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Flávio Bolsonaro não vai conseguir destruir o Brasil soberano representado por Lula

 


Lula conta com algo a tradição de um povo que aprendeu que a soberania nacional não se negocia
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Redação Brasil 247
Há momentos em que as diferenças políticas deixam de ser apenas divergências sobre programas de governo e passam a dizer respeito ao próprio destino da Nação. O Brasil vive um desses momentos.
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A mensagem enviada por Flávio Bolsonaro ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, pedindo que as sanções comerciais anunciadas contra o Brasil sejam adiadas por seis meses — justamente para que produzam seus efeitos somente depois da eleição presidencial — representa um dos episódios mais graves da vida política brasileira desde a redemocratização.
Não se trata de um parlamentar defendendo os interesses do país perante um governo estrangeiro. Trata-se do oposto. Flávio pede que uma potência que disputa espaço econômico, tecnológico e geopolítico com o Brasil administre suas medidas de pressão de acordo com a conveniência de sua candidatura presidencial. Em outras palavras, pede que interesses estrangeiros sejam sincronizados com o calendário eleitoral brasileiro.
É difícil imaginar demonstração mais explícita de subordinação política.
A existência do Brasil como nação soberana e o modo de vida tão precioso que os brasileiros construíram ao longo de gerações — com trabalho, sacrifício e, em muitos momentos da história, com sangue — jamais poderão ficar subordinados aos cálculos eleitorais de quem se dispõe a recorrer a uma potência estrangeira para alcançar o poder.
A atitude das autoridades estadunidenses, ao, de seu modo, admitir discutir o calendário dessas sanções em função da disputa política brasileira apenas reforça a gravidade do episódio. Ultrapassa a esfera diplomática e toca diretamente a independência do processo eleitoral nacional. Nenhuma democracia digna desse nome pode considerar normal que um governo estrangeiro seja chamado a influenciar, ainda que indiretamente, as injunções de uma eleição presidencial.
Esse comportamento ajuda a explicar por que a candidatura de Flávio Bolsonaro encontra crescente resistência entre os brasileiros. Um candidato que oferece seu eventual governo aos interesses de outra potência dificilmente pode apresentar-se como representante da soberania nacional.
Do outro lado está o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Pode-se concordar ou discordar de suas políticas, mas sua posição diante das pressões externas tem sido inequívoca: o Brasil decide seu destino em Brasília, não em Washington nem em qualquer outro lugar. A defesa da autonomia nacional, da integração sul-americana, do fortalecimento dos BRICS e de uma política externa independente tornou-se uma das marcas de seu governo.
É justamente essa soberania que está em disputa.
As eleições de outubro definirão muito mais do que a ocupação do Palácio do Planalto. Definirão se o Brasil continuará sendo uma República que toma suas decisões conforme a vontade de seu povo ou se aceitará que interesses estrangeiros passem a influenciar seu futuro por intermédio de candidatos vestindo casaca alheia, dispostos a abrir mão da independência nacional.
Flávio Bolsonaro pode contar com apoios externos. Lula conta com algo infinitamente mais poderoso: a tradição de um povo que, desde a Independência, passando pela Abolição, pela República e pela redemocratização, aprendeu que a soberania nacional não se negocia.

É por isso que Flávio Bolsonaro não conseguirá destruir o Brasil soberano e pujante, no rumo de atingir seu grande destino, representado por Lula.

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