O dia
Nem.pense que esse claro sobre o cocuruto do farol é luz que gira. É luz do céu, um buraco na chuva que caiu de levinho esta madrugada. É, sim, um arremedo do que faz mês, apagou e ainda não voltou. E ficam os que dele,farol dependem e os males das sombras assumem. Tipo escorpião que nesta época saem a caça. Um perigo que se esconde em ralos, móveis,roupas sapatos. Escorpião é, sobretudo covarde. Tem até a história. Diz que um dia um escorpião precisava atravessar um rio caudaloso. Parou na margem pensando como fazer. Viu um sapo. Sapo, grande nadador ia atravessar a corrente. O escorpião pediu carona. Subiria nas costas do sapo e iria pra outra margem. O sapo riu. Desculpa mas não levo o senhor, não. O senhor vai me picar e matar com seu veneno. O escorpião fez tanta jura, mudou tanto a própria personalidade que o sapo concordou. O escorpião subiu nas costas ruguentas do sapo e lá se foram. No meio do rio o sapo sentiu. O escorpião enfiou seu ferrão venenoso no cara que lhe deu ajuda. O sapo ,suspirando,vendo a morte chegar, que também mataria o escorpião lamentou: ,Por que você fez isso? Nós vamos morrer. O escorpião, mesmo diante do desastre não se conteve: - Desculpe. É da minha natureza.
Conheço gente assim.
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