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10 milhões de m3 acumulados em um dia

 


O Poder da Mensagem

 




Lula em Barcelona


“Temos que substituir o desalento pelo sonho. O ódio pela esperança”, diz Lula em Mobilização Progressista Global
Encerramento do evento em Barcelona, na Espanha, reuniu líderes progressistas para debater democracia, justiça social e fortalecimento do multilateralismo.
Ao iniciar seu pronunciamento, o presidente Lula destacou que o campo progressista acumulou avanços importantes na garantia de direitos e ressaltou a relevância de reafirmar valores democráticos diante do avanço do extremismo. Fotos: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 18 de abril, em Barcelona, na Espanha, do encerramento da Mobilização Progressista Global, encontro que reuniu lideranças políticas de diversos países em defesa da democracia, da justiça social e do fortalecimento da cooperação internacional. Em discurso na sessão plenária final, Lula afirmou ser necessário fortalecer a mobilização progressista para enfrentar desigualdades, proteger direitos e ampliar a participação democrática no cenário global. Ao abrir sua fala, Lula parabenizou o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, pela organização do encontro e ressaltou a importância de reafirmar valores democráticos diante do avanço do extremismo. “O que nós estamos fazendo aqui é o começo de um movimento que tem que agir todo santo dia, durante toda a semana, todo mês e durante 365 dias por ano, para que a gente restabeleça a coisa mais sagrada no mundo, que é a democracia e o multilateralismo”, afirmou. O que nós estamos fazendo aqui é o começo de um movimento que tem que agir todo santo dia, durante toda a semana, todo mês e durante 365 dias por ano, para que a gente restabeleça a coisa mais sagrada no mundo, que é a democracia e o multilateralismo”
Durante o pronunciamento, o presidente destacou que o campo progressista acumulou avanços importantes na garantia de direitos, mas ainda enfrenta o desafio de combater desigualdades estruturais e conter o avanço de discursos extremistas. “A situação dos trabalhadores, das mulheres, das pessoas negras e de muitas minorias é melhor hoje do que foi no passado. Não é coincidência que a reação das forças reacionárias tenha vindo de forma tão violenta, com a misoginia, o racismo e os discursos de ódio”, observou o presidente.
“Mas o progressismo não conseguiu superar o pensamento econômico dominante. O projeto neoliberal prometeu prosperidade e entregou fome, desigualdade e insegurança. Provocou crise atrás de crise. Ainda assim, nós sucumbimos à ortodoxia. Temos sido os gerentes das mazelas do neoliberalismo. Governos de esquerda praticam a austeridade”, alertou.
Para Lula, a incapacidade do campo progressista de romper com a lógica econômica neoliberal abriu espaço para que a extrema direita ocupasse o discurso de contestação, canalizando o descontentamento social para agendas regressivas e ataques a direitos.
“A extrema direita soube capitalizar o mal-estar das promessas não cumpridas do neoliberalismo. Canalizou a frustração das pessoas inventando bodes expiatórios: as mulheres, os negros, a população LGBTQIA+, os migrantes. Nosso papel é apontar o dedo para os verdadeiros culpados. Um punhado de bilionários concentra a maior parte da riqueza mundial. Eles querem que as pessoas acreditem que qualquer um pode chegar lá.
Alimentam a falácia da meritocracia. Mas chutam a escada para que outros não tenham a mesma oportunidade de subir. Pagam menos impostos, exploram o trabalhador, destroem a natureza, manipulam algoritmos. A desigualdade não é um fato. É uma escolha política”, afirmou Lula.
DO LADO DO POVO – Segundo o presidente, o primeiro mandamento dos progressistas deve ser a coerência. “Não podemos nos eleger com um programa e implementar outro. Não podemos trair a confiança do povo. Mesmo que boa parte da população não se veja como progressista, ela quer o que nós propomos. Quer comer e morar com dignidade. Escolas e hospitais de qualidade. Um meio ambiente limpo e saudável. Um trabalho decente, com jornada equilibrada. Um salário que permita uma vida confortável”, elencou. “O que faz de nós progressistas é escolher a igualdade. Nosso lema deve ser estar sempre do lado do povo”, completou.
LUTA GLOBAL – No contexto global, Lula enfatizou que o fortalecimento do multilateralismo e a reorganização das instituições de governança global são cruciais para enfrentar conflitos armados, redirecionar recursos hoje destinados a armamentos para o combate à insegurança alimentar, proteger economias, fortalecer o comércio exterior e avançar na adaptação às mudanças climáticas.
“Essa luta precisa ser global. De nada adianta manter a casa em ordem em um mundo em desordem. Os senhores da guerra jogam bombas em mulheres e crianças. Gastam em armas bilhões de dólares que poderiam ser usados para acabar com a fome. O Sul Global paga a conta de guerras que não provocou e de mudanças climáticas que não causou. É tratado como quintal das grandes potências. É sufocado por tarifas abusivas e dívidas impagáveis. Volta a ser visto como mero fornecedor de matérias-primas”, afirmou.
MULTILATERALISMO – O presidente afirmou que ser progressista na arena internacional significa defender um multilateralismo reformado. “É defender que a paz prevaleça sobre a força. É combater a fome e proteger o meio ambiente. É restituir a credibilidade da ONU, que foi corroída pela irresponsabilidade dos membros permanentes. É criar um sistema em que as regras valham para todos. Em que países desenvolvidos e em desenvolvimento estejam em pé de igualdade no Conselho de Segurança, no Banco Mundial, no FMI e na OMC”, destacou.
Lula apontou o fortalecimento das instituições multilaterais como caminho não apenas para promover a paz, mas também para enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras, como a desinformação e a regulação das plataformas digitais. “Esse não é um esforço só de governos. A internet se tornou um campo de batalha. Disputar as redes virtuais é uma tarefa incontornável. Mas a disputa tem que ir além das telas. Tem que ser levada para as universidades, para as igrejas, para as associações de bairro. A extrema direita grita, mente e ataca. Não podemos ter medo de falar mais alto, de expor a verdade dos fatos, de contrapor argumentos. O risco que a extrema direita representa à democracia não é retórico, é real. No Brasil, ela planejou um golpe de Estado. Orquestrou uma trama que previa tanques nas ruas e assassinatos”, advertiu.
“O Papa Leão 14 disse que a democracia corre o risco de se tornar uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas. Nosso papel é desmascarar essas forças. Desmascarar aqueles que dizem estar ao lado do povo, mas governam para os mais ricos. Que se dizem patriotas, mas põem a soberania à venda e pedem sanções contra o próprio país. Que proclamam defender a família, mas fecham os olhos para a violência contra as mulheres e o abuso sexual de crianças. Que se declaram donos da verdade, mas espalham mentiras e desinformação. Que se consideram homens de Deus, mas não têm amor ao próximo. Que falam em liberdade, mas perseguem quem é diferente”, listou.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado, 18 de abril, em Barcelona, na Espanha, do encerramento da Mobilização Progressista Global e parabenizou o presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez, pela organização do encontro. Foto: Ricardo Stuckert/PR
CONSTRUÇÃO DA DEMOCRACIA – Lula deixou uma mensagem de esperança para aqueles que trabalham pela consolidação dos princípios democráticos em todo o planeta. “A democracia não é um destino, é uma construção cotidiana. Ela precisa ir além do voto e trazer benefícios concretos para a vida das pessoas. Não há democracia quando um pai não sabe de onde tirar seu próximo prato de comida. Não há democracia quando um neto perde o avô na fila de um hospital. Não há democracia quando uma mãe passa horas em um ônibus lotado e não consegue dar um beijo de boa noite em seus filhos. Não há democracia quando alguém é discriminado pela cor da sua pele. Quando uma mulher morre por ser mulher. Temos que substituir o desalento pelo sonho. O ódio pela esperança”, afirmou.
MOBILIZAÇÃO PROGRESSISTA GLOBAL – Lula ressaltou que a Mobilização Progressista Global tem a missão de recuperar a capacidade das forças progressistas de projetar um futuro melhor. “Um futuro com justiça social, igualdade e democracia. Esses três termos – mobilização, global e progressista – precisam andar juntos. Não como palavras de ordem, mas como realidade viva. Uma pessoa não envelhece pela quantidade de anos, mas pela falta de motivação. A política só tem sentido quando se tem uma causa”, concluiu.
Pautada pela defesa da democracia, pelo fortalecimento das instituições e pelo combate à desigualdade, a Mobilização Progressista Global foi o segundo evento do qual o presidente Lula participou neste sábado para alertar sobre as tensões globais. Mais cedo, ele discursou na Reunião de Alto Nível do Fórum em Defesa da Democracia, também ao lado do presidente do Governo da Espanha, Pedro Sánchez.
Na sexta-feira (17), os dois líderes defenderam a regulação das redes sociais durante declaração à imprensa e participaram de cerimônia de assinatura de atos no Palácio Real de Pedralbes — entre eles, um Memorando de Entendimento no campo de minerais críticos, voltado à ampliação da cooperação bilateral em toda a cadeia produtiva de insumos estratégicos essenciais para a transição energética, a transformação industrial e a segurança econômica dos dois países.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

Padilha credencia HUC no SUS

 

Parceria entre Governo do Ceará e Governo Federal garante 100% dos leitos do HUC em funcionamento e amplia a capacidade da rede pública estadual


Solenidade no Hospital Universitário do Ceará

O Ceará deu mais um passo importante no fortalecimento da saúde pública estadual neste sábado (18), com a assinatura da portaria de credenciamento e habilitação de 330 novos leitos do Hospital Universitário do Ceará (HUC), em Fortaleza. A solenidade contou com a presença do governador Elmano de Freitas, dos ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e José Guimarães, da Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, da secretária estadual da Saúde, Tânia Mara, deputada federal Fernanda Pessoa, além de técnicos da Sesa e do Ministério da Saúde.

Governador Elmano de Freitas com autoridades do Ministério da Saúde

O governador Elmano de Freitas destacou a importância e a grandeza que representa entregar por completo o atendimento do HUC. “Não é pouca coisa nós colocarmos um hospital com mais de 830 leitos funcionando 100% de sua capacidade. Estamos falando de R$ 270 milhões a mais por ano. Esse hospital, para funcionar para o povo cearense, é praticamente R$ 800 milhões por ano”, contou. “Aqui, vamos poder aumentar as cirurgias cardiovasculares de crianças”, exemplificou. “Falamos em milhões de reais, mas o que vale mesmo é a família que chega com uma criancinha frágil, e esse recurso dar a condição de dignidade e de esperança”, afirmou o governador.

Governador Elmano de Freitas durante seu discurso

Ainda de acordo com Elmano de Freitas, mais do que garantir simplesmente o tratamento, o HUC já é marcado pelo humanismo aplicado na unidade. “Aqui, as pessoas vão ser recebidas, mas com um grau de humanismo, de carinho e de profissionalismo dos profissionais que fazem esse hospital. Temos orgulho das pessoas serem recebidas e, pelos testemunhos que elas dão, pelo impacto da beleza e da grandeza do hospital, mas, ainda mais pela forma como são acolhidas”.

Profissionais de saúde participando do evento

Com a medida, já a partir de maio, o HUC passará a operar com sua capacidade plena, colocando em funcionamento todos os 832 leitos da unidade, consolidando o equipamento como o maior hospital da rede pública estadual e um dos mais importantes do Nordeste.

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em discurso

Reconhecimento

Assinatura da portaria de credenciamento dos leitos

Além de possibilitar a abertura dos novos leitos, o ministro Alexandre Padilha destacou que a manhã deste sábado representa mais outra importante ação: o reconhecimento do HUC como referência no tratamento do câncer. “É uma Portaria que coloca praticamente mais R$ 280 milhões em custeio para o Estado do Ceará. Esse recurso será muito importante para ativar (os leitos restantes), porque todo hospital se vai ativando aos poucos mesmo. Quando (o HUC) foi inaugurado, o governador falou que até o final do ano (de 2026) queria ativar tudo. Então, esse recurso vai permitir ativar todos os leitos, toda a estrutura do hospital que é muito importante para a Região Metropolitana, mas que atende também a muita gente do Interior, por conta dos procedimentos extremamente especializados, até transplantes se faz aqui”, destacou. “E também estamos fazendo a habilitação desse hospital como Centro de Referência no tratamento do câncer”, anunciou, lembrando que a iniciativa se soma ao trabalho de descentralização do tratamento oncológico que vem sendo realizado pelo Governo do Ceará, possibilitando o atendimento no Interior do Estado, evitando o deslocamento de pacientes para Fortaleza.

Avanço

A ampliação representa um avanço direto para a população cearense, que passará a contar com maior oferta de internações, cirurgias, atendimentos especializados e suporte em alta complexidade. Com a abertura total dos leitos, o hospital fortalece a rede pública de saúde, reduz filas, amplia o acesso a procedimentos e garante mais agilidade no cuidado de pacientes de todas as regiões do Ceará.

Secretária estadual da Saúde, Tânia Mara

“Vai permitir ampliar o acesso da nossa população ao serviço de qualidade e de alta complexidade. Vamos, por exemplo, ampliar o serviço de cirurgia cardíaca pediátrica, que é uma grande demanda da nossa população”, destacou a secretária estadual da Saúde, Tânia Mara. “Além disso, vamos abrir mais leitos de clínica médica, reforçando toda essa estrutura, permitindo desafogar ainda mais os hospitais do Estado”, avaliou. “Lembrando que os pacientes serão regulados e suas transferências serão dentro do complexo de especialidade. Se for um paciente mais grave, geralmente está sendo encaminhado para o Hospital Universitário, que já está dando excelente resposta para a nossa rede. E. hoje, o hospital está com 500 leitos abertos, mas com esse recurso vamos conseguir abrir totalmente”, apontou Tânia Mara.

Desde o início do funcionamento da unidade, entre 19 de março de 2025 e 16 de abril de 2026, o HUC já contabilizou números expressivos. No período foram realizados 104.886 atendimentos ambulatoriais e 17.714 procedimentos cirúrgicos.

Instalações e equipamentos modernos no HUC

Ao todo, foram 135.587 atendimentos no primeiro ano, demonstrando a importância crescente do hospital para o sistema público de saúde do Estado do Ceará.

Entre as áreas já em funcionamento no HUC estão: cabeça e pescoço, cirurgia vascular, cirurgia oncológica, oncologia clínica, hematologia, ortopedia, cirurgia geral, cirurgia do aparelho digestivo, clínica médica, obstetrícia, ginecologia, reumatologia, pneumologia, neonatologia e urologia.

Fachada do Hospital Universitário do Ceará

A unidade também realiza exames laboratoriais e de imagem e atende pacientes encaminhados pelo Serviço Ambulatorial Transdisciplinar para Pessoas Transgênero (Sertrans), ampliando a oferta de cuidado especializado e inclusivo.

Cirurgias eletivas

Outro destaque da rede estadual é o volume de cirurgias eletivas, que vem crescendo de forma contínua. Desde 2023, já foram realizadas 496.464 cirurgias eletivas no Ceará. Apenas este ano já registrou 49.827 cirurgias eletivas até 17 de abril.

Fora, antes que seja tarde demais

 

Debate sobre possível destituição de Trump ganha corpo nos EUA

Depois de Trump ameaçar exterminar "uma civilização inteira", entrar em confronto com o Papa e postar imagem de si mesmo como Jesus, democratas e alguns republicanos questionam sua capacidade de atuar como presidente.
Parlamentares do Partido Democrata pressionam pela destituição de Donald Trump do cargo de presidente com base na 25ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, após ele ameaçar exterminar "uma civilização inteira" caso o Irã não recuasse – declaração que muitos descreveram como um potencial crime de guerra.
A forma como o presidente dos EUA lidou com os arquivos dos processos do caso Jeffrey Epstein e, na última semana, as postagens e declarações nas redes sociais atacando o Papa Leão 14 apenas intensificaram a discussão.
O que é a 25ª Emenda?
A 25ª Emenda foi adicionada à Constituição dos EUA em 1967 para esclarecer os procedimentos quando um presidente ou vice-presidente não pode continuar no cargo devido à morte, renúncia ou problemas de saúde. Embora lidar com a incapacidade presidencial já fosse uma questão antiga, a criação da emenda somente ganhou impulso após o assassinato do presidente John F. Kennedy, em novembro de 1963.
A emenda tem quatro seções. A primeira permite que um vice-presidente se torne presidente se o ocupante do cargo renunciar ou morrer. A segunda trata da substituição de um vice-presidente, e a terceira seção permite a transferência temporária e voluntária de poderes se o presidente ficar brevemente incapacitado. Essa seção já foi invocada anteriormente, mais recentemente pelos presidentes George W. Bush (em 2002 e 2007) e Joe Biden em 2021, durante colonoscopias sob anestesia.

Um palco para Lula

 


O dia vai alto em Hannover,na Alemanha onde Lula abre amanhã com o Primeiro Ministro. A cidade está fantasiada de Brasil. Pronde você olha tem Brasil recebendo 160 expositores brasileiros em 4 dos seis pavilhões da maior feira da União Européia.

Bom dia

 


O dia
Seja lá como for; haja o que hajar , o vento virou. Não é hora de tanta chuva no Ceará. Se é El Nino, se é Lá Nina, ou até o casal, há outono por aqui. Folhas amareladas caem. A paisagem muda silenciosamente. E ,como vem ocorrendo, chove esta madrugada impiedosamente adoçando o mar que se abre para receber o alimento de Deus para seus moradores.

É falta de homem


                                  História do Estadão

IBGE confirma: está faltando homem no Brasil. Por que isso acontece?

Dados do IBGE apontam para 'escassez' de homens no Brasil
Imagem: Getty Images
Está faltando homem mesmo. A queixa recorrente das mulheres, sobretudo daquelas com mais de 40 anos, tem o respaldo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo novos números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados nesta sexta-feira, 17, existem 95 homens para cada 100 mulheres no Brasil.
Dependendo do Estado e da faixa etária a situação se agrava. No Rio de Janeiro, por exemplo, na faixa com mais de 60 anos, são apenas 70 homens para 100 mulheres. E em São Paulo não é muito diferente: na mesma faixa são 76 para 100.
Os números do último Censo mostraram que, em 2022, a população brasileira era formada por 104.548.325 mulheres e 98.532.431 homens - cerca de 6 milhões de mulheres a mais. Segundo os demógrafos, as chamadas causas externas, como acidentes graves e violência urbana, que vitimam muito mais homens, e o fato de as mulheres cuidarem mais da saúde explicam essa diferença. O fenômeno não é recente. A série histórica da PNAD mostra que, em 2012, a população residente do País era formada de 48,9% de homens e 51,1% de mulheres. A proporção se manteve até 2018. Em 2019 houve uma ligeira alteração, passando para 48,8% e 51,2%. Até 2024, as porcentagens se mantiveram.
Por razões biológicas, em todo o mundo nascem de 3% a 5% mais homens do que mulheres. No Brasil, essa proporção se mantém até os 24 anos, quando a população feminina ultrapassa a masculina.
Isso acontece porque entre os adultos jovens são registradas muito mais mortes de homens do que mulheres. Essas mortes estão relacionadas às causas não naturais, ou seja, violência e acidentes.
Por outro lado, a expectativa de vida das mulheres é sempre maior do que a dos homens globalmente. Isso é atribuído ao fato de as mulheres se cuidarem mais, se alimentarem melhor e frequentarem mais os médicos. Por isso, na faixa etária acima dos 60 anos, é comum o número de mulheres ser mais elevado.
Com a transição demográfica brasileira - envelhecimento da população e redução dos nascimentos -, essa diferença fica ainda mais evidente.
A tendência se repete em todas as regiões e, praticamente, em todos os Estados do País, segundo a PNAD. As únicas exceções são Tocantins, onde são 105,5 homens para 100 mulheres, Mato Grosso, com 101,1, e Santa Catarina, onde são 100,2 homens para 100 mulheres.
Do ponto de vista regional, o tipo de oferta de trabalho pode elevar a proporção de homens, como em lugares com atividades com a mineração e o agronegócio.
A notícia sobre a diferença do tamanho das populações conforme o gênero não é necessariamente ruim para as mulheres. Segundo estudo do professor de Ciência Comportamental da London School of Economics Paul Dolan, as mulheres solteiras e sem filhos tendem a ser mais felizes e saudáveis do que as casadas.
De acordo com o pesquisador, os homens se beneficiam muito mais com o casamento, porque passam a se cuidar melhor, se alimentar de forma mais saudável e ter apoio emocional. As mulheres, por sua vez, ficam mais sobrecarregadas. É comum que elas precisem acumular obrigações profissionais e domésticas, como a casa e os filhos.

Com focus.jor

 

Projeto avança e pode mudar placas de veículos com volta de cidade e estado
Mudança: A Comissão de Viação e Transportes da Câmara aprovou projeto que altera o padrão das placas no Brasil, retomando a identificação do município e do estado, além da inclusão da bandeira da unidade federativa. O texto (PL 3214/23), de autoria do senador Esperidião Amin, modifica o modelo atual adotado com a placa Mercosul, em vigor desde 2020. A medida busca facilitar a identificação da origem dos veículos em situações como:
infrações de trânsito
furtos e roubos
investigações policiais
O parecer favorável foi apresentado pelo relator Hugo Leal.
O que muda na prática:
inclusão de cidade e estado na placa
presença da bandeira da unidade federativa

criação de um novo modelo, já que o atual não comporta essas informações. Caso a lei seja aprovada, a obrigatoriedade começará após 12 meses, sem exigir troca imediata das placas já em circulação. O modelo atual segue o padrão do Mercosul, com sete caracteres alfanuméricos e QR Code para consulta de dados. O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Para entrar em vigor, precisa de aprovação final no Congresso e sanção presidencial.