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Justiça revoga prisão de vereador de Morada Nova investigado por suposto financiamento ilegal de campanhas

 


O juiz Magno Rocha Thé Mota, do 18º Juízo das Garantias do Núcleo 4 da Justiça Eleitoral, revogou, na segunda-feira (31), a prisão preventiva do vereador de Morada Nova Weder Basílio (PP). O parlamentar estava preso há 118 dias, desde maio, quando foi alvo da Operação Consorte, que investiga um suposto esquema de financiamento clandestino de campanhas eleitorais por integrantes da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), no Vale do Jaguaribe.
Na decisão, o magistrado destacou que os indícios de incompatibilidade patrimonial, por si sós, não justificam a manutenção da prisão preventiva. Segundo o juiz, ainda é necessário aprofundar as investigações para esclarecer a origem dos recursos movimentados pelos investigados.
“Os valores podem ter origem lícita na atividade empresarial desenvolvida; podem, igualmente, ter origem criminosa. Ao menos por ora, não se sabe. E a dúvida, nesta fase de cognição limitada, não pode ser resolvida em desfavor da liberdade”, registrou o magistrado.
Além de Weder Basílio, outros cinco investigados também tiveram a prisão preventiva revogada: Cesário César Ferreira Gomes Filho, apontado como operador financeiro do grupo, além de Francisco Rockson Bezerra do Ceará, Jordesson Harlley Nobre da Silva, Luiz Fernando Vieira de Sousa e Franklin Kelvin Rodrigues Silva, descritos na investigação como pessoas utilizadas para movimentar recursos por meio de empresas sem estrutura operacional.
Apesar da liberdade, todos deverão cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. Entre elas estão o uso de tornozeleira eletrônica por 180 dias, recolhimento domiciliar nos finais de semana e feriados, proibição de deixar o município onde residem sem autorização judicial, entrega dos passaportes, impedimento de sair do país e proibição de manter contato com os demais investigados.
No caso de Weder Basílio, a decisão também determina a proibição de exercer atividades de natureza econômica ou financeira relacionadas às empresas investigadas, impedindo-o de administrar ou movimentar contas das pessoas jurídicas envolvidas no inquérito.
A prisão do vereador ocorreu durante a Operação Consorte, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), como desdobramento da Operação Traditori, iniciada em março deste ano. As investigações da Polícia Federal apontam que o grupo teria utilizado empresas de fachada e contas bancárias para ocultar recursos que, segundo a apuração, seriam destinados ao financiamento de campanhas nas eleições municipais de 2024 em Morada Nova, em troca de futuras nomeações políticas e proteção institucional.

De acordo com a investigação, Weder Basílio seria o principal articulador do núcleo financeiro do esquema e foi o sexto vereador de Morada Nova preso no âmbito das operações que apuram a suposta atuação da organização criminosa no município.

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