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Que coisa feia

 

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‘Acusação de Valdemar Costa Neto contra Davi Alcolumbre começa a ganhar corpo’, sinaliza o jurista João Figueiredo
'O Senado fez justamente o que Valdemar havia previsto", afirmou o estudioso.
Davi Alcolumbre, Joao Figueiredo e Valdemar Costa Neto
Davi Alcolumbre, Joao Figueiredo e Valdemar Costa Neto (Foto: Divulgação I Reprodução/Redes Sociais I Jonas Pereira/Agência Senado )
247 - O jurista João Figueiredo sinalizou nesta segunda-feira (4) que as acusações feitas pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, merecem mais atenção porque, de acordo com o estudioso, decisões recentes do Congresso Nacional demonstraram que algumas votações recentes deram sentido a declarações feito pelo dirigente do Partido Liberal.
“Apenas briguem! Alcolumbre está ‘puto da vida’ porque Valdemar expôs publicamente um suposto acordo para enterrar a CPI do Banco Master em troca da derrubada do veto da dosimetria. Ele negou, chamou Valdemar de mitômano, mas poucos dias depois o Senado fez justamente o que Valdemar havia previsto. A irritação não parece ser só com a acusação, mas com o constrangimento político de ver a narrativa ganhar aparência de confirmação”, escreveu o jurista na rede social X.
O Senado rejeitou na última quarta-feira (29) o nome do advogado-geral da União (AGU), Jorge Messias, para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez a indicação. Interlocutores do governo reforçaram que a gestão do presidente Lula não tem receio das investigações e denunciam que a oposição à administração federal, ao vetar a instalação de uma CPI, tenta travar as apurações sobre o Banco Master. Conforme destacaram governistas, houve articulação entre o presidente do Senado, Centrão e bolsonaristas no Congresso para abafar o caso Master.
Em 1º de março, Costa Neto apontou em entrevista à Band uma negociação no Congresso para que parlamentares derrubassem o veto de Lula ao PL da dosimetria e, em troca, a Casa barraria a instalação da CPI do Banco Master. “Eu tive uma proposta essa semana, mas eu não tenho como fazer. Eu falei com Rogério Marinho [líder do PL no Senado], eles querem votar dosimetria desde que não se faça a CPI do banco Master no Senado”, afirmou Costa Neto. “Quem? O Alcolumbre?”, questionou o jornalista. “O Alcolumbre é um deles”, disse o presidente do PL.
O presidente do Senado rebateu o político da extrema direita, em discurso no dia 18 de março. “Chama-se mitômano a pessoa que mente reiteradas vezes e acredita na sua mentira. Como eu não sou médico, eu não quero fazer nenhuma consulta pública [para] o ex-deputado federal e presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Eu nunca, absolutamente nunca, tratei com Valdemar Costa Neto em relação a este assunto da sessão do Congresso, da votação dos vetos da dosimetria — manutenção ou derrubada — ou sobre a CPI do Banco Master”.
Caso Master
A Polícia Federal investiga um esquema de fraudes financeiras envolvendo o Master. Segundo a corporação, as irregularidades Para alcançar suas metas, o controlador do Banco Master teria recorrido a uma política intensa de captação de recursos, baseada na emissão de papéis bancários que ofereciam ganhos acima do padrão praticado no mercado.
Os valores obtidos seguiam para operações consideradas arriscadas, ativos com pouca liquidez e fundos ligados ao próprio grupo, o que favorecia a movimentação interna de recursos e mantinha o funcionamento da estrutura financeira.
Esse modelo também envolvia a oferta de CDBs com rendimento “significativamente superior à média de mercado”. Em seguida, os recursos eram direcionados a Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, mecanismo que, conforme o processo, criava uma imagem de solidez para as aplicações, mas ampliava o risco e dificultava a supervisão.
Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro está preso e prepara uma delação premiada negociada com investigadores em Brasília (DF).

Dia das Mães

 

O Silêncio que Abraça
No domingo, a casa acordou mais cedo que o sol. O cheiro de café se espalhava pela cozinha, misturado ao perfume doce de bolo recém-saído do forno. Na mesa, flores improvisadas num copo de vidro — porque vaso bonito não é o que importa, é o gesto.
Ela, sentada na ponta, sorria com aquele jeito que só as mães têm: um sorriso que guarda histórias, noites mal dormidas e um amor que não se mede. Não havia presentes caros, nem discursos ensaiados. Havia olhares cúmplices, mãos que se encontravam e um silêncio confortável, desses que dizem mais que qualquer palavra.
Enquanto o dia corria, percebi que o Dia das Mães não é sobre um calendário marcado, mas sobre todos os instantes em que ela esteve ali — mesmo quando ninguém pediu, mesmo quando ninguém percebeu. É sobre o abraço que chega antes da queda, o conselho que vem antes do erro, e a paciência que insiste em ficar, mesmo quando o mundo parece apressado demais.
No fim da tarde, ela recolheu as xícaras, ajeitou a toalha da mesa e, antes de sair, me olhou como quem diz: "Eu sempre estarei aqui". E eu entendi que o amor de mãe é isso — uma presença que não precisa de data para existir.
Se quiser, posso criar também uma versão mais leve e bem-humorada dessa crônica, mostrando o Dia das Mães com pequenas trapalhadas e momentos engraçados. Quer que eu faça?

Decisão de Moraes: base de Lula vê 'vitória da democracia' e oposição diz que 'STF fechou Congresso'

 

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que suspendeu a aplicação, para casos específicos, da Lei da Dosimetria exaltou os ânimos da base do governo Lula e da oposição no Congresso Nacional.
Minutos após a notícia da decisão do ministro neste sábado, 9, o líder da oposição na Câmara dos Deputados, Gilberto Silva (PL-PB) publicou em sua conta no Twitter: “Congresso Nacional fechado mais uma vez pelo STF”.
Pré-candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) soube da decisão enquanto participava de um evento em Santa Catarina para lançar a pré-candidatura de seu irmão, Carlos, a uma vaga do Senado pelo Estado. O parlamentar afirmou que a decisão de Moraes é “canetada” que “abala o jogo democrático”.
Alexandre de Moraes decidiu suspender a aplicação da Lei da Dosimetria para casos específicos Foto: Antonio Augusto/STF
Alexandre de Moraes decidiu suspender a aplicação da Lei da Dosimetria para casos específicos Foto: Antonio Augusto/STF
“Eu acho estranho porque foi o próprio Alexandre de Moraes que escreveu o texto que foi aprovado no Congresso Nacional da dosimetria. Foi o próprio Alexandre de Moraes que interditou o debate no legislativo, tanto na Câmara quanto no Senado, porque nós queríamos anistia ampla, geral e irrestrita”, disse Flávio, em referência ao diálogo entre o relator projeto de lei, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), e o ministro do STF quando o texto tramitava na Câmara.
“A grande maioria (no Congresso) defende a lei e, numa canetada monocrática, mais uma vez, o ministro do Supremo remove a decisão de nós, os verdadeiros representantes do povo. O Brasil parece que está se acostumando com isso, mas nós não vamos nos acostumar, e é por isso, por causa desse excesso (de poder), que a credibilidade do Poder Judiciário foi parar lá no lixo”, acrescentou.
Em nota, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), também pré-candidato à Presidência, afirmou que a “suspensão da Lei da Dosimetria, um texto aprovado por ampla maioria no Congresso Nacional, é um ataque à democracia e à separação dos Poderes”.
“É uma decisão deplorável em que o ministro Alexandre de Moraes ultrapassa os limites da relação institucional. Esse ativismo judicial só faz aflorar e aprofundar a radicalização na política e favorece a polarização dos extremos, algo que nunca foi um traço da política brasileira. Serve apenas como um biombo para desviar os debates próprios do processo eleitoral, dos problemas reais da população, como segurança pública, educação, saúde e transporte público de qualidade”, disse.
Vice-líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse que a decisão de Moraes representa uma “vitória da democracia”. “Agora tem que esperar a decisão do colegiado do Supremo, uma decisão de mérito sobre isso, porque vamos falar sério, é tudo inconstitucional. O Poder Legislativo não pode legislar para beneficiar alguém, não pode fazer o que fez nesse caso”, afirmou.
A deputada federal e ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, afirmou que “o acordão para beneficiar Jair Bolsonaro e seus cúmplices não está acima da Constituição”. “E é isso que o STF vai decidir no julgamento das ações apresentadas pela ABI e Federação Rede-PSOL. Até lá, valem as penas e a lei original. E o País espera que continuem valendo”, disse.
“A democracia tem de enfrentar com rigor toda e qualquer tentativa de golpe, inclusive as que brotam de acordos espúrios para beneficiar criminosos”, afirmou Gleisi.
A lei aprovada no Congresso Nacional, que reduziu penas de condenados pelos atos de 8 de Janeiro, é objeto de questionamento da federação partidária Rede-PSOL e da Associação Brasileira de Imprensa. O STF ainda vai julgar ações dos partidos e da entidade que pedem que seja declarada inconstitucional.
Moraes, no entanto, suspendeu a Lei da Dosimetria ao analisar o pedido de uma condenada a 16 anos de prisão por participar dos atos. No despacho, o ministro justificou que a lei pode ser afetada pelo julgamento das ações dos partidos no Supremo e, para dar “segurança jurídica” aos processos, sua aplicação deve ser suspensa.
O presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), promulgou, na sexta-feira,8, a Lei da Dosimetria, após a derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Congresso.
A Lei 15.402/2026 reduz as penas de pessoas condenadas pelos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos por tentativa de golpe de Estado.

O dispositivo prevê redução de penas e facilita progressão de regime para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Bom dia

 


Viva o Papa!

 

Não brinque com o Leão 14
Papa Leão XIV surpreende ao aparecer usando tênis Nike
©Imagem: reprodução Instagram
O Papa Leão XIV chamou atenção nas redes sociais após aparecer usando um par de tênis Nike durante as gravações do documentário “Leão em Roma”. A escolha inesperada rapidamente repercutiu na internet e provocou debates sobre modernidade e tradição dentro da Igreja Católica.

Nas imagens, o Pontífice combina a vestimenta religiosa com o calçado esportivo, gesto que muitos internautas interpretaram como um sinal de aproximação com o público mais jovem. O modelo chegou até a receber o apelido de “Nike Air Leo”.

O fato novo

 


Como diria o conselheiro Acácio, nada como um dia depois do outro. Na semana passada, Flavio Bolsonaro soltava fogo e abria champanhe comemorando o fim do governo Lula.
Uma semana depois, o que os oráculos prevêm é o fim de sua.candidatura. O caso Ciro Nogueira é o fato novo da eleição.

Contrariando os que achavam que ele atuaria a favor da família Bolsonaro e seus agregados, André Mendonça implodiu o Centrão, que parecia ter a faca e o queijo na mão para ditar os rumos da sucessão de Lula. O Centrão era a Meca, agora é a kriptonita.