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PT aposta em comparação de gestões e aliança com bolsonarismo contra Ciro

 

Lideranças como o governador Elmano de Freitas e o senador Camilo Santana sinalizam como será discurso de governistas no debate eleitoral
O PT do Ceará e as suas lideranças já ensaiam o discurso para usar contra o seu principal opositor na eleição pelo Governo do Estado neste ano, o ex-ministro e ex-governador Ciro Gomes (PSDB). A comparação entre as gestões e a aliança do tucano com a direita bolsonarista estão entre os principais argumentos usados pelos petistas para buscar desbancar a campanha adversária.
O lançamento da pré-candidatura de Ciro a governador no último sábado (16) gerou reações imediatas. Em Baturité, sua cidade natal, o governador Elmano de Freitas (PT), que deve buscar a reeleição, respondeu críticas do grupo de oposição durante cerimônia para ordem de serviço das obras da CE-060 e CE-356, no mesmo instante em que o tucano lançava a pré-candidatura em ato político na Capital.
"Hoje lá em Fortaleza estão fazendo muito discurso pensando em voto. E eu quero fazer a conversa pensando em trabalho, em entrega, em benefício para o povo cearense", falou Elmano, logo no início do discurso.
"Tem gente que às vezes fica falando 'Falta isso, falta aquilo, o governador tá fazendo hospital agora'. O Ceará tem quase 300 anos, a nossa terra tem mais de 100 anos. Passaram mais de 120 anos e não fizeram (um hospital). Aí chega um filho da terra e estão reclamando porque queriam que já tivesse feito. Deviam ter feito quando governaram. Agora, eu vou fazer o hospital de Baturité. É fácil falar. Eu quero ver é fazer e tenho orgulho de dizer que nós estamos fazendo o Hospital Regional de Baturité", falou o governador.
E fez mais comparações com os opositores: "Tem gente que ainda diz assim 'O Ceará tá se acabando' e eu fico olhando, parece que ele não tem sequer o tempo de olhar os dados. Quando eles governaram o Ceará em um governo eles criaram 40 mil empregos e era uma propaganda medonha. Sabe quantos empregos nós já criamos de saldo positivo? 170 mil empregos para o povo do Ceará".
Principal liderança do grupo governista no Ceará, o senador Camilo Santana (PT) apontou a aproximação de Ciro com os bolsonaristas e afirmou que o ex-aliado fez "acordo" com o pré-candidato a presidente pelo PL, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A menção ao nome do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ganha um novo contexto após a revelação das conexões de Flávio com Daniel Vorcaro e o Banco Master.
"Aqui no Ceará quem mudou de lado não fomos nós, o candidato que se coloca como adversário que mudou de lado, que resolveu se juntar com o bolsonarismo cearense e brasileiro, fazendo acordo com o próprio Flávio Bolsonaro aqui no Estado do Ceará, sem ter a coragem de aparecer", falou Camilo ao podcast Café com Verdade. O ex-ministro da Educação publicou trechos dessa entrevista nas suas redes sociais no sábado (16), horas antes de Ciro lançar a pré-candidatura.
"Essa é a turma também da incoerência, além do ódio, da fake news, da mentira, do 'blá blá blá', achando que só com voz alta vai resolver os problemas. Então, qual o projeto que esse pessoal tem?", questionou o senador. "Falam tanto em segurança, qual o projeto de segurança dele?".
Camilo também fez comparações entre os governos do presidente Lula (PT) e de Jair Bolsonaro (PL) e das gestões em Fortaleza do ex-prefeito José Sarto (PSDB), aliado de Ciro, e do atual prefeito Evandro Leitão (PT), apadrinhado pelo senador petista, relembrando temas como a Taxa do Lixo e a crise no Instituto Doutor José Frota (IJF) ao fim da gestão Sarto.
"Nós temos aqui o time da coerência, que nunca mudou de lado, que sempre defendeu o povo, que fala a verdade, que não agride ninguém, não desrespeita ninguém, que faz política com coerência. É essa a reflexão que vou pedir que o povo cearense faça", afirmou Camilo.
Por Igor Magalhães do jornal OEstadoCe

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