Secretário nacional de Segurança afirma que a solução para segurança no Brasil deve envolver vários entes
A segurança pública no Brasil não será resolvida com soluções simplistas nem discursos de efeito. A avaliação é do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, que criticou abordagens baseadas na ideia de enfrentamento direto como resposta única à criminalidade. “Não vai ser com uma bala de prata, ‘bandido bom é bandido morto’ que nós vamos resolver o problema”, afirmou, ao defender uma estratégia mais ampla e integrada.
A declaração foi feita durante o Seminário Município Mais Seguro, realizado nesta terça-feira (17), em Fortaleza, e ocorre em meio ao avanço da PEC da Segurança Pública no Congresso Nacional. A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados e em análise no Senado, busca justamente fortalecer a atuação conjunta entre União, estados e municípios no combate ao crime.
Para o secretário, a realidade brasileira evidencia a não eficácia de soluções simplificadas. “O Brasil é um dos países que mais mata e mesmo assim nós temos uma violência acachapante”, disse, ao argumentar que o cenário exige políticas estruturadas e coordenadas. Segundo ele, a proximidade dos municípios com a população é peça-chave para qualquer avanço consistente na área.
Chico Lucas citou a experiência no Piauí para ilustrar os desafios enfrentados por cidades com baixa estrutura, especialmente no que diz respeito às guardas municipais. Ele destacou que a articulação entre diferentes níveis de governo é essencial para enfrentar a criminalidade de forma mais eficiente.
Esse entendimento converge com os pontos centrais da PEC da Segurança, que prevê maior compartilhamento de informações, provas e recursos entre os entes federativos, além de incentivar operações conjuntas e o uso de tecnologia no combate ao crime organizado. A proposta também estabelece diretrizes para uma atuação mais coordenada das forças de segurança em todo o país.
Ao comentar o cenário, o secretário reforçou que a construção de um sistema nacional mais integrado é o principal caminho para enfrentar a violência. “Agora, com a PEC da segurança pública, é a construção da ação do sistema de segurança pública”, afirmou.
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