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Tem gente que se merece, e aos iguais.

 


Um levantamento citado pela Folha de S.Paulo aponta que o embate envolvendo Donald Trump, o governo Lula e a família Bolsonaro gerou cerca de 15 milhões de interações nas redes sociais. Segundo os dados divulgados, 78% das manifestações registradas apresentaram sentimento negativo contra Trump e a família Bolsonaro, enquanto 11,7% foram positivas e 10,3% neutras. O dado chama atenção porque parte significativa das publicações passou a associar o nome de Flávio Bolsonaro à crise provocada pelos tarifaços anunciados pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros. Nas redes sociais, milhares de usuários passaram a utilizar termos como “traição ao Brasil” para criticar a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro junto ao governo norte-americano.

A repercussão ganhou força justamente porque muitos brasileiros enxergam as tarifas como uma medida que pode prejudicar empresas nacionais, exportações e empregos. Nesse contexto, a imagem de políticos brasileiros que mantêm proximidade com o governo Trump passou a ser alvo de críticas intensas.
Do ponto de vista político, o episódio pode ter consequências importantes. Quando uma parcela expressiva da população passa a acreditar que um líder político apoiou ou incentivou medidas que prejudicam interesses nacionais, sua imagem pública tende a sofrer desgaste. É exatamente isso que os números do levantamento indicam: uma forte onda de rejeição nas redes sociais associada à narrativa de que interesses brasileiros teriam sido colocados em segundo plano.
No entanto, é importante destacar que chamar alguém de “traidor da pátria” é uma opinião ou acusação política feita por parte dos usuários nas redes sociais, e não um fato estabelecido. O que os dados mostram é que a narrativa de “traição ao Brasil” ganhou enorme repercussão digital e passou a ser compartilhada por milhões de pessoas durante a crise envolvendo os tarifaços norte-americanos.

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