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A Quest ouviu 1002 cearenses sobre eleição

  • Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra como está a disputa para o governo do Ceará.

  • São quatro cenários de 1º turno, com diferentes combinações de pré-candidatos.

  • Em diferentes cenários, foram testados os dois possíveis candidatos do PT, o atual governador Elmano de Freitas e o senador Camilo Santana.

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (30) mostra como está a disputa para o governo do Ceará. São quatro cenários de 1º turno, com diferentes combinações de pré-candidatos.

Em diferentes cenários, foram testados os dois possíveis candidatos do PT, o atual governador Elmano de Freitas e o senador Camilo Santana. O oponente deles nos cenários testados é o ex-governador Ciro Gomes (PSDB). Nessa comparação, Camilo vai melhor do que Elmano contra Ciro.

Cenário 1, com 5 pré-candidatos

  • Ciro Gomes (PSDB): 41%
  • Elmano de Freitas (PT): 32%
  • Eduardo Girão (Novo): 4%
  • Jarir Pereira (PSOL): 1%
  • Zé Batista (PSTU): 0%
  • Indecisos: 11%
  • Branco/nulo/não vai votar: 11%

Cenário 2, com 5 pré-candidatos

  • Camilo Santana (PT): 40%
  • Ciro Gomes (PSDB): 33%
  • Eduardo Girão (Novo): 5%
  • Jarir Pereira (PSOL): 1%
  • Zé Batista (PSTU): 1%
  • Indecisos: 9%
  • Branco/nulo/não vai votar: 11%

Cenário 3, com 5 pré-candidatos

  • Elmano de Freitas (PT): 39%
  • Roberto Cláudio (União Brasil): 16%
  • Eduardo Girão (Novo): 8%
  • Jarir Pereira (PSOL): 2%
  • Zé Batista (PSTU): 1%
  • Indecisos: 13%
  • Branco/nulo/não vai votar: 21%

Cenário 4, com 5 pré-candidatos

  • Camilo Santana (PT): 49%
  • Roberto Cláudio (União Brasil): 12%
  • Eduardo Girão (Novo): 9%
  • Jarir Pereira (PSOL): 1%
  • Zé Batista (PSTU): 1%
  • Indecisos: 10%
  • Branco/nulo/não vai votar: 18%

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, avalia a situação dos principais pré-candidatos testados:

"Embora lidere a corrida contra o atual governador, Ciro Gomes tem quase 60% do seu eleitor ainda podendo mudar seu voto ao longo da eleição. No caso do Elmano, metade de quem declara voto nele ainda pode mudar de voto."

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.002 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 24 e 28 de abril.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Simulações de 2º turno

A pesquisa inclui também quatro simulações de 2º turno. Veja os números: 

Cenário 1

  • Camilo Santana (PT): 44%
  • Ciro Gomes (PSDB): 39%
  • Indecisos: 7%
  • Branco/nulo/não vai votar: 10%

Cenário 2

  • Ciro Gomes (PSDB): 46%
  • Elmano de Freitas (PT): 35%
  • Indecisos: 8%
  • Branco/nulo/não vai votar: 11%

Cenário 3

  • Elmano de Freitas (PT): 46%
  • Roberto Cláudio (União Brasil): 26%
  • Indecisos: 9%
  • Branco/nulo/não vai votar: 19%

Cenário 4

  • Camilo Santana (PT): 58%
  • Roberto Cláudio (União Brasil): 20%
  • Indecisos: 6%
  • Branco/nulo/não vai votar: 16%

Índices de rejeição de cada pré-candidato

A Quaest perguntou aos eleitores cearenses em quais pré-candidatos eles não votariam de jeito nenhum. Os números:

  • Elmano de Freitas (PT): 42%
  • Roberto Cláudio (União Brasil): 39%
  • Camilo Santana (PT): 34%
  • Ciro Gomes (PSB): 33%
  • Eduardo Girão (NOVO): 29%
  • Jarir Pereira (PSOL): 10%
  • Zé Batista (PSTU): 8%

Continuidade x mudança e peso dos apoios políticos

Para 43%, o próximo governador deveria ser um aliado de Lula. Outros 34% preferem um governador independente, e 18% consideram um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a melhor opção.

Segundo a Quaest, 38% querem que o próximo governador mude apenas o que não está bom na gestão estadual, 35%, que mude totalmente, e 21%, que continue o trabalho que vem sendo feito.

Em relação ao governador Elmano de Freitas (PT), 50% consideram que ele merece ser reeleito, 39%, que não merece, e 11% não sabem ou não responderam.

O Poder da Mensagem

 


O Camio avisou pro Lula: Adia avotação!!!

 

Lula ignorou sugestão de Camilo Santana para adiar votação de Messias
Ex-ministro da Educação e coordenador da campanha alertou para risco de derrota um dia antes da sabatina
O senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação, sugeriu diretamente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) adiar a votação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal).
O alerta, segundo relatos feitos à CNN, foi feito na terça-feira (28), um dia antes da votação.
O argumento apresentado por Camilo, um dos coordenadores da pré-campanha de reeleição de Lula, era de que não havia margem de segurança para garantir a aprovação de Messias no Senado.
Lula ignorou a sugestão e manteve a indicação, mesmo diante do cenário adverso apontado pelo ex-ministro.
Fontes do governo veem derrota de Messias como “hecatombe”
Durante a sabatina na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), Camilo Santana descreveu Messias como um "um homem de fé, cristão, humano, de família, justo" e que atenderia "todos os requisitos constitucionais e legais" para assumir o cargo de ministro do Supremo.
O presidente, segundo aliados, já previa uma batalha difícil no Senado, diante da resistência do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), mas apostava em uma aprovação, ainda que apertada.
Nos dias que antecederam a votação, governistas chegaram a falar em até 50 votos favoráveis à indicação. Na segunda-feira, o relator do caso, senador Weverton Rocha (PDT-MA), disse à CNN que trabalhava com um piso de 44 votos.
Nesta quarta-feira, porém, o clima na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) se deteriorou ao longo do dia. Ao final, aliados de Messias já projetavam uma aprovação no limite mínimo, de 41 votos.
O resultado no plenário, no entanto, foi bem diferente do esperado: Messias recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários. A rejeição de um indicado ao STF não ocorria havia 132 anos.
Após a rejeição de Messias no plenário, o ex-ministro da Educação disse que o momento" exige reflexão responsável" e disse que o advogado-geral da União permanece com a trajetória " marcada pela ética, pelo preparo e pelo compromisso com o serviço público."

"O movimento acende um sinal de alerta sobre o nível de politização em processos que deveriam ser guiados, acima de tudo, pelo mérito e interesses do país. A tensão entre os Poderes e um ambiente de insegurança institucional não contribuem em nada para o nosso desenvolvimento social e econômico, tampouco para o fortalecimento da democracia do Brasil", escreveu o senador nas redes sociais.

Autismo no Abril Azul

 

Ciadi finaliza ações do Abril Azul com palestra sobre o autismo feminino e a invisibilidade do diagnóstico

Por Amanda Andrade da Alece
    Seminário contou com apresentação artística de crianças e jovens atendidos pelo Ciadi Seminário contou com apresentação artística de crianças e jovens atendidos pelo Ciadi - Foto: Pedro Albuquerque

    A Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (Alece) realizou, na tarde desta quarta-feira (29/04), no Auditório Murilo Aguiar, o IV Seminário do Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o tema “Autismo feminino e a invisibilidade no diagnóstico”. Promovido pelo Centro Inclusivo para Atendimento e Desenvolvimento Infantil (Ciadi), o evento marcou o encerramento da programação da Campanha Abril Azul, mês dedicado à conscientização sobre o autismo.

    Assessora especial de Gestão de Saúde e Assistência Social do DSAS, Ana Alice Falcão - Foto: Pedro Albuquerque

    A assessora especial de Gestão de Saúde e Assistência Social do Departamento de Saúde e Assistência Social (DSAS) da Alece, Ana Alice Falcão, destacou o papel da Casa na promoção de debates relevantes e urgentes para a sociedade, especialmente quando se trata de pautas ainda invisibilizadas. “A Alece, como sempre, tem sido pioneira em algumas discussões importantes que estão junto da sociedade”, afirmou. 

    Ela também enfatizou que o diagnóstico é determinante para a qualidade de vida das pessoas com TEA, sobretudo das mulheres, e que, em razão disso, esse momento de debate se mostra de suma importância. Para ela, discutir o autismo feminino é também discutir desigualdades e ampliar o acesso à informação e ao cuidado. 

    Psicóloga do Ciadi Ana Beatriz Pinheiro - Foto: Pedro Albuquerque

    Antes do início das palestras, adolescentes atendidos pelo Ciadi tiveram as produções artísticas deles expostas em um painel, resultado das atividades desenvolvidas durante o Abril Azul. A psicóloga Ana Beatriz Pinheiro explicou que a proposta buscou estimular a expressão emocional e social dos jovens. Ela destacou que a arte se mostrou uma ferramenta essencial para a comunicação de muitos adolescentes. 

    “Alguns não conseguem falar como se descrever, mas conseguem por meio da arte. Então muitos desenharam árvores para mostrar a transformação ao longo do desenvolvimento, outros desenharam símbolos de jogos, que representam quem eles são”, explicou.

    Painel exibiu produções artísticas de crianças e adolescentes atendidos pelo Ciadi - Foto: Pedro Albuquerque

    Segundo Ana Beatriz Pinheiro, o momento também proporcionou visibilidade e pertencimento. “Eles estão sendo vistos por todo mundo que está aqui hoje, então é uma oportunidade muito gratificante. Eles são protagonistas desse evento, estão muito felizes por estarem sendo percebidos pela sociedade”, ressaltou.

    Roda de conversa compartilhou experiências de mães cujos filhos possuem TEA - Foto: Pedro Albuquerque

    PROGRAMAÇÃO

    A programação oficial iniciou com uma apresentação cultural do grupo de adolescentes com TEA atendidos pelo Ciadi, que interpretou a música “Ninguém é igual a ninguém”, de Milton Karam. O evento seguiu com uma roda de conversa mediada pela psicopedagoga Luciana Bem, em que foram reunidos relatos que evidenciaram vivências no contexto do autismo. Participaram do momento a psicopedagoga Bruna Karla, mãe de Isabela Oliveira, e Kátia Cilene, mãe de José Roberto, ambas com filhos atendidos pelo Ciadi. 

    Durante a conversa, Bruna compartilhou a experiência de conciliar o conhecimento técnico com a realidade do cuidado cotidiano com a filha, destacando as dificuldades enfrentadas antes do diagnóstico. “Enquanto tudo era descartado, a gente tentava ser mais rígido, tentando não criar como uma menina mimada. Mas isso não funcionava, era pior. Então, foi um alívio entender o que estava acontecendo com a minha filha, até para conseguir me orientar”, relatou.

    Médica Higina Machado - Foto: Pedro Albuquerque

    PALESTRAS E PAINEL

    Na palestra “Autismo feminino: da invisibilidade no diagnóstico aos avanços científicos na identificação e intervenção”, a médica Higina Machado, que também é uma pessoa com TEA, abordou as limitações históricas dos critérios diagnósticos e a necessidade de revisão desses parâmetros de avaliação no diagnóstico das mulheres. Ela explicou que muitos testes foram construídos com base em perfis masculinos, o que contribuiu para a subnotificação de casos em mulheres.

    A médica também destacou que muitos casos são mascarados por outras condições clínicas. “Muitas mulheres estão perdidas no sistema de saúde, porque o que aparece são as comorbidades, como ansiedade, depressão, transtornos alimentares. E o autismo fica oculto”, explicou. No entanto, segundo ela, o cenário começa a mudar. “Hoje, com mais pessoas se assumindo, contando suas histórias, trazendo suas vivências, a gente já vê uma mudança de paradigma. Mas ainda há um caminho grande a percorrer”, avaliou.

    Psicólogo Riksberg Cabral - Foto: Pedro Albuquerque

    O psicólogo Riksberg Cabral, que realizou a palestra "Um olhar sobre o TEA e suas repercussões nas habilidades sociais dos indivíduos", discutiu as repercussões do TEA nas habilidades sociais, destacando os desafios enfrentados em diferentes contextos. 

    “A gente precisa visualizar o indivíduo na sua totalidade, porque essas habilidades sociais são atravessadas por várias experiências ao longo da vida”, afirmou. Ele explicou que dificuldades na compreensão de regras sociais implícitas e sinais não verbais impactam diretamente a convivência.

    O especialista também abordou o fenômeno do mascaramento. “Muitas pessoas autistas aprendem a reproduzir comportamentos sociais de forma muito mecanizada, conseguem imitar, se adaptar, e por isso acabam passando despercebidas”, explicou . No entanto, Riksberg Cabral alertou para os impactos disso. “Isso traz uma sobrecarga emocional e sensorial muito grande, porque exige um esforço constante para manter essa ‘máscara’. E em algum momento isso aparece, seja em casa, na escola ou em outros ambientes”, pontuou.

    Sargento da PMCE Flávio de Andrade - Foto: Pedro Albuquerque

    No painel “Equoterapia e inclusão: o papel da Cavalaria do Ceará no desenvolvimento da criança com TEA”, o sargento Flávio de Andrade, da Polícia Militar do Ceará (PMCE), apresentou a prática como alternativa complementar no tratamento de crianças com TEA. “A equoterapia é uma terapia complementar que utiliza o cavalo para estimular diversos sentidos, além de trabalhar o equilíbrio, coordenação e aspectos emocionais”, afirmou. 

    O sargento também ressaltou que o atendimento exige critérios e acompanhamento especializado. Ele explicou que não são todas as crianças que são indicadas para realizarem terapia com equinos e, por isso, é necessário passar por uma avaliação multiprofissional. Ainda segundo o militar, o processo não é simples e envolve adaptação gradual. “Muitas crianças não montam de primeira, precisam primeiro se aproximar, tocar, criar vínculo. Tudo isso faz parte da terapia”, acrescentou o sargento Flávio de Andrade.

    Orientadora da Célula de Atendimento em TEA do Ciadi, Maria Luísa Pinheiro - Foto: Pedro Albuquerque

    Encerrando o seminário, a orientadora da Célula de Atendimento em TEA do Ciadi, Maria Luísa Pinheiro, avaliou o encontro como um momento de transformação. “Foi uma tarde de muito aprendizado, de muita troca de experiências e, acima de tudo, de incentivo para que a sociedade tenha um olhar mais humano e inclusivo”, comentou. Para ela, o evento cumpre um papel fundamental. “Eu acredito que, a partir de hoje, muitas pessoas vão ficar mais atentas ao transtorno do espectro autista em mulheres”, concluiu.