Os aliados mais próximos do pré-candidato ao Governo do Estado Ciro Gomes (PSDB) querem evitar nacionalizar a eleição do Ceará e, nessa estratégia, apontam que o tucano poderá ser apoiado por eleitores de nomes diversos na disputa presidencial.
"Estão querendo nacionalizar o debate. Brasília é Brasília, Ceará é Ceará. Nós vamos discutir o Estado do Ceará. A questão nacional será discutida a nível nacional porque aqui, no Estado do Ceará, Ciro terá apoio de lulistas, bolsonaristas, caiadistas e aecistas, porque o povo do Ceará precisa de um projeto novo", afirmou nessa quinta-feira (9) o líder do PSDB na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), deputado estadual Cláudio Pinho.
A declaração ocorreu pela manhã dessa quinta, antes do anúncio do deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, descartando concorrer a presidente da República. O partido não irá lançar candidatura própria ao Palácio do Planalto e avalia apoiar um nome de centro de outro partido.
Apesar da aliança com o Partido Liberal (PL) no Ceará, Ciro Gomes tem evitado se associar tanto ao presidente Lula (PT) como ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidatos a presidente dos campos da esquerda e da direita, respectivamente. Em declarações recentes, o ex-ministro havia manifestado apoio a Aécio.
Cláudio Pinho adiantou que, sem candidato do PSDB, a tendência seria que o partido liberasse seus filiados para votar conforme as conveniências de cada um.
"As pessoas que se contrapõem ao projeto de Ciro (querem) nacionalizar a eleição do Ceará. Nós não temos nenhum interesse (na nacionalização da eleição estadual), nós temos que discutir o Estado do Ceará. Ciro vai administrar o Estado do Ceará com qualquer presidente da república que esteja de plantão", falou o líder do PSDB.
No Ceará, a estratégia tucana é oposta à petista. No último dia 4, o ministro das Relações Institucionais e deputado federal licenciado José Guimarães (PT) disse que a vinculação de Ciro ao bolsonarismo é uma das questões que precisam "ser vistas com urgência" na estratégia da campanha à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT).
Por Igor Magalhães da editoria de política do jornal OEstadoCe
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