Um dado inédito da última pesquisa Quaest, divulgado pelo jornalista Thomas Traumann no jorna O Globo nesta segunda-feira (20), revela que 55% dos eleitores acreditam que Lula será reeleito para seu quarto mandato em outubro. Apenas 25% apostam em uma vitória do principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Entre os chamados independentes, que não se colocam como bolsonarista ou lulista, 52% acreditam na reeleição do presidente e 14% na vitória do senador.
Segundo a pesquisa, mesmo entre evangélicos, que ainda votam majoritariamente no filho de Jair Bolsonaro, 45% afirmam que Lula será o vencedor das eleições, diante de 36% que acham que o senador vai ganhar a disputa.
Os dados comprovam ainda o derretimento da confiança entre os eleitores que se classificam como direita não bolsonarista entre abril, quando 67% acreditavam em uma vitória da oposição, e os atuais 46% que seguem achando possível a vitória de Flávio Bolsonaro.
Até mesmo os bolsonaristas estão perdendo a confiança em Flávio Bolsonaro: eram 80% e agora são 72%.
Medos
Segundo o jornalista, três caciques do PL teriam afirmado que “o risco da campanha bolsonarista é virar uma profecia autorrealizável: se a maioria acha que Flávio vai perder, ele acaba perdendo”.
Traumann aponta, então, três medos dentro da campanha de Flávio que podem abater o presidenciável do clã Bolsonaro de vez:
Um vídeo comprometedor de Flávio Bolsonaro nas festas de Daniel Vorcaro;
A investigação sobre o governo Cláudio Castro, que era comandado em grande parte pelo senador e;
Um novo vídeo de Michelle Bolsonaro, com a madrasta revelando ainda mais sobre o enteado.
Um outro temor é que Flávio Bolsonaro seja abandonado por aliados próximos, como Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), por se tornar uma pessoa tóxica, que pode ameaçar eleições consideradas praticamente ganhas dentro da ultradireita.
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