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Dia das Mães

 

O Silêncio que Abraça
No domingo, a casa acordou mais cedo que o sol. O cheiro de café se espalhava pela cozinha, misturado ao perfume doce de bolo recém-saído do forno. Na mesa, flores improvisadas num copo de vidro — porque vaso bonito não é o que importa, é o gesto.
Ela, sentada na ponta, sorria com aquele jeito que só as mães têm: um sorriso que guarda histórias, noites mal dormidas e um amor que não se mede. Não havia presentes caros, nem discursos ensaiados. Havia olhares cúmplices, mãos que se encontravam e um silêncio confortável, desses que dizem mais que qualquer palavra.
Enquanto o dia corria, percebi que o Dia das Mães não é sobre um calendário marcado, mas sobre todos os instantes em que ela esteve ali — mesmo quando ninguém pediu, mesmo quando ninguém percebeu. É sobre o abraço que chega antes da queda, o conselho que vem antes do erro, e a paciência que insiste em ficar, mesmo quando o mundo parece apressado demais.
No fim da tarde, ela recolheu as xícaras, ajeitou a toalha da mesa e, antes de sair, me olhou como quem diz: "Eu sempre estarei aqui". E eu entendi que o amor de mãe é isso — uma presença que não precisa de data para existir.
Se quiser, posso criar também uma versão mais leve e bem-humorada dessa crônica, mostrando o Dia das Mães com pequenas trapalhadas e momentos engraçados. Quer que eu faça?

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