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Ceará recebe mosquitos criados em laboratório para ajudar a combater a dengue

 


Uma nova estratégia de combate às arboviroses começa a ser implantada em municípios do Ceará. Eusébio, Maranguape e Crato receberão mosquitos modificados com a bactéria Wolbachia, uma tecnologia desenvolvida para diminuir a capacidade de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A técnica não consiste em eliminar todos os mosquitos, mas em alterar a população de Aedes aegypti ao longo do tempo. A Wolbachia, encontrada naturalmente em diversas espécies de insetos, é introduzida nesses mosquitos e dificulta a transmissão de vírus. A bactéria não representa risco conhecido à saúde humana.
No Eusébio, a etapa inicial do projeto deve alcançar nove bairros, abrangendo aproximadamente 32,6 mil moradores, o equivalente a quase 40% da população municipal. A iniciativa foi apresentada em um evento na cidade, com a participação de representantes responsáveis pela implementação do método no Brasil.

Os resultados, porém, não são imediatos. A primeira meta é estabelecer a presença dos mosquitos com Wolbachia na população local; a expectativa é que os efeitos na redução dos casos de doenças apareçam ao longo de um a dois anos. A tecnologia, portanto, surge como uma ferramenta complementar às medidas tradicionais de prevenção, como eliminar água parada e evitar a proliferação de criadouros.

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