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O mundo político cravou uma máxima, atribuída ao líder Leonel Brizola, que segue imortal: “a política ama a traição e odeia o traidor”.

Nunca uma frase vinda do passado esteve tão atual e, ao mesmo tempo, tão projetada no futuro. Na política há traídos, traidores, criadores e criaturas. Alguns chegam a gostar e até a valorizar mais quem trai.
Apaixonam-se, até. Por analogia, chamamos de verdadeira Síndrome de Estocolmo. Anote: eles se atraem, traído e traidor. Falo do momento dos personagens do jogo e do jargão político-partidário.
Pois bem. Antes que achem que o Guardião do Théberge pirou de vez e esteja escrevendo um texto com pena de Capote, paro e explico.
O preâmbulo deseja conduzir à facada política que Lula, os progressistas e o próprio indicado ao STF, o jurista Jorge Messias, sofreram em sua indicação e votação junto ao Senado da República, recentemente.
Leitores labiais traduziram conversas ao pé do ouvido de senadores, de Jaques Wagner a Flávio Bolsonaro. Nesse momento, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, cantou o resultado tal qual o profeta das chuvas de Icó, Otacílio Holanda.
Alcolumbre é o profeta do Amapá? Nada disso. Simplesmente o traidor da vez. Quem afirmou isso foi a confissão, avalizada por Valdemar da Costa Neto, presidente do PL.
“Barramos o Messias, a CPI do Master e, quem sabe, garantimos sua reeleição”, disse o Boy, para os íntimos. Bingo. Messias, técnico e sério, foi barrado no baile do Senado, que comemorou o resultado em uma tertúlia no Pontão Lago Sul.
Lula ficou chateado? Ora, a traição é apenas um risco n’água na imensidão do Lago Paranoá. Nem foi a primeira, nem será a última. Faz parte do xadrez. Não é à toa que todos sabiam, um dia antes, o resultado da votação.
Agora sabemos apenas quem autorizou a traição.
Mas, como já dizia Edilson Geraldo da Silva, o Jurubeba do Icó, nem “Jesus escapou da traição”.
Até tu, Messias!

Por Fabrício Moreira, Advogado e Historiador a caminho de ser jornalista.

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