Não falei que ia dar certo?, diz Alcolumbre a Camilo Santana após aprovação do fim da escala 6x1
Em conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1, o líder do PT na Casa, Camilo Santana (CE), atribuiu ao senador amapaense o resultado. “Parabéns, presidente. Você é o grande responsável por isso aqui”, disse o petista. Sorrindo e sem perceber que seu microfone estava aberto, Alcolumbre respondeu: “Não falei que ia dar certo?”. O diálogo foi captado pela transmissão da TV Senado. O Senado aprovou a PEC nesta quarta-feira, 14, em dois turnos, por 75 votos a 1 - eram necessários pelo menos 49 votos. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único voto contrário. O PL de Flávio liberou a bancada para votar no texto, assim como o Progressistas. A votação, a 11 dias do segundo turno das eleições, contou com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio à disputa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - embora integrantes do partido do filho de Jair Bolsonaro já defendam a aprovação do pagamento por horas trabalhadas em 2027. A oposição decidiu embarcar na proposta após Flávio recuar das críticas e manifestar apoio à PEC, tentando neutralizar o ganho político que Lula teria com a aprovação da bandeira eleitoral do petista. O candidato do PL à Presidência votou remotamente, de Porto Alegre (RS), onde esteve em campanha eleitoral.
A frase: “A ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento". Darwin e o paradoxo da ignorância.
Cid foi ao meio fio (Nota da foto)
“Candidato a presidente e senador, Flávio Bolsonaro sempre foi contra essa matéria. Tudo fez para dificultar e impedir que essa matéria fosse votada”. E elevou o tom: “Por absoluto oportunismo, ele, que é um serviçal da burguesia brasileira, que não tem o menor espírito público, que não pensa nos trabalhadores, temendo um momento de véspera de eleição, de ficar contra os trabalhadores”. Sobre o voto a favor do 5x2.
Um discurso apreensivo
Em lágrimas, a deputada reeleita Jô Farias, mulher do prefeito de Horizonte, o ex-deputado Nezinho, subiu ao púlpito da Assembleia e denunciou: O deputado federal André Fernandes foi ontem à nossa cidade e promoveu arruaças indignas de um homem público.
A denúncia
Jâ Farias contou que o deputado federal André Fernandes, agrediu a ela, dentro de sua casa e ao marido, com palavrões, ameaças e toda sorte de impropérios e algazarras que alguém deseducado, poderia articular, como uma passeata de carros de motos “para fazer raiva ao Nezinho”.
Um show de barbárie
Os vídeos mostrados, circulando em Horizonte e por todo o Ceará, na verdade expos um ritual tétrico, deseducado, grosseiro e marginal, palavras de deputados que apartearam a deputada Jô Farias.
Marginal
A fragilidade que a levou às lágrimas não eram de dor, eram a reação de uma deputada mulher que não se intimidou. E foi além: “ bandidos e covardes”. Tratou Guilherme Sampaio.
Solidariedade
O Presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, chamou o episódio de molecagem, imoral ao ponto de atirar rojões contra a residência do casal Nezinho-Jô Farias.
Medrosos e covardes
O deputado Alcides Fernandes, pai do federal, que fez forfait à sessão de ontem, também foi chamado de covarde por não estar presente pra ouvir e, quem sabe defender o filho, que recebeu dele os ensinamentos da vida, como disse na campanha.
Baixinho
Ouvi de alguém que, para sorte de André Fernandes mora bem longe dele e poderia ser seu desafeto: “Barata esperta não atravessa galinheiro”.
Crédito de fundo climático internacional
O BNB disponibilizará US$ 67 milhões (cerca de R$ 340 milhões) para a modernização da matriz de energia renovável. Os recursos, provenientes do BID e dos Fundos de Investimento Climático, cada entidade ingressando com 50% do valor, complementarão o financiamento do FNE nas operações de crédito do Banco destinadas ao segmento.
Vai doer
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), abriu investigação contra a Meta e o X por bloqueios, remoções de publicações e suspensões de contas de apoio ao presidente Lula (PT) ocorridos durante o período eleitoral.

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