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Deputado Apóstolo Luiz Henrique critica "politicagem" nas igrejas

 

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O deputado estadual Apóstolo Luiz Henrique (MDB) criticou nessa terça-feira (2) o que chamou de "politicagem" nas igrejas e defendeu que políticos não tenham espaço de fala nas cerimônias religiosas.
O parlamentar, que é pastor e fundador da Igreja do Senhor Jesus, lembrou que ele mesmo já levou lideranças políticas aos seus cultos e foi criticado por isso, mas disse que, após uma reflexão, se arrependeu dessa atitude. Henrique defendeu que os políticos possam ir aos eventos religiosos, mas sem direito a discursar. Segundo ele, qualquer situação que possa dar margem a interpretações equivocadas deve ser evitada.
"'Mas Apóstolo, o senhor colocou o governador Elmano (de Freitas), o ex-governador Camilo (Santana) e a ex-governadora Izolda (Cela) em um altar da igreja que o senhor faz todo ano'. Coloquei e me arrependo, porque tudo o que pode chegar a escandalizar a igreja ou alguém pegar aquilo que está acontecendo e desvirtuar, como fizeram na época, não é bom", afirmou o deputado do MDB, em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece).
As falas do parlamentar ocorrem no contexto pré-eleitoral e logo após a Missa de Santo Antônio no último domingo (31), em Barbalha. O evento religioso contou com a presença do governador Elmano de Freitas (PT), do senador Camilo Santana (PT) e de Ciro Gomes (PSDB), com tumulto entre apoiadores do governo e da oposição. Luiz Henrique parabenizou a atitude do diácono Rafhael Hernandez, que deu uma bronca no público por levarem manifestações políticas ao momento religioso.
"Fica o alerta para os pastores e padres. Quem é que vai continuar fazendo uso do altar da igreja para fazer politicagem?", questionou.
O deputado, que é aliado do governador Elmano de Freitas, mencionou o Congresso Ceará Pentecostal, realizado pela sua igreja e que inicia nesta quarta-feira (3). Foi na edição de 2024 desse evento que Elmano anunciou o apoio ao projeto "Bíblia nas escolas", proposta de autoria do Apóstolo Luiz Henrique.
O parlamentar, no entanto, disse que, caso o chefe do Executivo estadual vá ao evento deste ano, não deverá discursar, justamente para evitar mais um episódio em que política e fé se misturam no contexto da pré-campanha eleitoral do Ceará. "O governador se quiser ir para abertura do Congresso vai sentar lá na frente para poder cultuar a Deus, não vai mais pegar no microfone. Nem governador nem ministro nem seu ninguém. Quem vai pegar no microfone é o pastor que vai pregar", anunciou Henrique.
"Que os políticos falem nos Parlamentos, nas Câmaras Municipais, no Senado e que os pastores preguem nas igrejas", completou.

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