Governo Trump reage a Lula e diz que vai monitorar eleição brasileira
O governo de Donald Trump reagiu à fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante a convenção nacional do PDT, sobre o secretário de Estado da Casa Branca, Marco Rubio.
Durante discurso na convenção nacional do PDT, realizada na última segunda-feira (20), o presidente Lula afirmou não temer uma possível interferência de Marco Rubio no processo eleitoral brasileiro e lançou um desafio:
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país.”
Ao G1, o Departamento de Estado da Casa Branca afirmou que vai monitorar a eleição brasileira para garantir “a liberdade de expressão”.
“Em termos gerais, os Estados Unidos têm um interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil”, afirmou, em nota, o Departamento de Estado da Casa Branca, hoje sob o comando de Marco Rubio.
“A gente vai derrotar todos”: Lula desafia Rubio a fazer campanha para Flávio Bolsonaro no Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (20) que não teme uma eventual participação do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
“Se o secretário de Estado americano Marco Rubio quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, declarou Lula durante a Convenção Nacional do PDT, em Brasília.
O presidente acrescentou que seu grupo político derrotará qualquer tentativa de influência externa “em nome da defesa da democracia”. A fala ocorre em um cenário de crescente tensão entre o governo brasileiro e a administração de Donald Trump, especialmente após a imposição de novas tarifas a produtos do Brasil.
O encontro do PDT reuniu dirigentes nacionais para definir alianças e estratégias para as eleições de 2026. O partido aprovou apoio à pré-candidatura de Lula à reeleição. A candidatura do petista deverá ser oficializada pelo PT em convenção marcada para agosto.
Durante o discurso, Lula também voltou a mencionar brasileiros que procuram autoridades dos Estados Unidos para defender sanções contra o próprio país.
“Hoje temos não um, mas vários traidores que vão aos EUA pedir para os EUA impor punição ao Brasil”, afirmou.
O presidente disse ainda que o Brasil permitirá a presença de observadores estrangeiros nas eleições, mas não aceitará interferência de outros governos no processo político nacional.
As declarações ocorrem pouco mais de um mês depois de Flávio Bolsonaro apresentar uma notícia-crime ao Supremo Tribunal Federal contra Lula. O senador pediu que o presidente seja investigado por suposta ameaça e incitação ao crime após uma fala sobre punições históricas aplicadas a “traidores da pátria”.
Ao retomar o tema, Lula afirmou que a eleição de 2026 será decisiva para impedir o retorno do que classificou como negacionismo e fascismo ao governo.
“Nós não temos o direito de perder essas eleições”, disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário