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De tchutchuca a tigrão

 

Bancada do Jornal Nacional que foi tchutchuca com Renan Santos virou tigrão com Lula
É curioso como muda o comportamento da bancada do Jornal Nacional dependendo de quem está sentado diante dela.
Ontem, com Renan Santos, do Movimento Brasil Livre, o tom foi quase de conversa entre conhecidos. Perguntas suaves, pouca insistência, nenhuma disposição aparente para apertar o entrevistado quando as respostas escapavam do que havia sido perguntado.
Com Caiado e Zema, a mesma coisa.
Mas, com Lula, a história foi outra.
A bancada vestiu as luvas de boxe. Renata Vasconcellos e Tralli ficaram mais de 20 minutos interrogando Lula sobre corrupção, como se fossem delegados de polícia.
Usaram vazamentos aleatórios como se fossem provas cabais. Impediram o presidente de completar frases. Foram grosseiros.
A diferença não está apenas nas perguntas. Está na maneira como elas são feitas, na insistência, na escolha dos temas e, sobretudo, no tratamento dado às respostas.
Lula foi cobrado, interrompido, pressionado e confrontado em diversos momentos. Nada disso é necessariamente um problema. O presidente da República deve mesmo ser questionado. O jornalismo precisa incomodar o poder.
O problema aparece quando o rigor não é aplicado de maneira equivalente.
Porque, se a cobrança é uma virtude quando o entrevistado é Lula, ela também deveria ser uma virtude quando o entrevistado é alguém da direita radical que pretende disputar espaço político e eleitoral.
Do msn
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Foi nítida a impessao de que as perguntas estavam escritas para os entrevistadores lessem o que a direção andou. Uma pena. Pareciam tão bem informados.
Minha leitura

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