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Ceará é líder em competitividade no Nordeste, aponta ranking do CLP



Estado foi o que mais avançou na região, impulsionado pela evolução em sete dos dez pilares avaliados
O Ceará lidera a região Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria. Na sequência entre os estados nordestinos, a Paraíba ocupa o 12º lugar na classificação geral e o Rio Grande do Norte, o 15º. Os resultados completos serão apresentados no evento oficial de lançamento, em 27 de agosto, em São Paulo.
Após subir três posições em relação ao ano passado, o Ceará agora ocupa o 11º lugar no ranking. Foi o estado da região Nordeste que mais avançou posições. A alta foi acompanhada pela evolução em sete dos dez pilares avaliados. O maior crescimento ocorreu em Potencial de Mercado, no qual o Ceará ganhou 13 posições, passando do 21º para o 8º lugar nacional. O resultado é a melhor colocação histórica do estado nesse pilar em toda a série analisada.
Outro destaque do Ceará foi o pilar de Eficiência da Máquina Pública, no qual o estado avançou sete posições e alcançou o 10º lugar no ranking nacional. O Ceará também ganhou quatro posições em Sustentabilidade Ambiental, chegando ao 14º lugar; três posições em Inovação, passando para a 9ª colocação; e três em Segurança Pública, alcançando o 14º lugar.
Após recuar uma posição, a Paraíba ocupa agora o 12º lugar no ranking geral. Apesar da queda, o estado mantém desempenho de destaque em quatro pilares: 4º lugar em Potencial de Mercado, 6º em Infraestrutura, 6º em Inovação e 9º em Segurança Pública.
Depois de protagonizar o maior salto do país em 2025, quando subiu oito posições e passou do 24º para o 16º lugar, o Rio Grande do Norte voltou a crescer em 2026 e alcançou a 15ª colocação nacional. O crescimento geral foi acompanhado por avanços em cinco dos dez pilares avaliados. O principal movimento ocorreu em Potencial de Mercado, onde ganhou oito posições, passando do 19º para o 11º lugar nacional. Essa é a melhor colocação do estado nesse pilar em toda a série histórica.
Na 16ª colocação nacional, Sergipe está entre os dez estados mais bem colocados do Brasil em três dos pilares avaliados. O principal avanço do estado em 2026 ocorreu em Potencial de Mercado. Em 2023, já havia alcançado a 9ª posição nacional no pilar, antes de passar para o 15º lugar em 2024 e para o 22º em 2025. Com o avanço registrado nesta edição, o estado retorna à sua melhor colocação histórica nessa área.
Logo na sequência, em 17º, está Pernambuco, que nesta edição teve bom resultado principalmente em Potencial de Mercado. O estado ganhou nove posições entre 2025 e 2026, passando do 26º para o 17º lugar nacional. Esse foi o maior crescimento pernambucano entre todos os pilares analisados nesta edição.
Alagoas alcançou a 18ª posição geral em 2026, ocupando a 6ª colocação entre os estados da região Nordeste. O melhor desempenho foi em Inovação, área em que figurou entre os cinco melhores estados do país, na 3ª posição. Em Educação, passou da 20ª colocação, em 2025, para a 14ª, em 2026, registrando um ganho de seis posições. Já em Sustentabilidade Ambiental, alcançou a 18ª colocação, quatro posições acima do resultado de 2025, quando ocupava a 22ª posição.
O Piauí alcançou sua melhor posição histórica este ano. O estado avançou duas colocações na classificação geral, passando do 21º lugar, em 2025, para a 19ª posição nacional. Melhorou sua posição em sete dos dez pilares avaliados. O maior avanço ocorreu em Segurança Pública, com ganho de três colocações e chegada ao 21º lugar nacional.
A Bahia ocupa a 21ª posição no ranking geral. Em Potencial de Mercado, avançou 12 posições, passando da 24ª colocação, em 2025, para a 12ª, em 2026. Em Segurança Pública, subiu três posições, da 25ª para a 22ª colocação, enquanto, em Educação, ganhou duas posições, passando da 22ª para a 20ª.
Em 23º lugar nacional, mesma colocação do ano passado, Maranhão aparece em 3º lugar em Solidez Fiscal, em 12º em Segurança Pública e em 16º em Potencial de Mercado.
O Ranking de Competitividade dos Estados avalia as 27 unidades federativas a partir de 100 indicadores organizados em dez pilares estratégicos para a competitividade e a qualidade da gestão pública: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação. A edição de 2026 incorpora ainda o indicador de feminicídio, ampliando a capacidade do estudo de retratar desafios relacionados à segurança e aos direitos das mulheres.
"O Ranking de Competitividade dos Estados mostra que o fortalecimento das políticas públicas e da capacidade de gestão tem produzido resultados concretos em todas as regiões do país. Mais do que identificar quem lidera, o ranking oferece evidências para que gestores públicos possam aprender com as melhores práticas e acelerar a construção de estados mais eficientes, inovadores e capazes de oferecer melhores oportunidades para a população", afirma Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP.
O ranking
Na décima quinta edição do Ranking de Competitividade dos Estados, a avaliação das 27 unidades federativas foi feita a partir de 100 indicadores, distribuídos em dez pilares temáticos considerados fundamentais para a promoção da competitividade e melhoria da gestão pública dos estados brasileiros: Infraestrutura, Sustentabilidade Social, Segurança Pública, Educação, Solidez Fiscal, Eficiência da Máquina Pública, Capital Humano, Sustentabilidade Ambiental, Potencial de Mercado e Inovação.
Sobre o CLP
O Centro de Liderança Pública (CLP) é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 18 anos, defende um Estado Democrático de Direito eficiente no uso de seus recursos e constituído sobre princípios republicanos.

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