Contato

Eles acham que ameaça causa medo.

 




ATENTADO CONTRA DESEMBARGADORA POR PREFEITOS BOLSONARISTAS .
A desembargadora Cinthia Bittencourt Schaefer, relatora da Operação Mensageiro no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), passou a ser alvo de uma investigação interna após o surgimento de informações sobre um suposto plano de atentado contra ela. O caso é tratado sob sigilo e levou o Judiciário catarinense a reforçar a segurança da magistrada.
A apuração ocorre em meio aos desdobramentos da Operação Mensageiro, considerada uma das maiores investigações de corrupção municipal já realizadas em Santa Catarina e que resultou na prisão de 17 prefeitos, além de servidores públicos e empresários.
As informações sobre a suposta ameaça vieram à tona após a deflagração da Operação DNA do Crime, realizada no último dia 2 de junho. A ação teve como alvo empresários suspeitos
de integrar uma organização criminosa investigada por suposto enriquecimento ilícito e por manter contratos públicos em execução.
Segundo informações apuradas pelo Tribunal de Justiça, um dos investigados presos teria comentado dentro do sistema prisional sobre um suposto plano contra a desembargadora. As informações levaram à abertura de um procedimento conduzido pelo Núcleo de Inteligência e Segurança Institucional do TJ-SC.
De acordo com as informações que estão sendo analisadas, o suposto plano envolveria o monitoramento da rotina e dos deslocamentos da magistrada. Até o momento, não há confirmação sobre quem teria ordenado ou financiado a eventual ação criminosa. Uma das hipóteses examinadas pelos investigadores é a possibilidade de que um atentado pudesse ser disfarçado como acidente de trânsito para dificultar a identificação dos responsáveis.
Um dos pontos que chamou a atenção dos investigadores foi um acidente envolvendo a desembargadora ocorrido em março de 2023. Na ocasião, Cinthia Schaefer estava em um veículo oficial do Tribunal de Justiça, acompanhado de um motorista, quando sofreu um acidente na BR-101, em Itajaí. Tanto a magistrada quanto o condutor sofreram apenas ferimentos leves. O episódio foi tratado como um acidente de trânsito comum e não houve, naquele momento, qualquer investigação sobre eventual ação criminosa.
📸 Reprodução/TJSC
Donald J. Trump Embaixada EUA Brasil / US Embassy Brazil Embaixada da Rússia no Brasil
Embaixada da Alemanha Luanda

Bom dia

                                                                Capa do jornal OEstadoCe


Lula chegou trabalhando

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta segunda-feira, 15, em Genebra, onde se reuniu com o presidente da Suíça, Guy Parmelin, antes de partir para Évian-les-Bains, na França, onde ocorre a cúpula do G-7.
O petista chegou por volta das 12h locais (7h de Brasília) ao Hotel Royal onde se hospedam as delegações dos países membros do grupo e os convidados.

Segundo o Planalto, os presidentes trataram do comércio bilateral e comprometeram-se a trabalhar pela diversificação da pauta de exportações entre os dois países.
Lula chega a Évian-les-Bain, na França, ao lado da primeira-dama, Janja, para a cúpula do G-7 Foto: LUDOVIC MARIN /AFP
Um dos temas discutidos foi o acordo Mercosul-EFTA, que envolve, além da Suíça, Islândia, Noruega e Liechtenstein. Para o o Planalto, o acordo representa uma oportunidade para ampliar o comércio, em um cenário global marcado pelo aumento do protecionismo e do unilateralismo.
A cúpula de líderes ocorre no mesmo hotel e a circulação de jornalistas é limitada. A cidade de Évian-les-Bains, nos Alpes Franceses, está praticamente sitiada pelo esquema de segurança.
A expectativa do primeiro dia de cúpula é de que o presidente consiga falar rapidamente com o americano Donald Trump, com quem pretende abordar a ameaça de um novo tarifaço ao Brasil.
Lula leva narrativa eleitoral da ‘soberania’ ao G-7 e espera esbarrar com Trump para falar de tarifa
O republicano partiu nesta segunda de Washington e só chega à tarde ao hotel. Trump chega fortalecido depois de alcançar um acordo de paz com o Irã, com reabertura do Estreito de Ormuz. Em comunicado, a presidência francesa do G-7 parabenizou a finalização do acordo.
Quem já chegou ao local da cúpula é a presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, com que Lula tenta um encontro bilateral para tratar do banimento da carne brasileira dos países do bloco.

As bilaterais estão previstas para ocorrer na terça-feira, 16. Lula dará dois discursos durante o evento, um na terça por volta das 15h locais (10h de Brasília) durante reunião do G-7 ampliando, momento em que tratará de solidariedade internacional aos países em desenvolvimento. E um segundo na quarta, 17, as 9h30 (4h30 de Brasília) quando deve falar de crescimento equilibrado.

O Poder da Mensagem

 


O olhar do bom vizinho



Nuvens escuras não duram muito tempo, o sol sempre volta a brilhar.

O dia



Quando a chaleira daqui de casa começa a apitar apago o fogo e faço meu primeiro café as 4 da manhã. As cinco espio como vem o dia que agora deu pra chover cedo. Quase todo dia. Chaleira fervendo e fogo apagado lembram a economia de gás. Na verdade a economia de gás se faz necessária por economia, quando o gás vem do fogão e de paz, quando cê apaga o que não serve a você ou a vida. Cuida que o trem é feio, diria minha amiga mineira cheia de mineirices e mineiridades.

O retrato de hoje

 





Pesquisa Nexus/BTG mostra Lula vantagem sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno
A mais nova pesquisa do Instituto Nexus, divulgada nesta segunda-feira (15) em parceria com o Banco BTG Pactual, mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida eleitoral para 2026. O levantamento aponta vantagem consistente sobre o principal adversário no cenário pesquisado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), tanto nas simulações de primeiro quanto de segundo turno.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 36% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 27%. Os demais nomes aparecem bem distantes, e 24% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
Nos cenários estimulados, em que os eleitores recebem uma lista de candidatos, Lula mantém a liderança. No primeiro cenário, o petista alcança 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de nove pontos percentuais. No segundo cenário, a vantagem é semelhante: 43% para Lula e 34% para Flávio.
A pesquisa também simulou quatro cenários de segundo turno. No confronto mais competitivo, entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 49% das intenções de voto, contra 43% do senador. Nos demais cenários, Lula também venceria o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Renan Santos (Missão).
PERFIL DA PESQUISA
A pesquisa ouviu 2.017 eleitores entre os dias 12 e 14 de junho de 2026, tem margem de erro de dois pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.

Lula já está nas portas do G7. Como convidado de Macron

 

postado e

Lula vai ao G7 para confrontar tarifaço dos EUA; encontro com Trump está no radar
Presidente embarcou para Évian-les-Bains a convite de Macron e usará a cúpula para criticar as sobretaxas dos EUA e defender uma nova governança global.
Opresidente Luiz Inácio Lula da Silva embarcou na tarde de domingo (14) da Base Aérea de Brasília rumo à França, onde participará da cúpula do G7 em Évian-les-Bains entre os dias esta segunda (15) e quarta-feira (17). Convidado pelo presidente francês Emmanuel Macron, Lula vai ao encontro das sete maiores economias do mundo com uma agenda clara: criticar a proposta americana de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e defender o multilateralismo em um cenário de crescente pressão comercial dos Estados Unidos. A decisão de participar foi tomada depois que o governo Trump sinalizou a sobretaxa, e o próprio Lula admitiu, em reunião ministerial, que não pretendia ir à cúpula antes disso.
Lula no G7: a agenda e as tensões com os EUA
A participação do Brasil no G7 não estava nos planos originais de Lula. Foi a ofensiva comercial de Washington que mudou o cálculo. Em reunião ministerial realizada em 3 de junho, o presidente afirmou que havia decidido ir à cúpula justamente por causa das novas taxações americanas. “Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições”, disse Lula, em declaração na reunião ministerial.
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana, a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Além disso, Washington estuda impor uma taxa adicional de 12,5% a cerca de 60 países, incluindo o Brasil, sob alegação de falhas no combate ao trabalho forçado. As duas medidas juntas representam uma pressão comercial sem precedente recente sobre Brasília e transformaram a presença de Lula no G7 em uma resposta política direta ao governo Trump.
Não há agenda oficial para um encontro bilateral entre Lula e Trump durante a cúpula. No entanto, segundo apuração da Fórum com fonte da diplomacia brasileira, a hipótese de um encontro entre os dois líderes está sendo estudada e não pode ser descartada. Um contato informal à margem do evento, como ocorreu na reunião da ONU no ano passado, permanece como possibilidade. Os encontros confirmados na agenda de Lula são com o próprio Macron e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi.
O contexto geopolítico do G7 e a posição brasileira
A cúpula de Évian-les-Bains reúne os líderes de Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá em um momento de acúmulo de crises. Os conflitos no Oriente Médio, incluindo os desdobramentos envolvendo o Irã, e a guerra na Ucrânia devem dominar as discussões, ao lado de desequilíbrios macroeconômicos globais e da disputa por fontes de minerais críticos fora da China. A cúpula começa logo após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo preliminar, cujos termos exatos ainda não são públicos e cuja assinatura formal estava prevista para a Suíça.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, foi convidado e terá uma sessão de trabalho com Trump. Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Egito, Índia, Quênia e Coreia do Sul também participarão das discussões como convidados. O Brasil integra esse grupo de países externos ao núcleo do G7, mas com peso político próprio. A França, anfitriã, trabalha para preservar a unidade do grupo e evitar atritos com Trump, que deixou antecipadamente a cúpula realizada no Canadá no ano passado. O retorno de Trump ao G7 já é tratado como uma vitória diplomática de Macron, ainda que o ambiente seja de cautela generalizada entre os líderes presentes.
Nesse cenário, a posição brasileira é a de um país do Sul Global que não compõe o clube das grandes economias industrializadas, mas que foi chamado à mesa justamente quando as tensões comerciais e geopolíticas tornam sua voz mais relevante. A agenda de Lula não se confunde com a dos membros do G7: enquanto o grupo discute guerras e minerais estratégicos, o Brasil chega com uma pauta de soberania comercial e reforma das instituições multilaterais.
A diplomacia brasileira e a defesa do multilateralismo
Lula deve usar sua intervenção na cúpula para criticar o enfraquecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o avanço do unilateralismo, defendendo uma nova governança global. A postura não é nova, mas ganhou urgência concreta com as tarifas americanas. Em reunião ministerial, o presidente afirmou que enviará uma carta a Donald Trump acusando-o de descumprir o acordo firmado entre os dois na Casa Branca, segundo declaração atribuída ao próprio Lula. “Vou escrever quantos artigos forem necessários na imprensa americana e na imprensa mundial para mostrar que eles estão errados”, disse o presidente na mesma ocasião.
O governo brasileiro avalia que, entre as medidas adotadas pelos EUA, a única com possibilidade real de revisão no curto prazo é a sobretaxa de 25%, que já é objeto de um grupo de trabalho criado após reunião anterior entre Lula e Trump. A taxa adicional de 12,5% e as classificações do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas são vistas como questões de resolução mais complexa e de prazo mais longo.
No plano interno, Lula foi além da crítica ao governo dos EUA. Em reunião ministerial, o presidente acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “traição à pátria” por articularem contra os interesses do Brasil nas sanções americanas. Lula chamou os filhos de Jair Bolsonaro de “vendilhões da pátria” e “traidores” ao comentar a articulação bolsonarista nos Estados Unidos, incluindo a recepção de Flávio Bolsonaro por Trump na Casa Branca. A declaração expõe a dimensão política interna das tensões comerciais: para Lula, o tarifaço não é apenas uma disputa entre governos, mas também um campo de disputa entre projetos de país.

Cid reforça divergências com Ciro em encontro com aliados em Sobral

 

Evento do PSB Municipal para apresentar pré-candidaturas envolveu momento de "desabafo" do senador, que rebateu irmão publicamente
O senador Cid Gomes (PSB) protagonizou mais um momento de troca de farpas com o irmão Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao Governo do Estado pela oposição. Durante encontro promovido pelo PSB Sobral na última sexta-feira (12), que reuniu o grupo político ligado ao senador na cidade, Cid reforçou as divergências políticas com Ciro e respondeu publicamente a uma alfinetada do tucano dizendo que ele teria sido apresentado candidato a governador em 2006 como "o irmão do Ciro".
"Aí ele (Ciro) disse assim, que quando eu fui para governador eu era conhecido como o irmão do (Ciro), ora me perdoe, claro, eu não tenho orgulho disso, eu jamais vou dizer qualquer coisa, mas eu tinha sido prefeito de Sobral durante oito anos. Esse povo que faz a escolha do melhor prefeito, eu fui primeiro lugar nos oito anos como prefeito de Sobral. O esforço aqui da educação já era reconhecido internacionalmente, que é referência até hoje, o esforço que começou lá, quando eu era prefeito", falou Cid no encontro.
O senador também fez novas críticas às alianças do irmão, criticou o pedido público de perdão ao ex-deputado federal Capitão Wagner (União), além de mencionar indiretamente a aproximação com o deputado federal André Fernandes (PL) e seu pai, o deputado estadual Alcides Fernandes (PL), apoiado por Ciro como pré-candidato ao Senado.
"Você vê um irmão pedir perdão ao Capitão Wagner, né? Pedir perdão ao Capitão Wagner. O outro, o outro que ele chamava daquilo que vocês sabem, vou até evitar dizer isso, virar um rapaz muito bem educado, que foi educado por um outro aí, me perdoe, eu não vi uma referência", seguiu Cid.
Cid e Ciro estão rompidos politicamente desde 2022, quando divergiram sobre a sucessão do então governador Camilo Santana (PT). A questão também entrou no "desabafo" de Cid com os aliados de Sobral. Segundo ele, estava acordado que Izolda Cela seria a candidata da situação, mas os sentimentos de "ódio" de Ciro e de "ambição desmedida" de Roberto Cláudio alteraram o plano.
"Passadas as eleições, eles começaram a me agredir, me chamaram de traidor. Quando fui traidor na minha vida? Tudo o que eu prezo é minha palavra, tudo o que preservo é minha honra. Eu jamais trairei ninguém. Não faz parte da minha natureza", falou Cid.
Hoje os Ferreira Gomes continuam divididos. Cid e Lia Gomes (PSB), deputada estadual, estão na base do governo e apoiam a reeleição do governador Elmano de Freitas (PT). Já Ciro aparece como o pré-candidato favorito na oposição e é apoiado pelos irmãos Ivo Gomes (PSB), ex-prefeito de Sobral, e Lúcio Gomes, coordenador da campanha do tucano.
Dobradinha Roger-Lia
O encontro em Sobral teve como foco a apresentação da "dobradinha" com as pré-candidaturas de Lia Gomes (PSB) e Roger Aguiar (PSB), que vão concorrer a uma vaga de deputada estadual e de deputado federal, respectivamente. Participaram vereadores, suplentes e lideranças do PSB e do Podemos de Sobral.
Questionado por jornalistas se irá concorrer à reeleição ao Senado ou se manterá o apoio à indicação do deputado federal Júnior Mano (PSB) para a vaga do PSB na chapa governista, Cid desconversou e não falou sobre a eleição do Senado. "Meu projeto é ajudar a construir um partido forte no Ceará e o Roger e a Lia são fundamentais para que Sobral e a Região Norte do estado possam ter uma representação na Assembleia e na Câmara Federal".
Estão entre as metas do senador que o PSB consiga eleger cerca de cinco deputados federais e até quatorze deputados estaduais.
Retorno à prefeitura
Ainda no encontro em Sobral, Cid projetou o retorno de seu grupo político ao poder na cidade na eleição de 2028 e prometeu garantir um nome para a próxima disputa municipal. Desde a eleição do atual prefeito Oscar Rodrigues (União), Cid e seus aliados estão na oposição no município. Na fala aos aliados, Cid afirmou que a gestão de Oscar possui uma reprovação de 55%.
“Isso mostra que a gente perde, mas se o cabra não fizer bem feito, ele não vai demorar no poder não. A convicção que eu tenho é que nós vamos retomar o poder, a Prefeitura Municipal de Sobral, daqui a dois anos, e o que for necessário dentro da dignidade, da honra, para que seja feito, podem ter certeza que eu farei. Eu me sacrificarei de tudo para assegurar que a gente possa ter aqui uma boa opção para ganhar aqui a eleição para prefeito de Sobral".
A resposta veio de Moses Filho, neto do prefeito, que acusou o grupo de Cid de "torcer pelo caos". "Agora torcem pelo caos para voltar ao poder. Isso não é oposição, é recalque de quem perdeu a caneta", falou Moses Filho nas redes sociais.

Por Igor Magalhães da editoria de política do jornal OEstadoCe

Opinião

 De Ivan Longo a Reista Fórum

Flávio Bolsonaro (quem diria!) quer transformar o Brasil em uma Venezuela
Nos últimos anos, a extrema direita propagou ad nauseam que o Brasil, com o PT no poder, viraria uma Venezuela. O motivo dessa fake news era a Venezuela imaginária divulgada, principalmente, nos noticiários internacionais da grande mídia. Um país em constante estado de caos, onde a população comia cachorros, entre outras questões controversas. É duro admitir, mas tenho que concordar com os bolsonaristas: não podemos virar uma Venezuela! Obviamente, não pelos mesmos motivos.
Na sexta-feira (12/4), uma operação conjunta entre Washington e Caracas resultou na morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, apontado como o principal chefe da Tren de Aragua, organização considerada criminosa, ligada a homicídios, tráfico de drogas, roubos de identidade e ocultação de armas de guerra.
Antes que alguém me acuse de “defender bandido”, chama a atenção o fato de Guerrero ter sido acusado pelos Estados Unidos de “terrorismo”. O mesmo “argumento” para o sequestro e posterior prisão do presidente Nicolás Maduro.
Aliás, desde que Maduro foi retirado do poder, a Venezuela tem cada vez mais se aproximado do imperialismo estadunidense. Inclusive, permitindo que os Estados Unidos promovam ações em seu território. Não por acaso, após a confirmação do ataque a Guerrero, Trump comentou nas redes sociais: “Essa ação foi coordenada de perto com nossos amigos na Venezuela, com quem estamos trabalhando muito bem”.
Impossível não associar essa mobilização “contra o terrorismo” da Tren de Aragua com a classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho (CV) como “organizações terroristas” feita recentemente pela Casa Branca. Ainda bem que o governo Lula não comprou esse ditame imperialista como o fez seu congênere venezuelano. Porém, um governo vassalo de Washington permitiria tranquilamente que ações como as ocorridas na Venezuela se tornassem corriqueiras por aqui.
Lula foi eleito em 2022 e, desde então, “não viramos uma Venezuela”. Mas se o capacho dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro, vencer este ano (como dizem, bate na madeira!), aí sim, incursões ianques contra PCC e CV serão constantes e, dessa forma, vamos nos tornar uma Venezuela.
A política da Terra Plana é realmente irônica!