Na atual configuração, UPB no Ceará tem Capitão Wagner na presidência, enquanto que União e PP são comandados por deputados governistas
O deputado estadual Zezinho Albuquerque (PP) reafirmou nessa quinta-feira (30) seu apoio à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT), celebrando a liberação da União Progressista (UPB) para que seus filiados apoiem o candidato ao Governo do Estado de sua preferência, mesmo com o alinhamento da legenda à pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) a governador.
O ex-secretário de Cidades do Ceará também minimizou o impacto das diferenças políticas dentro da União Progressista a nível local. Com impasse sobre a eleição estadual, além de definir pela liberação, como parte da solução encontrada pela direção nacional, o comando da federação ficou com Capitão Wagner (União), aliado de Ciro, enquanto que as presidências de União Brasil e PP, respectivamente, ficaram com os deputados federais Moses Rodrigues e AJ Albuquerque, ambos aliados de Elmano.
Zezinho comparou essa eleição com a de 2022, quando o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira, era também ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro (PL) e, ainda assim, o partido ficou livre para apoiar o PT na eleição estadual.
"Com a federação vai o tempo de televisão lá para o outro lado, mas a gente, tanto o Moses (Rodrigues), como os amigos do Moses, como o AJ, e nós todos, vamos ser, vamos dizer assim, cabo eleitoral do nosso querido Elmano", falou Zezinho a O Estado nessa última quinta-feira (30).
E reforçou: "Então, pronto, isso tudo tá sendo conversado, não tem inimizade com ninguém, tá tudo liberado. Nós estamos liberados e vamos continuar liberados para estar junto do governador Elmano nessa candidatura que vai dar continuidade ao grande trabalho que ele vem fazendo pelo Estado do Ceará".
Maior federação partidária do país, a União Progressista deve ter papel estratégico tanto na eleição de presidente como de governador. O candidato apoiado por ela deverá ser beneficiado com uma fatia considerável do tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão.
Estando alinhada com a frente da oposição que apoia Ciro Gomes, a federação União-PP também deve indicar um nome para a chapa majoritária liderada pelo tucano. Até o momento, os mais cotados para isso são Capitão Wagner (União), como senador, e Roberto Cláudio (União), como vice-governador. Outros nomes também são lembrados, como os deputados federais Mauro Filho (União) e Danilo Forte (PP).
Já o processo de montagem das chapas de deputado federal e estadual do União e do PP será liderado pelos presidentes, no Ceará, dos respectivos partidos, no caso, Moses e AJ. Segundo Zezinho, mesmo que os dois partidos tenham que atuar como um só na eleição, o diretório estadual de cada legenda deve preservar sua autonomia administrativa e financeira, sem interferência do comando da federação.
Questionado se Capitão Wagner irá participar das definições sobre as chapas de deputados federal e estadual, Zezinho falou que deve haver diálogo, ainda que os dirigentes tenham posicionamento distintos. "Não custa nada conversar também. Até porque ele é filiado ao União Brasil, ele deve conversar com o Moses e o PP...Se nós somos a mesma coisa, temos que conversar".
Como resultado da liberação de voto na eleição estadual, Zezinho apontou que as chapas de candidatos a deputado federal e estadual devem conter uma "mistura", com a presença de candidatos apoiadores de Elmano, Ciro ou outros nomes para o Governo do Estado.
"Claro que vai ter, vai ter essa mistura. Cada um vai pedir voto para quem quiser. O Mauro Filho já declarou que vota com o outro candidato. O AJ já disse que vota com o Elmano. O Moses já disse que vota com o Elmano, né? Então, isso vai acontecer, é normal. Tá todo mundo liberado, nós precisamos é de voto", falou Zezinho.
Por Igor Magalhães do jornal OEstadoCe
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