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Flávio definha e boca do jacaré abre em favor de Lula


247 - Bolsonarista perde sustentação com resultado desastroso em pesquisa Quaest; agoniza em praça pública, enquanto reeleição em 1º turno entra no radar.
Flávio Bolsonaro definha em praça pública. A pesquisa Genial/Quaest desta quarta-feira, 15, é um raio que atinge em cheio o último ponto de sustentação da candidatura, o eleitoral. O político já era, o moral nunca houve. Os números confirmam e indicam uma aceleração no recuo de intenções de voto ao candidato. Ao mesmo tempo, reafirmam e suplantam os indicadores de aprovação do governo Lula e das intenções de voto em sua reeleição. Na disputa mano a mano, a boca do jacaré se abriu a favor do presidente. A marcação de 40% contra 28% em primeiro turno, de Lula sobre Flávio, com tendência de aumento na diferença, é digna de ser comemorada. As chances de a disputa, mantidos os atuais nomes, terminar em primeiro turno, a favor do presidente, passa a ser real.
A aprovação do governo Lula entre o eleitorado brasileiro atingiu 48% em julho, marca mais alta desde dezembro do ano passado. No ano, é o maior nível de popularidade do presidente. O crescimento é sustentado. O apoio ao governo vem crescendo continuamente desde abril, quando o placar estava em 43% de aprovação e 52% de reprovação. Nos últimos doze meses, as curvas se inverteram, com Lula ganhando cinco pontos percentuais e a percepção desfavorável recuando 6 pontos. Pela primeira vez desde 2024, a aprovação passa a liderar as avaliações, com 48% contra 47% dos que desaprovam, iniciando uma nova fase da tendência.
A vantagem de Lula sobre Flávio vai além dos números gerais da pesquisa, como mostram destaques da pesquisa Genial/Quaest divulgada hoje:
• Distância entre o presidente e Flávio Bolsonaro aumenta no 1º e no 2º turno
• No segundo turno, Lula tem 8 pontos percentuais de vantagem e venceria por 45% a 37%
• Na direita não bolsonarista, intenção de voto em Flávio recuou de 82% para 74%
• Para 35% o programa Desenrola 2.0 aumentou significativamente a renda
• Sobre o desentendimento entre Michelle e Flavio Bolsonaro, 42% concordam mais com a ex-primeira dama do que com Flavio (18%)
• Para 37%, a investigação sobre o senador Jaques Wagner, do PT, impacta muito negativamente a campanha de Lula; para 25%, o impacto é pequeno
Os principais números aqui: https://bit.ly/4ffrFsf
O relatório completo pode ser acessado no site da Quaest: www.quaest.com.br/relatorios-quaest
A perda de sustentação eleitoral do bolsonarista corresponde a uma derrocada dele no campo político. Flávio já é uma versão século 21 turbinada de Cristiano Machado, o candidato a presidente em 1950 que, largado à deriva, gerou o termo cristianização. Desde a divulgação dos áudios em que ele pede R$ 61 milhões ao banqueiro Daniel Vorcaro, em maio, não se conhece um gesto de apoio ou declaração favorável ao bolsonarista.
A cristianização de Flávio ganha força a 10 dias da convenção nacional do PL, marcada para o próximo dia 25. Nas bets eleitorais, aumentam as apostas de que ele não chega até lá. Ainda que chegue, também crescem as lembranças de que a legislação permite a troca do candidato em caso de renúncia.
Flávio está perdido e solitário. Apresentada esta semana, uma cartinha do papai, que em outros tempos reuniria tropas em marcha pelo filhinho, deu chabu. O núcleo duro de um sargento e dois soldados dispersou. Carluxo trata de sua própria sobrevivência política em Santa Catarina, concorrendo a senador. Bananinha opera a intervenção dos EUA sobre o Brasil desde o Texas, o que não torna Flávio mais simpático. Jair Renan não conta. Tem a general Michelle comandando o forte desgaste na ala feminina e, dizem, nem o apoio da própria mulher ele tem. Dá para acreditar que Flávio Bolsonaro está em condições de seguir adiante na maratona eleitoral?

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