Tiro pela culatra: apoio do repugnante Milei a
Flávio Bolsonaro aumenta chance de voto em Lula
Dados captados pela
pesquisa Genial/Quaest mostram que 34% dizem ficar mais propensos a votar no
presidente após o argentino declarar apoio ao candidato bolsonarista. O apoio do
desqualificado presidente da Argentina, Javier Milei, à candidatura de Flávio Bolsonaro
à Presidência da República pode produzir um efeito contrário ao pretendido pelo
líder argentino. Pesquisa Genial/Quaest mostra que 34% dos brasileiros afirmam
que o endosso de Milei ao filho de Jair Bolsonaro aumenta sua possibilidade de
votar no presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados foram divulgados
pela jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo.
O levantamento revela que a entrada ostensiva de Milei na disputa política
brasileira, acompanhada de ataques contra Lula e contra o ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode mobilizar também eleitores
contrários ao presidente argentino e ao campo político que ele representa. Segundo a pesquisa,
34% dos entrevistados dizem que o apoio de Milei a Flávio Bolsonaro aumenta a possibilidade
de votarem em Lula. Outros 27% afirmam que a manifestação do argentino eleva a
chance de voto no próprio Flávio Bolsonaro. Há ainda 17% que dizem ficar mais propensos a escolher
outros candidatos diante da interferência do presidente argentino na eleição
brasileira. Para 16%, o apoio não altera a decisão eleitoral. Os números indicam,
portanto, uma assimetria relevante: considerada isoladamente a reação declarada
pelos entrevistados, a parcela que associa o apoio de Milei a uma maior
possibilidade de votar em Lula supera em sete pontos percentuais aquela que
afirma ficar mais inclinada a escolher Flávio Bolsonaro. O resultado sugere
que a identificação pública entre o bolsonarismo e o presidente argentino pode
funcionar como elemento de mobilização tanto para seus simpatizantes quanto
para seus adversários — e, pelos dados da Quaest, a reação favorável a Lula é
numericamente maior. A manifestação do presidente argentino, rechaçado por 65%
dos argentinos em razão catástrofe econômica e social que produziu, ocorreu
durante uma convenção do PL. Milei não se limitou a declarar preferência
eleitoral por Flávio Bolsonaro. Em seu discurso, Milei agrediu Lula e os brasileiros. A
retórica reproduz o estilo de confrontação política fascista adotado por Milei
desde sua ascensão na Argentina e representa uma intervenção incomum de um
chefe de Estado estrangeiro no debate eleitoral de um país vizinho.
A frase: “O
levantamento da Quaest permite dimensionar uma consequência dessa estratégia:
em vez de simplesmente transferir prestígio político para Flávio Bolsonaro, a
participação de Milei também desperta uma reação significativa em direção a
Lula”. Tem alguém observando a cena.
Filho nega o pai escondendo “Bolsonaro” (Nota da foto)
O marqueteiro Duda Lima definiu o slogan
“O Brasil vai vencer” para a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à
Presidência, informa Lauro Jardim, no jornal O Globo. Profissional
com apenas onze dias à frente da comunicação do parlamentar — sendo o terceiro
a ocupar o cargo na equipe do filho de Jair Bolsonaro (PL) —, Duda Lima
formulou o conceito da marca a partir do formato da letra “V”, integrada ao
nome “Flávio”, combinando as cores verde e amarela. Sem Bolsonaro.
Reginauro ,Senador
O deputado estadual Sargento Reginauro acaba de tirar licença da
Assembleia do Ceará pra vestir a fatiota de senador. Ele é primeiro suplente do
Senador Eduardo Girão que sai de licença para disputar a vice-presidência da
República na chapa de Romeu Zema.
Cadeia para Heredia
A Justiça acolheu pedido do Ministério Público do Ceará e
decretou a prisão preventiva de Marco Antônio Heredia Viveros por
descumprimento de medidas protetivas de urgência concedidas em favor de Maria
da Penha Maia Fernandes (ex-mulher) e das duas filhas.
Descumpriu liminar
A decisão foi do juiz Cesar Morel Alcântara, durante o
plantão judicial. Marco Heredia foi preso no domingo (09/08) em Natal pela
Polícia Militar do Rio Grande do Norte, numa ação articulada com o Gaeco do
Ministério Público do estado potiguar.
Furou
proibição de falar
Na decisão, a Justiça entendeu haver indícios suficientes da
prática do crime de descumprimento de medidas protetivas de urgência, previsto
no artigo 24-A da Lei Maria da Penha, e destacou que o investigado foi
devidamente notificado das restrições impostas e das consequências jurídicas em
caso de violação da medida.

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