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Efeito Maradona. Prolongado.

 


MILEI VEIO AO BRASIL, FEZ CAMPANHA, INSULTOU AUTORIDADES - E AGORA O ITAMARATY PUXOU A CADEIRA
O governo chamou de volta a Brasília o embaixador brasileiro em Buenos Aires para consultas.
Tradução diplomática: “Volte para casa. Precisamos conversar sobre o argentino da motosserra.”
Milei desembarcou no Brasil, subiu no palanque de Flávio Bolsonaro, chamou Lula de presidiário, Moraes de “lixo careca” e tratou nossa eleição como extensão do seu comício continental. Depois voltou para a Argentina como quem apenas participou de um chá beneficente.
Só que diplomacia não é grupo de WhatsApp. O Brasil não rompeu relações, não fez escândalo e não entrou no campeonato de grosseria. Fez algo mais sério: retirou temporariamente seu representante para avaliar a resposta. É a diferença entre Estado e espetáculo.
Milei trouxe a motosserra; Fachin respondeu com a Constituição; o Itamaraty, com o protocolo.
E Flávio? Ficou no palco aplaudindo um presidente estrangeiro que veio insultar instituições brasileiras.
Depois essa turma ainda grita “soberania nacional”. Soberania, para eles, é abrir a porta para estrangeiro xingar o Brasil - desde que xingue do lado certo.

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