nomes que se apresentam atualmente. Nas convenções, também serão definidas as coligações das quais as siglas irão participar.

Por Igor Magalhães do jornal OEstadoCe

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