Contato

Coluna do Macário Batista em 16 de outubro de 2026

 


Não falei que ia dar certo?, diz Alcolumbre a Camilo Santana após aprovação do fim da escala 6x1
Em conversa com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a aprovação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6x1, o líder do PT na Casa, Camilo Santana (CE), atribuiu ao senador amapaense o resultado. “Parabéns, presidente. Você é o grande responsável por isso aqui”, disse o petista. Sorrindo e sem perceber que seu microfone estava aberto, Alcolumbre respondeu: “Não falei que ia dar certo?”. O diálogo foi captado pela transmissão da TV Senado. O Senado aprovou a PEC nesta quarta-feira, 14, em dois turnos, por 75 votos a 1 - eram necessários pelo menos 49 votos. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único voto contrário. O PL de Flávio liberou a bancada para votar no texto, assim como o Progressistas. A votação, a 11 dias do segundo turno das eleições, contou com o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), em meio à disputa eleitoral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - embora integrantes do partido do filho de Jair Bolsonaro já defendam a aprovação do pagamento por horas trabalhadas em 2027. A oposição decidiu embarcar na proposta após Flávio recuar das críticas e manifestar apoio à PEC, tentando neutralizar o ganho político que Lula teria com a aprovação da bandeira eleitoral do petista. O candidato do PL à Presidência votou remotamente, de Porto Alegre (RS), onde esteve em campanha eleitoral.
A frase: “A ignorância gera confiança com mais frequência do que o conhecimento". Darwin e o paradoxo da ignorância.
Cid foi ao meio fio (Nota da foto)
“Candidato a presidente e senador, Flávio Bolsonaro sempre foi contra essa matéria. Tudo fez para dificultar e impedir que essa matéria fosse votada”. E elevou o tom: “Por absoluto oportunismo, ele, que é um serviçal da burguesia brasileira, que não tem o menor espírito público, que não pensa nos trabalhadores, temendo um momento de véspera de eleição, de ficar contra os trabalhadores”. Sobre o voto a favor do 5x2.
Um discurso apreensivo
Em lágrimas, a deputada reeleita Jô Farias, mulher do prefeito de Horizonte, o ex-deputado Nezinho, subiu ao púlpito da Assembleia e denunciou: O deputado federal André Fernandes foi ontem à nossa cidade e promoveu arruaças indignas de um homem público.
A denúncia
Jâ Farias contou que o deputado federal André Fernandes, agrediu a ela, dentro de sua casa e ao marido, com palavrões, ameaças e toda sorte de impropérios e algazarras que alguém deseducado, poderia articular, como uma passeata de carros de motos “para fazer raiva ao Nezinho”.
Um show de barbárie
Os vídeos mostrados, circulando em Horizonte e por todo o Ceará, na verdade expos um ritual tétrico, deseducado, grosseiro e marginal, palavras de deputados que apartearam a deputada Jô Farias.
Marginal
A fragilidade que a levou às lágrimas não eram de dor, eram a reação de uma deputada mulher que não se intimidou. E foi além: “ bandidos e covardes”. Tratou Guilherme Sampaio.
Solidariedade
O Presidente da Assembleia Legislativa, Romeu Aldigueri, chamou o episódio de molecagem, imoral ao ponto de atirar rojões contra a residência do casal Nezinho-Jô Farias.
Medrosos e covardes
O deputado Alcides Fernandes, pai do federal, que fez forfait à sessão de ontem, também foi chamado de covarde por não estar presente pra ouvir e, quem sabe defender o filho, que recebeu dele os ensinamentos da vida, como disse na campanha.
Baixinho
Ouvi de alguém que, para sorte de André Fernandes mora bem longe dele e poderia ser seu desafeto: “Barata esperta não atravessa galinheiro”.
Crédito de fundo climático internacional
O BNB disponibilizará US$ 67 milhões (cerca de R$ 340 milhões) para a modernização da matriz de energia renovável. Os recursos, provenientes do BID e dos Fundos de Investimento Climático, cada entidade ingressando com 50% do valor, complementarão o financiamento do FNE nas operações de crédito do Banco destinadas ao segmento.

Vai doer
A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), abriu investigação contra a Meta e o X por bloqueios, remoções de publicações e suspensões de contas de apoio ao presidente Lula (PT) ocorridos durante o período eleitoral.

Capa do jornal OEstadoCe

 


A pá de cal sobre os restos de gritos e horrores

 


A decisão da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negando monocraticamente o pedido de habeas corpus para libertar o ex-presidente Jair Bolsonaro, atinge o epicentro da estratégia eleitoral do clã e impõe um revés definitivo às tentativas da defesa de reverter por vias recursais a condenação penal imposta pela Corte.
Ao rejeitar a concessão do benefício na terça-feira (13), a magistrada reafirmou a higidez e a legalidade da sentença do Plenário do STF que condenou o ex-mandatário pela tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e pela trama golpista contra autoridades eleitas em 2022. O despacho barra qualquer tentativa de soltura cautelar nas semanas que antecedem o segundo turno, gerando impactos políticos e jurídicos imediatos sobre o xadrez eleitoral de 2026.
1. O colapso da tese de "perseguição" e a consolidação do trânsito institucional
A decisão de Cármen Lúcia tem peso simbólico redobrado dentro do tribunal. Conhecida por sua postura estritamente técnica e perfil de magistrada garantista nos ritos constitucionais, a ministra rechaçou a tese de constrangimento ilegal sustentada pelos advogados de Bolsonaro, ressaltando a solidez das provas periciais, dos depoimentos de ex-comandantes das Forças Armadas e das delações homologadas que embasaram a condenação penal:
Inadequação da via processual: O habeas corpus não pode ser instrumentalizado como sucedâneo de recurso ordinário para reabrir dilação probatória já exaurida e julgada pelo Pleno da mais alta Corte do país;
Ausência de ilegalidade flagrante: A execução da pena cumpre rigorosamente os parâmetros constitucionais após o encerramento das fases de instrução e ampla defesa, esvaziando as alegações de nulidade formal apresentadas pela defesa;
Precedente vinculante para a Corte: O indeferimento consolida o entendimento majoritário do tribunal em um momento em que a ala bolsonarista tenta criar instabilidade institucional cobrando anistias e ameaçando o STF com pedidos de impeachment a partir da composição do Senado eleito para 2027.
2. O impacto direto na candidatura de Flávio Bolsonaro
A manutenção da prisão de Jair Bolsonaro atinge o comitê de Flávio Bolsonaro (PL) no momento em que a campanha já acumula derrotas consecutivas na arena pública e nos levantamentos de intenção de voto:
A ruína da promessa central de campanha: Como destacou o editorial conjunto de 47 veículos da Ajor nesta semana, a candidatura de Flávio nunca apresentou um projeto estruturado para o país, tendo como razão de existência a libertação do pai e o perdão judicial aos participantes do 8 de Janeiro. Com as portas do Judiciário expressamente fechadas por Cármen Lúcia, fica evidente para o eleitorado moderado que o único instrumento restante ao bolsonarismo seria um golpe parlamentar de anistia generalizada;
A vulnerabilidade no debate da Band: O candidato do PL terá de subir ao palco da TV Bandeirantes no domingo (18) desprovido de qualquer discurso de vitória jurídica. Diante de Lula, Flávio não poderá mais posar como líder de um projeto autônomo, sendo obrigado a responder sobre o plano de subordinar a Presidência da República ao resgate penal de seu grupo familiar;
A perda do discurso de moderação: Com a negativa do STF, a pressão interna da base radical bolsonarista aumentará para que Flávio radicalize o discurso no comício da Avenida Paulista marcado para as 11h de domingo, afastando ainda mais o eleitor de centro que já vinha migrando para Lula após a revelação de sua condição de "usuário master" na conta bancária da offshore Alcazar Holdings, associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.
3. A reafirmação do Estado de Direito contra o diversionismo
A manifestação firme de Cármen Lúcia resgata a autoridade da Justiça num momento de forte guerra híbrida desatada pela extrema-direita, que tentou usar cortes no orçamento da educação, propostas de redução da maioridade penal e até manobras de forum shopping no TSE — com a denúncia de Rui Falcão contra a atuação parcial de Kassio Nunes Marques — para desviar a atenção de suas condenações penais e escândalos financeiros.
Ao manter Jair Bolsonaro submetido às sanções da lei penal ordinária, o Supremo Tribunal Federal sinaliza que o calendário eleitoral não serve de moeda de troca para barganhas de impunidade. Para os eleitores que acompanham o estreitamento das margens no PoderData (51% a 49%) e a virada entre os jovens e abstêmios atestada por BTG e Quaest, a decisão de Cármen Lúcia reafirma uma mensagem basilar da República: a soberania popular das urnas e a autoridade da Constituição não se curvam a intimidações de palanque.

Bom dia

                                                                   O poder da imagem


Opinião

 

A verdade bateu à porta de Flávio Bolsonaro
Quanto mais transparência houver nas investigações sobre o Banco Master, melhor para o Brasil
Autor
José Guimarães
Advogado, deputado federal (PT-CE) e ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República
A mentira pode até ganhar uma eleição com narrativas falsas, mas dificilmente vence o tempo. A cada nova revelação, aquilo que se tentou esconder acaba aparecendo. É o que ocorre agora com o escândalo do Banco Master e as investigações que alcançaram o senador Flávio Bolsonaro.
Durante meses, Flávio Bolsonaro tentou esconder sua relação com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, e tratou o financiamento do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, como assunto encerrado. A abertura dos autos do inquérito, porém, trouxe novas informações para o conhecimento público e colocou o senador no centro de uma investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A situação é politicamente devastadora. Não porque uma investigação equivalha a uma condenação, mas porque o investigado que pretende disputar a Presidência da República passou a ter de explicar, perante o país, fatos que estão sendo formalmente investigados pelas instituições da República.
Quanto mais transparência houver nas investigações sobre o Banco Master, melhor para o Brasil. A sociedade tem o direito de conhecer os fatos, saber a origem e o destino dos recursos, compreender as relações entre os envolvidos para que possa ir à urna consciente a fim de escolher seus candidatos.
A determinação do ministro Edson Fachin para que fossem retiradas restrições de sigilo impostas anteriormente pelo ministro André Mendonça ampliou o acesso às informações e reduziu a possibilidade de uma divulgação seletiva dos elementos da investigação. A publicidade dos autos, dentro dos limites legais, é um antídoto contra versões escolhidas a dedo.
A velha máxima continua válida: a mentira tem pernas curtas. Quando a documentação oficial começa a aparecer, versões políticas são confrontadas com fatos, registros e depoimentos. E, no caso de Flávio Bolsonaro, a distância entre o discurso público e aquilo que emerge das investigações tornou-se uma questão incontornável.
Há ainda outra revelação que merece esclarecimento. O ICL Notícias informou que uma empresa ligada à família Bolsonaro e uma empresa atribuída ao chamado “Careca do INSS”, apontado nas investigações como operador financeiro de um esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas, estariam registradas no mesmo endereço em Brasília. A informação, por si só, não prova qualquer vínculo ilícito entre as empresas. Mas, diante da gravidade do caso, é legítimo perguntar: por que estão no mesmo local? Existe alguma relação empresarial? Quem são os responsáveis? Cabe às autoridades investigar e aos envolvidos explicar.
O Brasil não pode aceitar que investigações sobre corrupção e movimentações financeiras sejam transformadas em guerra de versões. Instituições de fiscalização e controle, autônomas, como a Polícia Federal e outras, devem investigar todos, sem exceção, e os investigados devem ter assegurados o devido processo legal..
É igualmente inaceitável que alguém sob investigação por suspeitas tão graves pretenda chegar à Presidência da República sem oferecer ao eleitorado explicações convincentes. A candidatura é legítima dentro das regras eleitorais; a cobrança por transparência também é.
O Brasil é uma das maiores economias do mundo e uma democracia institucionalmente sólida. Já atravessou crises muito mais profundas e saiu delas preservando a Constituição e o Estado Democrático de Direito. Também saberá sair desta.
Para isso, é preciso observar um princípio constitucional: ninguém está acima da lei; nenhuma investigação escondida por conveniência política e nenhuma narrativa capaz de substituir os fatos.

Quanto mais luz sobre o Banco Master, melhor. A verdade precisa da transparência, para garantir a democracia.

Meu celular de volta

 Em novo lote do Meu Celular, Governo do Ceará devolve cerca de 1.600 aparelhos recuperados a seus proprietários nesta sexta (16)

Desenvolvido pelo Governo do Ceará, o programa Meu Celular terá mais um lote devolvido de aparelhos recuperados a seus proprietários. A entrega será nesta sexta-feira (16), a partir das 8h, no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), em Fortaleza. Nesta etapa, serão 1.568 telefones restituídos. A solenidade contará com a presença do governador Elmano de Freitas, do secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, do delegado-geral da Polícia Civil, Márcio Gutiérrez, dentre outras autoridades.

O programa teve início em abril de 2024 e já recuperou quase 18.500 aparelhos. O objetivo principal é coibir a prática delituosa de roubos e furtos de celulares, desarticulando a cadeia ilegal de comercialização desses produtos, além de conscientizar a população sobre a responsabilidade da compra de celulares com restrição.

Serviço

Entrega de lote do Programa Meu Celular

📅Data: 16/10/2026 (sexta-feira)
⏰Horário: 8 horas
📍Local: Cisp – Av. Aguanambi, S/N, Aeroporto, Fortaleza-CE

Ceará recebe mosquitos criados em laboratório para ajudar a combater a dengue

 


Uma nova estratégia de combate às arboviroses começa a ser implantada em municípios do Ceará. Eusébio, Maranguape e Crato receberão mosquitos modificados com a bactéria Wolbachia, uma tecnologia desenvolvida para diminuir a capacidade de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
A técnica não consiste em eliminar todos os mosquitos, mas em alterar a população de Aedes aegypti ao longo do tempo. A Wolbachia, encontrada naturalmente em diversas espécies de insetos, é introduzida nesses mosquitos e dificulta a transmissão de vírus. A bactéria não representa risco conhecido à saúde humana.
No Eusébio, a etapa inicial do projeto deve alcançar nove bairros, abrangendo aproximadamente 32,6 mil moradores, o equivalente a quase 40% da população municipal. A iniciativa foi apresentada em um evento na cidade, com a participação de representantes responsáveis pela implementação do método no Brasil.

Os resultados, porém, não são imediatos. A primeira meta é estabelecer a presença dos mosquitos com Wolbachia na população local; a expectativa é que os efeitos na redução dos casos de doenças apareçam ao longo de um a dois anos. A tecnologia, portanto, surge como uma ferramenta complementar às medidas tradicionais de prevenção, como eliminar água parada e evitar a proliferação de criadouros.

“Quem trabalha também merece tempo para viver. Bora celebrar”, diz Lula, após fim da escala 6×1

 


Presidente comemora aprovação da PEC no Senado, destaca mobilização popular e afirma que trabalhadores terão mais tempo para descansar, acompanhar os filhos e conviver com suas famílias
247 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou a aprovação, pelo Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, com a redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários. Em publicação nas redes sociais, Lula destacou a importância da mobilização popular para a votação da proposta e celebrou a perspectiva de mais qualidade de vida para os trabalhadores brasileiros.
“Quem trabalha também merece tempo para viver. Bora, celebrar!”, escreveu o presidente, ao compartilhar uma mensagem sobre a aprovação da proposta, que recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação realizados nesta quarta-feira (14).
✊🇧🇷 O FIM DA 6X1 AGORA É REALIDADE!
Lutamos, discutimos e pressionamos para garantir que o Congresso votasse ainda este ano o fim da 6×1!
Mas a voz do povo foi a voz que me conduziu para que, juntos, garantíssemos mais tempo para descansar, acompanhar os filhos e estar com… pic.twitter.com/52RZBsxVvu
— Lula (@LulaOficial) October 15, 2026
Lula destaca mobilização popular
Na publicação, o presidente ressaltou que a aprovação foi resultado de um processo de mobilização e pressão para que o Congresso Nacional analisasse a proposta ainda em 2026.
“O FIM DA 6X1 AGORA É REALIDADE!”, escreveu Lula, em letras maiúsculas, antes de destacar o esforço realizado para viabilizar a votação.
“Lutamos, discutimos e pressionamos para garantir que o Congresso votasse ainda este ano o fim da 6×1!”, afirmou.
O presidente também atribuiu papel central à participação popular na construção da proposta e destacou os efeitos esperados da redução da jornada sobre a vida cotidiana das famílias brasileiras.
“Mas a voz do povo foi a voz que me conduziu para que, juntos, garantíssemos mais tempo para descansar, acompanhar os filhos e estar com quem amamos”, declarou.
Lula encerrou a publicação celebrando a perspectiva de ampliação dos direitos trabalhistas: “Mais dignidade e qualidade de vida para o povo brasileiro!”
Entenda como será a redução da jornada
A PEC aprovada pelo Senado estabelece uma transição gradual para a nova jornada máxima de trabalho. Caso seja promulgada, a emenda constitucional prevê que, dois meses depois, o limite semanal passe de 44 para 42 horas, com a garantia de dois períodos de repouso remunerado.
A redução definitiva para 40 horas semanais ocorrerá 14 meses após a promulgação, sem diminuição salarial.
O texto também prevê regras diferenciadas para determinadas categorias profissionais, incluindo trabalhadores com formação superior e remuneração acima do limite estabelecido na proposta.
A mudança representa uma alteração importante na organização do trabalho no Brasil, ao ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e às atividades pessoais.
Aprovação ocorre às vésperas do segundo turno
A votação aconteceu em um momento decisivo do calendário político nacional, a menos de duas semanas do segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.
O fim da escala 6×1 foi incorporado pelo presidente Lula às propostas trabalhistas defendidas durante sua campanha pela reeleição.
A aprovação contou com apoio de diferentes partidos, inclusive do PL, legenda de seu adversário, Flávio Bolsonaro. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).
Apesar do resultado expressivo, parlamentares governistas alertaram para a existência de outras propostas que poderiam flexibilizar direitos trabalhistas. Entre elas está a PEC 12/2026, mencionada pelo líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).
A manifestação de Lula nas redes sociais colocou em primeiro plano a dimensão humana da mudança: a possibilidade de que milhões de trabalhadores brasileiros disponham de mais tempo para suas famílias, para o descanso e para a vida fora do ambiente profissional.

Embora a aprovação no Senado represente um avanço na tramitação da proposta, sua entrada em vigor depende da promulgação da emenda constitucional.

O dia


Juro com os dedos em cruz,e os beijo, que sou apaixonado, arriado os quatro pneus e o estepe,que já foi chamado de sobressalente, pela criatividade dos marqueteiros de política. Até tentei ser um deles, mas minha fé e minha crença não permitiram minha alma ir em frente.Ces tão acompanhando as campanhas políticas? Preste atenção na última: Os caras estão imitando , acho por esgotamento das cacimbas de invenções, as igrejas que vendem óleo sagrado da árvore que virou os troncos da cruz, lenço com o suor sagrado do arcebispo Valdomiro, pneu encantado do carro do sumo sacerdote da Excelsa Igreja da Escadaria Iluminada do Caminho do céu e mandou o homem anunciar a criação do Ministério da Prosperidade. Ao preço de um voto.
Estou perplexo e encantado.
Vão darem!!!

Lula celebra fim da escala 6×1 e chama aprovação de “conquista histórica”.

 


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou na noite desta quarta-feira (14) a aprovação, pelo Senado, da PEC que põe fim à escala 6×1. O texto recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário, consolidando uma das principais bandeiras trabalhistas defendidas pelo governo na reta final da eleição.
Lula acompanhou a votação do Palácio da Alvorada, em Brasília, e publicou uma mensagem nas redes sociais logo após o resultado.
“Hoje é dia de comemorar uma conquista histórica de milhões de trabalhadores e trabalhadoras do nosso país”, escreveu.
O presidente afirmou ainda que a mudança vai além da redução da jornada.
“O fim da 6×1 é mais do que uma mudança na jornada. É mais tempo para viver, descansar, estar com a família, acompanhar os filhos crescerem, cuidar de si e aproveitar a vida”, disse.

Na mesma publicação, Lula acrescentou que “quem trabalha tanto para construir o Brasil também merece ter tempo para viver”.
A aprovação foi recebida com festa no plenário. Depois do anúncio do placar, pessoas que acompanhavam a sessão puxaram um coro de “olê, olê, olá, Lula, Lula”.
A PEC avançou com apoio amplo dos senadores e encerra uma longa disputa em torno da redução da jornada. A proposta prevê dois dias de descanso semanal e uma transição para a nova carga horária.
O resultado também tem peso político para Lula, que transformou o fim da escala 6×1 em uma de suas principais pautas nesta reta final do segundo turno.