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Ceará entrega mais com menos e fica em 2º em ranking de eficiência

 


Estado aparece entre os sete mais eficientes do País mesmo com receita por habitante quase 40% inferior à média nacional, segundo levantamento
Por Emanuel Santos Do jornal OEstadoCe)
O Ceará é o segundo estado mais eficiente do Brasil. A informação é do Ranking de Eficiência dos Estados (REE-F) de 2026, preparado pela Folha de S.Paulo, em parceria com o Datafolha. O Paraná lidera a lista e São Paulo aparece em terceiro lugar. O estudo avalia os 26 estados brasileiros, sem o Distrito Federal, cruzando dados a partir de cinco áreas: educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças. A ideia é medir a capacidade de converter o dinheiro público (receita) em serviços para a população.
O levantamento divide os estados em: eficientes, algumas eficiências, poucas eficiências e ineficientes. Entre os mais eficientes, além de Paraná, Ceará e São Paulo, Santa Catarina, Piauí, Paraíba e Minas Gerais fecham o grupo dos sete primeiros.
Para Fernando Canzian, o estudo mostra que ter um orçamento bilionário não é garantia de estado eficiente na gestão pública por excelência é sobre fazer mais com menos. “Ao cruzar dados educação, saúde, infraestrutura e segurança pública com a receita disponível por habitante, enquanto Paraná e São Paulo se destacam pelo equilíbrio econômico e infraestrutura, o Ceará alcançou a vice-liderança com a menor receita por habitante. É quase 40% abaixo da média nacional”, afirmou o repórter especial.
Ele atribui esse destaque do estado a resultados a partir de metas claras, colaboração com os municípios, educação em tempo integral e atenção primária à saúde, apesar dos problemas relacionados à segurança pública.
Na outra ponta do estudo, Acre, Amapá e Roraima, todos da região Norte, apresentaram os piores índices, apesar das maiores verbas por habitante do país, incentivos federais. Essas unidades da federação têm problemas problemas crônicos de saneamento, acessos (estradas) e segurança pública. “Ter caixa reforçado, não significa bons serviços e o desenvolvimento do Brasil depende do melhor uso dos recursos públicos, prioridade, continuidade e gestão”, observou Fernando Canzian.
Em entrevista exclusiva ao jornal O Estado, o secretário do Planejamento e Gestão do Ceará, Alexandre Cialdini (foto), destacou algumas decisões que, certamente, contribuíram para esse índice positivo. Segundo ele, investimentos em educação e em saúde foram decisões muito claras.
Na educação, ele explicou que o processo de interiorização do ensino superior é resultado da descentralização que acontece em decorrência do programa de governança interfederativa, que é uma política pública de ação coletiva institucionalizada com a participação dos municípios.
O secretário mencionou R$ 4,8 bilhões, que ele chamou de “o maior investimento nominal da história” que se reverteu em melhorias na educação pública e que acaba atraindo novos investimentos, inclusive do setor privado. “O setor privado vem para o Estado sabendo que aqui tem uma educação de qualidade e que ele pode recepcionar a empregabilidade para os grandes investimentos que está tendo no Estado do Ceará”.

Por fim, o gestor observou o processo de descentralização hospitalar, com 80 unidades construídas no decorrer desses três últimos governos, e, mais recentemente, o hospital de Baturité, de Iguatu e de Cratéus que, segundo ele, estão avançando fortemente na construção para atender essas macrorregiões do estado do Ceará.

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